segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

DEMOCRACIA DE MEIA-TIGELA





Passará o Céu e a Terra mas a Dodora e o Zezinho da Ética não passarão.  Zezinho preside o MEP há uns bons vinte e tantos anos; Dodora, então, Deus me livre!, preside o SEP desde o tempo em que a TV era em preto e branco. E, no entanto, se alguém pensa em sucedê-los é logo acusado de conspiração da direita.  Há outros desses maus exemplos pela cidade - são os esquerdopatas, os democratas de meia-tigela. Tem um monte deles, por aí. A gente é que só os vê aos pares e pensa que são poucos. É assim mesmo. São muitos pares. Cada par é um grupo ou um partido. Mais do que dois, dá briga, muita confusão. Nelson Rodrigues, o dramaturgo, foi quem os caracterizou de forma definitiva:  "a esquerda só se une na cadeia". E é verdade. Só que agora está acontecendo, aqui em Volta Redonda, um fato extraordinário. Extraordinaríssimo! O pessoal da esquerda está tudo de bem. Eles, quando se encontram na rua, já não mudam de calçada. Ao contrário, correm um para o outro e se abraçam.  Agora, já se pode tirar uma foto da Dodora, Isabel Fraga e Adelson Vidal juntos. PSOL, PSTU e PCdoB juntos! Juntos!!! Tudo em nome de um bem maior. Muito maior. Eles abandonaram suas picuinhas partidárias e se dedicam à salvação da cidade. O primeiro passo já foi dado - Impediram a realização de uma palestra sobre a Intentona de 35, na Câmara Municipal.  É bem verdade que não tinham nenhum bom argumento, mas tinham um carro-de-som e um megafone muito bons. Estão animados. Agora, querem trocar o nome da sala-plenário da câmara. Querem tirar o nome do Presidente Getúlio Vargas e botar um outro. Colocar, talvez, Zezinho da Ética, Sala Zezinho da Ética. Tudo porque o ex-presidente entregou Olga Benário às forças de Hitler. Olha, nem o Prestes, o marido ferido, levou tão a ferro e fogo esta questão. Poucos meses depois desse fato, ele mesmo subia nos palanques oficiais pedindo votos para o próprio Getúlio Vargas.  Tutti buona gente!




Dilma Rousseff defenestrou Rosemary Noronha tão logo ficara sabendo que todo mundo tava sabendo desse affair com Lula. Demitiu a moça sem os quais-quais protelatórios que antecedem cada inevitável pontapé presidencial. Dilma inovou. Não quis saber de conversa. E lá se foi a moça com um punhado de gente que se beneficiava das suas tarefas de alcova.  Pra mostrar que tava braba mesmo, a Presidente disse que até o cargo que Rose ocupava também ia para o ralo, por absoluta inutilidade. Entretanto, passados já tantos dias, o Gabinete da Presidência em São Paulo continua dependurado lá no organograma da viúva. Daqui a pouco todos se esquecem do resto. Élio Gaspari já veio com seus panos quentes. Fez um artigo para a Folha de São Paulo em que relaciona os presidentes que teriam sido monogâmicos no Brasil e nos Estados Unidos, desde 1930.   Quanta bobagem... A questão não é essa. O problema é que tem muito dinheiro público rolando nisto aí. Só pela compra de um apartamento onde mora Rose deu R$ 211 mil em espécie. Isto e muito mais já foi publicado. Restam comparações para melhor entender o estrago. Na semana passada, foi vista pela TV uma fila com mais de 1000 pessoas tentando marcar um atendimento no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. Todos cheios de esperança de serem atendidos ainda em 2013. Não aguentam mais esperar.




Talvez, nem o maquiador, nem o telespectador tenham se dado conta da grande e principal utilidade dessa imensa quantidade de pó que se passa na cara dos candidatos,  quando eles vão a debate na TV. Aí, polvilhados sentem mais seguros para enfrentar as câmeras, os holofotes e encarar o respeitável público. Quando mais pó na cara, mais seguros eles ficam. A cada cinco minutos, um intervalo para retocarem o pó escorrido. E aproveitam até para colocar alguns comerciais no ar. Tudo se aproveita. É, mas embaixo desse angu tem carne. Não há o que não seja descoberto neste mundo. Viu, Lula! Está lá no site The Huffington Post a explicação que nos faltava. O Departamento de Psicologia da Universidade de Granada, Espanha é o autor da descoberta. Ele diz que o nariz das pessoas fica vermelho quando elas mentem. É só observar. Mentiu, avermelhou. Avermelhou, mentiu. Agora, sim, me dou conta do que houve no nosso último debate na tv. Quando o prefeito Neto falou que ia fazer um ótimo PCCS para o funcionalismo eu tive a nítida impressão de que o nariz dele crescera. Perguntei a minha mulher se ela também vira aquilo. Ela falou. "É normal... mas estou estranhando é que nariz dele ficou vermelho desde quando ele falou boa noite."




O Brasil fez um acordo com a ONU em favor das crianças. Se propôs a acabar com a aplicação de palmadas na pedagogia familiar. Foi assim que nasceu o Projeto de Lei 7672/2010, lei da palmada. Durante uns tres anos, ficou como que esquecida na câmara. Os deputados são muito ciosos e precisavam de todo o tempo para uma decisão tão importante. Não gostam de enfiar a mão em cumbuca. Foi, então, aprovada pela  Comissão Especial da Câmara dos Deputados em 14 de dezembro de 2012. Discutiram, por exemplo, se proibidas as palmadas estariam também proibidas os murros e pontapés e correiadas. Coisas do gênero. Criança é fogo. A Psicologia até já prevê o que elas farão em cada idade. A lei precisa, portanto, ser clara para que não haja prejuízo das partes. Os advogados todos são espertos e, por um buraquinho, às vezes, fazem passar uma boiada.  Enquanto discutem essas tantas coisas, o tempo passa. O filho do meu vizinho, um moleque lourinho de redemoinho arrepiado, já levou 1 440 coças desde que o projeto foi criado. Colocando-se 10 palmadas por coça se vê logo onde vai parar isto.  Este é um dos pequenos prejuízos que podiam ser evitados pelo congresso. E olha que nem precisava sequer dessa lei. O Código da Criança e do Adolescente já as protege.


CURIOSIDADES.



Em 26 de junho de 1862, foi aprovada o uso exclusivo do sistema métrico, no Brasil.   Iria embora a braça, o feixe, o grão, côvados, a légua, a arroba, etc. Mas a mudança levou ainda dez anos para ser promulgada pelo Imperador Pedro II. Ainda assim a resistencia foi grande. No Estado da Paraíba, organizou-se um grupo de revoltosos e invadiram uma feira livre no Povoado de Fagundes quebrando todas as "medidas" oferecidas pelo poder público municipal. Dali, partiram para a cidade onde soltaram os presos da cadeia e incendiaram o cartório e a prefeitura. Dali, o movimento se alastrou por 70 outras cidades também no nordeste. Atuou como agravante a cobrança de taxas que o governo cobrava pelo uso ou aferição dos instrumentos de medida. Os comerciantes pagavam as taxas e repassavam o custo aos consumidores. Este movimento se chamou "Guerra do Quebra Quilo". Apesar do nome foi facilmente controlado pelas forças militares.  Fonte: Wikipédia.





Guiomar Nunes, uma pernambucana de 40 anos, mãe de oito filhos, um certo dia, foi acusada pela prática de judaísmo.  Era a presença da inquisição, no Brasil. Conduzida para Lisboa, lá foi submetida ao mais cruel martírio para confessar sua heresia. No dia 17 de junho de 1731, foi-lhe dada a última oportunidade de confessar-se. Então, exposta na Praça do Comércio, ela enfrentou uma multidão de populares que gritavam "herege! herege! hereje!" na direção dela e de mais seis outros ali também acusados de heresia. Guiomar, então, confessou: "Arrependo-me e peço perdão porque pequei." Com esta confissão ela conquistou o direito de não ser queimada viva. Seu corpo foi, então, aspergido com água benta, garroteado e, só então, queimado. Guiomar morreu em Portugal porque no Brasil não se torturava, nem queimava hereges. Seu processo, entretanto, se iniciou aqui. Por mais de 200 anos a inquisição católica esteve presente em terras mexicanas e portuguesas, prendendo e enviando gente para Portugal que nunca mais voltaram. Fonte - Revista "Aventuras na História" 


NOTA: As postagens estarão suspensas nas semanas do Natal e do Ano Novo. Boas Festas!!!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Adelson Alves Vidal, Uso Improprio Para Todas as Idades





Adelson Alves Vidal é do PCdoB; o PCdoB é o partido do Soró; o Soró era do DEM; o DEM era do Arruda e do Demóstenes. Salve a nossa fauna! É a prática tão sonhada pelo profeta Isaías - o lobo e o cordeiro pastando o mesmo pasto. Pra quem não sabe, o PCdoB  é o PSTU pré histórico e o DEM é o filho caçula da Arena. Logo se vê que estava no DNA do Adelson um ódio mortal ao Soró. Filho de peixe peixinho é. Quando um passava pelo outro, o Adelson botava a mão no coldre, imediatamente.  É o jeito deles. Os comunistas tratam seus adversários e desafetos a bala. Trotsky foi uma exceção. Usaram uma picareta para abatê-lo. Não importa. A morte do outro é que é o método. Adelson não chega a tanto. É, ainda, um noviço. Um dia, talvez, ele chegue aos 30 anos de idade; talvez fique eternamente nos 13 ou 14 de hoje. Quer,  por enquanto, apenas calar as vozes discordantes, enquanto discordantes. Foi o que ele fez quarta feira passada na CMVR. O  Cel Dylson Santos pretendia homenagear os militares mortos (28) na Intentona de 35. Com muito barulho e uns amigos amestrados Adelson impediu a reunião. Ele, com seu megafone, dava as ordens - "De pé! Sentado! Deitado! Rola pra lá! Rola pra cá!"  - E a turma obedecia. Inclusive a Isabel e a Dodora, ex-candidatas a prefeito. Deve ser isto que eles chamam democracia. Credo!  O Papa Bento XVI citou Karl Marx no seu livro "Jesus  de Nazaré". E Voltaire já dera o tom muito antes: "Não concordo com nenhuma das palavras que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las". Acho, porém, que os comunistas não entendem nada disto.  São mais chegados ao extermínio mesmo. Não raro, devoram as próprias crias. Soró que se cuide! Adelson, professor de História... No seu blog, ele escreveu: "As forças democráticas tem que impedir que o fogo reascenda." Veja, ele não sabe que é "reacenda", e não "reaSCenda". Eu fico imaginando o que esse rapaz anda lendo... e o que anda aproveitando do que lê.







Os aposentados do INSS deram com a cara na porta, em Brasilia. Eles chegaram devagarzinho, devagarzinho mas não teve jeito. Tem sempre um cão de guarda de plantão. Nem bem haviam se juntado lá na praça, a administração do paço,  já tomara todas as providências. Avisaram pra Dilma Rousseff e reforçaram a segurança. Enquanto a presidente saía apressada pela porta dos fundos, o Batalhão de Choque, também cheio de pressa, tomava a porta da frente. Todos de arma em punho; na outra  mão, um cão pela coleira. Os PMs, apenas, com cassetetes. Os aposentados e pensionistas vieram se  aproximando: "Abaixo a repressão! Polícia é pra ladrão!"  É... esses vovôs, tão dóceis o tempo todo, endureceram o queixo. Querem que a presidente cumpra o aumento real para os subsídios superiores a R$ 622,00 e fim do  fator previdenciário. A Dilma assinou e agora quer dá para trás. Vetou a emenda. Vetou tá vetado. É o que pensa Maurício Oliveira, assessor da Confederação Brasileira dos Aposentados. Pra ele, é impossível se derrubar um veto da presidente. Ele só quer discutir o aumento de 2014. O de 2013 ele entende que já era. E olha que o acordo estava selado com o senador Paulo Paim, como tantos outros anteriores. Todos de infeliz memória.   Pobre do homem que confia em outro homem. Está no Evangelho e cada vez mais na nossa história. 


A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC-SP) feito um tribunal eleitoral quer restringir as aparições públicas de Deus.  Como todo e qualquer candidato, em campanha, Ele deve aparecer somente em lugares e horários previamente autorizados.  Assim, pediu judicialmente que a expressão "Deus Seja Louvado" seja retirada do nosso dinheiro. A  procuradoria acha que isto está incomodando o pessoal. Juntou à petição o argumento de que essa expressão nas cédulas é um atentado à liberdade religiosa de cada um. Diz que seus defeitos são danosos e imprevisíveis. Pode arrastar enormes rebanhos para a igreja. Que igreja? Não sei. Nem sei se alguém, ao pagar uma conta, ao receber algum dinheiro, fica de olho nesse dístico. Não sei se o caixa bancário tem alucinações de tantos "Deus Seja Louvado", que vê durante o expediente. A caixa do supermercado, a moça da padaria ou, sobretudo,  o vendedor na boca-de-fumo, onde tudo é feito em cash. A Justiça não deu provimento ao pedido. Bem feito! 



Diz a lenda que Deus não colocou, aqui no Brasil, furacões, terremotos, tsunamis porque tinha, nos Seus planos, nos premiar com um povinho de lascar. Nós nos conformamos com a sorte e só agora vemos que levamos manta. Além do povinho vieram, também, os temíveis tornados.   A Universidade Estadual de Campinas catalogou um punhado deles. Foram 205 ocorrências, nos últimos vinte anos. O Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE), órgão federal para esse controle, catalogou apenas 10 para esse mesmo período. Não é confiável, portanto. Logo, uma pesquisa que se pretenda séria tem que recorrer a outros registros. Procurar nos jornais, na internet... Há um grande acervo em mãos particulares. Hoje, as câmeras fotográficas e celulares estão ao alcance de todos. Há muitas fotos e vídeos espalhados por aí. A universidade tem tido o trabalho de coletá-los. E, por eles, ela define -  São Paulo é dos estados brasileiros o que mais sofre tornados. O maior da nossa história ocorreu em  Itu no dia 30 de setembro de 1991, causando 15 mortes e danos diversos. Contudo, ainda estamos longe de alcançar os Estados Unidos são os campeões mundiais dessas ocorrencias. 


CURIOSIDADES






Quando os tumbeiros saíam da costa africana para o Brasil ninguém podia prever sobre o futuro dos negros embarcados. O calor, a sede, a fome, a sujeira, os ataques de ratos e piolhos, o sarampo, o escorbuto eram adversários sérios que faziam jogar muitos corpos mortos ao mar. Mas também, ali, nasciam novas vidas. Manoel José da Conceição Coimbra nasceu assim. Rita, sua mãe viera de Cabinda. Ela chegou ao Rio de Janeiro com o filho recem-nascido e foram vendidos ambos no Valongo a Miguel José Taveira que os batizou com os nomes cristãos. Filho e mãe ficaram juntos naquela casa até que Rita conseguiu comprar a liberdade dela e do filho. Ele  foi sozinho pra Macaé e ela ficou no Rio de Janeiro, onde encontrou um novo amor. Casou-se. Passou a vender hortaliças, legumes, aves em duas bancas no Mercado da Praia do Peixe. Os negócios cresciam e para melhor tocá-los contava com seis escravos. Foram também 6 os anos que o casamento durou. Rita pediu  o divórcio. A partilha foi amigável. Rita ficou com uma morada de casas na cidade de Campos, tres escravas e um conjunto de jóias de ouro e prata. Quando ela faleceu em 28 de maio de 1842 e conservava todos os bens reunidos ao longo de tantos anos. Seu único filho, Manoel José, conseguiu confirmar seu parentesco de sangue com a ex-escrava  Rita e recebeu aquela herança deixada. Fonte - Juliana Barreto Farias, Revista de Histórtia da Biblioteca Nacional.





Oliver Cromwell foi um militar e político britânico. Tornou-se um dos líderes da Guerra Civil Inglesa, que derrubou Carlos I, que foi condenado à pena capital. Morreu decaptado em janeiro de 1649. Cromwell, então, assumiu o poder e o conduziu até morrer em 1858. Em 1660, Carlos II, filho de Carlos I, subiu ao trono. Seu principal projeto era vingar-se dos que haviam decaptado seu pai. Entre os principais culpados, todos mortos, estava Cromwell, enterrado na abadia de Westminster. Então, com a aprovação da Câmara dos Comuns o rei fez desenterrar tres cadáveres - Cromwell, Ireton e Bradshaw e os levou para Tyburn, lugar onde se enforcavam criminosos. E ficaram lá dependurados durante um dia inteiro. A seguir os cadáveres foram decaptados e atirados num poço. Suas cabeças foram espetadas em lanças e colocadas em lugares elevados oferecendo um sinistro espetáculo ao povo. Fonte - Valmiro Rodrigues Vidal, Curiosidades e Wikipédia. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

OLHA EU AQUI TRAVEIZ!




Nunca mais li o "Jornal Aqui V R". Imagino o que andam escrevendo! Um enfarte levou-me para o hospital por oito  dias. E, lá, não dá esse jornal nem para as funções menos lisonjeiras  que o papel assume.  A última das suas edições que eu vi era uma comemorativa. Edição inesquecível: Duas manchetes e duas vírgulas erradas. Bem na capa.  Eu fico pensando bem assim: se esse pessoal gosta mesmo de escrever, não custa nada aprender. Conheço um homem que aprendeu a ler aos sessenta anos de idade. E, agora, tá feliz da vida. Pode tomar ônibus sem ajuda de ninguém. Ele próprio lê direitinho – “CON-FOR-TO”. Cheio de orgulho toma o ônibus e sabe direitinho pra onde está indo. As vezes, ele se diverte e passa de cabeça erguida lá em frente ao "Jornal Aqui". Ele pensa que tem essa missão. Conto isto porque pode servir de estímulo. Só por isso. Este nem é o meu assunto. Eu quero mesmo falar é daquela desastrosa entrevista do  ex-bispo Waldir Calheiros, na véspera do segundo turno. Não é que esse religioso teve a coragem de dizer que nunca vira o Zoinho numa luta sindical!? Como é que pode? Estaria o clérigo ruim da cachola? Pois é. E uma vez o Zoinho até o ajudou a subir no caminhão de som. Entretanto, o ex-bispo diz impávido como um santo - "Nunca vi este homem!" Era o ex-bispo imitando o apóstolo  São Pedro, na passagem mais vergonhosa da sua historia. Justamente aquela em que o apóstolo se  escondeu atrás da capa. 


Na hora do café, entre biscoitos e canapés, Dilma Rousseff abriu seu caçuá e vendeu seu peixe. Estava na reunião do BRICS, mas usava o intervalo para uma pauta própria - ela tratava da decantada carência de médicos no Brasil. Quase um milhar deles formados na da Bolívia, Peru, Argentina, Colômbia, Equador e Cuba vem bater às nossas portas a cada ano. Só que há um impasse para se aproveitar essa mão de obra. O impasse é que essas faculdades não tem credibilidade nenhuma.  As nossas associações médicas e respectivo conselho lhes impõem uma severa resistência. Só admitem a entrada desses profissionais através de um exame de validação.  E tem sido assim. Essa peneira, entretanto, tem se tornado uma barreira quase intransponível. Em 2011,  eram 628 os inscritos e sómente dois foram aprovados. Dilma quer remover este entrave.  Há quem diga que ele pretende, no fundo, no fundo, no fundo, é fazer a  homologação automática desses diplomas. Isto  é, abrir a porteira de vez especialmente para  Escola Latino Americana de Medicina em Cuba. Amigo é pra essas coisas. Por enquanto, o que está acertado é uma reformulação nos exames já solicitadas à Casa Civil e ao Ministério da Saúde. As  associações médicas brasileiras entendem que essa mudança pretende mais melhorar as estatísticas do que a saúde. Quem sobreviver, verá.



É sempre assim. Depois das eleições, os problemas amontoam-se nas ruas, com mais força. "Na casa do seu Thomaz quem grita é quem manda mais". Todo mundo sabe disto. É preciso forçar os governos antes mesmo que sejam governos. Em   São Paulo está assim. A Frente de Luta por Moradia (FLM) entendeu assim e pôs 2 mil pessoas na rua para reivindicar moradia própria. Evidentemente, o movimento tende a crescer. Tudo nasce pequeno e este já nasceu com um bom tamanho. São  712 mil pessoas sem teto, na cidade. E todos animados com o anúncio dos 400 domicílios abandonados. É simples, entende? Em Minas Gerais, há um outro tipo de sem teto, mas que não dá nenhuma bola para esse desconforto de não ter um teto oficial. Até dispensa esse favor. É a vida. Mas tem, também, uma instituição brigando por eles. O Fundo  Penitenciário Nacional (Funpen) tá correndo atrás.  Isto mesmo! O Estado precisa prender muitos meliantes, mas não tem onde colocá-los. É preciso acomodá-los e acomodá-los bem. Trabalhador pode ter sua familia toda socada num cubículo. É normal. Com o preso tem-se que ter mais carinho. Carinho de verdade. Padre Juarez Sampaio que o diga. 




Foi-se o tempo em que um escorrupião no bolso afugentava o gatuno. Não há nada como o tempo para passar. O governo foi o primeiro a tirar nosso dinheiro sem se expor ao escorrupião. Foi um sucesso! Torna a si mesmo cada vez mais ricos e os contribuintes mais pobres. Com os impostos, toma nosso dinheiro, muito antes de ele entrar no nosso bolso. Os punguistas ficaram só de olho, nessa artimanha. Inventaram o conto do vigário, o conto do paco... e chegamos, enfim, à fraude nos cartões de crédito, nas solicitações de empréstimos bancários e inúmeros pagamentos no comércio em geral. E o terreno é fértil. Estão roubando de montão. O Serasa Experian de Tentativas de Fraudes alerta, tentando ajudar os incautos. O Ipen elabora um cartilha com este mesmo sentido. A cada 15 segundos uma vítima. São 240 por hora. Só no primeiro semestre desse ano foram 1 565 028 casos.


CURIOSIDADES




Alegre-Veado: Guaçuí é um município do Espírito Santo. Desde a chegada dos primeiros desbravadores a localidade teve várias denominações, até chegar ao atual Guaçuí. Em 1826, quando elevado à condição de distrito tomou o nome de São Miguel do Veado, referência ao santo do dia da chegada dos desbravadores e aos simpáticos cervídeos que vagavam pela região. Em 1928, talvez pelos encantos da república laica, tiraram o nome santo, ficando apenas como Veado. A população não andava nada satisfeita com a troca. E em 1931,  a cidade passou a se chamada Siqueira Campos . As cartas para lá endereçadas vinham assim subscritas - Siqueira Campos, ex-Veado. A homenagem não era, de fato, adequada ao tenentista. Mudaram-lhe o nome, de novo. Passou a se chamar Guaçuí ("Rio Veado", em tupi). Por fim, A companhia de energia elétrica da cidade passou a atender também a cidade de Alegre. O nome da empresa tornou-se Companhia de Eletricidade Alegre-Veado. Fonte Revista de História da Biblioteca Nacional.




Varandas e Janelas: É comum, em algumas cidades do interior, as bonecas namoradeiras, nas janelas das residências. Essas peças de artesanato são uma referência histórica nossa. A janela foi um importante espaço para a socialização da mulher no Brasil. Assim como a terra, os escravos e os animais a mulher também era propriedade do homem. Submissa, incialmente, ao pai; no casamento, mudava de dono - passava pertencer ao marido.  E, muito curioso, quando a mulher não tinha marido nem pai ela era administrada por tutor do sexo masculino -  irmão mais velho, filho ou qualquer outro encarregado oficialmente para isto. Há registros de mulheres provedoras dos seus lares também naquele período. Mas eram casos raríssimos. As saídas femininas estavam condicionadas as idas à igreja.  Fonte Helena Câmara Lace Brandão – “Varanda e modo de vida da Zona Sul”).


NOTA: Por motivos de saúde do redator, este jornal esteve suspenso por alguns dias. Agora, ele volta com a pilha recarregada. (Elson)

domingo, 4 de novembro de 2012

LEMBRAI-VOS DO DIA DO JUIZO

Capela Sistina

"Suscitem-se os gentios, e subam ao vale de Josafá; pois ali me assentarei para julgar todos os gentios em redor".Joel 3:1. Será o Dia do Juízo. E, quando soarem as trombetas, aparecerá um anjo com um pergaminho enorme e fará a chamada de todos. Um a um.  Será um momento imperdível. E eu verei o Zezinho da Ética, a Aparecida Paraíso, o Franch, o Adelson, o Padre Juarez Sampaio... todos com a cara de cachorro que quebrou o pote. O Ananás, aquela besta, há de perguntar-lhes cheio de piedade: "Trouxeram advogados?" E o anjo chama um nome, chama outro nome, mais outro e chega, enfim, a Waldir Calheiros Gouveia. O Ananás tentará corrigir o anjo: "É o Dom Waldir!". E o anjo o repreenderá: "Aqui ninguém é dom... isto é coisa de D. João VI, Dom Pedro I, etc. Faz tempo que acabou. Aqui ninguém é dom e ninguém é dona!" Aí, vou me aproximar e ficar à direita do Senhor. Ou mesmo à esquerda, como se fora uma testemunha arrolada pelo diabo. Ele não perde mesmo essa alma. Poderá lhe ser útil. E, quando eu me aproximar com o JORNAL AQUI na mão, Deus verá que a condenação é inapelável, mas não deixará de lhe passar um pito:  "Waldir, Waldir, Waldir... Eu bem tentei te salvar. Mandei-te para Roma, no período da eleição... queria-o longe daquilo. Mas você é muito cabeça dura, Waldir!" É mesmo, direi eu.  E aparecerá no telão a palavra do bispo:  “Pelo jeito, se ele (Zoinho) ganhar as eleições, poderemos colocar porteiras nas divisas de Volta Redonda e o curral estará feito”. E se ouvirá um imenso ohhh... tal qual quando se perde um pênalty numa decisão. Também eu quando vi aquilo até pensei que era coisa Mãe Diná... Ela é chegada a previsões catastróficas. Teria o bispo trocado a Bíblia pelas cartas, búzio e tarô?  Não; é que o Zoinho dissera que aceitava doações da CSN para sua campanha, como Lula e Albertassi as aceitaram antes. E, emendo eu, o Mercadante pegava emprestado o jatinho do Steimbruch. Mas emendo por emendar. Falo por falar. O bispo sabe de tudo isto. Não é ignorância o que alimenta sua ira. Ele vê o Zoinho como se vê a si mesmo. O Bispo já pegou muita doação com a prefeitura. Construiu igrejas, invadiu áreas enormes. Pegou muito mais do que o Zoinho para a campanha. Não tem como pagar. E transfere o seu pecado e a sua agonia para as costas do outro. Queima ele, Jesus! Queima ele! 


Tarso Genro (foto de Javier Mamani)
FHC, o amaldiçoado das gentes, não estava ainda no vigésimo dia do seu segundo mandato, e Tarso Genro deflagrava uma campanha para pô-lo fora do governo. Nos dias seguintes, um punhado de macaqueadores copiavam-lhe o gesto, pintando nos muros das cidades a sua digital: “FORA FHC”. Lula, cumpria o seu script, anunciando a criação de um governo paralelo. Governo paralelo, que abuso! Era uma tentativa explícita de golpe. FHC acabava de ganhar o seu segundo mandato e todos os dois no primeiro turno. As vitórias eram incontestáveis.  Paulo Henrique Amorim, naquele tempo, já era grandinho, mas não via ali o seu decantado golpismo. A História passou, Lula ganhou uma eleição e apareceu o "mensalão". Ninguém, pediu o impeachment de Lula. E o próprio PSDB foi quem lançou sua tábua de salvação: Disse que era melhor deixá-lo sangrar. Paulo  Henrique Amorim achou que era chegada a sua hora e criou a expressão PIG (Partido da Imprensa Golpista). Qualquer notícia de roubo que aparecesse era tentativa de golpe.  E inclusive o Tarso Genro aquele Golpista do Décimo Nono Dia deu segmento a esse tratamento de mídia golpista a toda aquela que publicava o que estava ocorrendo.  Sinto engulhos quando ouço falar em imprensa golpista. Chamam a Revista Veja e o Jornal o Globo como de direita. Estupidez! Não há nenhuma imprensa de direita no Brasil. E seria muito bom para a democracia se houvesse. O melhor remédio para a liberdade da imprensa é mais liberdade ainda. Sou a favor de que o Neto tenha seu jornal da mesma forma que o  Edir Macedo tem o dele. Qual a diferença? O que me aborrece é ser chamado para pagar a conta. 


É baixa a frequência na Câmara Federal e no Senado. Baixíssima! Quando a gente fica sabendo de um desavisado que vai às reuniões leva um susto danado. Foi assim com o Tiririca homenageado por sua altíssima frequência no parlamento. Houve gente que pensava que era mais uma palhaçada do moço. Não era; parece que ele é o único que está levando a sério. É preciso dar um jeito nisso. E tem um exemplo bem ali  pertinho. Na cidade de Samambaia, a 40km de Brasilia, pais e professores arranjaram um jeito pra dar nos alunos gazeteiros, esses vagabundos. Agora é assim. O aluno entrou porta a dentro ou saiu porta afora da escola o pai fica sabendo na mesma hora. Na horinha mesmo. Uma mensagem chega ao seu celular, avisando. Fixou-se um chip no uniforme do aluno e é esse chip que na hora H, dispara o sinal.  A  direção da escola e o pai do aluno recebem o mesmo sinal. E lá é como cá. Querem logo ver se tem dedo da Dilma Rousseff.  Aqui, em Volta Redonda, todo mundo se assustou quando ouviu a voz da Dilma Rousseff pedindo votos para o Neto. Houve até quem dissesse que não era Dilma coisíssima nenhuma; que se tratava de um gay lá do Pinto da Serra que tem a voz igualzinha a dela.  A América Tereza diz que não quer nem saber. Na próxima eleição para associação de moradores vai pedir a voz adjutória da Dilma. Tudo agora é com ela. Por essa e por outras é que  correram logo lá em Brasilia para saber se a Dilma estava sabendo desse tal chip... ela disse que não. Talvez tenha telefonado para a diretora da escola. Não sei.


Foto Correio Braziliense


O Ministério de Educação quer melhorar a vida dos presos. Eu disse dos presos. É muito dura esta vida do crime; é preciso amaciá-la um pouco, como o diria o padre Juarez Sampaio. Ainda bem que tem gente de bom coração, neste mundo. Aí, fizeram assim. O ministério chamou o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para ver o que podiam fazer de bom pra essa gente. Conversa vai, conversa vem, concluíram que o negócio é encurtar a sentença, diminuir o tempo de prisão deles. Tinham que dar um jeito naquilo. Inventaram a leitura de livros. Talvez tenham criado lá uma tabela - cada assassinato tem que ler um livro. Pode ser de auto-ajuda.  Mas não deu certo.  Depois que um presidente da nossa república declarou seu horror à leitura... parece que os presos ficaram com medo e preferiam ficar presos mais tempo. Claro!  Se o Lula que enfrentara o exército disse que tinha medo de livros... Não era bom abusar. Então o Ministério da Educação buscou outra saída. Apelou para o futebol. Agora, a cada pontapé que o preso dá na bola vale, talvez, uma batida de carteira. Um título de campeão um estupro seguido de morte. Só para contrariar o Maluf. A orientação é esta. A participação está aberta para todos. Agora, aqueles que se mostrarem imprestáveis para o esporte, terão que ler para se equiparar o benefício. É. Do lado de fora do muro está pior. Nós é que estamos num imenso cadeião. 

CURIOSIDADES


Revolução Farroupilha (1835-1845), ou Guerra dos Farrapos foi um conflito armado que levou à proclamação da breve Republica Rio-Grandense, em 1836. Os farroupilhas atraíram negros para o combate com a encantadora promessa de liberdade no final do embate. Assim, a metade das suas tropas era constituída por escravos em busca da liberdade. Com o passar dos dias, este número foi se tornando mais e mais expressivo.   Até que em 1837, João, africano de Angola, foi preso e revelou que quase toda a “infantaria dos brancos” já havia desertado e que restavam quase que somente negros com poucas armas de fogo e várias lanças. Ainda assim, o combate prosseguiu por mais 8 anos, chegando a um controverso no final desse tempo. Dez anos depois de encerrado o conflito, Domingos José de Almeida (1797-1859) revelaria a comprometedora “Carta de Porongo”. Um documento com o qual o Barão de Caxias propunha a Francisco Pedro de Abreu, comandante do exército rebelado, um tratado de paz . Caxias queria em troca apenas as cabeças dos negros. E, assim foi. Quando as tropas imperiais chegaram encontraram os negros providencialmente desarmados pelos seus próprios chefes. Morreram muitos negros. Há historiadores que contestam a autenticidade dessa carta. O fato é que em nenhum momento a República Rio-Grandense libertou nenhum escravo. Houve uma tentativa de abolição por meio de projeto apresentado por José Mariano de Matos na assembléia constituinte de 1842, mas foi recusado. Fonte Revista de História da Biblioteca Nacional



Coruja camuflada (euviali.com)

Alguns animais usam ora do mimetismo e ora da camuflagem para escapar dos seus predadores. Na camuflagem, o animal se confunde com o ambiente; no mimetismo, o animal se confunde com outro animal. Um exemplo de mimetismo é a salamandra-de-dorso-vermelho comum, plethodon cireneus. Esta salamandra apresenta pigmentação escura nas laterais do corpo. Assemelha-se aos tritões-vermelhos, que são extremamente tóxicos e pode dar algum grau de proteção a essas salamandras que são palatáveis. Camuflagem é a propriedade de se estar em um lugar de modo que seja percebido.  Recursos usados também pelos humanos com seus uniformes ditos camuflados. No mundo animal, é essencial para que alguns animais pequenos escapem dos seus predadores. Não é nada raro encontrar-se insetos que se assemelham a folhas, flores e gravetos... Também tem sido encontrados exemplos de corujas perfeitamente confundidos com o ambiente. Fonte: euviali.com/curiosidades e brasilescola.com.br


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ADELSON VIDAL, O LARANJA DO CONTINUÍSMO





“O Homem Sem Qualidades” é um livro de Musil. Conta  que um casal caminhava por uma rua quando alguém, à sua frente , é atropelado. A mulher tem engulhos e uma sensação ruim no coração. Estarrece. Não sabe se chora, não sabe se grita, não sabe se corre. O homem, que ia ao seu lado, explica que os caminhões de hoje em dia são muito pesados e tem um tempo de freagem longo demais. A mulher sente um alívio. “Então, era isto...” Enxuga o rosto com as costas da mão e vai na paz de Deus. Uma simples explicação a recolocou nos trilhos. Adelson Alves Vidal é um homem permanentemente nos trilhos. Conheci-o assim, nos corredores da Câmara Municipal. Ele jurava que o mensalão não existira e negava as atrocidades do governo Fidel Castro. Pensei, eis um homem que aprende marxismo lendo Emy Sader. Credo! Reencontrei-o uns dias depois, ali próximo à Prefeitura, onde ele trabalha. O que faz lá? Hoje, não sei; naquele tempo,  ele escrevia era a biografia do Gotardo, o Prefeito. Um livro volumoso. Maior do que Ulysses de Joyce, maior do que Guerra e Paz de Tolstoi, maior que a Bíblia, maior que o dicionário do Houaiss. Ele tinha uma inesgotável admiração pelo prefeito. Agora, com o Neto, ele escreve carta em vez de livro. E, ainda assim, exagera. Fez uma carta apoiando a reeleição do prefeito. Soube dessa sua missiva pelos blogs de Giovani Miguez e do Sérgio Boechat, que estraçalharam a carta. Mas, conhecendo o Adelson como conheço, pensei – quem sabe sobrou um pedacinho pra mim? Esse Adelson costuma ir além da conta. Sempre vai. Fui ao blog dele. Dose pra elefante. Começa assim: “No próximo domingo, 28, Volta Redonda estará indo às urnas eleger .... “.  Parei, respirei fundo. Por que não “elegerá” no lugar de “estará indo eleger”? É mais um gerundino, no pedaço! Pensei logo – “vai ver que ele é dessa falange que chama a Dilma de presidenta”. E não deu outra. Corri lá umas outras páginas suas só pra conferir e vi a “presidenta”. Quem sabe um dia ele  escreva a biografia da Dilma: “A presidenta quando era adolescenta, ficou doenta, mas hoje é a nossa gerenta”. Já estava assim meio que azedo quando minha mulher me serenou o espírito:  “calma Elson! Nem todo mundo fez um curso primário igual ao seu”. E eu tive que ceder. Realmente, um curso primário bem feito faz falta. Fui adiante. Aí, encontrei essa pérola: “Volta Redonda subiu em todos indicadores sociais”. Adelson não sabe, portanto, de uma escola sem teto há um ano, no RomaII e que dos seus alunos removidos para o Tiradentes; ele não sabe que por uma pequena reforma no Recanto Infantil os alunos ficaram socados nas limitadíssimas dependências de uma igreja por meses a fio. Nem sei se já consertaram a goteira que havia lá. Ele não sabe da péssima classificação do município nos indicadores do FUNDEB. Parei. Acho que chega, mas ainda tem muita laranja para se espremer.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


Cuido que certos jornais deviam ser vendidos dentro de envelopes pardos.  Do lado de fora, uma advertência: “Validade: Até a eleição do próximo prefeito”. Traria mais tranqüilidade para muita gente boa. Claro! Penso mesmo que se ouviria lá do AQUI VR, uns vivas assim: “Bingo!!! Como é que não pensamos nisto antes???”  E eu respondo, antecipadamente, que podem usá-la à vontade. A gente está aqui para servir. Eles estão apertados. Coitados. Imagina o Zoinho eleito e Luis Alfredo Vieira, dono do AQUI VR, tendo que ir à prefeitura correr o pires. A gente sabe como é. Todo mundo precisa de dinheiro pra viver. E a venda nas bancas não dá sequer para uma conta da Light. Sempre há algum constrangimento por mais que se esteja acostumado com a situação. O coração pulsa mais forte, a pressão sobe e pela cabeça passam mil idéias. Se ele falar isto, eu digo aquilo... se ele falar aquilo eu digo aquilo outro... Mas não há como se prevenir de verdade. sempre se corre algum risco. Com a minha nova idéia não haverá nenhum perigo. Nem um.  Se o Zoinho reclamar “Você falou assim, assim de mim...” O Luis Alfredo poderá responder “Esquece. Perdeu a validade”. É como ocorre com o Zezinho da Ética. Aliás, aliás, muito se parecem o Zezinho da Ética e o Jornal AQUI VR. Ambos detestam a CSN, ambos adoram o Neto e ambos fecharam em copas com a apreensão do jornal BOCA DO POVO. Podiam portanto assumirem esta identidade de uma vez por todas. Basta que no envelope do jornal venha escrito também "Informativo Semanal do MEP – Movimento Ética na Política”. Não sei se eles aceitariam a sugestão. Tomara que sim. Aí, eu mataria dois coelhos com uma única cajadada.



Volto ao AQUI VR.  O caro leitor já deve ter percebido que o jornal não vem bem. Confunde alhos com bugalhos. É grave! Tentemos sua anamnese. Tudo se deva, talvez, a algum pagamento antecipado. Aí, o cliente aperta o fornecedor. É chato mas é a coisa mais natural do mundo. Tem que entregar a mercadoria e estamos conversados. Então, mãos à obra! Pensavam que ainda iam ter uns quatro anos para entregá-la, mas o tempo encurtou.  Agora, têm que publicar as notas aos borbotões, às baciadas. Coitados... São os cavacos do ofício. Estão fazendo das tripas coração. Parece até castigo. Não dá, não dá.  Para encher suas páginas valem besteiras, mentiras e roubos explícitos. Mato a cobra e mostro o pau: Na edição de 4 de outubro, roubaram um quarto da página de Ricardo Zetti da Veja. Não usaram negrito, não usaram aspas e nem fizeram nenhuma referência ao autor do texto. Usaram apenas o mouse: Copiar, colar. Uma forma muito primária de pesquisa.  Na edição de 13 de outubro, acharam que já estavam crescidinhos e arriscaram um vôo autônomo. Produziram um texto próprio. Uma merda! Quiseram lembrar a Volta Redonda, área de segurança nacional. Imagina a lambança que deu. Um texto de umas dez linhas com uns 20 erros. Não! O Dr. Nelson Gonçalves não foi indicado para prefeito de Volta Redonda, não; ele foi eleito por voto popular; Não! William de Freitas não foi escolhido em uma lista tríplice, não; ele era Presidente da Câmara Municipal e assumiu a prefeitura com a vacância do cargo de prefeito.  Isto é normal! Normalíssimo! Eles estão com essa mania de aumentar as coisas. E, no caso do William, acho que eles nem ganharam nada para isto... Puro costume. 




Talvez, estejamos todos errados quando pretendemos que o amor com o amor se pague.  Do sorriso já se sabe que não é assim. Evan Carr do departamento de psicologia da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, é quem garante. Este psicólogo afirmou no encontro anual da Sociedade Americana de Neurociência em Nova Orleans, Lousiana, que a  retribuição de um sorrisos, nem sempre é outro sorriso. Só há correspondências de sorriso se o que o recebe não se sente superior a quem o emite. Os indivíduos que se sentem mais poderosos reprimem o impulso da imitação. E parece mesmo que Evan Carr tem razão. A gente vê isto facilmente neste período da eleição. Os candidatos distribuem sorrisos. Querem mostrar que são nossos semelhantes. Mas muito cuidado. Nós moradores de um desses dez  bairros atingidos pelos barulhos da Ilha São João, alugada até para festas de formaturas de outras cidades não devemos nos esquecer as nossas tantas noites de sono perdidas. Vem eleição, aí. A mudança é necessária.  Fonte g1.globo.com




Deu-se em Manaus, mas poderia ser pertinho daqui. Ou aqui mesmo. Candidato derrotado e enfurecido tem em todo lugar. Pois bem. Foi o que se deu com o William Coelho da Silva, servidor municipal, que sentiu-se traído por sua comunidade. Ficou furioso e mandou  destruir um poço artesiano onde os moradores pegavam água havia duas décadas. Ele perdeu em 2008. Deixou passar. Agora, em 2012, não resistiu. Juntou as duas raivas. Aí o estrago foi longe. Foi o fim do poço. O povo diz que o poço era antigo e de propriedade da prefeitura municipal, que ali fizera uma benfeitoria e até colocara uma placa.  Então, era um bem público. O terreno onde está o poço pertence ao  Tatá, apelido do candidato revoltado. A benfeitoria é da prefeitura. A água é do povo. Mas não ta bem assim, não. O assessor do candidato diz que o poço vai ser refeito e a Manaus Ambiental, diz que o poço é particular e não está sob a responsabilidade da concessionária. E o povo diz que não tem dono. É a casa da mãe Joana.


CURIOSIDADES




A Ordem dos Cavaleiros Templários foi a maior organização militar e religiosa de todos os tempos. Durou perto de 200 anos. Tornou-se rica, poderosa e, talvez por isso mesmo, amaldiçoada e esmagada. Jacques DeMolay, seu grão mestre, foi condenado à morte na fogueira em 18 de março de 1314. A caminho da fogueira passou pelo rei Felipe e o Papa Clemente V, responsáveis por sua condenação, e os amaldiçoou. Com sua morte se encerrou a história dos Templários. Sua origem, 1095, remonta ao tempo das Cruzadas – incursões militares para regatar a cidade de Jerusalém que fora conquistada pelos mulçumanos. Por esse caminho também se estabelecia o fornecimento de produtos orientais à Europa. Essas viagens, entretanto, expunham seriamente seus viandantes. Os sarracenos (mulçumanos) os aguardavam em tocaia. Pequenos grupos de cristãos ou cristãos desgarrados vencidos pelo cansaço eram suas presas fáceis. Então, Hugo de Payns, um cavaleiro do Norte da França, teve a idéia de criar um grupo militar  subordinado à Igreja para dar apoio aos cruzados.   O braço religioso desse exército era formado por pabres bons de espada e de briga. Ganharam  como alojamento o que se acreditava ter sido o lendário Templo de Salomão. Daí seu nome de Templários. Fonte: Leituras de História.


Banda do Hospital Curupaity feita com leprosos (FioCruz)


Lepra é uma doença infecciosa causada pelo bacilo-de-hansem, identificado em 1873, por Gerhard Hansen. Recebe também os nomes de  morféia, mal de Hansen ou mal de Lázaro. Seus danos aos nervos e  pele são severos e quando atinge estágios mais avançados levam à mutilações. Suas vítimas eram segregadas para lugares fora da comunidade. Na Idade Média eles tinham que carregar sinos com os quais avisava à sociedade da sua aproximação. Mesmo no Brasil este estigma perdurou. Em 1941, foi criado o Serviço Nacional de Lepra que possibilitou a capturação compulsória dos leprosos e o seu internamento em leprosários. Nossos principais leprosários foram os de Pirapitingui, localizado em Itu e Sorocaba, no Estado de São Paulo e Sanatório Aimorés em Bauru;  em 1962, esta lei foi revogada. E os pacientes que foram internados compulsoriamente tem direito a pensão. 
  Fonte Wikipedia, site de Drauzio Varela, e Fundação FioCruz. 

domingo, 14 de outubro de 2012

PAIVA E O SACRIFICIO DO FUNCIONALISMO




O Paiva bateu na cangalha: “nosso governo privilegiou  a cidade e sacrificou o funcionalismo”. O povo ficou assim bolado. Um senhor ao meu lado duvidou: “você ta vendo o que eu tô vendo?” Respondi: "Desde o outro carnaval!" E o Paiva sem nenhum remorso explicou-se burocraticamente: “ Pedimos desculpas ao distintíssimo público – Estamos em Obras”. E passou ao próximo item. Houve um tempo em que não se confessava um crime desses nem no pau-de-arara; agora, a gente encontra quem o faz e o confessa até com uma ponta de orgulho. Paiva, em vez de pedir perdão, pediu foi mais um mandato para o prefeito. É grave! Gravíssimo!  Foi bem no debate da UFF. Tinha muita gente lá. Havia até uns três ou quatro que aplaudiram o Paiva como quem faz jus ao seu salário. E a coisa se espalhou. No outro dia, os funcionários da prefeitura estavam na praça. “Cadê o PCSS que a Justiça mandou pagar, Neto?” E as pessoas que passavam diziam “sim, senhor, heim?!” Foi uma pena o Padre Juarez Sampaio não estar lá, naquele dia. Uma pena mesmo... logo ele o porta estandarte do Bloco Resgate da Paz faltar numa hora dessas... Também não estava lá o nosso generoso bispo, que deu Nota 7 para a Saúde Pública em Volta Redonda. E nem estava tampouco o campeoníssimo da ética, o Zezinho. Todo mundo sabe que o Neto ouve muito essa turma e que essa turma ouve muitíssimo o Neto. Seriam uma boa ponte para o entendimento. Uma excelente ponte.  A bem da verdade, eu vi foi o Franch. Acho que ele apareceu lá por descuido. Ele fora, talvez, ao jornaleiro comprar uma inofensiva revista de palavras cruzadas e, na volta, lá estava aquela gente toda, atrapalhando o seu caminho. Vi que ele abaixou os olhos, tampou os ouvidos e apertou o passo. Até tropeçou na calçada, coitado. E, no entanto, não foi só ele quem fugiu. O sindicato também fugiu. O que são os tempos modernos... Quem o botara a correr, pasmem!, fora um convite. A professora Renata tivera a lucidez de propor a união dos três sindicatos – CEP, SINPRO e Sindicato do Funcionalismo. Queria-os juntos num só movimento.  – juntos. Nada de ficar cada um puxando brasa para sua sardinha. Ataíde, Presidente do Sindicato do Funcionalismo, tomou-lhe das mãos o microfone, encerrou a reunião e deu a reunião por encerrada. Mas ela não desistiu. Procurou-o depois. Conversaram e os sindicatos se uniram depois e foram juntos de novo para a praça. O Padre Juarez Sampaio e o Zezinho da Ética continuaram sumidos. Do Franch nunca mais soube nada.




Dilma chegou esbaforida a São Paulo. Igualzinho quem vai tirar o pai da forca. Só vendo! Ela tinha que ajudar o companheiro Fernando, mas precisava voltar ligeiro para Brasília porque tinha que trabalhar de presidente do Brasil. É a vida. Fernando Haddad precisava de uma bóia perdido que estava nessa corredeira petista que ora o faz abraçar-se à Marta; ora abraçar-se ao Maluf. Dilma fez o que pôde. Foi e voltou num pé só pra que ninguém pensasse em cortar o seu ponto lá em Brasilia. Não seria compreensível um presidente da república sacrificar  dias de trabalho para atuar como cabo eleitoral. Presidente também tem obrigações. Portanto, veio e se foi. Ainda não se sabe se valeu a viagem. O moço chegou ao segundo turno, mas havia muita gente no cordão.  A Marta diz que foi ela quem arranjou os votos para o poste; o Maluf acha que aqueles votos são seus. E está disposto a ajudar ainda mais. E não terá vergonha de ir à TV pedir votos para o PT. Deixo-os.  Eles que são brancos é que se entendam. Lula, o timoneiro, pensa que a confusão ainda é pouca e quer puxar mais gente para o barco. Tem o que oferecer. E, depois, para qualquer vaidade mais excessiva, pode-se criar um, dois ou mais ministérios. A república aquenta. Então, pede ajuda a Deus e ao diabo. Não nesta ordem. Ele segue uma hierarquia. Começou pelo primeiro andar, o andar de baixo, o mais baixo - Maluf; depois puxaram a Marta Suplicy. Deram-lhe o ministério da Cultura em troca de umas voltas de carro que ela daria com o candidato pelas ruas da cidade. Maluf a gente ainda não sabe o que leva. Eu imagino que ele não vai se contentar só em trocar apertos de mão e sorrir para fotos. Quem viver verá.




James Lovelock há quarenta anos sustenta que a Terra é um ser vivo; há quarenta anos a comunidade cientifica não lhe dá ouvidos. Se fosse novo modelito de sandalha ou um novo corte de cabelo, em uma semana, já estaria nos pés, nas cabeças e nos papos das esquinas. Mas as coisas sérias custam pegar. Tem gente que, ainda hoje, não acredita no mensalão. O Franch é um desses. Já pelejei muito com ele. Desisti. Quem me dera a perseverança de James Lovelock. Quem me dera... Ele era um obscuro cientista britânico que, um dia, foi contratado pela NASA. Precisavam dos seus conhecimentos nas pesquisas sobre Marte. Queriam saber se há ou não vida em Marte. Mas discordaram dos métodos e James Lovelock discordou do método e continuou seu trabalho lá fora.  Dois anos depois, publicou seu estudo comparativo entre as atmosferas da Terra e de Marte.   Na Terra, a atmosfera continua em permanente mudança, enquanto em Marte ela está em perene equilíbrio. Para ele, a agitação da atmosfera é sinal de vida. Portanto, não haveria vida em Marte. Em 1979, lançou seu livro "A Terra é um Ser Vivo – Hipótese Gaia". Para Lovelock a Terra é uma espécie de simbiose entre todos os seres vivos que nela habitam. Gaia, o nome de uma deusa grega, que ele deu à Terra provocou uma depreciação do seu livro no meio científico. Ele passou a ser encarado como um místico, um teólogo. Seu  "A Vingança de Gaia" é um alarme. Ele diz: “Gaia é como uma avó que recolheu em sua casa um bando de adolescentes indisciplinados e turbulentos. Ela poderá, talvez com a morte na alma – trancar a porta e deixá-los lá fora”.


Ora, direis observar formigas! Por certo perdeste o senso...”  Mas a revista Plos One nos aconselha a por para correr esse preconceito e que muito podemos aprender com a vida dos insetos. Coisas mesmo fundamentais para a nossa existência. Talvez sejam mesmo melhores do que as páginas de Marx, Gramsci et caterva, o melhor seja sentar-se ao chão e observar pacientemente o ir e vir de um formigueiro. Nada nos seria mais útil. Sua proposta inicial é procurarmos resposta para a seguinte pergunta: Como é que pode uma sociedade de insetos produzir tanto.  Para Duenez-Guzman e Sadedin, pesquisadores e autores do trabalho, os insetos são eficientes porque na sua sociedade não há espaço para corrupção. Os seus corruptos são punidos imediata e fatalmente. Todos os indivíduos são cuidadosamente observados. Não colaborou, vira inimigo. Duas espécies - uma de formiga e outra de vespa - não matam os corruptos, mas os expulsam irrevogavelmente da comunidade. O que dá rigorosamente no mesmo.  Para esses professores o Dura lex seria a razão do sucesso dessas comunidades.



CURIOSIDADES




Juscelino Kubischeck de Oliveira, mais conhecido como Presidente JK passou a História com o título de o criador de Brasilia. De fato, foi durante o seu mandato como presidente que a cidade de Brasilia foi construída.  E há 52 anos, nas comemorações da sua inauguração ele é assim lembrado. Também lembrados nessa época estão os nome de Lucio Costa e Oscar nieymayer. Há, entretanto, um outro nome que merecia ser citado nessas festas – é o Toniquinho. A história começou quando JK ainda era candidato a presidência do Brasil e viajava por Jataí, Estado de Goiás. Ele foi interrompido por um morador local – Antonio Carvalho Soares, o Toniquinho. Queria o eleitor saber se Juscelino iria mesmo obedecer a constituição brasileira. E se ele iria segui-la teria que transferir a capital da República para o planalto goiano, conforme estava na Carta Magna. De pronto, JK devolveu: "Acabo de prometer que cumprirei, na íntegra, a Constituição, e não vejo razão para ignorar esse dispositivo. Durante o meu quinquênio, farei a mudança da sede do governo e construirei a nova capital". Assim, graças a Toniquinho, a construção de Brasília se tornou a principal meta de Juscelino. Fonte Revista de Historia da Biblioteca Nacional



Não se sabe ao certo a origem das perucas. Sabe-se, entretanto, que seu uso é muito antigo. Encontraram registros do seu uso no Egito antigo e na Assíria. Era costume daqueles habitantes  oferecer sua cabeleira natural aos deuses. Suas cabeças ficavam portanto desnudas. Aí, desde que tinham que sair às ruas cobriam as cabeças com tiras de pano, imitando uma cabeleira. A moda pegou entre os faraós e a peruca passou a ser usada como símbolo de autoridade. E a partir daí a moda se distribuiu e se generalizou, com todas as variações que conhecemos, hoje. Fonte “Curiosidades, Valmiro Rodrigues Vidal” 




Rola na internet uma observação que cabe muito bem nesta parte do jornal: É uma curiosidade. Alguém, que ainda não se conhece o nome, descobriu que já no século XVI, Nostradamus havia previsto o governo de Lula. E diz que essa previsão erá no livro  Visão das trevas, grandes catástrofes da humanidade, de Nostradamus (Editora Record. Rio). É o seguinte o texto;
1. “E, próximo do 3º ano do 3º milênio, uma besta barbuda (sic) descerá triunfante sobre um condado do hemisfério sul (sic), espalhando desgraça e miséria”. 2. “Será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente completos” (sic). 3. “Trará com ele uma corja (sic) que dominará e exterminará as aves bicudas (sic) e implantará a barbárie por muitas datas sobre o povo tolo e leviano”.

domingo, 30 de setembro de 2012

MINHAS ELUBRAÇÕES PRE-ELEITORAIS




Ataíde Oliveira é uma dos nossos centauros municipais. Figura dúbia, metade uma coisa, metade outra coisa. Ou talvez nem metade. Antes, o que sabíamos é que ele era Presidente do Sindicato do Funcionalismo de Volta Redonda. Não eleito porque não tinha votos, mas favorecido pela fatalidade. O presidente de verdade morrera e ele, o Ataíde, vice que era, assumiu. Aí, veio, tardiamente, sendo construída sua biografia. Foi justamente na sua gestão que o sindicato ganhou, talvez, a sua mais importante questão trabalhista - o cumprimento do PCCS. Uma ação que tivera início muito antes de ele assumir, mas a decisão veio depois. Os funcionários vibraram. Afinal, era mais dinheiro do bolso do trabalhador. E dinheiro legal! Só quem não gostou mesmo foi o próprio Ataíde. Ficou preocupado: "Ai, meu Deus do céu! E agora se o Neto não gostar mais de mim". E o Prefeito, encastelado na sua torre de marfim, nada de pagar o pessoal. Um dia, Ataíde se cansou e resolveu dar um basta naquela tristeza que o incomodava. Criou coragem e foi falar com o prefeito. Olhou-o bem dentro dos olhos e falou: "Não posso me acovardar mais. Eu vim aqui dizer que estou com o senhor e não abro". O Neto comemorou aquele gesto. Mandou botar no jornal e tudo. Haverá o atento leitor de questionar os motivos da comemoração. Se o Ataíde não tem votos nem para si mesmo como poderá ajudar o prefeito? Mas a  questão não é essa. É claro que esse homem mais solitário do que um Robson Crusoé não vai evitar o enterro da sua candidatura. Mas pode impedir que o funcionalismo lhe jogue terra em cima, antes da hora.
                                     




Jonas Marins era um desconhecido. Fora dos domínios da família -  o quarto, a sala, a cozinha e o banheiro -  fora dessas dependências, ele era um anônimo. Aí, veio o caso ASBAM, denúncia de desvios de dinheiro público. E o Jonas, então, ficou falado. Muito falado. Faladíssimo! Toda a cidade ficou sabendo do caso - Boa Sorte, Monte Cristo, Saudade, Bocaninha... até lá onde o meu amigo Eloy Marcondes mora chegou a conversa. Quando o Jonas se aproximava, as conversas davam lugar a uma advertência  "lá vem o Homem da Asbam". E ele se tornava o Homem da Asbam, como tem o Zezinho da Ética, como tem o Negão da Feira, como tem o Baixinho do Estádio. Jonas Marins veio se acostumando e até gostando do seu apelido. Às vezes, o repetia baixinho para sentir-lhe a sonoridade. Quem sabe até pensou registrá-lo para uma próxima eleição. Afinal, era um nome que estava nas ruas -  "O Homem da Asbam". Mas, neste mundo em que, o dia seguinte é pior do que o dia anterior o caso da Ascam veio perdendo força tanto, tanto e tanto que o Jonas Marins preferiu usar Jonas Marins mesmo. E está, na frente  para prefeito de  Barra Mansa. E o Zé Renato perdendo o segundo lugar para a Inês Pandeló. Ora, perder para a Inês Pandeló, não é ser derrotado; é ser escorraçado. Nem sei se ele merece isto. Fico com pena mesmo é do deputado Albertassi. Perder em Volta Redonda e perder em Barra Mansa... Tá certo que o forte do deputado é São Pedro da Aldeia, mas nunca é bom uma coisa dessas. O Jornal Aqui sentiu logo na sua terceira pele. Na horinha mesmo. Aí, foi requentar o caso da ASBAM. Afinal, amigo é pra essas coisas. A reportagem teve repecussão na sede do jornal. Talvez a pressa em servir, talvez outra coisa qualquer, atrapalharam o serviço. O Aqui já foi melhor, nessas coisas. Talvez essa concorrência do Fatos e Notícias esteja lhe fazendo mal.



Lula e Marcos Valério eram amiguinhos do peito, mas, agora, estão de mal. Tá de mal come sal. Daqui a pouco estão se beijando, diria o leitor descrente desses amores e desses ódios. Marcos dera uma entrevista a Veja enfiando Lula até o pescoço no mensalão. Veio logo gente oferecendo seus trabalhos para o ex-presidente. Podemos fazer isto, podemos fazer aquilo. Do outro lado, a oposição também se perguntava: “O que podemos fazer com isto?”  Juntaram-se Lula, Falcão e Eduardo Campos e acertaram uma carta à sociedade. Pensei que vinha um daqueles documentos formais – “esclarecemos para os devidos fins e efeitos que não somos corruptos...”. Aquelas cartas que satisfazem o Franch. Mas que nada. A melhor defesa é o ataque. E, talvez, por isso mesmo, não trazia nenhuma novidade. Pareceu-me mesmo copiada daqueles surrados discursos do Frei Leonardo Boff. Aquelas besteiras de conspiração da direita e outras ainda maiores. Leonardo Boff é uma espécie de Zezinho da Ética que já foi excomungado.  Roberto Jefferson é mais lúcido e já nos prestou um serviço melhor do que os dois juntos. Roberto diz que o PT  tem a oposição que pediu a Deus. Ele sabe o que está falando. Já enfrentou o PT.  Na Constituinte, andava com um 38 na cintura por toda a Câmara. Depois, integrou a tropa de choque do Fernando Collor. Em 2005, denunciado na Veja, sentiu-se traído pelo PT, de quem então era aliado, e denunciou a compra de votos da base aliada, o mensalão. Jogou  fora a sua carreira, mas liquidou o Rasputin do Lula, o Zé Dirceu. A nação lhe deve este grande favor. Ele nos livrou do Zé Dirceu! Se não houvesse Roberto Jefferson era ele, o Zé, quem estaria lá, hoje.  Ele dominava tudo, o PT e o Lula. Não lhe seria difícil continuar mandando. Combativo, inteligente, falando várias línguas... e, do outro lado, Lula, o ignorante, o iletrado e de caráter duvidoso. Lula contava se gabando que sua família só comia carne quando seu irmão roubava mortadela no mercado onde trabalhava.







Há, de fato, muita coisa entre o céu e a terra de que a gente nem desconfia. Eu, apenas, acrescentaria – há muita coisa mesmo! Shakespeare foi modesto. Muito modesto. Por isso, essa gente aí pensando que sabe tudo. De vez em quando vem uma descoberta e põe todo mundo de pés no chão.  Dr. Gary W. Lewandowski  é psicólogo e professor na Monmouth University e nos trouxe uma novidade dessas. Sua missão é olhar, olhar as pessoas e, depois, contar o que viu. Pois bem, Gary descobriu que o mau humor é contagiante. Aliás, minha mãe foi uma precursora desta teoria.  Quando uma visita, lá em casa, se esquecia de ir embora, ela não jogava sal no fogo, não colocava vassoura virada atrás da porta, nada disto de simpatias. Ela ia para a sala e ficava bocejando. Daí a pouco meu pai também bocejava e, aos poucos, eu e meus irmãos estávamos todos bocejando, inclusive o visitante que logo se levantava e dizia “tá tarde”  e se ia. Minha mãe sabia que o bocejo era contagiante, mas nunca fez caso desta descoberta. Nunca a patenteou. O mais que ela fazia era passar esta informação para os filhos usarem num futuro certo que viria.  Agora, vem o Dr. Gary com a autoridade que todos os seus títulos lhe dão e diz “o mau humor é contagiante”. Contagiante como uma gripe. Se alguém tosse ao nosso lado, logo nos resguardamos. Afastamo-nos um pouco e cobrimos nosso nariz com um lenço. E ninguém nos censura. Mesmo os namorados, por mais enamorados que estejam, dizem um para o outro “hoje, não tem beijo” e estamos conversados. Devemos nos acautelar dos mal humorados, adverte o Dr. Gary. O mau humor passa de um para o outro sem que o contaminado sinta nenhuma coceira, a garganta não arranha, não há coriza, não há febre... Não há absolutamente nenhum sinal. Mas já sai dali batendo a porta, chutando o cachorro, pisando no rabo do gato.  O Dr. Gary recomenda cautela com os mal humorados. Eu vou um pouco além. Acho que todo cuidado é pouco. Recomendo que além de nos acautelarmos é bom evitar o ar contaminado, é bom que se abram as portas e as janelas para a luz do céu entrar.   






No Oiapoque, os caciques nas aldeias indígenas mandam mais do que os caciques da cidade. Os brancos sbem muito bem disto. E aqueles que pretendem algum cargo político vão direto atrás deles.  Por isso, de dois em dois anos é aquela fila de dobrar quarteirão na entrada das aldeias. Os caciques os recebem e fazem suas exigências. Conforme for a conversa, fecham ou não fecham o apoio. analisa as propostas e,conforme for, recomendam ou não o nome ao seu povo. Segundo o cartório eleitoral são 2 871 os votos indígenas e 17 023 os brancos. Pode parecer que os 2871 sejam poucos.  Mas são votos fechados. Fechadíssimos!  Já os brancos se dividem muito. Um tijolo aqui, um saco de cimento, ali, um botijão de gás, acolá... é o bastante para esparramar votos pra aqui, pra ali, pra acolá. Fora o tapinha nas costas que também tem seu peso. Os caciques são firmes nas suas conversas. Orientam os candidatos: ter um índio na composição da chapa é mais conveniente. E, para os que duvidam da expressão desses votos, os caciques tem um exemplo, na ponta da língua. Em 1996, as comunidades se reuniram e decidiram que tinha que ter um índio´lá na prefeitura. E conseguiram eleger  João Neves, da etnia galibi marworo, a prefeito. Ele foi o primeiro índio a conquistar um mandato executivo no Brasil. 


CURIOSIDADES




Oiapoque é um município brasileiro localizado no extremo norte do Estado do Amapá. Tem uma área de 22 625km2 e se notabilizou com a expressão do Oiapoque ao  Chuí. Um monumento na cidade reforça ainda mais esta expressão – “município de Oiapoque, aqui começa o Brasil”. Ali, há uma placa que traz o registro de uma viagem que teria saído de Oiapoque e atingido a cidade de Chuí, no Rio Grande do Sul. Talvez tenha nascido daí este erro tão freqüente de se pensar que o Oiapoque é o extremo norte do Brasil. De fato, não o é. A cidade mais ao norte brasileiro é Uiramutã, no Estado de Roraima, onde fica o Monte Caburaí. A expressão “Do Oiapoque ao Chuí” refere-se à extenção do litoral brasileiro.  





Getúlio Vargas chegou à presidência da república no dia 3 de outubro de 1930. Esta data marca o fim da República Velha. A Revolução de 1930. Foi assim deposto o então presidente Washington Luis. Na despedida do Palácio do Catete executava a vingancinha contra o homem que lhe roubara o cargo. Pediu ao mordomo que escondesse muito bem escondida a faixa presidencial, símbolo do poder delegado pelo povo. Getúlio o novo presidente chegou a palácio e não encontrou a faixa. E a procurou, sem sucesso, por quatro anos seguidos. Ela só lhe foi entregue em 1934, quando assumiu o cargo após eleição da assembléia constituinte. Fonte : Guia dos Curiosos.