quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A TRANSFORMAÇÃO DO VINHO EM ÁGUA








A Igreja Católica foi a manjedoura do PT. O partido nasceu ali, meio que enjeitado, mas esperto. Bem espertinho, mesmo.  Pra melhor dizer, nem precisou da palmadinha no bumbum. Abriu, logo, os olhinhos e gritou “Greve!”.  E, todos em volta, a ouviram e repetiram “GREVE! GREVE! GREVE!” Virou ladainha. E as greves nasciam como coelhos, sob as bênçãos sacerdotais. Ide e multiplicai-vos! Tudo era motivo para greve. Se algum trabalhador reclamasse falta de papel higiênico no banheiro ou do cafezinho ralo na cantina, marcava-se logo uma assembléia. Era fatal. O Padres entendiam cada vez mais de passeatas e menos de procissões. Aqui, em Volta Redonda, havia a Aparecida Paraíso que era de copa e cozinha da Igreja. Dava até Curso Bíblico. E nas passeatas tinha função de porta bandeira, porta-megafone. Gritava palavra de ordem. Enfim, discutia-se mais a CLT do que os evangelhos.  Um líder sindical podia pegar desavisadamente a homilia dominical e colocá-la em votação numa assembléia de trabalhadores. Todos achariam normal. Havia padres operários. O francês Jean Pierre era um deles. Mudaram logo seu nome para João Pedro – pra ficar mais bacana. E, assim, o PT chegou ao poder. Veio a transformação do vinho em água – aquela água. Em reportagem do Jornal Aqui VR, o Padre Juarez Sampaio e o Bispo Francisco Biasin sustentaram que a igreja é contra greves. O PT também. Clemilda da Costa Dalboni, da Pastoral da Saúde, disse que a saúde pública na cidade vai bem obrigada.  E o que começou no jornal continuou na missa. No encerramento da missa de domingo, na Ilha São João, o Padre Juarez elogiou a presença do Espirito Santo, da Deputada Inês Pandeló e do Vereador Paiva. E o fez com a solenidade de quem apresentasse a Novíssima Trindade. Nunca vi. Ao meu lado, um homem se benzeu e rezou: "Em nome do Paiva, da Pandeló e do Espírito Santo"



Na Bahia, filiação partidária é título de peso para concurso público. Quer dizer, valeu por uns momentos. Até que o jornal "Correio da Bahia" fez a maldade de o denunciar. Tem gente que é um irrecuperável estraga prazer. Ainda bem que o Governador Jaques Vagner traz gravado na memória o seu kit petista de sobrevivência. Não precisa nem abrir o livrinho. Disse que não sabia de nada. Foi o que ele disse. Afinal, no PT todos falam a mesma língua. Mas o Governador não parou aí. Anulou aquele viciado Edital 001/2012 da Sua Secretaria de Cultura. E pronto! Tamos conversados! Tudo ficou na conta de Adalberto dos Santos, um certo superintendente estadual. Visto assim sem paixão, o Senhor Santos não foi além das próprias sandálias. Apenas, deu maior visibilidade a essa prática tão usada e abusada   do Oiapoque ao Chuí. Em qualquer prefeiturinha o prefeito que se preza coloca os seus. Imagina, num Estado, na Presidência da República! Talvez, o Senhor Santos quisesse apenas dar vida aquele mote - "Nunca ninguém antes fez tanto... "  Aí, sim! A cada ano de atuação política o candidato ganhava 2,5 pontos para o concurso, no limite de quatro anos. No quadro dessa pontuação política o candidato podia atingir 35 pontos. Como o total era de 60 pontos, a formação política tinha mais peso do que a formação acadêmica.


O que fazer com os corpos dos mortos? O homem ainda não encontrou a solução definitiva. Experimentam, agora, a biocremação - mergulham  os cadáveres numa solução química similar à soda cáustica usada na limpeza. Dali, restarão os ossos que deverão ser lavados e triturados. O resto do corpo está transformado em  aminoácidos e proteínas que serão usados na  irrigação dos jardins. Esta técnica vem sendo usada desde os anos 90, na decomposição de animais  de fazenda e de cadáveres usados em pesquisas. Desde setembro de 2011, uma  funerária em São Petersburgo, Flórida, oferece esse serviço à população. Os cientista da biocremação alegam que sua grande vantagem e a sustentabilidade. Segundo William Counnaughey, diretor da Matthews Internacional fabricante dessas máquinas, a tendência é crescer essa escolha: "Hoje, muitas pessoas, querem ser verdes até, literalmente, o  último momento". E, depois, há seu lado prático. A biocremação completa leva três horas para concluir um trabalho que as bactérias levarariam anos para concluir. Fonte Revista Veja


 
A cidade de Anapurus possui 13 mil habitantes e um objeto caído do céu. Fica lá no Maranhão. O Objeto caiu esses dias e quase fez dobrar a sua população. As autoridades tentaram sossegar os ânimos dos que ali moravam e dos que para lá iam  atraídos pela novidade. Disseram logo que se tratava de lixo espacial. E tranquilizaram ainda mais. Disseram que o lixo espacial é um problema crescente e há milhares desses fragmentos orbitando por aí. Mas há também por ali os de imaginação muito fértil que deram as interpretações mais diversas. Para uns tratava-se de uma possível invasão de extraterrestres e houve mesmo quem falasse do fim do mundo. Mas o comandante da polícia militar local não teve nenhum receio em mandar que se levasse aquele objeto de 30 kg para a delegacia.


CURIOSIDADES

Alexander Graham Bell (1847-1922) nasceu na Escócia e seguiu os passos do seu pai e do seu avô na melhora da comunicação entre deficientes auditivos. Casou-se com uma de suas alunas,  Mabel Hubbard. Descobriu que, no final do século XVI, um inglês anônimo tinha inventado um jeito de falar a distância usando um fio esticado. Achou também a história de um frade francês, Don Gauthey, que teria inventado um outro aparelho que permitia ouvir à distância. As mecânicas da vibração do som e os princípios de transmissão elétrica tinham sido estudadas no começo do século XIX.  Em 1872 Fromet apresentou à sociedade o primeiro telefone elétrico. Graham Bell apresentou o seu quatro anos depois. O registro da sua patente foi feito em 14 de fevereiro de 1876, duas horas antes de Elisha Gray, um dos fundadores das empresas de telégrafo,  que também desenvolvia trabalho neste sentido. Entretanto, os Estados Unidos, através da resolução 269, em 15 de junho de 2002, reconhceu como inventor do aparelho o italiano Antonio Meucci, que o chamou de telégrafo falante, por volta de 1860. Entretanto, na cultura popular ficou mesmo Graham Bell. Bell em inglês é sino e o sino tornou-se simbolo de todas companhias telefônica do mundo numa homenagem a ele. Fonte: Curiosidades, Valmiro Rodrigues Vidal; site guia dos curiosos e wikipédia

Aqueduto de Elvas
inaugurado em 1662
O nosso primeiro “ministro da justiça” já era uma figurinha carimbada, antes da sua nomeação. Chamava-se Pero Borges. Chegou ao Brasil, 20 de março de 1549, na comitiva do primeiro-governador geral da colônia, Tomé de Sousa. Ocupava cargo de  Ouvidor Geral. Mais ou menos o que é o ministro da justiça, hoje. Salário bom, 200 mil réis por ano e ainda o recebera antecipadamente. Tinha facilidades para receber obséquios do rei, dom João III. Em 1543, Borges fora incumbido de supervisionar as obras do aqueduto em Elvas, mas a obra foi dada por terminada sem ter sido concluída. Oficiais da Câmara de Elvas solicitaram ao rei que o caso fosse investigado. Feitas as investigações se concluiu que Borges desviara parte do dinheiro para o próprio bolso. Uma fortuna, naquele tempo. O rei não teve piedade. Borges foi, então condenado a pagar aquelas contas e suspenso de cargos públicos por três anos. Passados, entrtanto, um ano e sete meses da sentença ele foi nomeado pelo mesmo rei ao cargo de ouvidor-geral do Brasil. No Brasil, ele se deu bem. Ficou no posto pelos três anos do governo geral e ainda acumulou o cargo de provedor-mor da fazendo no governo seguinte de D. Duarte da Costa. E, ao que se sabe, não sofreu nenhuma interdição. Fonte: Eduardo Bueno, na Revista Época
 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

NESTA EDIÇÃO, FALTOU O ZEZINHO DA ÉTICA





Enfim, encontrei uma coisa boa no governo do Neto. Uma coisa boa de dar gosto até de falar. Festejemos esta alegria, o governo do Neto está acabando. Mas, por via das dúvidas, livrai-nos Deus de todo mal. Amém! Nunca, nenhum outro governo, ou desgoverno, teve o fim tão aguardado. Hoje, ele já concorre com o Natal, o Dia de Ano e o Carnaval. Não se sabe qual o mais esperado. É cada vez maior os que querem o fim do governo Neto. Tem gente que a cada dia que passa, arranca carinhosamente a folhinha do calendário e murmura um sentido graças a Deus. E diz: "Menos um dia". Por isso, reconheçamos também essa sua conquista, tirando-lhe nosso chapéu. Cuidemos, entretanto, que não nos tirem o voto.   Tenho um amigo, o Mendonça, que arranca as folhinhas de tres em tres para o tempo andar mais depressa. Mas a mulher dele cata tudinho na cesta de lixo e recoloca no lugar. Ela teme represálias. Aliás eu acho que o nome dele é Marcondes, mas ele diz que é  Mendonça para ficar mais livre para agir.  Outro dia ele me procurou. Veio reclamar que os carros da Defesa Civil estão com insulfilm. Disse-lhe que este blog não é posto de reclamação; é apenas uma tábua onde eu bato a roupa que o governo deixa de lavar em casa. Aconselhei-o, entretanto, a falar com o Vereador Paiva que, afinal, é alto funcionário do DETRAN e, portanto, pode tomar providências. Mendonça então falou que, agora, o errado era eu, que o Paiva trabalha é no SAAE. Eu emendei: "trabalha no DETRAN, no SAEE e na COHAB" Mendonça sorriu meio que derrotado e falou "Ah já sei - o PT é o insulfilm dele".

EI! VOCÊ AÍ, ME DÁ UM DINHEIRO, AÍ!  

Foto de Mariana Belley e Nathalia Nhan,
repórteres da Folha de São Paulo




Talvez, o Lupi até esteja certo. Ele não pode mesmo ser derrubado com uma dessas espingardas de caçar rolinha. Aliás, o próprio Lula já avisara que o pessoal dele tinha que ter casca grossa. Dito e feito. Ele próprio, o Lupi, como se fora o boneco do ventríloquo,  disse que era cascudo, que para matá-lo só com munição pesada. E olha que quando falou isto já estava com o rabo bem grande.  Tanto que a comissão de ética recomendara seu afastamento "Não podemos continuar com um homem desses". Tá certo que, no dia seguinte, o Lupi pediu perdão e até disse que amava a presidente. Pensei cá com meus botões:  "Não tem mais jeito... Tá no sal". E, depois, com uma rendição daquelas... Saiu do ministério, mas já tá recebendo dinheiro público de novo.  É representante da Cidade do Rio de Janeiro em Brasilia. Eduardo  Paes o nomeou.  Orlando Silva é outro ministro caído que não está mal. Passou pelas ruas da Vila Madalena, em São Paulo, num bloco carnavalesco. Ouviu tímidos gritos de “ladrão” e até sorriu quando o povo cantou para ele  - Me dá um dinheiro aí! Até cantou junto, como se vê na foto


MUSICA NEM SEMPRE E ALEGRIA.

Grupo Musical Rem

Que a música influi nos nossos sentimentos é coisa que todos sabem - os compositores, os cantores, os cerimonialistas e qualquer carnavalesco. Há a música certa para cada momento. Seja Carnaval, Natal, Festa Junina e até música fúnebre como o caso da Marcha de Chopin.  Mas a BBC quis pesquisar o óbvio. Contratou um estudo sobre essa conhecidíssima influência da música. David King, produtor teatral foi quem coordenou a pesquisa. Levantou dados estatísticos que confirmaram o que buscavam: Nem o homem, nem a mulher escapa dos efeitos musicais, com apenas uma pequena variação percentual. Entre os homens entrevistados, 70% deles admitiu já ter chorado ao ouvir uma determinada música. Entre as mulheres a incidência foi maior - 90%. Também, fato curioso é que essa susceptibilidade diminui com o passar dos anos do indivíduo. Dos 18 aos 24 anos, se chora mais. E a música considerada a mais deprimente foi a canção "Everybody hurts" do grupo REM.  Parabéns ao grupo.


BERÇÁRIO DE ESTRELAS 



O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla, em inglês), controlador da APEX, um dos mais importantes centros de observação espacial do mundo, situado no no deserto de Atacama, no Chile. A mira dos seus telescópios persegue por 24 horas diárias qualquer novidade nos céus. E, sempre as encontra. Foi assim na última semana quando descobriram um rastro de poeira cósmica com mais de 10 anos-luz de comprimento. Chegaram ,enfim, à conclusão de que se tratava de um sem número de estrelas recém-nascidas e nuvens muito densas que se preparam para formar novas estrelas num futuro. É o que se trata por berçário de estrelas. Seus descobridores deram-lhe o nome de nebulosa Gabriela Mistral, em homenagem à poetisa chilena ganhadora do Nobel de Literatura em 1945.


CURIOSIDADES


Em 1991, a cidade de Rio Claro (SP), descobriu que a melancia era uma fruta proibida nos limites do município. A inofensiva fruta estava proibida para consumo, mas da própria presença desde 1894. Nos últimos anos do século XIX, a ciência teve considerável avanço no tratamento de um grande número de doenças. E o Brasil teve seu destaque nesta luta com o médico Oswaldo Cruz (1872-1917), que deixou no seu currículo o combate à peste bubônica, à febre amarela e a varíola. Mas na trajetória dessa história há tantas bizarrices como é o caso dessa lei no município de Rio Claro. A cidade, então preocupada com a transmissão da febre amarela e do tifo resolveu o problema impedindo a convivência dos munícipes com o  supostamente retransmissor, a melancia.
 Fontes: Revista de História da Biblioteca Nacional; Paginalegal.com
 Mundoestranho.abril.com

São Longuinho


Estátua de São Longuinho
Santuário Bom Jesus do Monte, na cidade de Braga
Portugal
Relata a Bíblia que Jesus teve o coração perfurado com uma lança. Está lá em  João (cap. 19, v. 34). A tarefa coubera a um centurião romano chamado Longuino. Esta tarefa ficara a cargo de um centurião chamado Longino. Não era por nenhuma crueldade, mas para cumprir um ritual. No dia seguinte ao da crucificação era o shabat, e não era conveniente que nenhum condenado ainda aguardasse a morte dependurado na cruz profanando o dia santo. Então, deviam-lhe quebrar-lhes as pernas para adiantar o óbito.  Ao chegarem a Jesus viram que ele já estava morto. E, para afastar qualquer dúvida da  morte, um soldado foi escolhido para perfurar-lhe o coração com uma lança. Longuino, o escolhido, tinha sérios problemas de visão. Executou a tarefa e o sangue que explodiu do peito de Jesus caiu sobre os olhos do solado, curando-o imediatamente. Longuino converteu-se ao cristianismo e se tornou o São Longuinho. Na tradição popular brasileira seu nome é invocado para encontrar objetos perdidos:” São Longuinho, São Longuinho, se eu achar (nome do objeto perdido) dou três pulinhos”.
Fonte: Revista Aventuras na Historia, edição 103 e Wikipedia


UM POUCO DO POETA.


Ferreira Gullar


Nenhum defensor do regime cubano desejaria viver num país de onde não se pode sair sem permissão. É com enorme dificuldade que abordo este assunto: mais uma vez – a 19ª – o governo cubano nega permissão a que Yoani Sánchez saia do país.


 A dificuldade advém da relação afetiva e ideológica que me prende à Revolução Cubana, desde sua origem em 1959. Para todos nós, então jovens e idealistas, convencidos de que o marxismo era o caminho para a sociedade fraterna e justa, a Revolução Cubana dava início a uma grande transformação social da América Latina. Essa certeza incendiava nossa imaginação e nos impelia ao trabalho revolucionário.


Nos primeiros dias de novo regime, muitos foram fuzilados no célebre “paredón”, em Havana. Não nos perguntamos se eram inocentes, se haviam sido submetidos a um processo justo, com direito de defesa. Para nós, a justiça revolucionária não podia ser questionada: se os condenara, eles eram culpados.


E nossas certezas ganharam ainda maior consistência, em face das medidas que favoreciam aos mais pobres, dando-lhes enfim o direito a estudar, a se alimentar e a ter atendimento médico de qualidade. É verdade que muitos haviam fugido para Miami, mas era certamente gente reacionária, em geral cheia da grana, que não gozaria mais dos mesmos privilégios na nova Cuba revolucionária.


Sabíamos todos que, além do açúcar e do tabaco, o país não dispunha de muitos outros recursos para construir uma sociedade em que todos tivessem suas necessidades plenamente atendidas. Mas ali estava a União Soviética para ajudá-lo e isso nos parecia mais que natural, mesmo quando pôs na ilha foguetes capazes de portar bombas atômicas e jogá-las sobre Washington e Nova York. A crise provocada por esses foguetes pôs o mundo à beira de uma catástrofe nuclear.


Mas nós culpávamos os norte-americanos, porque eles encarnavam o Mal, e os soviéticos, o Bem. Só me dei conta de que havia algo de errado em tudo isso quando visitei Cuba, muitos anos depois, e levei um susto:  Havana me pareceu decadente, com gente malvestida, ônibus e automóveis obsoletos.


Comentei isso com um companheiro que me respondeu, quase irritado: “O importante é que aqui ninguém passa fome e o índice de analfabetismo é zero”. Claro, concordei eu, muito embora aquela imagem de país decadente não me saísse da cabeça.


Impressão semelhante – ainda que em menor grau – causaram-me alguns aspectos da vida soviética, durante o tempo que morei em Moscou. O alto progresso tecnológico militar contrastava com a má qualidade dos objetos de uso. O que importava era derrotar o capitalismo e não o bem-estar e o conforto das pessoas. Mas os dirigentes do partido usavam objetos importados e viam os filmes ocidentais a que o povo não tinha acesso.


Se a situação econômica de Cuba era precária, mesmo quando contava com a ajuda da URSS, muito pior ficou depois que o socialismo real desmoronou. É isso que explica as mudanças determinadas agora por Raúl Castro.


Mas, antes delas, já o regime permitira a entrada de capital norte-americano para construir hotéis, que hoje hospedam turistas ianques, outrora acusados de transformar o país num bordel. Agora, o governo estimula o surgimento de empresas capitalistas, como o faz a China. Está certo desde que permita preservar o que foi conquistado, já que a alternativa é o colapso econômico.


Tudo isso está à mostra para todo mundo ver, exceto alguns poucos sectários que se negam a admitir ter sido o comunismo um sonho que acabou. Mas há também os que se negam a admiti-lo por impostura ou conveniência política.


Do contrário, como entender a atitude da presidente Dilma Rousseff que, em recente visita a Cuba, forçada a pronunciar-se sobre a violação dos direitos humanos, preferiu criticar a manutenção pelos americanos de prisioneiros na base aérea de Guantánamo, o que me fez lembrar o seguinte: um norte-americano, em visita ao metrô de Moscou, que, segundo os soviéticos, não atrasava nunca nem um segundo sequer, observou que o trem estava atrasado mais de três minutos. O guia retrucou: “E vocês, que perseguem os negros!”.


A verdade é que nem eu nem a Dilma nem nenhum defensor do regime cubano desejaria viver num país de onde não se pode sair sem a permissão do governo.






terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

UMA ÁRVORE ESPERANDO DEITADA


De tudo o que se falou com essas tantas notícias de mau gerenciamento municipal - na saúde, na educação, no serviço público - o que me surpreendeu pra valer foi o dizerem que há nesta cidade algum gerenciamento. Que exagero! E olha que nem sou lá daquelas aspirações infantis que querem ladrilhar as ruas com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante... Dê-nos uma escola em condições de receber os alunos, um hospital para os doentes e, quiçá, uma cadeia para os malfeitores e já não o chamaremos de governo meia-boca. Sei não. Agora que revelo esse meu modesto desejo sinto que, ainda assim, estou muito exigente para o que se tem. Cá na Barreira Cravo é assim. Há uma montoeira de galhos, árvores e mato pelas calçadas arrebentadas, empurrando os pedestres para o meio da rua. E, lá vão eles, obedientes, a disputar o espaço com os carros, caminhões e bicicletas. Ninguém quer saber mais de calçadas. Minto. Os caminhões, às vezes, estacionam nas calçadas. A Vereadora América Tereza, coitada, até já entregou pra Deus o conserto do nosso bairro. Ela já nem passa mais por aqui. Fica com o coração machucado. Também, pra que este sacrifício se a rua dela está bem melhor. Tem apenas muitas poças d´água e uns postes arriados. Já o prefeito não se toca. Até chego a pensar que essa árvore de raízes para cima, de cabeça pra baixo, é o símbolo da cidade - uma cidade de ponta cabeça.

DUAS FOTOS PARA MELHOR ENTENDIMENTO

Raul Quadros venda os olhos de um dissidente



Primeira página do Zero Hora, 30 de março de 1978

Raul Castro praticava, com um certo encanto juvenil, o assassinato de dissidentes políticos. Fazer revolução tinha o seu lado lúdico. “Manda vir o próximo!” Era como tombar pinos, num jogo de boliche. E tiravam um par ou ímpar para saber de quem seria o primeiro tiro. E vieram matando e prosseguem matando. Até quanto se pode contar 17 mil tombaram assim, de olhos piedosamente vendados. Outros 83 mil lutaram até o fim enfrentando uma fuga pelo mar. Hoje, os presos políticos, em greve de fome, são uma espécie de fugitivos da morte, pela morte. E a morte vem cumprindo esse papel libertador. Em 2010, fevereiro, Lula, então presidente, visitou Cuba. Orlando Zapata, um preso político, morria de morte concedida, naquele mesmo dia. Era o de que Lula precisava. No Irã, meses antes já dera um passo, chamando os dissidentes de torcedores que não sabem perder. Agora, em Cuba comparou os dissidentes a bandidos: “Imagina se todos os bandidos presos em São Paulo fossem fazer uma greve de fome...” De Dilma, esperava-se algo diferente. E não lhe faltou sequer a presença de um cadáver para melhor mostrá-lo. Dilma chegou a Cuba dezenove dias depois da morte de Wilmar Villar Mendoza, morto por greve de fome no cárcere. Eram as mesmas as circunstâncias. E Dilma, sem tirar nem por, foi o mesmo Lula. Em vez de criticar Cuba, criticou Guantanamo.  O PT morre de amores pela esclerosada ditadura cubana. Por isso não questiona  sobre direitos humanos. O que Dilma diria se lhe perguntassem a cerca de Jimmy Carter? Em 1978, em visita ao Brasil o presidente americano defendeu clara e ostensivamente os direitos humanos. Não houve nenhuma voz da esquerda que discordasse desse gesto.

ESTÁ CHEGANDO A HORA
 

Se você é desses que se encanta com os barulhos do Neto, imagina como se dará no dia 21 de dezembro próximo. O fim do mundo está anunciado para aquele dia. Junte a família,  e se ponham todos à janela ou sentados na calçada. Tanto faz. Há 25 anos o mundo está com os dias contados. José Argüelles o descobriu num calendário maia. Escreveu um livro contando tim-tim por tim-tim sua descoberta. Em seguida, propôs que se dedicassem os dias 16 e 17 de agosto de 1987 a esse acontecimento. Chamou esse movimento de Convivência Harmônica. A atriz Shirley McLaine e muita gente menos votada estavam, lá. E veio só aumentando o cordão. Veio filme, notícias nos rádios, TVs e jornais e rendeu muitas palestras para José Argüelles. Um ufólogo calculou a distâncias entre a linha do Equador e a cidade americana de Roswell, onde teria caído um disco voador, e encontrou 2012 milhas de distância. Se fosse em quilometros o resultado seria outro. Mas deixa pra lá. Eu não quero atrapalhar o fim do mundo de ninguém.

MONA LISA


Museus, na verdade, tratam de coisas antigas, mas o Museu Prado de Madrid traz uma novidade. Há, no seu acervo, um quadro a que nunca deram muito valor – uma cópia da Monalisa de Leonardo da Vinci. E veio assim, fora do seu lugar, durante séculos. Agora, quando selecionava o material para uma exposição na National Galery de Londres foi que se descobriu que aquela cópia não era uma simples cópia. Em vez de cópia, eram ambas irmãs. Irmãs Gemeas. Feitas na mesma época, na mesma sala, sobre um mesmo esboço. Mais que apenas gêmeas se parecem univitelinos. O uso de raios infravermelhos teria sido o bisbilhoteiro daquela intimidade. Por eles se chegou atrás da tinta e viram os esboços absolutamente iguais até nas partes desprezadas no desenvolvimento dos trabalhos. Provavelmente foram pintadas pelo mestre e um dos seus alunos. Para Matheus Matthew Landrus, historiador da arte na Oxford University, "... ninguém era mais próximo dele (da Vinci) do que Andrea Salai e Francesco Melzi". O primeiro, Gian Giacomo Loreno, mais conhecido como Salai, era um artista italiano e conhecido como amante de da Vinci.

CURIOSIDADES

Doãção de Constantino

Doação de Constantino (Constitutum Donatio Constantini) foi um documento apresentado na Idade Média. Este documento teria sido escrito pelo Imperador Constantino (306-337) pelo qual ele doava ao Papa Silvestre I terras e prédios dentro e fora da Itália. A legitimidade do domínio da Igreja Católica sobre os territórios ainda é aceita, mas não em razão daquele documento. Mesmo na Idade Média esse documento teve sua autenticidade contestada. Nele, o rei confessava sua fé, narrava que fora curado milagrosamente de lepra poro intersessão do próprio papa. Fora do império romano as terras estavam na Judéia, Grécia, Trácia e Ásia Menor. Embora o documento fora pretensamente concebido em 315 dC somente no século IX tornou-se conhecido. Em 1001, o imperador Oto III o rejeitou com a denúncia de fraude.   A falsidade do documento, enfim, foi comprovada pelo pensador Lorenzo  Valla que o fez pelo seu tratado De falso et emendita Constantini donatione (1440). Fontes – Revista História Viva, Wikipédia, Infopédia.


Pirambóia


 
 Pirambóia é o nome que se dá a um peixe no Amazonas. Apresenta a propriedade de respirar tanto dentro da água como no seco. A região que ele habita é a pantanosa que sosfre períodos de seca. Quando o rio seca ee se entoca na lama e respira pelas narinas. Nas cheias reassume o seu comportamento subaquático. A pirambóia é comum na América do Sul, mas se encontram espécies semelhantes a ela na África e na Austrália. Tem um corpo serpentiforme e a cabeça achatada. Também é chamado de pirarucu-bóia, traíra-bóia ou caramuru. "Piramboia" é um termo de origem tupi que significa "peixe-cobra", através da junção dos termos pirá ("peixe") e mboîa ("cobra")[1]. Fonte: Curiosidades, Walmiro Rodrigues Vidal,

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A CMVR, A PMVR E AS FERIAS DO ZEZINHO DA ÉTICA



Coisa que muito me admira é essa fraterna harmonia que há entre o Executivo e o Legislativo, cá em Volta Redonda. Aqui, pais brigam com filhos, professores com alunos, mulheres com os maridos, cachorros brigam com os donos mas os vereadores não brigam com o prefeito. De jeito nenhum. Eles se completam feito feijão com arroz. O Zezinho da Ética está até engordando... A Câmara Municipal não lhe dá mais nenhum trabalho.  Agora, ele queima as calorias fazendo caminhadas diárias na beira do Rio Paraíba. Por isso, não fiz caso quando o Vereador Jair Nogueira, o Presidente da Câmara, ficou de bico torcido com o Prefeito Neto. Bateu-me, logo, no coração: Essa briga não é pra valer. De um lado, Jair pedia dotação de   R$ 25 795 000,00; do outro, o Prefeito Neto afirmava que não dava mais do que R$ 23 450 000,00. Era a xepa da feira. O mandato da câmara está no final. O Prefeito dava 10% de aumento sobre a dotação passada. E o Zezinho da Ética falou assim: "O Prefeito foi até bonzinho". O Zezinho, é claro, sabia que a briga era de mentirinha. Só se meteu nela por dever de ofício. É tudo uma bobagem. Está havendo confusão, mas é fácil de se explicar. Há pouco tempo tempo o prefeito concedeu um aumento salarial de 50% para os médicos e 10% para os demais. Agora, está tratando os vereadores como funcionários municipais. E dá 10% também. É o costume do cachimbo. Que cidade!




Lá se foi mais um ministro. Qué se vá com as pulgas! Veio se agarrando numas desculpas esfarrapadas até que se esfarraparam de vez e ele caiu. Caiu, não; se jogou. Foi compor o time dos defenestrados. Agora, eles já são sete. Em breve serão oito, nove, dez, onze e ainda haverá ministros para o banco de reservas. Os ainda ministros mal disfarçam as intenções em cortesias despropositadas: "Sai você, primeiro". Mas, de fato, tem que haver ordem na saída. A fila é grande. Pimentel é um deles, embora Carlos Chagas, pai da Ministra Helena Chagas, acha que não. Para ele, Pimentel é gente da Dilma; os que saíram são gente do Lula.  Ainda assim, acho que ninguém se sente garantido, lá. O afterday do Negromonte provocou calafrios. Naquela sexta feira, como em todos finais de semana, o   Regimento da Cavalaria de Guardas repetia o ritual da retirada da bandeira para hasteá-la, novamente, na manhã seguinte. Tudo como dantes. Só que a banda, acompanhava a solenidade tocando  “Ai se eu te pego”, sucesso de Michel Teló. E, dizem que Dilma acompanhava o ritmo batendo o pé no chão.



Mendonça tem o costume de, antes de entrar na cabine indevassável, fazer o  Pai Nosso.  Depois de dado o voto ele pede perdão pelo pecado cometido. Aí, toma o caminho direto para casa, onde vai acompanhar de dedos em cruz a apuração pelo rádio. “É tudo o que eu posso fazer”, pensa com o peito aliviado. A empresa Alaska Airlines adotou procedimento semelhante para o seu marketing. À medida que cada um dos seus passageiros faz o cheking recebe um cartão de orações e uma proclamação de arrependimentos. Mas aqui os efeitos foram o contrário do que se dá com o meu amigo Mendonça. Os passageiros ficavam desequilibrados. Foram muitas as reclamações: emails, twiter, facebook, telefonemas que não houve outro jeito. Acabaram os cartões. Contei esta história para o Mendonça. Ele ficou com pena. Disse que precisava muito desses cartões. É que vem eleição aí e tem muitos eleitores precisando de ajuda.


Um vizinho meu, mal chegava a noite, ia para o quintal e punha-se a olhar o céu. Ficava assim horas esquecido. Eu o acompanhava um pouco. Logo, o pescoço doía e eu ia procurar outros mistérios mais fácil de desvendar.  Meu pai que sabia tudo, me explicou que o homem era um gira, que vivia no mundo da lua. Era um doido, enfim. Aí, por dedução, entendi que  a lua só era acessível para os pancadas. Curiosamente, agora, depois de tantos anos, vem a NASA abrir inscrições para quem quer passar uns tempos em volta da lua. Já se apresentaram 6 300 candidatos a razão de 420 candidatos por vaga. Claro que todo conhecimento vale para o candidato. Mas as experiências pessoais, não são levadas em conta. A Dra. Suely Pinto, por exemplo, há muito tempo vive no mundo da lua, mas a NASA não exige, nem valoriza esse tipo de experiência.  Pelo contrário, um candidato com essas qualificações seria sumariamente eliminado. Todos serão submetidos a testes seríssimos! E, depois, ainda farão um curso de dois anos seguidos. Aí, sim, vão girar em volta da lua, ajudando a construir novas espaçonaves.


CURIOSIDADES 




Em 1549, chegaram ao Brasil os padres jesuítas, padres da Companhia de Jesus. E, com eles, o início de uma disputa com os colonos. Seus interesses eram conflitantes. Os primeiros queriam aumentar o rebanho católico e os colonos pretendiam aumentar a produção colonial. Os jesuítas tinham exclusividade no descimento dos índios. Descer índio era retirá-lo do ambiente natural e abrigá-los em aldeamentos. As outras ordens -  carmelitas, franciscanos, beneditinos - eram voltadas para a contemplação. Em 1570, entretanto,  uma bula papal autorizaria a escravização dos índios pelos colonos nos casos de uma guerra justa. Entendia-se como guerra justa qualquer entrevero originado pelos índios. Em 1639, outra bula papal proibiria, novamente, a escravização dos índios.  Mas este  breve papal foi divulgado antes que o rei o autorizasse. A Câmara Municipal de São Vicente se reuniu e os expulsou todos os jesuítas de lá por  13 anos. Decorridos os quais, eles já estavam bastante enfraquecidas. Em 1755, marques de Pombal, primeiro ministro do rei dom José I de Portugal, declarou todos indígenas brasileiros livres e ordenou a transformação dos aldeamentos religiosos em vilas ou povoados. Os jesuítas viajaram para Portugal para defender seu projeto mas acabaram expulsos também da corte em 1757. Fonte - História Viva, n 100, Ana Lucia do Patriotismo, mestre em  história social na PUC-SP





O morcego peca pela aparência muitas vezes comparada ao vampiro. Associada a isto vem a fama de transmissor da raiva. Entretanto, não é bem assim. São mil as espécies de morcego e somente  tres delas se alimentam de sangue. Ainda assim, o sangue humano não faz parte do seu cardápio. Os morcegos preferem espécies do seu habitat. Quando o seu meio está muito devassado eles fazem opção por animais domésticos. Quanto a transmissão da raiva é verdade da mesma forma que a podem transmitir os cachorros e os gatos. Mesmo assim,  somente os morcegos hematófagos podem fazê-lo. Afastados esses males imaginários, os morcegos atuam com muita eficiência no controle populacional de diversas espécies tai como ratos, mosquitos e pragas de plantação em geral. E, ainda são importantes elementos na polinização das plantas. Embora tão úteis são de uma forma geral mortos  em decorrencia dos nossos preconceitp e ignorância. Fonte site mundoeducacão  por Mariana Araguaia bióloga especialista em Educação ambiental.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

AH, AS ELEIÇÕES...

Ruth do PP-BM


Inês Pandeló acertou na mosca. Não quer saber de se candidatar a prefeita de jeito nenhum. Parece até que está ouvindo a voz do povo - "Xô!!!!". Coincidência ou não o fato é que Inês e o povo barramansense, agora, estão afinados. A Ruth Coutinho, entretanto, faz ouvidos de mercador. Não tá nem aí para o que o povo pensa. Encasquetou que vai ser prefeita igualzinha a mim quando uma vez sonhei com um velocípede. Eu era bem criança. A Rutinha, não; ela já está bem grandinha pra confiar no Papai Noel. E lá foi ela atrás da Inês Pandeló que estava, conforme se sabe, a procura de uma saída de incêndio. A Ruth era essa porta. E as duas aproveitaram a oportunidade. Inês ficou livre de um novo vexame e ainda pode ganhar uma meia dúzia de secretarias. Inês também sonha, ora bolas! Mas o certo é que não perde nada. Nada, nada... A Rutinha, entretanto, não parou na deputada, não. Vem pedindo apoio a uma pá de gente. Inclusive ao Jonas Martins (PCdoB) que de concreto mesmo tem uma foice, um martelo e seu escasso voto pessoal. Em política é assim mesmo: Vai-se pegando e largando companheiros pelo caminho. Já não mais por ideologia, mas por conveniências. Rutinha é do PP do Maluf, Jonas Martins é do PCdoB da guerrilha de Aragarças e Inês Pandeló é do PT das portas das fábricas e de parte da igreja. É o encontro das correntes revolucionárias a favor da menina malufinha. Tá difícil segurar essa gente.

Prestes, na Praia do Futuro, Ceará
(ilustração da Revista de História da Biblioteca Nacional)


Armando Falcão, ex-ministro da justiça, reconhecia de longe um comunista. Se o indigitado usasse um paletó de número maior que o dele e carregasse, embaixo do braço, um jornal velho... Batata! Era comunista. Não riam, que ainda hoje está assim. Anita Leocádia quer preservar a memória do seu pai, Luiz Carlos Prestes, a uma visão unidimensional. Ficou braba com a foto do seu pai trajando apenas uma sunga e um chapéu na Praia do Futuro, no Ceará. Ela o quer visto talvez somente com aquelas barbas espessas e uma espingarda servindo-lhe de apoio, como uma bengala. Sua madrasta, entretanto, viúva de Prestes, vê tudo isto de forma bem diferente. Aos 81 anos de idade, entendeu que as lembranças dos seus 40 anos de vida conjugal com o velho líder comunista têm mais significado para a História do que para ela pessoalmente. Então, no dia que seu marido faria 114 anos ela entregou 27 pastas de documentos ao Arquivo Nacional. No meio de toda a papelada, fotos e cartas de amigos e familiares. Em uma delas, um dos seus netos lhe pede para comprar uma revista do Tio Patinhas. Isto provocou calafrios em Anita. Imagina se nesse meio aí vai uma foto do velho Prestes, de quatro no chão, a servir de cavalinho para um neto, ou - mais próprio ainda - para um filho. Eu não quero nem imaginar.



Laura Dekker é uma recordista mundial que o Guinness se recusa registrar. Ela tem 16 anos e 4 meses de idade e fez sozinha uma volta ao mundo num barco a vela. O seu record é este, é a de ser a  mais nova velejadora de todos que já fizeram este périplo. Ela saiu da Holanda e voltou à Holanda. Foi preparada para isto, como antigamente se preparavam as meninas para se casarem brincando de bonecas e fazendo cozinhadinho. Ela nasceu praticamente dentro de um barco. Aos 13 anos, seus pais já a incentivavam para o desafio. Os tribunais de Holanda ameaçavam retirar a guarda dos pais. Não concordavam de a menina ficar tanto tempo longe da escola. Chegaram num acordo que a menina faria contatos frequentemente com  a escola. Iniciada e encerrada a viagem ainda resta muita polêmica. Nem o Guinness e nem a federação  internacional de vela reconhecem o recorde de Laura. Para essas entidades, esse não é um Record saudável. Se os pais de Laura já tentaram fazer com que ela saísse sozinha aos 13 anos, logo aparecerão outros pais com filhos de 11 ou nove anos prontos para dar volta ao mundo.



Ladrão que rouba ladrão, diz a sabedoria popular, tem cem anos de perdão. E, agora, essa coisa de polícia prender polícia? Deus me livre que o prêmio seja uma punição! Cruz credo! A coisa tá alastrando. Agora, o preso foi um delegado. Quer dizer, uma delegada - Daniela Rebelo, Titular da 19 DP, na Tijuca, Rio de Janeiro. Ela foi detida numa blitz da Lei Seca, na Avenida Lucio Costa, pararam seu carro. Ela não quis se submeter ao bafometro. E, segundo o tenente Bernard Giusseppe Carnevale, a O Globo, ele teve que algemá-la para evitar agressões. Mas a semana não ficou só nisto. Até a atletíssima Danielle Hipólito concorreu a essa medalha da estupidez. Também ela foi parada numa blitz da Lei Seca. Foi detida e só pôde ir embora com um a presença de um condutor devidamente habilitado para condução do seu veículo.



No século XVII, a Coroa Portuguesa perdeu lucros no comércio com açúcar, mas se deu a descoberta de ouro no Brasil. Portugal viu que estava ali, uma nova fonte de enriquecimento. Isto aumentava ainda mais a necessidade de fazer crescer a população desta colônia. A possibilidade de se ter filhos, muitos filhos tornou-se um grande predicado da mulher. Justo por isto, tem-se que a igreja até incentivava as moças ficarem grávidas antes de subirem ao altar, como garantia de que seu casamento produziria uma boa prole. Evidentemente, o futuro casamento era um compromisso. Acontecia, entretanto, que muitos homens sumiam após os primeiros dias de namoro. As mulheres iam se queixar ao bispo, que mandava alguém atrás do fujão, que quase sempre dava em nada. Daí, teria nascido a expressão vá se queixar ao bispo. Fonte: Almanaque do Brasil
http://www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=94947



Nair de Tefé (1886-1981) foi pintora, cantora, atriz e pianista brasileira. Hermes Lima a considerava a primeira cartunista mulher do mundo. Nair estudou em Paris, Marselha e Nice, na França. Voltou ao Brasil aos vinte anos de idade. Deixou de exercer sua carreira em 1913, ao casar-se com o, então presidente, Mal Hermes da Fonseca. Foi a primeira dama do Brasil, no período de 1913 a 1914. Mas deixou marcada a sua passagem. Era uma mulher à frente de seu tempo. Promovia saraus no Palácio do Catete e reunia amigos para recitais e modinhas. No dia 26 de outubro de 1914, foi a última dessas suas festas. Nair convidou o compositor popular Catulo da Paixão Cearense para acompanhá-la ao violão no popular maxixe de Chiquinha Gonzaga o “Corta Jaca”. Foi um escândalo. Ela juntara o maxixe, uma dança lasciva ao violão que era um instrumento da malandragem. Rui Barbosa, no Congresso, assim se referiu ao episódio Rui Barbosa: “A mais baixa, a mais chula, a mais grosseira de todas as danças selvagens, a irmã gêmea do batuque, do cateretê e do samba” Fontes: Almanaque do Brasil e Wilkipedia

domingo, 22 de janeiro de 2012

O DONO DO PARAFUSO




Encontrei um parafuso na Câmara Municipal. Estava caído no chão. Um homem vendo-o ali como que jogado pensou em levá-lo para casa. Chamei sua atenção: "É melhor deixá-lo ali na cerca. Pode ser de alguma autoridade". O parafuso ficou ali, no parapeito da cerca. As pessoas passavam desconfiadas - deve ser do Fulano, deve ser do Beltrano. Eu também dei o meu palpite: Deve de ser do Vereador José Augusto Miranda (PDT).  Porque, sinceramente, um vereador receber da prefeitura por RPA, um tipo de servidores que  não são estatutários, nem celetistas, só pode ter um parafuso a menos.  Meu amigo Marcondes tinha uma opinião diferente. Ele achava que o parafuso só podia ser da  Dra. Suely Pinto, a Secretária Municipal de Saúde. E disse que o caso dela é sério. É sério de verdade! Foi mesmo assim que ela falou da dengue para A Voz da Cidade:  “Acho que a população está adotando o mosquito como bichinho de estimação”. Ela é o remix da Martha Suplicy: “Relaxa e goza!” Enfim, não se chegou a nenhuma conclusão. No dia seguinte, o Zezinho da Ética foi visto cedinho lá na CMVR. Ele estava procurando o parafuso. Não sei a mando de quem.

Ilustração de Aroeira

Um rato apareceu no Senado Federal. Pode parecer mentira mas é a pura verdade. Assustou até o Sarney. Uma desavisada funcionária, calçando sandálias sentiu picar-lhe o calcanhar os dentinhos do roedor. Ela se assustou, gritou. Deu piti. Mas o rato nem nada. Parecia em casa - os incomodados é que se mudem. Esta casa não pode funcionar assim. E o Sarney cobrou providências. Para melhor compor a cena fez cara de medo e asco. Afinal, é o presidente da casa.  A Secretaria Geral da Mesa se justificou. Disse que,  vira e mexe, eles estão desratizando o prédio, mas os ratos não param de chegar. Estão buscando explicação. Aliás, há um outro caso precisando ser explicado:   Mônica Nunes é professora de Física em cursinho, na cidade de Campinas, São Paulo.  Inscreveu-se no concurso do ENEM. Foi ao exame com o único objetivo de pegar o caderno de provas. É professora e este material lhe seria útil. Seu cartão de respostas, portanto, foi entregue em branco. Totalmente. Quando vieram os resultados, ela apareceu com nota superior a de alguns outros concorrentes. Teria algum rato furado o cartão dela, enganando o computador? Os ratos estão soltos.



Cada vez se descobre mais que o Mundo Novo não tem nada de novo. Agora, descobriram que viveu lá no Rio Grande do Sul um carnívoro que antecedeu os dinossauros. É tempo! São passados 232 milhões de anos. O pessoal festeja porque o achado é a mais importante descoberta paleontológica dos últimos anos no Brasil. Seu nome científico é Pampaphoneus biccai – o matador dos pampas. Ainda pouco se sabe sobre o animal. Nem se era réptil ou mamífero.  Essa nova descoberta foi publicada na  versão on-line da revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS). Juan Carlos Cisneros, da Universidade do Piauí e Cesar Schultz, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, coordenaram os trabalhos. Este matador dos pampas é visto como um parente distante dos mamíferos atuais.



 
Autoridades nortecoreanas não estão nada, nada dessa história de se por duvida nas lagrimas derramadas por Kim Jong. Eu, que não me chamem em testemunho, achei meio que exagerado aquele choro. Daquele jeito mesmo, no Brasil, só sei das lágrimas vertidas na Copa do Mundo de 50. Muita gente chorou. Os torcedores e picolezeiros dentro do estádio; os  vendedores de flâmulas e bandeirinhas, lá fora. Penso que só eu mesmo não chorei porque estava lendo uma revista do Zorro. Muito bem. E, agora, esse caso da população nortecoreana se derretendo toda pelo passamento de Kim Jong. O que intriga é que todos choraram. Não houve sequer um Elson lá, distraído com um Pato Donald.  Mas enfim cada povo tem sua copa, tem sua seleção. E Kim Jong por 17 anos se invicto parecia imbatível. Ao seu modo, claro! O certo é que houve denúncias de que as autoridades nortecorenanas estavam punindo aqueles que choraram de mentirinha a morte do seu líder supremo. E isto os levaria para o campo de concentração por seis meses. Aí, aprenderiam a chorar de verdade.

CURIOSIDADES.

 
Jorge Hilpert, morto em 1794, foi o industrial que fabricou os primeiros soldadinhos de chumbo. A coisa pegou e deve mesmo ter influenciado  Hans Christian Andersen em 1838, quase 50 anos depois, a publicar o consagrado conto do soldadinho de chumbo.  Hilpert, inicialmente, produziu uma cópia ainda grosseira de Frederico o Grande com seu estado maior. Frederico fora rei da Prussia até 1786. Marcou o seu tempo como um dos mais hábeis imperadores. Animado pelo sucesso Hilpert, a pouco e pouco, foi criando novos modelos até formar um copioso catálogo.  Fonte: Almanaque Eu Sei Tudo)

A introdução do botão nas roupas masculinas e femininas não foi bem recebida. Até o início do século 13, somente as pessoas levianas os usavam. As roupas eram apenas costuradas. Cada vez que se precisava despir uma roupa ela tinha que ser descosturadas. O uso dos botões, portanto, facilitavam retirar e vestir de novo a roupa em qualquer lugar. Por isso a sociedade não os via com bons olhos. Mas terminou pegando a moda. A casa na lapela do paletó é atribuída ao Príncipe Albert que ganhando uma flor da sua noiva Rainha Vitória, tomou um canivete e abriu uma casa na lapela do paletó enfiando ali a flor. No dia seguinte, virava moda, na Inglaterra. Noivos, ainda hoje, usam uma flor na lapela. Os botões na mangas tem uma origem bem diferente. Foi Frederico, o Grande que mudou os botões, antes nos cotovelos. Isto para evitar que os soldados continuassem limpando o nariz com a manga dos uniformes. Fonte: Jornal Zero Hora, Ênio Seibert e Curiosidades de Valmiro Rodrigues Vidal.

domingo, 15 de janeiro de 2012

ESSA TURMINHA É MUITO UNIDA...


Um amigo meu ouviu atentamente o discurso de Jair Nogueira, na Câmara Municipal. Era a posse da nova Mesa Executiva. Pôs os elogios (muitos) para um lado, as críticas (poucas) para o outro e concluiu assustado: “E se esse discurso for apenas etiqueta?!” Eis o dilema do eleitor moderno - distinguir quando o político fala a verdade e quando ele é somente educado. Dilma chamou o roubo deslavado nos ministérios de malfeitos; Jair chamou Paulo Conrado de grande Presidente do Legislativo. Paulo Conrado agradeceu com um sorriso que também me pareceu protocolar. Meu amigo, ainda assim, viu muita emoção no discurso do Jair. Já outros, também ali perto, achavam que aquela emoção nem era fresquinha, mas uma emoção dormida. Restos do dia anterior quando soprara 57 velinhas. Mas eu, que Deus me livre de falso testemunho, achei que também aquela emoção era pura etiqueta. E para que o leitor não se canse de mim pelo uso abusivo de um mesmo adjetivo digo de uma vez que também a administração do Conrado foi mera etiqueta.  A dengue campeava lá fora, havia muita falta de água, escolas sem teto, coleta de lixo comprometidíssima e o Conrado economizando dinheiro, gestos, ações e mesmo palavras. Toda a denúncia de malversação de recursos foi por água abaixo. Não criaram nem uma mera sindicância. Enfim, estavam lá todos, todos vereadores satisfeitíssimos. Aliás, não estava presente o vereador Júnior Granato. Deixou sua cadeira vazia. Junior Granato é aquele tal que fugiu da votação para cassação do Neto... Penso que ele está fugindo até hoje. Bobagem dele. Tanto que o Neto nem foi à solenidade.

QUEM SABE DAQUI A DEZ ANOS



Ser pego com a boca na botija dava uma quarentena. Às vezes, se ia até ao padre pedir umas penitências pra pagar. Hoje, não se fica sequer vermelho. Dizem que a botija não é botija e ponto final. E continuam a transitar nas vias públicas e, sobretudo, nos encontros sociais. Tal se dá com ministros e ministros. O homem do dinheiro na cueca, hoje, se julga ofendido. Processa o governo. Julga-se ofendido. Passarem-lhe as mãos na cabeça foi pouco para os seus méritos. Acha que merece uma promoção, um reconhecimento a mais. Carinhos só não bastam. Vide o caso das ONGs. Há três ou quatro meses disputavam espaço nas páginas criminais dos jornais. A Presidente Dilma determinou uma devassa naqueles contratos e que só seriam feitos novos pagamentos sob sua responsabilidade direta. Mas, agora, passados três ou quatro meses ainda não se sabe sequer se alguma ONG vai devolver dinheiro ou se foi impedida de celebrar novos contratos com o governo. Contudo, já foi aprovado o acréscimo de R$ 1 bilhão para este ano. Isto quer dizer que vão receber R$ 1 bilhão a mais do que receberam no ano passado. É assim. Segundo o TCI, o atraso medido da prestação de conta pelas ONGs leva em média 2,9 anos e o tempo de análise é de 6,8 anos. Esperemos dez anos pois.

FAÇA EXERCICIOS  NA REDE



Que tal um comprimido em vez de uma caminhada? Comprimido!!!??? Sim. É bem possível que, daqui algum tempo, seu cardiologista lhe ofereça essa possibilidade de trocar dezenas de voltas no quarteirão pela ingestão de uma pílula. É o que nos vem lá dos esteites.  Pelo Dr. Pontus Bostrom. O site  New Scientist e a Revista Nature publicaram essa preciosíssima novidade. Pontus, junto a um grupo de cientistas  do Instituto do Câncer Dana Farber, em Boston, observou que a atividade física produz um hormônio – irisin – que combate à obesidade e às doenças decorrentes dela como diabetes e problemas cardiovasculares. Fizeram experiências com ratos e foi tira e queda. Ratos alimentados com dieta rica em gordura que receberam aplicação do hormônio não sofreram alteração de peso. Mas, calma pessoal! A experiência com seres humanos ainda demora um pouco. Até lá ainda dá para comprar um par de tênis novo.

O APOCALIPSE SE APROXIMOU DE UM MINUTO




Em 1947, o Bulletin of the Atomic Scientists da Universidade de Chicago criou o relógio do Apocalipse. É um aparelho simbólico cuja “meia-noite” marca o fim do mundo. Os minutos para a “meia-noite” obedecem a uma lógica que não é a do movimento da Terra na sua órbita. Nesse relógio os ponteiros podem correr para frente ou para trás. Em 1991, por exemplo, nos afastamos um “minuto” do fim por conta do Tratado de Redução de Armas Estratégicas celebrado pelos EUA e URSS. Agora, na última terça-feira, aproximamos um “minuto”. É o que nos diz o bulletin. Eles levam em conta o estado dos arsenais nucleares mundiais e sua proliferação, biossegurança e clima, entre outros fatores. E assim avaliam a proximidade do ser humano com a sua extinção.

CURIOSIDADES




Janeiro é o primeiro mês do ano nos calendários juliano e gregoriano. Vem, certamente, de Ianuarius que era o décimo-primeiro mês do calendário de Numa Pompilio. Há entretanto discussões sobre sua origem etmológica. Para alguns vem do latim pela palavra jannua (porta) e há os que acham que vem  de Jano, entidade mitológica romana, também. Jano era um deus bifronte. Tinha duas caras. Olhava, ao mesmo tempo, para o passado e para o futuro. Na Roma Antiga, o primeiro dia do ano era dedicado a ele, porteiro celestial que representava os términos e começos. Tornou-se também o “Deus das Portas”. Fonte – Revista Veja, Wikipédia e Curiosidades de Walmiro Rodrigues Vidal


Foto de um pigmeu atual - Revista de História
da Biblioteca Nacional


Na escavação da primeira Catedral da Sé no Brasil, em Salvador, descobriram-se alguns crânios com dentes da frente mutilados, enterrados no adro da igreja. Nesse espaço, se enterravam os pobres. Como era alta a densidade de negros e quase não havia índios nessa cidade, concluíram que esses crânios só podiam ser de negros. Esses dentes eram do tipo piranha. Esse costume de modificar o desenho dos dentes veio para o Brasil trazido desde os  primeiros escravos. Também foi encontrado em outras diversas partes do mundo, desde a pré-história. Mesmo entre os índios da América pré-colombiana se encontravam desses exemplos com uma única excessão que eram os índios brasileiros. Também não há nenhuma evidência arqueológica, nem nenhuma referência desses costumes entre nós. Na África, ele existe até hoje.