domingo, 18 de março de 2012

E O BISPO DEU NOTA 7 PARA O PREFEITO...

Ilustração de Nelatir Rebés Abreu


Houve um tempo que em tudo havia  um dedo do bispo. Nem precisava da mão inteira. Apontava com o dedo e a historia seguia o curso. Foi, aliás, um bispo – o de Roma – que colocou o rei de Portugal e o da Espanha no rumo certo. Era assim: O bispo falava, tava falado. Assim, todas as desavenças tinham endereço certo. Na porta do bispo batiam políticos, trabalhadores e donas de casa em crises conjugais ou alguém para desagarrar alguma conta de luz atrasada. Tudo era lá.  Meu amigo Marcondes, temente a Deus e as almas benditas, presta muita atenção no que o bispo fala. E procura segui-lo. Mas esses dias ele andava meio que desacorçoado. É que o Foco Regional perguntara ao nosso bispo que nota ele daria para a saúde pública cá em Volta Redonda. E este, com inexcedível certeza, disse de batepronto - “Nota 7”. Marcondes sabia que aquele 7 nada tinha a ver com a nossa saúde, mas sabia também que Deus escreve certo por linhas tortas. Quem sabe aquele 7 era um palpite para o bicho? Apostou no carneiro e o carneiro não deu.   Marcondes suspirou: “vou terminar perdendo a minha fé.” E fez uma cruz por sobre os lábios, como se exconjurasse. De fato, meu amigo Marcondes tem razão. O sete não podia ser para a saúde mesmo não. O aposentado Ernesto Moacir Ribeiro de Castro reclama que há cinco meses não encontra os remédios de que necessita na farmácia municipal; O tradicional Hospital Santa Margarida está a fechar as portas aguardando o pagamento de R$ 3 milhões que a prefeitura não lhe repassa; falta escola e saneamento básico no Roma II... E tudo isto é qualidade de vida. É saúde. Ou não é? Pois é. Eu tenho impressão de que o Zezinho da Ética é a biruta do bispo. Só assim se explica aquele 7, que o Marcondes, temente a Deus e às almas benditas interpretou tão mal.

INDIO QUER MAIS DO QUE APITO.

Paiakan recebendo homenagem

Em 1992, o cacique Paulinho Paiakan deu um bolo no Forum Global da ECO 92, RJ. Tinha gente assim para vê-lo. Gente daqui e do estrangeiro. O seu lugar na mesa estava marcado entre as notórias figuras de Shirley MacLaine e Dalai Lama. O índio, enfim, era a grande estrela no evento. Um brasileiro. Conhecido no mundo todo, festejado pela esquerda, por grupos religiosos, por numerosas Ongs, premiadíssimo pelo mundo afora era, enfim,  a maior reserva da Amazônia – reserva moral e ética, que valia muito mais que a madeira e ouro daquelas terras. Entretanto, enquanto tantos o esperavam para abraçá-lo e admirá-lo estava ele fugido como um coelho no meio do mato. Nas vésperas do evento, estuprara uma menor. A moça levada à delegacia mostrara os ferimentos espalhados pelo corpo inteiro e os seios com um dos bicos dilacerado. O crime fora cometido dentro de sua caminhonete D-20 e para fugir usou seu aeroplano monimotor. Era um índio de posses. Os caiapós se tornaram ricos como donos de madeira de lei e ouro que generosamente brotava em suas terras de 3,3 milhões de hectares. Seus caciques andam de carros zero e possuem casas na cidade grande. Caía mais  um mito. Agora, vem esta de os índios da etnia muduru venderem seus direitos sobre uma área que é 16 vezes a cidade de São Paulo a uma empresa estrangeira. A AGU investiga o fato. Mas este é o primeiro desses casos. Algumas dessas empresas já foram notificadas no final do ano passado mas as outras continuam comprando.

GOL FANTASMA
O que já deu de briga os erros de arbitragem não está no gibi. Na Copa da África do Sul, o chute do inglês Frank Lampard fez história. A bola entrou 33cm e o juiz não viu. O goleiro foi lá pegou a bola e a recolocou em jogo. Este tipo de acontecimento é chamado gol fantasma. Não é fácil suportar-se uma coisa dessas. A torcida do Botafogo que o diga. Não é de hoje, portanto, que os futebolistas pretendem criar um sistema pelo qual se possa tirar toda e qualquer dúvida sobre um lance polêmico. A FIFA sempre resistiu a essa modernização nos estádios. Mas agora a coisa parece que vai mudar. Até julho deste ano estarão concluídas as avaliações de dois sistemas apresentados contra o gol fantasma. Um é o processo de uma antena  colocado sobre o travessão que emitir sinal sonoro quando a bola ultrapassa para a linha do gol. No  outro, o sistema é avaliado por computador que também avisa imediatamente ao árbitro.  Ambos os processos tem seus inconvenientes sobretudo no preço. Por isso, essa modernidade não será levada para todos os estádios. Na verdade, pretende-se aplicá-lo somente nos jogos de grande relevância internacional. Nas pelejas domésticas, as dúvidas serão resolvida a pescoções e pontapés.  Fonte Revista Veja

O MAMUTE VEM AÍ



Numa tarde de 1997, Jarkov, um camponês, nem imaginava que aquele objeto escuro e pontudo que ele avistava na região de Katanga, Sibéria, viesse desassossegar tanta gente. O achado era resto de um mamute preservado há mais do que 20 mil anos. Por semanas inteiras, aquele amontoado de cabeça, patas, presas e pedaços de pele tomaram conta das discussões científicas. Classificaram-no Mammuthus primigenius, espécie extinta há 4 milênios. Alexei Tikhonv, do Instituto de Zoologia de São Petersburgo, foi dos primeiros a visitá-lo. E, logo, pensou em recriar o animal. Cloná-lo como melhor se diz. E a discussão veio ganhando corpo. Mas somente em outubro do ano passado o mamute foi transportado, ainda encasulado num imenso bloco de gelo. A operação exigia esses  cuidados. Agora querem enxertar uma elefanta com seu material genético. Embora, cientistas russos e sul-coreanos tenham assinado um protocolo garantindo seus trabalhos a favor da possível clonagem, um biólogo americano do Museu de História Natural dos Estados Unidos diz que é cedo para qualquer confirmação de sucesso. Mas acha que é possível. Fonte Revista Galileu e Revista Isto É

CURIOSIDADES

Palavras Cruzadas



Victor Orville e esposa formavam um distinto casal em Oxford. Uma bela noite, ao voltarem de um animado serão na casa de amigos sofreram um violento acidente de carro em que apenas a mulher morreu. E Victor, condenado por negligência uma vez que dirigia alcoolizado. Envergonhado e tomado de remorsos ele mergulhou numa solidão sem fim. Estava absolutamente só. Pediu à carceragem um dicionário, papéis e lápis para passar o tempo. E passava horas sem fim a inscrever palavras em quadrinhos que ele próprio desenhava. Julgado enlouquecido levaram-no a presença do médico, que logo se contaminou com aquela doença e em breve a transmitiu ao diretor, tornando-a, enfim, uma epidemia. Até que, a 22 de dezembro de 1913, Orville teve a alegria de ver, no “New York Sunday”, as primeiras palavras cruzadas publicadas. Terminada a pena, recebeu a quantia de 2 milhões de libras de direitos autorais. Fonte: Valmiro Rodrigues Vidal e Humberto Pinho da Silva, Diário Católico

Grotesco

Gravura grotesca do artista flamengo Cornelis Floris (1556)



Quando, no século XIV, se foram feitas escavações na Antiga Roma, descobriu-se os corredores e salões de um antigo complexo palacial Domus Aurea construído  por Nero, no ano de 64 dC. Ali, encontraram-se também algumas imagens, estátuas de pessoas e deuses, metade gente/metade animal. Como em Latim, gruta, caverna, galeria escura era chamada de grotto, essa arte, então desenterrada, passou a se chamar grotesca. Essas descobertas acabaram por impulsionar o surgimento de um novo estilo que se espalharia pelo restante da Europa, levando com ele a palavra também para a Literatura. O seu primeiro registro em Portugues data de 1548, segundo Houais. No século XVII, na França, aparece pela primeira vez com o sentido pejorativo. Fonte: Revista Veja e Wikipédia

quinta-feira, 8 de março de 2012

O PT SAI DA SOMBRA

Uma pedra não faz falta



O PT tá esconjurando o Neto. Também pudera! Nada há pior do que o amor não correspondido. Já disse o cancioneiro que “não se deve amar sem ser amado. É melhor morrer crucificado”. Tá pensando o quê? O PT jurou que vai dar o troco. Quer dizer, o PT da Cida Diogo; que a outra banda do partido já se julga contemplada. O PT da Cida até se ofereceu, coitada. Dá dó. Sonhou com uma coligação para a qual indicaria o vice, Dejair Martins. Enfiaram a resolução num envelope e o mandaram. O Neto o pegou, leu o remetente e pensou assim “é coisa do Dejair.” E deixou pra lá. E o PT da Cida lá esperando a resposta. Isto não se faz. Ainda bem que esperavam sentados. Passava um carro da Prefeitura, eles corriam para o portão. O carro passava direto. O motorista nem sequer acenava para eles. Aí, veio o rompimento. O aumento de 50% para os médicos e 10% para a patuléia, a precária coleta de lixo, as escolas sem teto umas, sem professores, outra... tudo isto lhes passara redondo pelo gogó, mas essa desfeita não havia de passar. Procuraram a terceira via – um grupo de seis partidos que lançará um candidato a prefeito. Se não der, procurarão o Zoinho. Neto tá pouco ligando. Até parece que ele tá falando assim “Tá de mal come sal.” Também, cá pra nós, se o Prefeito faz ouvidos mocos para os moradores do Santa Cruz e Santa Rita cuja escola não tem professores de Matemática, Ciência, Educação Física, Geografia e História, um pedaço do PT a mais, um pedaço do PT a menos não faz diferença.

Crivela ministro



Bem feitas as contas Dilma levou vantagem na troca. Deu um ministério sem expressão - Ministério da Pesca – e levou o senador Marcelo Crivela, o apoio da TV Record, o PRB, a Igreja Universal e o bispo Edir Macedo. E ainda podem levar de quebra um punhado de votos para o  Fernando Hadad em São Paulo. Crivela, fingindo modéstia, diz que não sabe sequer espetar uma minhoca no anzol. No fundo, sabe que o que esperam dele é mais que um lambari. Querem os produtos dentro da sua especialidade. Afinal, ele sabe pescar nos redutos mais pobre e abandonados das grandes cidades e é hábil também com os miseráveis dos grotões do interior do Norte e Nordeste. É assim em Irecê, na Bahia, onde pretende reproduzir a experiência de agricultura familiar aprendida em Israel. Aldo Rabelo levantou a bola do colega. Até porque está no Ministério do Esporte mais ou menos na mesma situação. Mas isto nem é digno de nota. Já tivemos o Coronel Jarbas Passarinho como Ministro da Justiça. Aliás, foi dele a criação da reserva dos Ianomânis – uma área maior do que a Itália que está destinada a formar um país para hospedar 4 mil índios.

Olha para o céu, oh seu distraído


Pode ser que nunca aconteça. Mas é bom ficar de orelha em pé. Fazemos todos parte de um grupo de risco que pode, de uma hora para a outra, ser contemplado com uma pancada na  cabeça. É que estão caindo corpos metálicos do céu. Lá em Anapurus, Maranhão, o pessoal está esperto. Caiu um de 30 kg e eles querem se prevenir. Perguntam às autoridades o que fazer no caso de cair um outro daqueles. A queda de um corpo desses , segundo as previsões científicas, é muito pequena, mas já é previstas nas convenções internacionais de aeronáutica. O chefe do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) diz que “O correto é chamar as autoridades e isolar a área”. Apesar de o Maranhão ser o único estado em que há uma base de lançamentos de foguete no Brasil, a população chegou a pensar que a queda daquele meteoro era uma invasão alienígena ou fim do mundo. Em 2008, o Brasil devolveu aos Estados Unidos um pedaço de foguete americano que caiu em Goiás. A chance de alguém ser atingido é de 1 para 32 000. É mais fácil ser atingido por um raio.

Vai faltar água de montão


Quem vê a cidade de São Paulo tomada pelas águas da chuva não imagina que ela irá faltar nas suas torneiras dentro de dez anos. O governo diz que está investindo em obras e idéias. Já foi experimentado até o rodízio um dia  com água outro dia sem água, mas não resolveu. As previsões para o aumento do consumo de água são alarmantes. Para a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos,  até 2035 o consumo na Região Metropolitana deverá subir de 40%.  Como não há nenhuma outra fonte de água limpa e inexplorada em São Paulo será preciso que busquem outras fontes em lugares distantes. Atualmente, a secretaria pretende captar água no Vale da Ribeira. É um projeto para seis anos. Atualmente, a SABESP produz 75 000 litros por segundo. O sistema São Lourenço aumentaria 4 700 litros por segundo. A redução das perdas na SABESP poderia enconomizar 5 000 litros por segundo. O planejamento é para que só falte água daqui a 20 anos.

 
 CURIOSIDADES


Clara Josephine Zetkin foi uma professora, jornalista e política marxista alemã. É uma figura histórica do feminismo. Em 26 de agosto de 1910, na conferência internacional de mulheres socialistas, Compenhague, ela propôs a criação do Dia Internacional da Mulher para o dia 8 de março. A escolha tinha seu peso. Naquele mesmo dia de março de 1857, 129 operárias de uma fábrica têxtil de Nova York entraram em greve por isonomia salarial com os homens e redução da jornada de trabalho. Seus patrões as trancaram e incendiaram a fabrica, matando todas elas. Mais tarde, em 1917 as mulheres russas saíram as ruas contra a fome, contra o czar e contra a participação da Russia na Primeira Guerra Mundial. Era também 8 de março. Foi o estopim para a revolução soviética. Mas o dia foi fixado mesmo quase 70 anos depois quando a ONU criou o Dia Internacional da Mulher e Pela Paz, em 1977.  Fontes: Guia dos Curiosos, Wikipédia, socialismo.org.br


Girolamo Savonarola foi um padre dominicano reformador italiano. Sua conversão se deu ao ouvir um sermão de um padre agostiniano aos 22 anos de idade. Dali mesmo, entrou para o seminário sem nem ao menos contar aos pais sua escolha.  Distinguiu-se por uma oposição severa à vida pagã. Combateu  inclusive a imoralidade de parte do clero e de muitos membros da cúria. Também queimou publicamente vários livros, manuscritos, quadros  e objetos em Florença acompanhado por seus fanáticos. Este episódio ficou conhecido como Fogueira das Vaidades. Foi também um censor duríssimo contra a corte de Lourenço Medici generoso mecenas do mosteiro São Marcos. Criou um conflito com o papa Alexandre VI que terminou por proibição de o padre Girolamo continuar suas pregações no mosteiro São Marcos. Savonarola não deu importância as ordens do papa e passou a dirigir seus sermões contra o Vaticano. Aos 45 anos de idade foi excomungado e terminou, no ano seguinte, enforcado e teve o corpo queimado em praça pública. Cogita-se que Leonardo da Vinci tenha se inspirado neste padre para retratar o Judas Iscariotes na Santa Ceia. Fontes: Revista Aventuras na História, wikipedia

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A TRANSFORMAÇÃO DO VINHO EM ÁGUA








A Igreja Católica foi a manjedoura do PT. O partido nasceu ali, meio que enjeitado, mas esperto. Bem espertinho, mesmo.  Pra melhor dizer, nem precisou da palmadinha no bumbum. Abriu, logo, os olhinhos e gritou “Greve!”.  E, todos em volta, a ouviram e repetiram “GREVE! GREVE! GREVE!” Virou ladainha. E as greves nasciam como coelhos, sob as bênçãos sacerdotais. Ide e multiplicai-vos! Tudo era motivo para greve. Se algum trabalhador reclamasse falta de papel higiênico no banheiro ou do cafezinho ralo na cantina, marcava-se logo uma assembléia. Era fatal. O Padres entendiam cada vez mais de passeatas e menos de procissões. Aqui, em Volta Redonda, havia a Aparecida Paraíso que era de copa e cozinha da Igreja. Dava até Curso Bíblico. E nas passeatas tinha função de porta bandeira, porta-megafone. Gritava palavra de ordem. Enfim, discutia-se mais a CLT do que os evangelhos.  Um líder sindical podia pegar desavisadamente a homilia dominical e colocá-la em votação numa assembléia de trabalhadores. Todos achariam normal. Havia padres operários. O francês Jean Pierre era um deles. Mudaram logo seu nome para João Pedro – pra ficar mais bacana. E, assim, o PT chegou ao poder. Veio a transformação do vinho em água – aquela água. Em reportagem do Jornal Aqui VR, o Padre Juarez Sampaio e o Bispo Francisco Biasin sustentaram que a igreja é contra greves. O PT também. Clemilda da Costa Dalboni, da Pastoral da Saúde, disse que a saúde pública na cidade vai bem obrigada.  E o que começou no jornal continuou na missa. No encerramento da missa de domingo, na Ilha São João, o Padre Juarez elogiou a presença do Espirito Santo, da Deputada Inês Pandeló e do Vereador Paiva. E o fez com a solenidade de quem apresentasse a Novíssima Trindade. Nunca vi. Ao meu lado, um homem se benzeu e rezou: "Em nome do Paiva, da Pandeló e do Espírito Santo"



Na Bahia, filiação partidária é título de peso para concurso público. Quer dizer, valeu por uns momentos. Até que o jornal "Correio da Bahia" fez a maldade de o denunciar. Tem gente que é um irrecuperável estraga prazer. Ainda bem que o Governador Jaques Vagner traz gravado na memória o seu kit petista de sobrevivência. Não precisa nem abrir o livrinho. Disse que não sabia de nada. Foi o que ele disse. Afinal, no PT todos falam a mesma língua. Mas o Governador não parou aí. Anulou aquele viciado Edital 001/2012 da Sua Secretaria de Cultura. E pronto! Tamos conversados! Tudo ficou na conta de Adalberto dos Santos, um certo superintendente estadual. Visto assim sem paixão, o Senhor Santos não foi além das próprias sandálias. Apenas, deu maior visibilidade a essa prática tão usada e abusada   do Oiapoque ao Chuí. Em qualquer prefeiturinha o prefeito que se preza coloca os seus. Imagina, num Estado, na Presidência da República! Talvez, o Senhor Santos quisesse apenas dar vida aquele mote - "Nunca ninguém antes fez tanto... "  Aí, sim! A cada ano de atuação política o candidato ganhava 2,5 pontos para o concurso, no limite de quatro anos. No quadro dessa pontuação política o candidato podia atingir 35 pontos. Como o total era de 60 pontos, a formação política tinha mais peso do que a formação acadêmica.


O que fazer com os corpos dos mortos? O homem ainda não encontrou a solução definitiva. Experimentam, agora, a biocremação - mergulham  os cadáveres numa solução química similar à soda cáustica usada na limpeza. Dali, restarão os ossos que deverão ser lavados e triturados. O resto do corpo está transformado em  aminoácidos e proteínas que serão usados na  irrigação dos jardins. Esta técnica vem sendo usada desde os anos 90, na decomposição de animais  de fazenda e de cadáveres usados em pesquisas. Desde setembro de 2011, uma  funerária em São Petersburgo, Flórida, oferece esse serviço à população. Os cientista da biocremação alegam que sua grande vantagem e a sustentabilidade. Segundo William Counnaughey, diretor da Matthews Internacional fabricante dessas máquinas, a tendência é crescer essa escolha: "Hoje, muitas pessoas, querem ser verdes até, literalmente, o  último momento". E, depois, há seu lado prático. A biocremação completa leva três horas para concluir um trabalho que as bactérias levarariam anos para concluir. Fonte Revista Veja


 
A cidade de Anapurus possui 13 mil habitantes e um objeto caído do céu. Fica lá no Maranhão. O Objeto caiu esses dias e quase fez dobrar a sua população. As autoridades tentaram sossegar os ânimos dos que ali moravam e dos que para lá iam  atraídos pela novidade. Disseram logo que se tratava de lixo espacial. E tranquilizaram ainda mais. Disseram que o lixo espacial é um problema crescente e há milhares desses fragmentos orbitando por aí. Mas há também por ali os de imaginação muito fértil que deram as interpretações mais diversas. Para uns tratava-se de uma possível invasão de extraterrestres e houve mesmo quem falasse do fim do mundo. Mas o comandante da polícia militar local não teve nenhum receio em mandar que se levasse aquele objeto de 30 kg para a delegacia.


CURIOSIDADES

Alexander Graham Bell (1847-1922) nasceu na Escócia e seguiu os passos do seu pai e do seu avô na melhora da comunicação entre deficientes auditivos. Casou-se com uma de suas alunas,  Mabel Hubbard. Descobriu que, no final do século XVI, um inglês anônimo tinha inventado um jeito de falar a distância usando um fio esticado. Achou também a história de um frade francês, Don Gauthey, que teria inventado um outro aparelho que permitia ouvir à distância. As mecânicas da vibração do som e os princípios de transmissão elétrica tinham sido estudadas no começo do século XIX.  Em 1872 Fromet apresentou à sociedade o primeiro telefone elétrico. Graham Bell apresentou o seu quatro anos depois. O registro da sua patente foi feito em 14 de fevereiro de 1876, duas horas antes de Elisha Gray, um dos fundadores das empresas de telégrafo,  que também desenvolvia trabalho neste sentido. Entretanto, os Estados Unidos, através da resolução 269, em 15 de junho de 2002, reconhceu como inventor do aparelho o italiano Antonio Meucci, que o chamou de telégrafo falante, por volta de 1860. Entretanto, na cultura popular ficou mesmo Graham Bell. Bell em inglês é sino e o sino tornou-se simbolo de todas companhias telefônica do mundo numa homenagem a ele. Fonte: Curiosidades, Valmiro Rodrigues Vidal; site guia dos curiosos e wikipédia

Aqueduto de Elvas
inaugurado em 1662
O nosso primeiro “ministro da justiça” já era uma figurinha carimbada, antes da sua nomeação. Chamava-se Pero Borges. Chegou ao Brasil, 20 de março de 1549, na comitiva do primeiro-governador geral da colônia, Tomé de Sousa. Ocupava cargo de  Ouvidor Geral. Mais ou menos o que é o ministro da justiça, hoje. Salário bom, 200 mil réis por ano e ainda o recebera antecipadamente. Tinha facilidades para receber obséquios do rei, dom João III. Em 1543, Borges fora incumbido de supervisionar as obras do aqueduto em Elvas, mas a obra foi dada por terminada sem ter sido concluída. Oficiais da Câmara de Elvas solicitaram ao rei que o caso fosse investigado. Feitas as investigações se concluiu que Borges desviara parte do dinheiro para o próprio bolso. Uma fortuna, naquele tempo. O rei não teve piedade. Borges foi, então condenado a pagar aquelas contas e suspenso de cargos públicos por três anos. Passados, entrtanto, um ano e sete meses da sentença ele foi nomeado pelo mesmo rei ao cargo de ouvidor-geral do Brasil. No Brasil, ele se deu bem. Ficou no posto pelos três anos do governo geral e ainda acumulou o cargo de provedor-mor da fazendo no governo seguinte de D. Duarte da Costa. E, ao que se sabe, não sofreu nenhuma interdição. Fonte: Eduardo Bueno, na Revista Época
 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

NESTA EDIÇÃO, FALTOU O ZEZINHO DA ÉTICA





Enfim, encontrei uma coisa boa no governo do Neto. Uma coisa boa de dar gosto até de falar. Festejemos esta alegria, o governo do Neto está acabando. Mas, por via das dúvidas, livrai-nos Deus de todo mal. Amém! Nunca, nenhum outro governo, ou desgoverno, teve o fim tão aguardado. Hoje, ele já concorre com o Natal, o Dia de Ano e o Carnaval. Não se sabe qual o mais esperado. É cada vez maior os que querem o fim do governo Neto. Tem gente que a cada dia que passa, arranca carinhosamente a folhinha do calendário e murmura um sentido graças a Deus. E diz: "Menos um dia". Por isso, reconheçamos também essa sua conquista, tirando-lhe nosso chapéu. Cuidemos, entretanto, que não nos tirem o voto.   Tenho um amigo, o Mendonça, que arranca as folhinhas de tres em tres para o tempo andar mais depressa. Mas a mulher dele cata tudinho na cesta de lixo e recoloca no lugar. Ela teme represálias. Aliás eu acho que o nome dele é Marcondes, mas ele diz que é  Mendonça para ficar mais livre para agir.  Outro dia ele me procurou. Veio reclamar que os carros da Defesa Civil estão com insulfilm. Disse-lhe que este blog não é posto de reclamação; é apenas uma tábua onde eu bato a roupa que o governo deixa de lavar em casa. Aconselhei-o, entretanto, a falar com o Vereador Paiva que, afinal, é alto funcionário do DETRAN e, portanto, pode tomar providências. Mendonça então falou que, agora, o errado era eu, que o Paiva trabalha é no SAAE. Eu emendei: "trabalha no DETRAN, no SAEE e na COHAB" Mendonça sorriu meio que derrotado e falou "Ah já sei - o PT é o insulfilm dele".

EI! VOCÊ AÍ, ME DÁ UM DINHEIRO, AÍ!  

Foto de Mariana Belley e Nathalia Nhan,
repórteres da Folha de São Paulo




Talvez, o Lupi até esteja certo. Ele não pode mesmo ser derrubado com uma dessas espingardas de caçar rolinha. Aliás, o próprio Lula já avisara que o pessoal dele tinha que ter casca grossa. Dito e feito. Ele próprio, o Lupi, como se fora o boneco do ventríloquo,  disse que era cascudo, que para matá-lo só com munição pesada. E olha que quando falou isto já estava com o rabo bem grande.  Tanto que a comissão de ética recomendara seu afastamento "Não podemos continuar com um homem desses". Tá certo que, no dia seguinte, o Lupi pediu perdão e até disse que amava a presidente. Pensei cá com meus botões:  "Não tem mais jeito... Tá no sal". E, depois, com uma rendição daquelas... Saiu do ministério, mas já tá recebendo dinheiro público de novo.  É representante da Cidade do Rio de Janeiro em Brasilia. Eduardo  Paes o nomeou.  Orlando Silva é outro ministro caído que não está mal. Passou pelas ruas da Vila Madalena, em São Paulo, num bloco carnavalesco. Ouviu tímidos gritos de “ladrão” e até sorriu quando o povo cantou para ele  - Me dá um dinheiro aí! Até cantou junto, como se vê na foto


MUSICA NEM SEMPRE E ALEGRIA.

Grupo Musical Rem

Que a música influi nos nossos sentimentos é coisa que todos sabem - os compositores, os cantores, os cerimonialistas e qualquer carnavalesco. Há a música certa para cada momento. Seja Carnaval, Natal, Festa Junina e até música fúnebre como o caso da Marcha de Chopin.  Mas a BBC quis pesquisar o óbvio. Contratou um estudo sobre essa conhecidíssima influência da música. David King, produtor teatral foi quem coordenou a pesquisa. Levantou dados estatísticos que confirmaram o que buscavam: Nem o homem, nem a mulher escapa dos efeitos musicais, com apenas uma pequena variação percentual. Entre os homens entrevistados, 70% deles admitiu já ter chorado ao ouvir uma determinada música. Entre as mulheres a incidência foi maior - 90%. Também, fato curioso é que essa susceptibilidade diminui com o passar dos anos do indivíduo. Dos 18 aos 24 anos, se chora mais. E a música considerada a mais deprimente foi a canção "Everybody hurts" do grupo REM.  Parabéns ao grupo.


BERÇÁRIO DE ESTRELAS 



O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla, em inglês), controlador da APEX, um dos mais importantes centros de observação espacial do mundo, situado no no deserto de Atacama, no Chile. A mira dos seus telescópios persegue por 24 horas diárias qualquer novidade nos céus. E, sempre as encontra. Foi assim na última semana quando descobriram um rastro de poeira cósmica com mais de 10 anos-luz de comprimento. Chegaram ,enfim, à conclusão de que se tratava de um sem número de estrelas recém-nascidas e nuvens muito densas que se preparam para formar novas estrelas num futuro. É o que se trata por berçário de estrelas. Seus descobridores deram-lhe o nome de nebulosa Gabriela Mistral, em homenagem à poetisa chilena ganhadora do Nobel de Literatura em 1945.


CURIOSIDADES


Em 1991, a cidade de Rio Claro (SP), descobriu que a melancia era uma fruta proibida nos limites do município. A inofensiva fruta estava proibida para consumo, mas da própria presença desde 1894. Nos últimos anos do século XIX, a ciência teve considerável avanço no tratamento de um grande número de doenças. E o Brasil teve seu destaque nesta luta com o médico Oswaldo Cruz (1872-1917), que deixou no seu currículo o combate à peste bubônica, à febre amarela e a varíola. Mas na trajetória dessa história há tantas bizarrices como é o caso dessa lei no município de Rio Claro. A cidade, então preocupada com a transmissão da febre amarela e do tifo resolveu o problema impedindo a convivência dos munícipes com o  supostamente retransmissor, a melancia.
 Fontes: Revista de História da Biblioteca Nacional; Paginalegal.com
 Mundoestranho.abril.com

São Longuinho


Estátua de São Longuinho
Santuário Bom Jesus do Monte, na cidade de Braga
Portugal
Relata a Bíblia que Jesus teve o coração perfurado com uma lança. Está lá em  João (cap. 19, v. 34). A tarefa coubera a um centurião romano chamado Longuino. Esta tarefa ficara a cargo de um centurião chamado Longino. Não era por nenhuma crueldade, mas para cumprir um ritual. No dia seguinte ao da crucificação era o shabat, e não era conveniente que nenhum condenado ainda aguardasse a morte dependurado na cruz profanando o dia santo. Então, deviam-lhe quebrar-lhes as pernas para adiantar o óbito.  Ao chegarem a Jesus viram que ele já estava morto. E, para afastar qualquer dúvida da  morte, um soldado foi escolhido para perfurar-lhe o coração com uma lança. Longuino, o escolhido, tinha sérios problemas de visão. Executou a tarefa e o sangue que explodiu do peito de Jesus caiu sobre os olhos do solado, curando-o imediatamente. Longuino converteu-se ao cristianismo e se tornou o São Longuinho. Na tradição popular brasileira seu nome é invocado para encontrar objetos perdidos:” São Longuinho, São Longuinho, se eu achar (nome do objeto perdido) dou três pulinhos”.
Fonte: Revista Aventuras na Historia, edição 103 e Wikipedia


UM POUCO DO POETA.


Ferreira Gullar


Nenhum defensor do regime cubano desejaria viver num país de onde não se pode sair sem permissão. É com enorme dificuldade que abordo este assunto: mais uma vez – a 19ª – o governo cubano nega permissão a que Yoani Sánchez saia do país.


 A dificuldade advém da relação afetiva e ideológica que me prende à Revolução Cubana, desde sua origem em 1959. Para todos nós, então jovens e idealistas, convencidos de que o marxismo era o caminho para a sociedade fraterna e justa, a Revolução Cubana dava início a uma grande transformação social da América Latina. Essa certeza incendiava nossa imaginação e nos impelia ao trabalho revolucionário.


Nos primeiros dias de novo regime, muitos foram fuzilados no célebre “paredón”, em Havana. Não nos perguntamos se eram inocentes, se haviam sido submetidos a um processo justo, com direito de defesa. Para nós, a justiça revolucionária não podia ser questionada: se os condenara, eles eram culpados.


E nossas certezas ganharam ainda maior consistência, em face das medidas que favoreciam aos mais pobres, dando-lhes enfim o direito a estudar, a se alimentar e a ter atendimento médico de qualidade. É verdade que muitos haviam fugido para Miami, mas era certamente gente reacionária, em geral cheia da grana, que não gozaria mais dos mesmos privilégios na nova Cuba revolucionária.


Sabíamos todos que, além do açúcar e do tabaco, o país não dispunha de muitos outros recursos para construir uma sociedade em que todos tivessem suas necessidades plenamente atendidas. Mas ali estava a União Soviética para ajudá-lo e isso nos parecia mais que natural, mesmo quando pôs na ilha foguetes capazes de portar bombas atômicas e jogá-las sobre Washington e Nova York. A crise provocada por esses foguetes pôs o mundo à beira de uma catástrofe nuclear.


Mas nós culpávamos os norte-americanos, porque eles encarnavam o Mal, e os soviéticos, o Bem. Só me dei conta de que havia algo de errado em tudo isso quando visitei Cuba, muitos anos depois, e levei um susto:  Havana me pareceu decadente, com gente malvestida, ônibus e automóveis obsoletos.


Comentei isso com um companheiro que me respondeu, quase irritado: “O importante é que aqui ninguém passa fome e o índice de analfabetismo é zero”. Claro, concordei eu, muito embora aquela imagem de país decadente não me saísse da cabeça.


Impressão semelhante – ainda que em menor grau – causaram-me alguns aspectos da vida soviética, durante o tempo que morei em Moscou. O alto progresso tecnológico militar contrastava com a má qualidade dos objetos de uso. O que importava era derrotar o capitalismo e não o bem-estar e o conforto das pessoas. Mas os dirigentes do partido usavam objetos importados e viam os filmes ocidentais a que o povo não tinha acesso.


Se a situação econômica de Cuba era precária, mesmo quando contava com a ajuda da URSS, muito pior ficou depois que o socialismo real desmoronou. É isso que explica as mudanças determinadas agora por Raúl Castro.


Mas, antes delas, já o regime permitira a entrada de capital norte-americano para construir hotéis, que hoje hospedam turistas ianques, outrora acusados de transformar o país num bordel. Agora, o governo estimula o surgimento de empresas capitalistas, como o faz a China. Está certo desde que permita preservar o que foi conquistado, já que a alternativa é o colapso econômico.


Tudo isso está à mostra para todo mundo ver, exceto alguns poucos sectários que se negam a admitir ter sido o comunismo um sonho que acabou. Mas há também os que se negam a admiti-lo por impostura ou conveniência política.


Do contrário, como entender a atitude da presidente Dilma Rousseff que, em recente visita a Cuba, forçada a pronunciar-se sobre a violação dos direitos humanos, preferiu criticar a manutenção pelos americanos de prisioneiros na base aérea de Guantánamo, o que me fez lembrar o seguinte: um norte-americano, em visita ao metrô de Moscou, que, segundo os soviéticos, não atrasava nunca nem um segundo sequer, observou que o trem estava atrasado mais de três minutos. O guia retrucou: “E vocês, que perseguem os negros!”.


A verdade é que nem eu nem a Dilma nem nenhum defensor do regime cubano desejaria viver num país de onde não se pode sair sem a permissão do governo.






terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

UMA ÁRVORE ESPERANDO DEITADA


De tudo o que se falou com essas tantas notícias de mau gerenciamento municipal - na saúde, na educação, no serviço público - o que me surpreendeu pra valer foi o dizerem que há nesta cidade algum gerenciamento. Que exagero! E olha que nem sou lá daquelas aspirações infantis que querem ladrilhar as ruas com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante... Dê-nos uma escola em condições de receber os alunos, um hospital para os doentes e, quiçá, uma cadeia para os malfeitores e já não o chamaremos de governo meia-boca. Sei não. Agora que revelo esse meu modesto desejo sinto que, ainda assim, estou muito exigente para o que se tem. Cá na Barreira Cravo é assim. Há uma montoeira de galhos, árvores e mato pelas calçadas arrebentadas, empurrando os pedestres para o meio da rua. E, lá vão eles, obedientes, a disputar o espaço com os carros, caminhões e bicicletas. Ninguém quer saber mais de calçadas. Minto. Os caminhões, às vezes, estacionam nas calçadas. A Vereadora América Tereza, coitada, até já entregou pra Deus o conserto do nosso bairro. Ela já nem passa mais por aqui. Fica com o coração machucado. Também, pra que este sacrifício se a rua dela está bem melhor. Tem apenas muitas poças d´água e uns postes arriados. Já o prefeito não se toca. Até chego a pensar que essa árvore de raízes para cima, de cabeça pra baixo, é o símbolo da cidade - uma cidade de ponta cabeça.

DUAS FOTOS PARA MELHOR ENTENDIMENTO

Raul Quadros venda os olhos de um dissidente



Primeira página do Zero Hora, 30 de março de 1978

Raul Castro praticava, com um certo encanto juvenil, o assassinato de dissidentes políticos. Fazer revolução tinha o seu lado lúdico. “Manda vir o próximo!” Era como tombar pinos, num jogo de boliche. E tiravam um par ou ímpar para saber de quem seria o primeiro tiro. E vieram matando e prosseguem matando. Até quanto se pode contar 17 mil tombaram assim, de olhos piedosamente vendados. Outros 83 mil lutaram até o fim enfrentando uma fuga pelo mar. Hoje, os presos políticos, em greve de fome, são uma espécie de fugitivos da morte, pela morte. E a morte vem cumprindo esse papel libertador. Em 2010, fevereiro, Lula, então presidente, visitou Cuba. Orlando Zapata, um preso político, morria de morte concedida, naquele mesmo dia. Era o de que Lula precisava. No Irã, meses antes já dera um passo, chamando os dissidentes de torcedores que não sabem perder. Agora, em Cuba comparou os dissidentes a bandidos: “Imagina se todos os bandidos presos em São Paulo fossem fazer uma greve de fome...” De Dilma, esperava-se algo diferente. E não lhe faltou sequer a presença de um cadáver para melhor mostrá-lo. Dilma chegou a Cuba dezenove dias depois da morte de Wilmar Villar Mendoza, morto por greve de fome no cárcere. Eram as mesmas as circunstâncias. E Dilma, sem tirar nem por, foi o mesmo Lula. Em vez de criticar Cuba, criticou Guantanamo.  O PT morre de amores pela esclerosada ditadura cubana. Por isso não questiona  sobre direitos humanos. O que Dilma diria se lhe perguntassem a cerca de Jimmy Carter? Em 1978, em visita ao Brasil o presidente americano defendeu clara e ostensivamente os direitos humanos. Não houve nenhuma voz da esquerda que discordasse desse gesto.

ESTÁ CHEGANDO A HORA
 

Se você é desses que se encanta com os barulhos do Neto, imagina como se dará no dia 21 de dezembro próximo. O fim do mundo está anunciado para aquele dia. Junte a família,  e se ponham todos à janela ou sentados na calçada. Tanto faz. Há 25 anos o mundo está com os dias contados. José Argüelles o descobriu num calendário maia. Escreveu um livro contando tim-tim por tim-tim sua descoberta. Em seguida, propôs que se dedicassem os dias 16 e 17 de agosto de 1987 a esse acontecimento. Chamou esse movimento de Convivência Harmônica. A atriz Shirley McLaine e muita gente menos votada estavam, lá. E veio só aumentando o cordão. Veio filme, notícias nos rádios, TVs e jornais e rendeu muitas palestras para José Argüelles. Um ufólogo calculou a distâncias entre a linha do Equador e a cidade americana de Roswell, onde teria caído um disco voador, e encontrou 2012 milhas de distância. Se fosse em quilometros o resultado seria outro. Mas deixa pra lá. Eu não quero atrapalhar o fim do mundo de ninguém.

MONA LISA


Museus, na verdade, tratam de coisas antigas, mas o Museu Prado de Madrid traz uma novidade. Há, no seu acervo, um quadro a que nunca deram muito valor – uma cópia da Monalisa de Leonardo da Vinci. E veio assim, fora do seu lugar, durante séculos. Agora, quando selecionava o material para uma exposição na National Galery de Londres foi que se descobriu que aquela cópia não era uma simples cópia. Em vez de cópia, eram ambas irmãs. Irmãs Gemeas. Feitas na mesma época, na mesma sala, sobre um mesmo esboço. Mais que apenas gêmeas se parecem univitelinos. O uso de raios infravermelhos teria sido o bisbilhoteiro daquela intimidade. Por eles se chegou atrás da tinta e viram os esboços absolutamente iguais até nas partes desprezadas no desenvolvimento dos trabalhos. Provavelmente foram pintadas pelo mestre e um dos seus alunos. Para Matheus Matthew Landrus, historiador da arte na Oxford University, "... ninguém era mais próximo dele (da Vinci) do que Andrea Salai e Francesco Melzi". O primeiro, Gian Giacomo Loreno, mais conhecido como Salai, era um artista italiano e conhecido como amante de da Vinci.

CURIOSIDADES

Doãção de Constantino

Doação de Constantino (Constitutum Donatio Constantini) foi um documento apresentado na Idade Média. Este documento teria sido escrito pelo Imperador Constantino (306-337) pelo qual ele doava ao Papa Silvestre I terras e prédios dentro e fora da Itália. A legitimidade do domínio da Igreja Católica sobre os territórios ainda é aceita, mas não em razão daquele documento. Mesmo na Idade Média esse documento teve sua autenticidade contestada. Nele, o rei confessava sua fé, narrava que fora curado milagrosamente de lepra poro intersessão do próprio papa. Fora do império romano as terras estavam na Judéia, Grécia, Trácia e Ásia Menor. Embora o documento fora pretensamente concebido em 315 dC somente no século IX tornou-se conhecido. Em 1001, o imperador Oto III o rejeitou com a denúncia de fraude.   A falsidade do documento, enfim, foi comprovada pelo pensador Lorenzo  Valla que o fez pelo seu tratado De falso et emendita Constantini donatione (1440). Fontes – Revista História Viva, Wikipédia, Infopédia.


Pirambóia


 
 Pirambóia é o nome que se dá a um peixe no Amazonas. Apresenta a propriedade de respirar tanto dentro da água como no seco. A região que ele habita é a pantanosa que sosfre períodos de seca. Quando o rio seca ee se entoca na lama e respira pelas narinas. Nas cheias reassume o seu comportamento subaquático. A pirambóia é comum na América do Sul, mas se encontram espécies semelhantes a ela na África e na Austrália. Tem um corpo serpentiforme e a cabeça achatada. Também é chamado de pirarucu-bóia, traíra-bóia ou caramuru. "Piramboia" é um termo de origem tupi que significa "peixe-cobra", através da junção dos termos pirá ("peixe") e mboîa ("cobra")[1]. Fonte: Curiosidades, Walmiro Rodrigues Vidal,

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A CMVR, A PMVR E AS FERIAS DO ZEZINHO DA ÉTICA



Coisa que muito me admira é essa fraterna harmonia que há entre o Executivo e o Legislativo, cá em Volta Redonda. Aqui, pais brigam com filhos, professores com alunos, mulheres com os maridos, cachorros brigam com os donos mas os vereadores não brigam com o prefeito. De jeito nenhum. Eles se completam feito feijão com arroz. O Zezinho da Ética está até engordando... A Câmara Municipal não lhe dá mais nenhum trabalho.  Agora, ele queima as calorias fazendo caminhadas diárias na beira do Rio Paraíba. Por isso, não fiz caso quando o Vereador Jair Nogueira, o Presidente da Câmara, ficou de bico torcido com o Prefeito Neto. Bateu-me, logo, no coração: Essa briga não é pra valer. De um lado, Jair pedia dotação de   R$ 25 795 000,00; do outro, o Prefeito Neto afirmava que não dava mais do que R$ 23 450 000,00. Era a xepa da feira. O mandato da câmara está no final. O Prefeito dava 10% de aumento sobre a dotação passada. E o Zezinho da Ética falou assim: "O Prefeito foi até bonzinho". O Zezinho, é claro, sabia que a briga era de mentirinha. Só se meteu nela por dever de ofício. É tudo uma bobagem. Está havendo confusão, mas é fácil de se explicar. Há pouco tempo tempo o prefeito concedeu um aumento salarial de 50% para os médicos e 10% para os demais. Agora, está tratando os vereadores como funcionários municipais. E dá 10% também. É o costume do cachimbo. Que cidade!




Lá se foi mais um ministro. Qué se vá com as pulgas! Veio se agarrando numas desculpas esfarrapadas até que se esfarraparam de vez e ele caiu. Caiu, não; se jogou. Foi compor o time dos defenestrados. Agora, eles já são sete. Em breve serão oito, nove, dez, onze e ainda haverá ministros para o banco de reservas. Os ainda ministros mal disfarçam as intenções em cortesias despropositadas: "Sai você, primeiro". Mas, de fato, tem que haver ordem na saída. A fila é grande. Pimentel é um deles, embora Carlos Chagas, pai da Ministra Helena Chagas, acha que não. Para ele, Pimentel é gente da Dilma; os que saíram são gente do Lula.  Ainda assim, acho que ninguém se sente garantido, lá. O afterday do Negromonte provocou calafrios. Naquela sexta feira, como em todos finais de semana, o   Regimento da Cavalaria de Guardas repetia o ritual da retirada da bandeira para hasteá-la, novamente, na manhã seguinte. Tudo como dantes. Só que a banda, acompanhava a solenidade tocando  “Ai se eu te pego”, sucesso de Michel Teló. E, dizem que Dilma acompanhava o ritmo batendo o pé no chão.



Mendonça tem o costume de, antes de entrar na cabine indevassável, fazer o  Pai Nosso.  Depois de dado o voto ele pede perdão pelo pecado cometido. Aí, toma o caminho direto para casa, onde vai acompanhar de dedos em cruz a apuração pelo rádio. “É tudo o que eu posso fazer”, pensa com o peito aliviado. A empresa Alaska Airlines adotou procedimento semelhante para o seu marketing. À medida que cada um dos seus passageiros faz o cheking recebe um cartão de orações e uma proclamação de arrependimentos. Mas aqui os efeitos foram o contrário do que se dá com o meu amigo Mendonça. Os passageiros ficavam desequilibrados. Foram muitas as reclamações: emails, twiter, facebook, telefonemas que não houve outro jeito. Acabaram os cartões. Contei esta história para o Mendonça. Ele ficou com pena. Disse que precisava muito desses cartões. É que vem eleição aí e tem muitos eleitores precisando de ajuda.


Um vizinho meu, mal chegava a noite, ia para o quintal e punha-se a olhar o céu. Ficava assim horas esquecido. Eu o acompanhava um pouco. Logo, o pescoço doía e eu ia procurar outros mistérios mais fácil de desvendar.  Meu pai que sabia tudo, me explicou que o homem era um gira, que vivia no mundo da lua. Era um doido, enfim. Aí, por dedução, entendi que  a lua só era acessível para os pancadas. Curiosamente, agora, depois de tantos anos, vem a NASA abrir inscrições para quem quer passar uns tempos em volta da lua. Já se apresentaram 6 300 candidatos a razão de 420 candidatos por vaga. Claro que todo conhecimento vale para o candidato. Mas as experiências pessoais, não são levadas em conta. A Dra. Suely Pinto, por exemplo, há muito tempo vive no mundo da lua, mas a NASA não exige, nem valoriza esse tipo de experiência.  Pelo contrário, um candidato com essas qualificações seria sumariamente eliminado. Todos serão submetidos a testes seríssimos! E, depois, ainda farão um curso de dois anos seguidos. Aí, sim, vão girar em volta da lua, ajudando a construir novas espaçonaves.


CURIOSIDADES 




Em 1549, chegaram ao Brasil os padres jesuítas, padres da Companhia de Jesus. E, com eles, o início de uma disputa com os colonos. Seus interesses eram conflitantes. Os primeiros queriam aumentar o rebanho católico e os colonos pretendiam aumentar a produção colonial. Os jesuítas tinham exclusividade no descimento dos índios. Descer índio era retirá-lo do ambiente natural e abrigá-los em aldeamentos. As outras ordens -  carmelitas, franciscanos, beneditinos - eram voltadas para a contemplação. Em 1570, entretanto,  uma bula papal autorizaria a escravização dos índios pelos colonos nos casos de uma guerra justa. Entendia-se como guerra justa qualquer entrevero originado pelos índios. Em 1639, outra bula papal proibiria, novamente, a escravização dos índios.  Mas este  breve papal foi divulgado antes que o rei o autorizasse. A Câmara Municipal de São Vicente se reuniu e os expulsou todos os jesuítas de lá por  13 anos. Decorridos os quais, eles já estavam bastante enfraquecidas. Em 1755, marques de Pombal, primeiro ministro do rei dom José I de Portugal, declarou todos indígenas brasileiros livres e ordenou a transformação dos aldeamentos religiosos em vilas ou povoados. Os jesuítas viajaram para Portugal para defender seu projeto mas acabaram expulsos também da corte em 1757. Fonte - História Viva, n 100, Ana Lucia do Patriotismo, mestre em  história social na PUC-SP





O morcego peca pela aparência muitas vezes comparada ao vampiro. Associada a isto vem a fama de transmissor da raiva. Entretanto, não é bem assim. São mil as espécies de morcego e somente  tres delas se alimentam de sangue. Ainda assim, o sangue humano não faz parte do seu cardápio. Os morcegos preferem espécies do seu habitat. Quando o seu meio está muito devassado eles fazem opção por animais domésticos. Quanto a transmissão da raiva é verdade da mesma forma que a podem transmitir os cachorros e os gatos. Mesmo assim,  somente os morcegos hematófagos podem fazê-lo. Afastados esses males imaginários, os morcegos atuam com muita eficiência no controle populacional de diversas espécies tai como ratos, mosquitos e pragas de plantação em geral. E, ainda são importantes elementos na polinização das plantas. Embora tão úteis são de uma forma geral mortos  em decorrencia dos nossos preconceitp e ignorância. Fonte site mundoeducacão  por Mariana Araguaia bióloga especialista em Educação ambiental.