Zezinho em carne e osso |
Vem lá da sala um barulho. Pergunto quem
é? Uma voz me responde: “Sou o Caveirão do Legislativo!” Corro para a lá e não
vejo ninguém. Nem podia de ver. A porta estava trancada, as janelas fechadas, o
portão intransponível... Só podia ser um espírito. Um espírito de porco,
talvez. Aí, aquela mesma voz me falou para eu não ter medo, que ele não era
nenhum bicho papão e que, enfim, ele só pegava vereador. Coisa difícil essa de se
explicar o Zezinho da Ética dormindo lá no Jardim Caroline e seu espírito vagando cá pela Barreira Cravo. Ele não trazia o apito, a língua de sogra e nem ninguém da sua falange de seis patrulheiros. Não trazia, sequer, aquela sua camisa preta escrita com letras brancas
"MEP - Movimento da Ética na Política”. Só o reconheci mesmo porque sou
uma autoridade municipal em Zezinho da Ética. Ele queria dar uma entrevista ao
blog. Não me fiz de rogado e mandei logo a originalíssima pergunta:
EU:
Jura dizer a Verdade, toda a Verdade e somente a Verdade?
ZEZINHO:
Não sou louco de jurar isto. Fui criado evitando a verdade. No jardim em que moro podia comer de tudo. Quase tudo. Só não podia comer da Árvore da Verdade. Eu evitava e ainda evito até sua sombra. Reforçavam a ordem com a história do
Adão. Aquilo abriria os meus olhos. Um homem com os olhos abertos é uma
perdição. Taí o Jair Nogueira, coitado, cismou de abrir os olhos e anotaram o
nome dele lá num caderno. E a Aparecida Paraíso, Professora do Curso Bíblico, na Cúria, sempre diz, repetindo Jesus: "A verdade mora num poço." E ela emenda dizendo que o poço é fundo pacas.
Aí,
negando-se a falar a verdade, o Zezinho me pareceu o mais verdadeiro
dos homens. Mas não me dei por achado; fui em frente. Sempre escapa alguma
coisa.
EU:
Eu queria saber por que você é Zezinho da Ética e não Zezinho do Neto.
ZEZINHO:
Ih!... Você mexeu num ponto!... Esta pergunta... olha eu... Se eu me chamasse
Zé do Neto, o Paiva morreria de paixão. Eu sou amigo do Paiva. Não seria o pomo
da discórdia. Não vou não, posso não, a turma não deixa não.
EU:
Mas penso que Zezinho da Ética diz tão pouco. Ninguém quer saber de ética.
Agora, Zezinho do Neto é mais pomposo e, convenhamos, é muito mais concorrido.
ZEZINHO:
Também acho. Até porque eu sou muito mais do Neto do que da Ética. Todo mundo
sabe disto. Até meu netinho brinca assim : “Meu avô o Zezinho, é sabido de montão. Carrega a ética no bolso e o Neto no coração”
Ontem me encontrei com um quase-incrédulo. Não acredita que o homem foi à Lua, acha que a Apolo XI foi uma
farsa e que a areia onde a nave posara era a Praia de Mangaratiba. No outro dia,
encontrei com outro quase-incrédulo, o Franch da Prefeitura. O Franch não acredita
em nada. Nem no mensalão ele acredita. Mas ambos, o Franch e o outro, acreditam no PT. A mesma fé que eles tinham em Senhora... Dizem que há outros como os dois por aí. Yo no creo en las
brujas pero que las ai, las ai. Talvez não sejam muitos. Tanto que a Kika Monteiro está disputando a tapas esses
votos. Foi ela quem disse que a briga dentro do partido é grande. Mas não quero
fugir do assunto. Há muitas cabeças ocas por aí. Mas há qualquer coisas com elas. Eu sinto que é impossível, aceitar que Lula, e José Dirceupor
mais elaboradas que sejam as cambalhotas que se aceite que Lula, José Dirceu passaram a largo do mensalão. E o mensalão para os Franchs é
a mais inocente das superstições. São cabeças pré-Revolução Francesa. Ainda
entendem que o rei é divino. E o Lula incorpora esse messianismo. Mas parece
que vai caminhando para o seu ocaso. Fernando Haddad, seu candidato a
prefeitura de são Paulo não sai do chão. Lula escorraçou a Marta, escorraçou
Erundina e abraçou-se a Maluf. Quer a Marta de volta apoiando Haddad. Mas a
ex-prefeita está irredutível. Na semana passada, Dilma, certamente a pedido de
Lula, chamou Marta para uma conversa. Não rendeu nada. É uma briga no céu. Vai
começar tudo de novo. Parece que vai ter um novo anjo caído.
Yessica Paola |
Yessica
Paola Roja Morales e Juan Carlos Abadia são marido e mulher. Ele,
megatraficante; ela o acompanha. Presos aqui, os EUA requereram a extradição
dele, ela ficou e foi condenada a 11 anos de prisão. Na cadeia ocupou uma
modesta cela de 9m2, água quente e televisão. Está condenada por lavagem de
dineiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Lá se foram quatro anos
assim até que ela agora conseguiu o indulto de final de ano. Desde julho, trocou
a cela por um flat. Além de estar livre desfruta de acomodações menos modestas, com janelas abertas para a avenida.
Agora, ficará um semestre inteiro aguardando o fim de ano. Vai curtir
a festa, ver a queima de fogos em liberdade. Só volta no dia 4 de janeiro. Talvez,
nem volte. Seus advogados pedem para ela pagar o resto da pena em regime semi
aberto e o diretor da prisão morre de medo com a presença dela.
Cidade de Tupã |
CURIOSIDADES
O Marechal Floriano Peixoto teve um governo conturbado. Assumiu com a renúncia do Presidente Marechal Deodoro, antes de ter decorrido a metade do mandato. A Constituição previa que, nesses casos, tinha que se convocar nova e imediata eleição. Floriano que era o vice fincou o pé e não permitiu a mudança; governou à força. Veio a Revolta Armada, uma resistência constitucionalista que se juntou à Revolução Federalista. Eram adversárias as duas, mas se juntaram para combater o Marechal de Ferro. Tomaram a cidade de Desterro, capital do Estado de Santa Catarina. No dia 16 de abril de 1894, Floriano Peixoto enviou contra eles onze embarcações e o encouraçado Aquidaban. E pra mostrar que estava mesmo disposto, enfiou no comando das forças o Coronel Antonio Moreira Cesar, conhecido como “coronel corta cabeças”. E veio o massacre. Quase seis meses depois, Floriano receberia um telegrama assim: “Marechal Floriano, Romualdo, Caldeira, Freitas e outros fuzilados, segundo suas ordens”. Entre os executados estavam o Barão de Batovi, que lutara na Guerra do Paraguai, Frederico Guilherme, presidente do governo provisório da república catarinense e dezenas de oficiais que assinaram a ata de rendição de Desterro, que, numa homenagem controversa, passou a se chamar Florianópolis, em homenagem ao presidente Floriano Peixoto. Fonte - Revista de História da Biblioteca Nacional
O
Tratado da Cruz Vermelha foi assinado em 9 de agosto de 1866, em Genebra. Seus
fundadores foram a França, Bélgica, Suiça, Holanda, Prússia, Bade, Itália,
Dinamarca, Wurtemberg e Portugal. Mais tarde, esse documento, que recebeu apoio de outras nações, estabeleceu que são considerados neutras as
pessoas a serviço de socorros às vítimas nos casos de beligerância. O nome de Cruz
Vermelha foi adotado a partir de 1876. Atualmente, seus trabalhos já não estão
mais restritas aos feridos de guerra, mas presta socorro de uma forma geral,
inclusive as vítimas de acidentes naturais.
A Cruz Vemelha age no princípio da neutralidade, não se envolvendo nas
questões militares ou políticas. Daí, é sempre digna de confiança das partes em
conflito e tem liberdade para suas ações humanitárias.
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