quinta-feira, 21 de julho de 2011

SORO VOLTA ÀS MANCHETES


Quando o ano dobrou para 2011 e Soró passou a presidência da Câmara Municipal para o Conrado houve uma troca de sorrisos, entre eles. Soro captou a mensagem. Acendeu uma vela para as almas benditas pelo milagre. De fato, nunca mais se falou das suas irregularidades na chefia daquela casa. Mas, sinceramente, eu pensava que ele ia levar a maior cana. O ano terminara com o Soró nas cordas e doze vereadores batendo. Consta nos anais que essa dúzia de legisladores foi pedir ao Prefeito que os ajudasse naquele linxamento. Mas o Prefeito não pôde fazer nada porque também já estava com o dele na reta. E tinha razão. Mas o Zezinho da Ética não negou fogo. Levou o nome do Soró lá para o Ministério Público. Era suspeitíssima aquela insistência de colocar uma empresa de dados na Câmara Municipal. Tudo isto passou. E, agora que o Soró julgava ter dobrado o seu Cabo das Tormentas, surge aí uma mocinha, sem dinheiro, sem poder, absolutamente frágil e lhe dá um pontapé nas canelas que poderá suspendê-lo por três mandatos – 12 anos de cadeia. É que o Procurador Geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, ofereceu denúncia de peculato contra o vereador. A moça era funcionária do seu gabinete e ele tomava a metade do salário dela. Ele ficava com R$ 380 e ela com R$ 400. Inclusive do décimo terceiro. Mas ninguém vai pensar que o verá dentro de um camburão. Soró não é um qualquer. Ele poderá ir no próprio carro.  Tá pensando o que?






NOVA COLEGA DA TERRA


Ilustração: Jet Propulsion Laboratory
Os planetas que não pertencem ao  sistema solar são chamados exoplanetas. Agora, foi descoberto mais um deles, o 55 Cancri. É duas vezes maior que a Terra e nove vezes mais pesado. O trabalho foi realizado por um  grupo de astrônomos no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT). O chefe da pesquisa, professor Josh Winn disse que o Cancri está relativamente próximo da Terra o que permitiu  avanços consideráveis nos estudos. Sabe-se que esse planeta é constituído por uma matéria rochosa semelhante à Terra e que possui água e hidrogênio. Estão afastadas as possibilidades de vida lá, em razão da alta temperatura ambiente - 2 700 graus centígrados. A descoberta do 55 Cancri também é útil para melhor se descobrir a Terra.

DIREITOS HUMANOS PARA ROBÔS.


O governo britânico está preocupado com os robots inteligentes. Quer que ele também tenham direitos humanos. Recomendou a uma equipe que estudasse o caso. E, daí, surgiu o documento Robo-rights: Utopian Dream or Rise of the Machines? (Direitos dos Robôs: Sonho Utópico ou a Ascensão das Máquinas? (tradução-livre), divulgado em dezembro. Deverá, agora, ser levada a um debate público no Museu da Ciência de Londres. O governo entende que no caso de desenvolvimento de inteligência artificial as máquinas deveriam ter direitos como seres humanos; os cientistas acham isto mero sensacionalismo até porque há outras questões ética mais relevantes a se discutir. Os chamados robôs autônomos tomam decisões sem intervenção humana. Já são usados, inclusive, para fins militares. E a questão é que se lhe concedem direitos há que se cobrar deveres. Para o professor Alan Winfield, da University of West England, “o problema mais urgente e sério é até que ponto a sociedade está preparada para confiar em robôs autônomos e ter confiança nas outras pessoas que cuidam desses robôs”. A fabricante Samsung, por exemplo, desenvolveu um vigia robótico para patrulhar a fronteira entre as Coréias do Norte e do Sul. O robô é equipado com duas câmeras e uma metralhadora. “Se um robô autônomo mata alguém, de quem é a culpa?”, perguntou. Hoje, o culpado está evidente, mas com a criação dos direitos humanos ficaria meio nebulosa a responsabilidade.

CURIOSIDADES.
Um fiasco. Com o Tratado de Utrecht, a Inglaterra ganhou bases marítimas na América , o direito de vender escravos negros para as colônias espanholas, mais o “navio permitido” que autorizava a vender na América o que transportasse. Apareceram os corsários aos quais a Espanha combatia com apresamento dos barcos. Robert Jenkins, contrabandista inglês estimulava a Inglaterra a entrar em guerra com a Espanha, que lhe tomara navios e cortara-lhe fora uma das orelhas. Julio Leon Fandiño, autor do feito lhe dissera: “Va e diga a teu rei que o mesmo acontecerá a ele se ele se atrever”. Felipe V, rei da Espanha, não estava para conversa. Aprisionou todos navios britânicos nas proximidades da América. E veio a guerra no dia 19 de outubro de 1739. Edward Vernon comandou a primeira ação destruindo Porto Bello e se preparou para a tomada de Cartagena das Índias. Reuniu a maior frota jamais vista. Eram 186 naves, com mais de 2 620 peças de artilharia e mais de 27 mil homens. Blas Lezo, um veterano marinheiro, ficou com a defesa da praça. Ele contava com seis naves 3 600 homens dos quais 600 eram arqueiros índios. Edward Vernon se iludiu com aquela pequena resistência e se comunicou com Londres dando vitória como feita. Houve então comemorações britânicas e mandaram cunhar medalhas com Blas de Lezo ajoelhado aos pés de Vernon. A tomada, entretanto, foi mal sucedida e Edward Vernon fugiu com seus poucos sobreviventes. Na Inglaterra sua família o homenageou dando seu nome a uma ponta de morro – Monte Vernon.



No século 18, os médicos eram tidos como infalíveis. Daí, quando Mary Toft (1726) afirmou ter dado à luz a 16 coelhinhos, um cirurgião local foi chamado para dar o veridito. John Howard foi chamado a investigar. Atestou a veracidade e notificou outros médicos proeminentes. Quando um dos médicos do Rei George narrou esse caso, na corte, as pessoas ficaram muito assustadas, mas acreditaram no acontecimento. Ainda assim, o rei convocou vários cirurgiões para colaborarem no caso. Inclusive médicos da realeza britânica. Novamente a confirmação. O rei terminou por leva-la a Londres para ser profundamente analisada pelos cientistas. Mas a mamãe coelha não resistiu e confessou a farsa. Foi presa por fraude e a comunidade britânica viu arranhada a sua credibilidade.

domingo, 17 de julho de 2011

QUANDO O CARNAVAL CHEGAR





O contribuinte, sentado ao meu lado, enfia os dedos pelos cabelos, sacode a cabeça para um e outro outro e diz quase pedindo desculpas para um coice que pretende dar - “Não há quem não fique nervoso com uma coisa dessas!” Ensaia mesmo levantar-se, mas o risco é grande. Há muita gente querendo se sentar e quem vai ao vento perde o assento. Este é o nosso grande mal: um homem indignado não pode se manter sentado por mais fulminante que seja o seu olhar. Aliás, assim sentado, o seu olhar jamais será fulminante. Estamos todos aguardando a vez de pegar a guia do IPTU atrasado. O Prefeito concedeu uma anistia nas multas e veio gente de monte. O atendimento é lento. O funcionário tem que deixar uma mão sobre o teclado e a outra fazendo concha junto ao ouvido para entender o que cada contribuinte fala. É que junto aos degraus da entrada instalou-se um caminhão de som. E, nesta sala, em vez de uma música ambiente é invadida por alguma coisa que eles chamam de música. É a festa junina dos idosos. A sua presença ali garante uma viagem com hospedagem em Búzios. Alguns até poderão trazer um copo, uma toalha, uma colher ou, quem sabe um cobertor de lembrança. Volta Redonda virou isto: a cidade mais barulhenta do Brasil, em vários pontos. A Ilha São João é o principal deles. Lá, além de se realizarem eventos municipais a Prefeitura ainda aluga para festas dos outros, como recentemente foi a formatura da medicina de Petrópolis. E somos muitos os indignados. No dia da eleição, queiram ou não queiram, nos colocaremos de pé. A gente pode não saber ainda em quem votar, mas já sabemos em quem não votar.



BOTANDO LADRÃO PELO LADRÃO

Quem não viu o que foi a tragédia da Região Serrana pode ainda vê-la, hoje, dezoito meses depois. E, sem nenhuma dúvida, ampliadíssima! Agora, o trabalho para sua recuperação é muito maior. Há, também, o entulho político, esse lixo não reciclável. Há dezoito meses, o Brasil acordou com a destruição estampada na TV. E o Datena se consagrando como o Galvão Bueno das tragédias. Sempre há alguém tirando vantagem. E, enquanto grupos voluntários buscavam a todo custo sobreviventes, enquanto resgatavam até animais domésticos, nos silentes porões das prefeituras locais se acertava um reajuste melhorzinho nas propinas para as obras municipais. Era o político fazendo o seu pé-de-meia. O percentual pulou de 10% para 50%. E as obras sairiam sem licitação. Seis meses depois, o Ministério Público Federal estranhava o desaparecimento de R$ 100 milhões sem que se tivesse adquirido sequer um tijolo. E assim chegou ao esquema envolvendo, pelo menos, quatro municípios. Um dos empresários envolvidos aceitou o benefício da delação premiada e abriu o bico. Disse que até em um banheiro da prefeitura de Teresópolis, administrada pelo PT, ele fizera pagamentos. E disse que pagava as propinas aos secretários José Alexandre (de governo) e Paulo Marquesine (de obras). O Prefeito da cidade saiu em defesa dos seus meninos... Repete-se sempre a mesma cena. Parece até que ensaiam o papel desde crianças.



A IMAGEM CHEIROSA


Já estou até vendo. Ou melhor, sentindo. A gente sentado na poltrona, assistindo o Titanic pela TV e a água do mar entrando pela nossa janela. Isto, é claro, num futuro que talvez já não esteja tão longe. Pesquisadores na Universidade da Califórnia, San Diego, em cooperação com a Sansung, pretendem construir um sistema de televisão que não transmita apenas as imagens mas, também, os seus cheiros característicos. Eles já possuem mais do que 10 mil cheiros catalogados. Vai desde a rosa mais perfumada ao fedorento gambá. Eu não sei se o cheiro do Zé Sarney está nesse intervalo, mas recomendo aos meus amigos terem todo cuidado quando sintonizarem o senado ou a câmara federal

O RESGATE DO CHULÉ

Burt Konls, há dez anos, provou que o odor dos pés – o mal afamado chulé – atrai moscas. Foi o primeiro passo. Agora, Fredros Okumu , chefiando uma equipe de pesquisas para o Instituto de Saúde de Ifakara, Tanzânia, avançou com esta descoberta. Criou uma armadilha que atrai quatro vezes mais o mosquito causador da malária do que qualquer outro meio de combate tradicional. A pesquisa foi reconhecida e premiada pela Fundação Bill e Melinda Gates, EUA, e a Grande Challenge, Canadá, com um prêmio de US$ 775 mil à equipe de Okumu. Sua grande inovação promovida na Tanzânia, foi o cheiro artificial, mais eficiente e o uso da armadilha com o inseticida.

CURIOSIDADES


François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire, foi um campeão na luta pela liberdade. Este seu jeito polêmico o levou à prisão algumas vezes. Conta-se que, um dia, o regente da França, Felipe d’Orleans, anunciou a venda da metade dos animais que compunham a cavalariça real. Seria uma medida de contenção de custos. Voltaire achou que havia uma melhor saída. Escreveu que melhor faria o governante caso se livrasse não dos cavalos, mas dos asnos que circundavam o trono. Dias depois, passeando no Bois de Boulogne, o regente deu de cara com o filósofo e lhe falou: “Monsieur Arouet, vou lhe proporcionar uma visão de Paris que o senhor jamais conheceu.” Imediatamente, mandou aquele irreverente jovem para uma cela na Bastilha. Por lá ele ficou durante alguns meses. Até que o regente arrependido mandou que o soltassem e lhe deu como reparo, uma pensão anual de centenas de francos. Alguns dias depois, recebeu uma carta de Voltaire, agradecendo a pensão e anunciando o seu exílio voluntário na Inglaterra: “Fiquei feliz em ver que Vossa Majestade está providenciando minhas refeições, mas aproveito para dizer que de minha moradia, cuido eu mesmo…”




Vaso sanitário. Este objeto colocado num canto escondido da casa tem um especial destaque nas invenções do mundo. No livro As 100 Maiores Descobertas de Tom Philbin ele ocupa o décimo sexto lugar. Sua história é antiga, com mais de 4 mil anos. Mas com este conceito com que ele é conhecido hoje surgiu no final do século XVI. Seu criador foi o poeta inglês John Harrington, afilhado da Rainha Elizabeth I, no ano de 1596. Em 1778 este invento ganhou um importante acréscimo. O mecânico e engenheiro Joseph Bramah, também inglês, criou a bacia sanitária com descarga hídrica.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

AS FERIAS DOS VEREADORES


Ainda ontem, passei pela Câmara Municipal de Volta Redonda, mas não entrei. Mal pus o pé direito no primeiro degrau, lá de cima, o guarda me alertou: “Estamos de férias!” Como quem dissesse "Não incomode!" Férias... E pensar que há seis meses a Vereadora América Tereza discursava “Este ano foi muito improdutivo para nós vereadores. Não trabalhamos, nada”. E um outro completou “Nem um minuto sequer!”. E foram aplausos, gritos e pulos como se comemorassem um gol. Soró, então presidente, estava na berlinda. Acusavam-no de fazer compras, contratar serviços, sem dar bolas aos colegas. O orçamento anual se fora nos primeiros seis meses. Gastava como um filho pródigo. E, maior das crueldades - não deixava os outros vereadores trabalhar. Coisa imperdoável! Falavam em processá-lo. Constituiram uma comissão para investigá-lo. E vieram as férias de dezembro, e veio a eleição do novo presidente Conrado e não falaram mais nisto. Se você conversar com o Conrado ele se diz muito satisfeito com o seu mandato. Se perguntar ao Soró ele se diz mais satisfeito ainda. O insatisfeito sou eu. Assim, ergui as mãos para o céu, hoje, quando vi o nosso personagem histórico no shopping. Quem o via ali na bancada de meias e cuecas, não dava conta de sua importância na história do país. Ele atirara uma pedra na cabeça do presidente Jango. Ainda hoje carrega a estilingue no bolso de traz, como um troféu. Carrega também uma modesta munição no bolso lateral. Corri a ele e lhe pedi ajuda para resolver o problema da Câmara Municipal. E ele me olhou bem dentro dos olhos e me perguntou assim: “Só com este pouquinho de pedras?”


CABRAL NÃO ESTÁ SOZINHO

Avião da FAB


O Corpo de Bombeiros de Alagoas emprestou carro oficial para um grupo evangélico ir até a Bahia. Tudo de graça, inclusive motorista. E de 6 a 10 de junho ficaram por lá com a viatura oficial à disposição. Como toda moeda tem dois lados, há também favores na outra mão. Autoridades públicas também gostam de ser mimadas. Vide o Governador Sérgio Cabral. Recebeu mimos de dois empresários credores do Estado - Fernando Cavendish, e Eike Batista - que lhe patrocinaram um convescote regado ao melhor whisky pomposo resort na Bahia. O primeiro abocanhou R$ 1 bilhão em obras e  o segundo recebe R$ 75 milhões em incentivos fiscais. Tamos aí! A hora que precisar de mim... A Arquidiocese do Rio de Janeiro parece que não é amiga de Cavendish, nem do Eike mas desfruta com desenvoltura seus laços. Ganhou um passeio a Campo Grande, Mato Grosso do Sul, para 25 clérigos. A comissão foi encabeçada por D. Orani João Tempesta (ex-secretário da CNBB 2005-2011). A igreja diz que vai pagar, mas não sabe quando, nem quanto, nem onde. Explica, apenas, que o dinheiro irá para o Fome Zero. Só que o programa Fome Zero não existe mais. Mudou. E, parece que o governo também mudou. Nos tempos de Lula, era grande a farra com os aviões da FAB. Dilma, quando assumiu, baixou logo uma ordem - avião da FAB só levanta vôo se for a trabalho. Mas, também, se a arquidiocese não sabe ainda que o Fome Zero acabou em 2003, como há de saber que a farra mudou em 2011?



CIGARROS SÓ NAS FARMÁCIAS



A Islândia não abre mão de reduzir o consumo de cigarros no país. Tentou cavar mais fundo no bolso do consumidor mas não adiantou. Os 25% de imposto não espantou os tabagistas. Hoje, o vício atinge 15% da sua população. Índice pequeno para os padrões europeus. Não era coisa para assustar tanto. É dos menores. A Islândia, porém,  pretende abaixá-lo ainda mais. Agora, inventou mais um jeito para consegui-lo: Vai vender cigarros, apenas, nas farmácias, sob prescrição médica. E ainda com a proibição de se fumar em lugares públicos. O plano vem apoiado pelo presidente da Sociedade de Cardiologia, Thararinn Gudnasson.



O MAR NÃO TÁ PRA PEIXE


Peixe-leão

Agora, em vez de ter preocupação, apenas,  com a predação promovida pelo homem, do homem, ambientalistas estão preocupados também com outros predadores. E, agora, eles assustam a  Flórida e no Caribe. Segundo Philip Kramer, diretor do programa para Conservação da Natureza do Caribe, há pouquíssimos predadores naturais naquela área. Mas infestou-se de invasores marinhos de rápida reprodução que comem as outras criaturas e ainda competem por alimentos e habitats. Entre esses distingue-se o peixe-leão, nativo da região Indo-Pacífico. É um animal de pequeno porte chega no máximo a 200g mas é muito voraz. Os ambientalistas já sugerem que se esses animais sejam consumidos pelos humanos como a imensa campanha pelo consumo da carpa  asiática em substituição ao robalo chileno ameaçado.



POR QUE OS BRASILEIROS NÃO REAGEM

Juan Arias, O Globo

Juan Arias


O fato de que em apenas seis meses de governo a presidente Dilma Rousseff tenha tido que afastar dois ministros importantes, herdados do gabinete de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva (o da Casa Civil da Presidência, Antonio Palocci - uma espécie de primeiro-ministro - e o dos Transportes, Alfredo Nascimento), ambos caídos sob os escombros da corrupção política, tem feito sociólogos se perguntarem por que neste país, onde a impunidade dos políticos corruptos chegou a criar uma verdadeira cultura de que "todos são ladrões" e que "ninguém vai para a prisão", não existe o fenômeno, hoje em moda no mundo, do movimento dos indignados.

Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam? Não lhes importa que tantos políticos que os representam no governo, no Congresso, nos estados ou nos municípios sejam descarados salteadores do erário público?

É o que se perguntam não poucos analistas e blogueiros políticos.

Nem sequer os jovens, trabalhadores ou estudantes, manifestaram até agora a mínima reação ante a corrupção daqueles que os governam.

Curiosamente, a mais irritada diante do saque às arcas do Estado parece ser a presidente Rousseff, que tem mostrado publicamente seu desgosto pelo "descontrole" atual em áreas do seu governo e tirou literalmente - diz-se que a purga ainda não acabou - dois ministros-chave, com o agravante de que eram herdados do seu antecessor, o popular ex-presidente Lula, que teria pedido que os mantivesse no seu governo.

A imprensa brasileira sugere que Rousseff começou - e o preço que terá que pagar será elevado - a se desfazer de uma certa "herança maldita" de hábitos de corrupção que vêm do passado.

E as pessoas das ruas, por que não fazem eco ressuscitando também aqui o movimento dos indignados? Por que não se mobilizam as redes sociais?

O Brasil, que, motivado pela chamada marcha das Diretas Já (uma campanha política levada a cabo durante os anos 1984 e 1985, na qual se reivindicava o direito de eleger o presidente do país pelo voto direto), se lançou nas ruas contra a ditadura militar para pedir eleições, símbolo da democracia, e também o fez para obrigar o ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992) a deixar a Presidência da República, por causa das acusações de corrupção que pesavam sobre ele, hoje está mudo ante a corrupção.

As únicas causas capazes de levar às ruas até dois milhões de pessoas são a dos homossexuais, a dos seguidores das igrejas evangélicas na celebração a Jesus e a dos que pedem a liberalização da maconha.

Será que os jovens, especialmente, não têm motivos para exigir um Brasil não só mais rico a cada dia ou, pelo menos, menos pobre, mais desenvolvido, com maior força internacional, mas também um Brasil menos corrupto em suas esferas políticas, mais justo, menos desigual, onde um vereador não ganhe até dez vezes mais que um professor e um deputado cem vezes mais, ou onde um cidadão comum depois de 30 anos de trabalho se aposente com 650 reais (300 euros) e um funcionário público com até 30 mil reais (13 mil euros).

O Brasil será em breve a sexta potência econômica do mundo, mas segue atrás na desigualdade social, na defesa dos direitos humanos, onde a mulher ainda não tem o direito de abortar, o desemprego das pessoas de cor é de até 20%, frente a 6% dos brancos, e a polícia é uma das que mais matam no mundo.

Há quem atribua a apatia dos jovens em ser protagonistas de uma renovação ética no país ao fato de que uma propaganda bem articulada os teria convencido de que o Brasil é hoje invejado por meio mundo, e o é em outros aspectos.

E que a retirada da pobreza de 30 milhões de cidadãos lhes teria feito acreditar que tudo vai bem, sem entender que um cidadão de classe média europeia equivale ainda hoje a um brasileiro rico.

Outros atribuem o fato à tese de que os brasileiros são gente pacífica, pouco dada aos protestos, que gostam de viver felizes com o muito ou o pouco que têm e que trabalham para viver em vez de viver para trabalhar.

Tudo isso também é certo, mas não explica que num mundo globalizado - onde hoje se conhece instantaneamente tudo o que ocorre no planeta, começando pelos movimentos de protesto de milhões de jovens que pedem democracia ou a acusam de estar degenerada - os brasileiros não lutem para que o país, além de enriquecer, seja também mais justo, menos corrupto, mais igualitário e menos violento em todos os níveis.

Este Brasil, com o qual os honestos sonham deixar como herança a seus filhos e que - também é certo - é ainda um país onde sua gente não perdeu o gosto de desfrutar o que possui, seria um lugar ainda melhor se surgisse um movimento de indignados capaz de limpá-lo das escórias de corrupção que abraçam hoje todas as esferas do poder.

Juan Arias é correspondente do El Pais no Brasil



CURIOSIDADES


Fraude na ciência. Charles Dawson era, além de advogado, cujo passatempo predileto era coletar fósseis no litoral da Grã-Bretanha. Em 1912, já reconhecido como paleontologista, encontrou pedaços de um crânio, semelhante ao crânio humano e ao crânio do orangotango, na cidade de Piltdown, Inglaterra. Logo se supôs que era o encontro do decantado elo perdido. E foram muitas as teses de doutorado em cima dessa descoberta – o chamado Homem de Piltdown, então batizado de Ecanthropus dawsonii. Entretanto, 41 anos depois de anunciada a descoberta, o achado foi suebmetido a exames mais acurados e se descobriu que a tal cabeça encontrada para a qual se dava 500 mil anos, não tinha mais do que 500 anos. E mais: Viu-se que ela era uma junção de um velho crânio humano, uma mandíbula de orangotango corroída artificialmente e dentes fossilizados de chimpanzés.



São Nicolau. Sabe-se que São Nicolau morreu bem velho, em meados do século IV. Há referências quanto a um bálsamo que se formou em seu túmulo e era famoso por suas propriedades curativas. Durante 750 anos o túmulo de São Nicolau de Mira foi um local de peregrinação. Trazia mesmo benefícios comerciais para o local devido ao fluxo de peregrinos que atraía. Quando Mira caiu sob o domínio dos turcos, os comerciantes italianos de Veneza e Bari pensaram em levar esse movimento para suas cidades. Saiu pois uma comitiva da Itália com uma missão peculiar: roubar o cadáver de São Nicolau e efetivamente o fizeram. Bari se tornou, então, um centro de peregrinação.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

DRA. SUELY NÃO SAI MAIS DAQUI


Dra. Suely Pinto
Foto Jonal Aqui

Dra. Suely Pinto chegou quase sem fôlego ao gabinete do prefeito. Foi abrindo a porta e quase sem respiração avisou para o prefeito: - "o inverno chegou!". E o prefeito, que vinha tomando conta do calendário, comemorou: "Vivaaa!" E o prefeito não estava sozinho neste contentamento.  A Vereadora América Tereza, como num suspiro, disse “demorou”. E esfregou as mãos de contentamento. Não ia mais gastar seu suado dinheirinho com suas placas que alertava o povo da sua responsabilidade. Na verdade, aliviando o prefeito. Evidentemente, havia o que comemorar. Eles sabiam que com a chegada do inverno, os casos de dengue dariam uma caída. Agora, adeus epidemia. Podia haver um casinho ou outro, só. Coisa pouca. Bobagem. Ergueram uma taça imaginária e brindaram: “A dengue foi embora; agora só no ano que vem”. E foi com este ânimo de profeta, que Dra. Suely convocou a imprensa para proclamar o novíssimo evangelho: "Isto é como carnaval: Todo ano tem... Sorria. Agora, só no ano que vem." O prefeito, também, ficou aliviado. Suspendeu a contratação dos 300 homens para a limpeza urbana. Foi para a janela, e olhou aquele dia cinzento de cerração e falou consigo mesmo: “Que lindo dia!”

DILMA NAS CORDAS 
Senador Mário Couto:
"Pagot, você é ladrão!"

Dilma é ruim de tiro. Quase atirou no próprio pé. Nunca vi. Aliás, ela sabe disto. Tanto que não exonerou Pallocci e nem Nascimento. Os dois foi que cansados de brincar de ministros foram fazer outra coisa. Agora, depois da casa arrombada, ela diz que vai marcar colado o próximo ministro. Até escalou duas ministras – Miriam Belchior e Gleise Hoffmann - para o fiscalizarem. A que ponto chegamos ministros vigiando ministros. Não se sabe nem quem será, mas se sabe que terá que ser vigiado. Pobre república. Dilma pensou que sabia. Convidou o senador Blairo Maggi (PR-MT). Ele não quis. Trocou pela indicação de Paulo Sérgio Passos. O PR não aceitou. Ainda não  entendeu que aquilo é feudo do PR e, portanto, quem manda é ele, o partido. Virou queda de braço. O Diretor do DENIT, Luis Antonio Pagot exonerado pela Dilma, diz que não sai porque tudo o que ele fez foi recebendo ordens. E é sabido que essas determinações partiam do ministro do planejamento Paulo Bernardo,  por acaso,  marido da chefe da Casa Civil escalada para vigiar o novo ministro de transporte que virá. Mas um lado já começa a ceder. O Ministro Paulo Bernardo está solidário com Pagot. E reconhece que se há alguém correto no DENIT esse alguém é o Pagot. Está claro quem vira esta queda de braço. São esses 41 deputados do PR e 6 senadores. Imangina se a briga fosse com o PMDB.

ATUM UM PEIXE QUE PODE DESAPARECER

O atum está ameaçado. Em breve será visto somente nos museus, junto com os esqueletos dos dinossauros. E uma plaquinha dizendo – era um peixe saboroso. A União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) acendeu a luz amarela das espécies ameaçadas para ele. Junto com o atum caminham o bonito, cavala, cavala espanhola, peixe espada e marlim. Isto é também uma espécie de luz amarela para os governos. Todos os governos. Porque mesmo outras espécies em condições tranqüilas existência podem chegar a este risco com a exploração crescente impulsionada por preços elevados. Mas, no Brasil, o papo é outro. Luís Sérgio, Ministro da Pesca e Agricultura, é aquele mesmo que há poucos dias era o inapto ministro da articulação política. Seu trabalho era anotar os pedidos das câmara e do senado e leva-los à Dilma. Chamavam-no ministro bandeja. Ou ministro garçon. Podia recolher pedidos dos peixes.

MAIS UM RATO


Ratinho do Cerrado
Mais um rato no Brasil. Que coisa! Como gostam daqui. Pesquisadores da Universidade Federal Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram essa nova espécie de mamífero no Parque Nacional Restinga de Jurubatiba, RJ. É um rato fora dos ministérios. Pelo contrário, vive na região litorânea do norte fluminense, antiga região dos Goytacazes. Daí, o nome de Cerrodomys goytaca (ou ratinho goytacá). É restrito daquela região. Seus descobridores William Correa Tavares, Leila Maria Pessoa e Pablo Rodrigues Gonçalves, da UFRJ, mostraram que a ele mais se assemelham outras espécies do cerrado. Isto deve reacender os debates dos ambientalistas porque com a vinda do pré-sal já se fala da  ocupação do litoral por empresas ameaçando o que nos resta da Mata Atlântica e da fauna remanescente da região.

CURIOSIDADES


Roda dos Enjeitados. A “roda dos enjeitados”,  eram cilindros giratórios com cavidade lateral, colocados em muros de conventos. Serviam de meio meio de comunicação  com o interior.  Ali colocavam-se objetos e, até, recém nascidos. Concluída tarefa, tocava-se a sineta. A irmã “rodadeira”, no interior do convento, fazia girar a roda, retirava o que ali se havia colocado. No final do século XII, recebeu oficialmente o nome de Roda dos Enjenitados ou Rodo dos Expostos.  Muitos enjeitados constituíram família e houve também os que acumulassem  fortunas. Um desses casos mais notáveis na História do Brasil foi o de Diogo Antônio Feijó, ou simplesmente regente Feijó, que nasceu em São Paulo em 1784 e se tornou um dos mais ilustres personagens do período regencial (1831-1840), sendo regente do Império de 1835 a 1837.
Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

Vale dos Reis
Ladrão de Túmulos. O primeiro ladrão de túmulos na História foi Amenpanufer, no Egito. Ele foi acusado de roubar ouro e jóias de tumbas de faraós no Vale dos Reis. No final da vigésima dinastia ele se viu processado no seu roubo mais notório. O Egito se viu sacudido pela violação da câmara mortuária do  Rei Sobekemsaf II. Respondendo ao processo Amenpanufer confessou o roubo com impressionante riqueza de detalhes. Seus inquisidores supuseram que ele devia ser líder de uma gang Percebeu-se que se parecia líder líder de uma gang que produzia roubos e roubos, ali. Com o encaminhamento do inquérito viram que também estava envolvido naquele ato o Vizir e o mais alto sacerdote de Amun. O inquérito, enfim, ficou inconclusivo porque cada vez envolvia mais autoridades governamentais, já incluindo até o Paser que conduzia o processo. Os trabalhadores acusados foram punidos com empalamento, penalidade comum aos que eram considerados abomináveis  atos de sacrilégio. E pronto



CUBA LIBRE:

Eloy Marcondes
Blog: /www.democracia-nossa.blogspot.com/

 
Sejamos imparciais, Cuba não produz apenas desesperados tentando fugir da ilha a qualquer custo. Cuba produz também mágicos, não sei se em números significativos mas com certeza, poucos ou muitos, são de excelentes níveis técnicos.  Temos um deles visitando o Brasil, não sei se a convite do pt. Na verdade uma mágica de sangue azul é filha de Che Guevara. Em uma entrevista à Folha de São Paulo distorceu tanto a verdade que transformou uma ditadura de mais de cinqüenta anos em democracia. Aleida Guevara, é o seu nome, continuou suas mágicas espetaculares e transformou as damas de branco que lutam pelas liberdades de seus filhos, irmãos e maridos em bandidas, afirmou categoricamente que são mercenárias e que fazem isso pelo vil metal, que em Cuba não há prisioneiro políticos e, sim, terroristas que envenenam águas de escolas infantis e sabotam a economia. Que lá, em Cuba, vigora a maior democracia, que tudo que lá existe pertence ao povo – ela só não disse que tudo que a ditadura produziu até hoje foi miséria e parodiando Joãozinho Trinta: Quem gosta de miséria é comunista, o povo gosta é de fartura! – Que o livre pensamento também é permitido, faltou dizer que deste que previamente aprovado pelo comitê do partido único comunista. Mas todas essas mágica foi só para descontrair. Seu objetivo na vida é preservar a memória do pai. (e eu achava que só no Brasil havia gente capaz de reverenciar malfeitores, aqui tem muita gente que admira Lampião). Se eu fosse filho de Guevara procuraria passar uma borracha em suas memórias. Che Guevara só se alimentava de sangue humano e tinha orgasmos múltiplos ao vê-lo escorrer do peito aberto de suas vítimas, executadas no “paredon”. Che Guevara era tão sedento de sangue humano que durante a revolução, nos tribunais revolucionários, um simulacro de justiça,  presidido por ele, jamais um opositor político foi absolvido: Todos ao “paredon!”  Só mesmo Cuba, nenhuma outra ilha seria capaz de produzir tamanha ilusão de ótica. Afinal, todas as ilhas são uma porção de terra cercada de água de todos os lados, só Cuba é uma republiqueta cercada de miséria por todos os cantos.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

DRA. SUELY E A CONVERSA DE CERCA LOURENÇO

O Folha do Aço acertou na mosca. O aedes é sua foto de capa. Senti-o até meio pomposo com o destaque. Tomar o lugar do prefeito não é pra qualquer um, não. Tá certo que o Neto continua recebendo seus pagamentos mensais e dando ordens para o Zezinho da Ética. Mas no mosquitinho da dengue ele não manda, não. O mosquito, aqui, virou autoridade. Autoridade municipal. Em Barra Mansa, Pinheiral, Piraí e Barra do Piraí o mosquito não tira farinha, não. Mas aqui é o que se vê. Matou quatro moradores. Que danado, esse bichinho! Tenho impressão que essa frase que diz orgulho de viver em Volta Redonda, foi ele quem mandou fazer. Ele se deu muito bem aqui. Ninguém o incomoda. Pelo contrário, é muito respeitado. Ai, do prefeito se mexer nos seus criadouros. E pensar que em 1904, há mais de um século, um prefeito venceu esse mesmo mosquitinho no Rio de Janeiro. Foi na febre amarela. E exterminou também os ratos que causavam a peste bubônica. Aqui, em Volta Redonda, o Neto faz que não é com ele e a doutora Suely Pinto vai atrás. Como dizia minha mãe, aonde vai a corda vai a caçamba. Não podendo culpar os mortos das suas próprias mortes, Dra Suely Pinto diz que o culpado é o povo, que  para ela é sinônimo de uma cambada de gente ignorante que não aprende a enfrentar um mosquito. E ela própria já anuncia que no ano que vem será muito pior do que neste. Vai depender do povo. O cemitério municipal sem limpeza, a ilha São João emporcalhada a cada final de festa e outros próprios municipais não tem nada a ver com a dengue. Esse povo  que está aí é que não sabe que sujeira não combina combina com saúde.


DILMA ROUSSEF E A HERANÇA DE LADRÕES.

Senador Mário Couto
foto de google.com
No dia 24 último, a presidente Dilma Rousseff chamou a cúpula do Ministério do Transporte e deu-lhes um pito. O cabeção não tava lá. Não ouviu, junto com a arraia miúda, a grande estridente esculhambação. E eles mereceram sim. Era grande a roubalheira no ministério. O senador Mário Couto já nem escrevia mais seus discursos. Trazia-os decorados de tanto falar a mesma coisa. Ele falava todos os dias que o Diretor Geral do Denit era ladrão. No final, como se fosse um resumo do discurso,  ele sempre encerrava assim, seu discurso: "Luiz Antonio Pagot, não se esqueça que eu estou te chamando de ladrão!". Pagot era o diretor do Denit. Aí, água mole em pedra dura... uma reportagem da Veja, mexeu com os brios da Dilma. E ela resolveu conferir.  Foi só pena que avoou. Dilma mandou que o ministro demitisse imediatamente quatro dos quadrilheiros: o chefe de gabinete de Nascimento, Luiz Tito Bonvini, o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e o presidente da estatal Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha. O ministro Alfredo Nascimento, agradeceu aquela providência de ter ido viajar justamente às vésperas da reunião. "Ainda bem que não fui lá, naquele dia". E pareceu mesmo uma bênção posto que ele que devia ser o primeiro demitido, ganhou mais uns dias de sobrevida. Dilma lhe deu uma segunda chance, dizendo que se surgisse um fato novo ele seria demitido. E surgiu, sim, numa reportagem d'O Globo. O filho do ministro conseguira aumentar seu patrimônio de R$ 60 mil para 52 milhões de reais. Aí, não teve mais jeito. Se a reportagem d'O Globo não sai, o velhaco era ministro até hoje. 

MORRA PELA BOCA

Neste mundo há gosto pra tudo. Até para se andar na contra mão. E não é nenhuma novidade. Não fosse esse gosto do avesso não haveriam os vícios. Um comerciante em Dallas, Texas, quis explorar este lado torto das pessoas e está com ótimos resultados.  Montou uma lanchonete que atrai seus clientes pelo excesso de calorias oferecido em seus produtos – o nome do estabelecimento é Heart Attack Grill (em português – Grill do Ataque Cardíaco). Seu lema é “o sabor pelo qual vale a pena morrer”. O restaurante é temático as garçonetes vestem roupas curtas, como enfermeiras, e os clientes um avental de hospital. Quem consegue comer quatro hambúrgueres e mais de 8000 calorias é levado em cadeiras de roda para o carro. No site o estabelecimento informa que seus clientes pesam mais de 160kg.

O REI DO BARULHO

Ilustração: Folha Uol

O animal mais barulhento da Terra é um inseto. Para atrair as fêmeas ele canta com uma intensidade de 99,2 decibéis – o som de uma orquestra. Este som foi gravado pela primeira vez do Museu Nacional de História Natural de Paris e da Universidade Escocesa de Strathclyde. O inseto tem nome de Micronecta Scholtzi, um percevejo aquático, com 2mm de comprimento. O elefante e a baleia azul são os animais mais ruidosos. Mas se compararmos a intensidade do som com o tamanho do animal a Micronecta ganha. A pesquisa foi publicada pela revista PLoS One e será apresentada em julho em Glasgow na escócia.  


CURIOSIDADES

Guerra Espanhola : Homem carregando menino ferido
Foto: Robert Capa/Magnum Internacional Center
Quinta Coluna. O termo “Quinta Coluna “ apareceu com a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), que derrubou um governo legal e democrático e instalando uma ditadura fascista. Emílio Mola Vidal era um general que apoiava o generalíssimo Franco. Marchavam para a tomada de Madrid. Mola levava consigo as quatro colunas militares e estimulava seus soldados dizendo que, na capital, uma quinta coluna que os aguardava com festas e alegria. Tratava-se de grupos clandestinos colocados dentro do Espanha para ajudar os rebeldes. No sentido mais geral o termo é empregado para indicar grupo rival que auxilia um forasteiro. O termo ganhou força no curso da Segunda Guerra Mundial, denominando aqueles que, de dentro dos Países que combatiam o Eixo, apoiavam a política de Guerra Nazista e de seus aliados, tal como aconteceu com parte dos alemães que habitavam os Sudetos ou com os fascistas Brasileiros. 
Fonte: Curiosidades, Valmiro Rodrigues Vidal

Camisa de onze varas. Há duas explicações interessantes sobre a origem da expressão. João Ribeiro anunciando a expressão camisa e varas diz a palavra alcandora vem do árabe e tem o significado de pau que serve de poleiro. Alcandora, em espanhol significa camisa longa ou talar (camisa longa até os pés). Com as duas idéias reunidas veio a idéia de camisa longa ou vara longa. E, talvez, a idéia de juntar camisa e vara numa mesma expressão. Quanto ao numeral onze, deve ser um número indefinido com o que aparece em locuções como: língua de onze palmos, onze mil virgens, etc. Até porque nunca houve uma camisa de onze varas. Ou seja, de aproximadamente 12 metros.Para Gonçalves Viana a camisa de onze varas estaria associada a túnica dos enforcados. Vara, neste sentido, seria uma jurisdição forense. Cada vara um juiz. E estar em camisa de onze varas, significaria estará condenado por 11 juízes. 
Fonte: Curiosidade, Valmiro Rodrigues Vidal e filologia.org.br

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ilustração: rinaldogoodnews.blogspot

Aquele homem que vem lá é um jornalista. Ele tem a missão de falar bem do prefeito toda semana. É assim que ele ganha o pão, o leite das crianças. Leite em caixinha, válido por três meses. Se quiser, pode até estocar um pouco. Ninguém sabe o futuro, nem se esse é o tempo das vacas gordas ou das vacas magras. Não sei por que a vida, às vezes, põe nas costas de um simples mortal como este uma tarefa que mesmo os santos, milagreiros como são, recusam. Mas o prefeito nem quer saber. Se lhe pedem piedade com o moço ele repete como o personagem da TV: “To  pagando...” E esfrega o indicador no polegar reforçando a expressão. É pá daqui, pá de lá. Entende? Muito difícil porque o próprio pessoal da administração traz notícias ruins para nós.  A Dra. Suely Pinto, Secretária de Saúde quando aparece até minha pimenteira no quintal murcha. Não dá conta do estrago que produz. Ela foi ao Jornal aQui  e disse que a epidemia da dengue passou, mas que no ano que vem será muito pior. E isto dito com a mesma tranqüilidade de quem anunciasse uma manhã de sol ou de chuva para o dia seguinte. Enquanto isto, o Presidente da Câmara Municipal queima as pestanas redigindo uma carta de congratulações ao novo presidente do Rotary. E eu vou queimar meus insensos para afugentar esses males, inclusive os mosquitos da dengue.

O SEQUESTRO DO NOSSO SANGUE



Esta matéria foi retirada para maior aprofundamento e posterior publicação. O assunto é bastante conhecido e grave. Não pode ser abandonado. (Elson)
A POLICIAL DE BOM CORAÇÃO

Ilustração pastoradrianotrajamo.blogspot


Nunca se viu uma delegada tão amiga de presos. Como se dizia antigamente - amiga do peito. E olha que esta ainda não é a prática tão sonhada pelo profeta Isaías de o lobo e cordeiro pastarem juntos. Mas Analice Aciole é policial civil em Areia Branca a 36 km de Aracaju e se condoeu dos seus presos. Na Noite de São João foi dela o plantão. Ela sozinha na delegacia, mais os seis detentos nos fundos. Com a mão espalmada segurando o queixo, os olhos postos lá na rua ela via passar aquela gente toda fantasiada. Os bigodes falsos, também falsas as costeletas e as tranças mas uma alegria bem verdadeira acompanhando o magote. Todos passavam rindo, conversando e até cantando. De repente, aquele aperto no coração. Ela abriu as celas e chamou os presos para comemorarem juntos o dia do santo. E, para livrar qualquer constrangimento inicial foram distribuídas providenciais doses alcoólicas. Os vizinhos da delegacia disseram que a farra foi grande. Uma algazarra. A Corregedoria de Polícia falou que os presos só não fugiram porque não quiseram. Vai ver que foi para não sujar o nome da moça. Fonte Diário do Comércio PE.


CURIOSIDADES

Ilustração: Scientific American
Fraude na ciência (2). Francis Crick, americano, e James Watson, britânico, ganharam notoriedade científica quando em 1953 anunciaram a descoberta da estrutura do DNA. Quando publicaram o trabalho não atribuíram os devidos créditos à colega de departamento Rosalind Franklin. Rosalind graduou-se em físico-quimica em 1941, trabalhou na Inglaterra, França. Voltou para a Inglaterra, onde iniciou aplicação de estudos com difração do Raio-X para determinação da estrutura da molécula do DNA. Foi este trabalho que permitiu ao bioquímico norte americano James Dewe Watson e aos britânicos Maurice Wilkins e Frcncis Crick confirmar a forma da molécula 1962. Rosalind foi a grande injustiçada. Já estava morta na concessão do prêmio e seu nome não foi incluída na descoberta. Conforme Robert Wright na revista time 1999.


Inconfidentes - Portinari
A Fortuna dos Inconfidentes. Aprende-se na História que os inconfidentes (1789) foram presos e tiveram seus bens apreendidos. Há livros que afirmam que o sequestro dos bens dos inconfidentes proporcionou um lucro de 643 quilos de ouro à coroa. Valor comparável ao que Portugal arrecadava em impostos sobre o metal precioso naquele ano. As famílias dos envolvidos na conspiração, no entanto, enganaram a coroa sobre suas posses. Só depois descobertas. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, não era homem de poucas posses como se diz. Possuía sítios, escravos, várias cabeças de gado e sesmarias e explorava 43 jazidas de ouro no caminho da Serra da Mantiqueira. Tiradentes possuía um sítio de aproximadamente cinqüenta quilômetros quadrados no porto Meneses, tinha fazendas na freguesia de Nossa Senhora da Glória de Simão Pereira. Nessas propriedades, ele mantinha atividade de mineração e práticas agrícolas, além de criar gado. Quanto a aparência de Tiradentes também foi toda construída, segundo o Prof. Figueiredo na Revista de História da Biblioteca Nacional: “Essa imagem foi construída no fim do século XIX para que houvesse um herói republicano parecido com Cristo.” Tiradentes já possuía alguma condição para ser considerado mártir – morrera sem pegar em armas, fora traído por um amigo e lutara pela república. Faltava pouco.

Fonte: A Fortuna dos Inconfidentes, Prof.: André Figueiredo Rodrigues





quinta-feira, 30 de junho de 2011

E PUR SI MUOVE


E pur si muove
E no entanto ela se move


Bem diz o meu amigo Eloy Marcondes que o bom é que a Terra é redonda. Com isso, ela gira, as coisas mudam. E não está sozinho nessa constatação. Diz-nos o Evangelho que passarão o céu e a Terra... Isto é um conforto. Acompanhado dessas tão boas companhias eu proclamo minhas boas novas - passará o Neto, o Gotardo, Conrado, a Suely Pinto, o Zezinho da Ética, o deputado Edson Albertassi e mais os cinco mil que o seguiram na caminhada evangélica. Passará um Nelsinho, passará outro Nelsinho e passará a família toda. É a Bíblia quem garante. E tanto é verdade que já começaram a passar. Dizem os jornais que um certo Loureiro de quem eu não cheguei sequer aprender o prenome, já passou. Não quer mais ser candidato a prefeito. Como dizia minha mãe – sossegou o facho. O Renato, valha-me Deus que deste eu não sei o sobrenome, também se conforma talvez com uma vaguinha no próximo governo. Há sempre um chinelo velho. Ora, que o Loureiro e o Renato não iam sustentar suas candidaturas todo mundo sabia, mas o Albertassi desistir dela há de ter surpreendido a pelo menos uma pessoa – a Vereadora América Tereza. Até mesmo o próprio Albertassi sabia que não dava pra ele, mas a Tereza... vocês não sabem o que é uma pessoa supersticiosa. Também eu não tiro a razão dela, não. Dona de presumíveis 3 mil votos, os 20 mil do Albertassi lhe parece uma enxurrada, um tsunami. Mas, tirante ela, todo mundo sabia que 20 mil votos fazem talvez 2,5 vereadores. Isto é, duas Terezas e um Zezinho da Ética. O que, convenhamos, não é muita coisa. Continuam na corrida ao Palácio 17 de Julho Zoinho, Dodora, Sérgio Boechat e Neto. Ou um seu preposto. O Granato cisma que o preposto pode ser ele. Mas o Granato também já passou.


OS BOBOS E A CASCA DO OVO


Enganei um bobo. Era assim. A gente pregava uma mentira, mas a desmentia logo depois. Hoje, o mentiroso é resistente e o bobo também. Não sei quantos já deram conta que foram enganados na casca do ovo. Recente relatório do FBI afirma que a criminalidade caiu nos EUA. E diz isto citando os números de assassinatos, roubos de carro e de invasões de domicílios. São índices menores desde há 40 anos. Mas, Gary Becker, Nobel de economia, defendia uma ligação umbilical da recessão com a criminalidade. Dizia que andavam sempre juntas. E, de fato, as crises americanas de 70 e 80, confirmavam-lhe a tese. Os delinqüentes de então eram basicamente jovens desempregados. Isto mexeu até com as convicções religiosas. Havia padres que trocavam as palavras de Cristo, pelas palavras de um prêmio Nobel. Pau a pau.  Agora, o FBI vem com a novidade.  Diz que esta crise econômica que empalidece Obama não afetou em nada a criminalidade lá. Pelo contrário, o crime diminuiu diante da recessão e do desemprego. Para Franklin Zimring da Universidade da Califórnia, autor da Great American Crime Decline (A Grande Redução do Crime nos EUA) a queda da criminalidade está relacionada com a atuação da polícia americana que prende muito. E mantém os condenados presos por muito tempo. Aqui, os enganados na casca do ovo fazem diferente. Nossos condenados são favorecidos por uma série de benefícios. O Tribunal de Justiça de São Paulo está soltando presos aos borbotões. Detentos voltam para casa como crianças voltando da escola.  São liberados 61 por dia. Não há, exames psicológicos; o relatório do carcereiro é que instrui a soltura. Querem esvaziar as cadeias. O sociólogo Julio Jacobo Waselfisz afirma que apenas 8% dos homicídios são solucionados, ou o assassino é identificado e preso. Com um pouco mais de esforço chegaremos a 100% de impunidade.
Fonte: Revista Veja


CURTAS
Caboclo d'água. Vem de Minas a antiga novidade das assombrações. Passou o chupa-cabra de Campinas, passou o ET de Varginha e, agora, é a vez do caboclo d'agua de Barra Longa, Minas Gerais. Há seis meses é assunto dos homens, das mulheres e das crianças na cidade. São 6 135 almas assustadas com o bicho como dizem uns ou com a alma penada como querem outros. São 38 os que dizem que já o viram e o descrevem de forma que até parece combinada: tem pelos de macaco, patas de réptil, penas e é um exímio nadador. Dizem que arrasta até bezerros e que mora no rio Gualaxo, o único que corta a cidade. Mas homem que é homem não foge do bicho. E a Associação de Caçadores de Assombração de Mariana já está lá prestando serviço. Oferece R$ 10 000,00 a quem pegar ou fotografar o bicho.

As Passeatas. Agora, lascou. A moda das passeatas pegou pra valer. D. Dirce Ramos do Amaral, 56, anos mora na Av. Paulista, SP, e do no seu apartamento, 18º andar do edifício Baronesa de Araripe, vê toda semana uma multidão se serpenteando festiva e barulhenta lá embaixo. Interrompem o trânsito, fecham o comércio e entopem o ar com gritos,  palavras de ordem e assovios. E, nas janelas, moradores são saudados com acenos e beijos. Desaforo! D. Dirce declarou à Folha de São Paulo: "Não aguento mais tanta marcha". Nos últimos meses ela teve que suportar pacientemente  as passeatas pela liberação da maconha (21/5) e pela liberdade de expressão (28/05 e 18/6), além dos protestos das vadias (4/6), dos skatistas (19/6) e dos ciclistas pelados (12/3). A Av. Paulista abriga a cada final de ano o que chamam Show da Virada e ainda a Parada Gay, no meio do ano.
Fonte: Folha de São Paulo


CURIOSIDADES

Dia de São João. Desde a antiguidade o solstício de inverno era recebido como uma graça. Era o dia mais curto do ano, prenunciava a vitória do sol. Com a evangelização esse ritual foi incorporado ao calendário cristão. E o dia do solstício, 24 de junho, tornou-se dia de São João Batista. Com as descobertas marítmas, portugueses e espanhóis trouxeram esse rito para o Brasil, que o enriqueceu com as cantorias, xaxado, cirandas e cordel... Mas a fogueira é uma tradição antiga. Para os cristãos é uma referência ao dia do nascimento do próprio santo. Sua mãe, Isabel, mandara que se acendesse uma fogueira anunciando a chegada do filho ao mundo. É o símbolo da luz divina. Reza a tradição que esta fogueira deve ter a forma de uma pirâmide . Depois de apagadas suas brasas eram guardadas e garantiam vida longa a quem assim o fizesse. Talvez, daí tenham surgido algumas superstições que condenam brincar com fogo, urinar ou cuspir nas brasas ou arrumar a fogueira com os pés. Isto não é coisa de brasileiros. Na França, a árvore de São João também era queimada no dia 24 de junho em frente a Catedral de Notre Dame e o povo disputava o carvão para guardar como amuleto.


Fraudes na Ciência. Pablo Schulz e Issa Katime, cientistas, um argentino e outro espanhol, encontraram fundadas razões para encontrar plágio nos trabalhos de Cláudio Ptolomeu (90-168dC) para fundamentação do seus sistema geocêntrico. A própria idéia do geocentrismo não era original. Hiparco de Rhodes (190-126 ac), astrônomo, cartógrafo, matemático grego já refutara a teoria heliocêntrica de Aristarco de Samos, quase um século antes. Hoje, Hiparco, é considerado o pai da astronomia científica e da trigonometria. Mas foi Ptolomeu quem se consagrou com a teoria do sistema geocêntrico. Schulz e Katime asseguram, entretanto, que, para demonstrar sua teoria, Ptolomeu usou mapas que haviam sido feitos por Hiparco como se fossem seus. A chave para compreensão dessa fraude é que embora Ptolomeu morasse em Alexandria a sua descrição do céu era a do céu de Rhodes. O aspecto estrelado varia de acordo com a latitude. Assim Ptolomeu que nunca fora a Rhodes não poderia ter feito aquele mapa.

Fonte: Aventuras na História