segunda-feira, 19 de julho de 2010





Fui ao site do Vereador Paiva. Tinha que saber que mistério é esse. Juntar Neto e D. Waldir Calheiros não é mole, não. São tres mandatos. Muito desgaste, meu Deus do Céu. A vantagem dele é que ele fez pouco nesses dez anos. Li todinho o seu inventário político. É fácil de ler.  Curtinho. E são só amenidades: Botou nome numa praça, criou um título de cidadão pioneiro e a escolha do funcionário modelo, o dia da recepcionista, o dia do profissional de educação física... Quanto esforço para não desagradar. Faltou o dia do baleiro, do picolezeiro, do afiador de faca, mas os anos tem muitos dias ainda há vaga. Vai precisar só de mais uns dez mandatos. A fila é grande. Isto só com o tempo. Dia do político eu não falo porque deles são todos os dias. Né verdade? 

foto: site do Vereador Paiva




O projeto de inserção de Volta Redonda na era digital da Neusa Jordão vale mais do que os quatro mandatos do Paiva, juntos. E,  sinceramente, ainda tem folga para mais quatro mandatos do moço.  Isto se não cair sua produção. O Zezinho da Ética na Política há de contra-argumentar, dizendo que o Paiva tem o projeto da Tribuna Popular pra ser aprovado.  Aquele que dá voz ao povo. Funcionará assim: Você se inscreve na CMVR. No dia certo, o Presidente chama seu nome. Aí você fala, fala, fala; os vereadores ficam conversando, conversando, conversando, e o presidente coçando o ouvido com a tampa da esfereográfica, coçando, coçando, coçando.  Quando você termina, o presidente pega o microfone e fala: "o próximo!", e volta a coçar a orelha e os outros vereadores voltam a conversar. Você retorna pra casa. Fala que fez um discurso na CMVR. A mulher pergunta "falou do bosteiro?". Aí, você fala assim: "Cê é boba mulher. Lá a gente só fala o que os vereadores programam"

Imagem: TVcriativa.com




Zoinho, Baltazar, Delei, Tereza e Granato. Façam suas apostas: Quem chega à Câmara Federal? Pra facilitar, eu tiro fora o nome do Granato porque este todo mundo sabe que não vai ganhar mesmo.  Sobram os outros quatro. Vejamos. Garotinho era candidato a governador. Teria aí, sem fazer muita força, 2 milhões de votos. Mas saiu mesmo é pra deputado federal. Numa eleição proporcional, muda de figura. Mas é bem provável que leve de 400 a 500 mil votos. Vai carregar gente com ele. Murilo Granato (que não tem nada a ver com Washington Granato, o candidato) disse no encontro com Antonio Cardoso, num café da manhã: "A candidatura de Garotinho a deputado federal é a diplomação do Zoinho". Isto é bem claro. Se Volta Redonda fizer dois deputados federais, repetir a dose de 2006, resta mais uma vaga. Baltazar, Delei e Tereza estarão brigando por ela. Penso que a vaga deixada pela Cida Diogo na Câmara Federal será preenchida por um homem. Delei ou Baltazar?








Em fevereiro, dia 23, Lula chegava a Cuba. E morria Orlando Zapata Tamayo depois de 85 dias de greve de fome. Que dia mal escolhido para morrer. Coisa chata! Lula tem estômago forte. Mas aquele bolo não podia ficar parado no estômago. Precisava ser digerida. Não lhe faltava o know how para isto. Em 2007, no Pan Americano, ele aprisionara e entregara a Fidel dois boxeadores desertores -  Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Então, não era, agora, aquele morto ali, que ia estragar a festa.  Isso é que não:  "Eu aprendi que não se deve dar palpite sobre outros países, porque às vezes a gente mete o dedo onde não deve". Pura parolagem. No dia seguinte, a feitio da biruta, mudava a orientação do tiro:  "Estou convencido de que o presidente Obama (...) deveria tomar essa decisão", de acabar com o bloqueio a Cuba. Mas quando voltou-se para o morto, agora enterrado, já tinha abandonado o muro:  "Eu penso que a greve de fome não pode ser usada como um pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem liberdade". A Igreja Católica, acompanhada pela Espanha, comprou a briga. O Cardeal Jayme Ortega chamou de deplorável o comportamento cubano. Dias depois, estava o chanceler espanhol Miguel Angel Moratinos, em Cuba, arranjando a imediata libertação de cinco dissidentes e a de mais 47 em até quatro meses.






Gentileza com o chapéu dos outros.  Com Antonio Neto, Presidente da CGTB (Confederação Geral dos Trabalhadores) foi assim. É que fizera uma vaquinha junto com os coleguinhas da confederação e levantara 10 mil reais. Aproveitou então a reunião do  Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Itamarati,  para segredar ao Presidente Lula: "Levantei 10 mil reais na CGTB para pagar as multas que o TSE deu ao senhor." As multas eram por propaganda antecipada para Dilma Rousseff. "Ótimo, porque não tenho salário pra pagar esta porra." Foi como o Presidente Lula lhe agradecera o gesto. Antonio Neto ficou feliz da vida com a sonoridade do palavrão que foi repeti-lo aos ouvidos de José Eduardo Dutra, presidente do PT. E acertaram :  –“vamos fazer uma solenidade para entregar o cheque administrativo a ele para quitar essa dívida".

Fonte: O Estado de São Paulo





Se você ficar muito tempo sem ir ao Salão da Walkiria quando retornar não vai conhecê-lo mais. Walkiria está sempre se modernizando. Vai lá pra ver só! Além de ter tudo para cabelo e maquiagem, montou um spa para noivas. A noiva entra ali nos seus trajes comuns e sai prontinha para as bênçãos da igreja.  Tem tudo. Uma variedade completa de profissionais. Marque a sua hora logo de uma vez. Tem um montão de gente marcando. Se você ficar molengando não encontra vaga.


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quinta-feira, 15 de julho de 2010

A MULTIPLICAÇÃO DOS MIJÕES



O MIJÕES proliferam. Já não escolhem cidade, nem hora. Aqui ou ali, de noite ou de dia. Na cidade do Rio de Janeiro o Prefeito dá duro neles, prendendo-os, multando-os. Nos dias de jogos do Brasil, durante a Copa, prendeu 464 marmanjões. Em Salvador o Prefeito está cuidando só dos estragos. Já recuperou dois viadutos e quinze passarelas. Tudo danificado pelo efeito corrosivo do xixi. Até o Cardeal Geraldo Majella entrou na dança. Teve que recuperar a porta da Catedral Primacial de lá. Mas os danos não param. Tem que ficar de guarda. O Cardeal ainda faz mais. Até hoje implora para os mijões não se aliviarem ali, mais não. Daqui a pouco vai ter de incluir essa exortação na prédica dominical. Está pagando os pecados. E olha que na  Bahia o pessoal e muito religioso. Mas quando se trata de mijar a coisa é outra.  Volta Redonda não está de fora. Ocupa posição de destaque nesse desonroso ranking. Agora, se se tomar como exemplo as festas que o Prefeito Neto promove na Ilha São João, aí é covardia. Volta Redonda dá poeira em muita cidade grande.


AVENIDA DO PRIMEIRO MUNDO
E BAIRRO DO TERCEIRO


Você não precisa ir a Av. Amaral Peixoto pra ver a obra; de longe se vê o poeirão. Cá pelos cantos da cidade  se alevantam outras poeiras. Poeiras menores, obras menores.  Mas que a avenida vai ficar bonita, vai. Isto não se discute. Foi pelo Diário do Vale que fiquei sabendo que juntaram-se os tres governos - municipal, estadual e federal - para a realização da obra.  É um investimento de R$ 5,8 milhões. A rede elétrica será subterranea, calçadas desobstruídas, o pedestre irá para lá e para cá com mais facilidade e o trânsito fluirá, livre, leve e solto, conforme se diz. Pensa que acabou? Acabou nada. Nas suas esquinas, haverá rampas para cadeirantes e o piso será antiderrapante. Tem mais. Em cada ponto de ônibus haverá uma cascata para amenizar o calor. E em várias de suas transversais, paraciclos que abrigarão até 15 bicicletas. Isto é que é modernidade! No mesmo eixo da modernidade, no Barreira Cravo, vão inaugurar a modernizada Praça Sansoni. Tinha muito verde e incomodava. Agora, está toda cimentada. Todinha. O Prefeito vai lá cortar a fita orgulhosamente. O Prefeito bem que podia aproveitar e dar uma olhada no bosteiro. Aquilo sim é que precisa de um tratamento, já não digo moderno; digo-o descente, apenas. Pode até escolher. Tem dois bosteiros.  Há um antes da Praça Sansoni e outro depois, lá perto da igreja. Agora, se me permitem uma sujestão, é melhor ir ao segundo; no primeiro fedor é demais. Não é à toa que é o primeiro.


A MADALENA REDIVIVA


Sakineh Mohammadi Ashtiani é viúva, tem 43 anos dois filhos e uma sentença de morte por apedrejamento. É o seu inventário. Em maio de 2006, lá mesmo no Irã, teve que encarar o tribunal. Respondia pela acusação de relacionamentos ilícitos com dois homens. Aí, levou 99 chibatadas que o juiz considerou que assim ficava bem pago aquele pecado. Passou um ano e nesse tempo também passaram as feridas. E parecia, o pecado também. Só que surgiram, agora, denúncias de que ela tivera um envolvimento suspeito na morte do próprio marido ocorrida lá naqueles idos de maio e das 99 chibatadas. O juiz que recebeu as denúncias rastreou a vida daquela mulher e descobriu aqueles chifres lá pra trás, que ele desconhecia.  Aí, não teve dúvida, setenciou-lhe a morte por apedrejamento que era a forma de punir o adultério. Se não fora apedrejada naquela vez, que o fosse agora. O código penal iraniano interpreta a lei islâmica com muita severidade. Condena à morte por apedrejamento aquele que comete adultério. Seja homem ou mulher. Seu Artigo 104, beira as raias da crueldade: "as pedras não podem ser muito grandes para que as pessoas não morram logo com a primeira ou a segunda delas; e que não sejam também tão pequenas que não possam ser chamadas de pedras". A execução veio sendo adiada. E contra  ela se exerce uma pressão internacional. Quem viver verá.

foto: Washington Post

Derrubada por um beijo


Laura Kukic, 14 anos, beijou o namorado e foi ao chão. E foi, segundo ela e segundo ele, um beijinho de nada. Desses que por aqui chmama de selinho. Pergunta a Hebe Camargo que ela sabe. O rapaz percebeu que o rosto da moça foi inchando, que sua respiração faltava e que não demoraria cair. Mas não teve a vaidade de comemorar um beijo tão fulminante. Ficou verdadeiramente espantado. Correram com a moça para o hospital. Aí, os médicos se entreolharam: Sintomas típicos de choque anafilático. Batata! Deram-lhe uma injeção de adrenalina e ela pode voltar para casa. Isto não é história do outro mundo, não! É deste mundo mesmo. Aconteceu, ali na Inglaterra, no condado  de Bedfordshire. "Quem adivinharia que um rápido beijo nos lábios pudesse ser tão perigoso?", disse Kukic. Pois é. A moça tem uma alergia braba a nozes e o rapaz tinha comido  avelãs antes - 'Comi cereais com avelãs, mas isso foi há cerca de uma hora, e eu escovei meus dentes e tomei algo. Não pensei que ia  ter problema." Laura Kubic vai fazer uma campanha alertando os perigos que podem ser trazidos por um beijo. É. Vai ser muito estranho a moça e o rapaz na balada e ela perguntar para ele - "você comeu avelãs, hoje?"

foto: revista isto é

O NOCAUTE DO AEDES



Não sei se Lula vai querer comemorar esta marca. A gente nunca sabe. E, depois, Vaidade é Vaidade, como dizia o sábio Salomão. Ele tem todo o direito de falar : "Nunca ninguém antes conseguiu marca tão alta de casos de dengue". Pode falar de boca cheia. E a gente vai ter que que curvar a cabeça pois isto é a mais cristalina verdade.  Mas se alguém duvidar pode verificar os números é só contar.   A Folha de São Paulo fez isso. Contou um a um. Foi de governo em governo, de Estado em Estado. Nos primeiros seis meses deste ano, somaram-se 830 mil casos. Lula não vai dizer que não sabia da doença porque esse tal de  Aedes  Aegypti é velho amigo seu. Foram até companheiros na eleição presidencial de 2002, quando se fez bonecos e caricaturas do mosquitinho com a cara do Serra. Maldizia a sorte que agora, oito anos depois, o Serra podia usar a mesma arte contra Lula, se o quisesse. A dengue andou por uns tempos sumida do Brasil. Passou mais de meio século sem dar as caras por aqui. Em 1980, reapareceu, meio que afastada lá pelos quintais. Mas veio ganhando a copa, a cozinha, a sala, o quarto... enfim, ganhou a casa. São 30 anos que o mosquito mantém o governo nas cordas. O nocaute está próximo. Se bem que pouco falta para terminar este round. Parece que esse que tá aí vai ser salvo pelo gongo.

NOMES DA 7ª ARTE


Por morrison

Serguei Eisenstein




          Serguei Mikhailovitch Eisenstein nasceu em Riga, Rússia, em 23 de janeiro de 1898. Estudou engenharia e arte em São Petersburgo e, após a revolução de 1917, aprendeu encenação teatral, foi cenógrafo e co-diretor no Teatro Proletkult de Moscou e colaborou num filmete para o palco, experiência que o levou ao cinema. Em seu primeiro documentário intitulado A greve (1924), criou uma linguagem cinematográfica nova, cujas premissas básicas resumiu num artigo em que assinalava a importância de provocar tensão emocional no espectador mediante a justaposição dramática de imagens de forte conteúdo simbólico. No segundo filme, O encouraçado Potemkin (1925), contou o motim da tripulação do navio e a sublevação da cidade de Odessa na revolução de 1905. Trechos como a sequência antológica da carga das tropas czaristas contra o povo nas escadarias de Odessa transformaram o filme num dos mitos do cinema mundial.
           Após rodar Outubro (1927) e O velho e o novo (1929), Eisenstein foi a Paris e depois aos Estados Unidos, contratado para dirigir um filme da Paramount. Desavenças entre o diretor e a produtora levaram-no ao México, onde rodou Que viva México! (1932). Quando quis voltar a Hollywood para montar o filme, não lhe permitiram a entrada e a maior parte das sequências rodadas foi utilizada em outras produções.
           Eisenstein regressou à União Soviética e ouviu críticas das autoridades quanto ao conteúdo e à forma de seus filmes. Impedido de fazer duas produções, lecionou no Instituto do Cinema e, por fim, dirigiu seu primeiro filme sonoro, Cavaleiros de ferro (1938), épico da formação da Rússia. A ele seguiram-se duas partes de uma trilogia de conteúdo patriótico e histórico, Ivan, o terrível (1943-1947), cujo protagonista era o czar Ivan IV. Apesar do sucesso internacional da obra do cineasta, de seu gênio e profissionalismo, a censura estatal não o deixou em paz. Eisenstein adoeceu e morreu em Moscou, em 11 de fevereiro de 1948, quando iniciava o terceiro filme, deixando inconclusa a trilogia




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domingo, 11 de julho de 2010




 foto do gabinete da Prefeitura Municipal de Pinheiral

imparam a Praça Emílio Aciarito aqui na Barreira Cravo. Ufa! Quase caí de costas quando passei lá e vi tudo limpinho. Nem parecia Barreira Cravo. As mães estão até duvidando. Seus filhos ainda continuam trancados dentro de casa.  Sei lá. Acho que é cisma. Vi uma mulher se beliscando para ver se estava acordada. Como dizia minha vó - "Milagre custa mas sai!" Passei lá que surpresa danada de boa.  Agora, só faltam umas noventa e nove coisas pra se resolver aqui nesse feudo. Mas sinceramente, fiquei assim com um sentimento  meio que estranho. Num dia as folhas estavam lá; na manhã do dia seguinte, só umas folhinhas retardatárias que cismaram de cair depois da limpeza. Mas isto a gente dá desconto. Minha cisma é que eu não sei pra onde levaram tanto mato. Estou com medo de eles terem jogado tudo dentro do rio que é onde eles põem as coisas que não prestam. Ih, desculpa Defesa Civil. Pegou mal. Foi sem querer.









Meu pai ficou furioso comigo. Falou que se eu continuar assim vou terminar me tornando um vereador. Ou, quem sabe, pior ainda, um deputado. Ele não quer saber dessas coisas na família, não.  Nem gosta que a gente fale esses nomes dentro de casa. Fala que a casa da gente é sagrada. Até deu uma listinha do que ele considera nomes feios -  vereador, prefeito, deputado, governador, senador, presidente. Aliás, não pode falar presidente de associação de moradores também, não. Ele vira bicho! Um siri, na lata. Na escola, minha crônica foi um sucesso.  A turma até quis fazer um jornal também e foi pedir pra diretora. Ela concordou mas disse que não pode falar do Lula, do Cabral, do Neto... nem do bosteiro, da Ilha São João, da defesa civil, nem da América Teresa. Nem do Dunga não pode falar.  Sei lá, eu acho que esta diretora anda conversando muito com meu pai.









Inventaram um novo Omo. E como lava... Políticos feito o Maluf já se sentem garantidos de vir a público e dizer que a sua é a ficha mais limpa do Brasil. Um a um, ou de 500 em 500 os fichas sujas estão correndo à Justiça em busca desse novo sabão. E, cada um que o consegue - Senador Heráclito, por exemplo  - dá mais ânimo a turma.  No dia 8, Joaquim Roriz entrou na fila. Candidato a governador do Distrito Federal com 42%  nas pesquisas tá pertinho de ganhar uma eleição na capital do país. Antonio Carlos de Andrade, antecipou-se ao próprio TRE e contestou seu pedido de registro na corrida ao Palácio Buriti.  A denúncia era a de que Roriz renunciara ao mandato de senador em 2007 para fugir do Conselho de Ética do Senado. Estaria, assim, sem condições de concorrer até 2023. Havia sido pego com a boca na botija,  telefonando para Tarcísio Franklin de Moura, pedindo a partilha de um cheque de 2,2 milhões de reais. Tarcísio era presidente do Banco de Brasilia e o dinheiro era do empresário  Nenê Coutinho. Joaquim falou que não tinha nada a ver, que não se tratava dinheiro público e coisa e tal; era apenas empréstimo de 270mil para compra de um embrião de uma bezerra na Universidade de Marília. O pessoal, pelo contrário, entendeu que tinha tudo a ver. Ninguém engoliu e ele teve de renunciar para não ser cassado. Mas o povo tem a garganta mais larga, e deverá colocá-lo de novo no poder.
foto: O Globo

 
 
Lá vem a Copa 2014! Há quase oito anos o Brasil a espera. Nem parece. Faltam apenas 4. São Paulo, uma das sedes, não sabe sequer onde vai construir seu estádio. Atrás vem outras 12. O BNDES abriu o cofre. Vai emprestar R$ 400 milhões para cada sede. E tem que se fazer a infraestrutura, também - trem-bala São Paulo-Rio, novas linhas de trem ou metrô e reforma de aeroportos, ampliação da capacidade hoteleira. O investimento privado está em banho-maria. E nada se vê de “parcerias público-privadas” . A Copa, enfim, se torna, a cada dia, um investimento público. Esta é a maior preocupação - o custo para o contribuinte. Os Jogos Pan-Americanos de 2007, RJ, nos deixam com a pulga atrás da orelha. O gasto final foi maior que o triplo do previsto. E isto é um roteiro bem brasileiro: o atraso das obras justifica a dispensa de licitação, em caráter emergencial. Aí, abre-se a porteira para todo tipo de abuso. Como evitar a roubalheira? E outra tradição nacional é o calote em empréstimos públicos. Sagrado Coração de Jesus!







A revista Época buscou Olivia Franco da Silva lá em Porto Alegre. Não era para menos; ela é notícia - 101 anos de idade, pita um cigarrinho, come torresmo, ovo frito e linguiça, no café da manhã e  almoço, só  preparado com banha de porco, como o foi desde criança. Esses casos ocorrem com a freqüencia de  1 para 6000. Ou seja, 0,01%. Mais ou menos o que Lula  daria de aumento aos aposentados pelo INSS, se pudesse.  Olívia chegou lá contrariando todas as indicações médicas, conforme se sabe.  E ainda assim, nunca tomou remédios. Chás caseiros e rezas tem sido suficientes para se manter bem. As pesquisas dizem que isto se deve a uma condição genética. Pesquisas feitas pela New England Centenarian Study  confirmaram isto. Chama-se vida longa aquela sem grandes problemas de saúde. Assim se dá com a brasileira Olívia. Ter um exemplo desses na família é um bom motivo para se comemorar. Mas há que se ver que  esses casos são exceção. Para a maioria dos mortais, os genes determinam apenas 30% da extensão da vida.

foto: Revista Isto É














Quer saber o que é o Pro-Vi-Sol? Então vai lá. O pessoal se reúne toda terça feira à tarde na Associação de Moradores da Barreira Cravo. Tem outros grupos, também. Mas o que eu quero falar mesmo é da festa que eles fizeram. Cara, aquele curso lá deve fazer bem pra cabeça, mesmo. A turma se reuniu para a confraternização anual da família. Adotaram os motivos juninos porque junho estava encostadinho ainda. Aí, filho, tinha tudo de bom lá. Tinha doces? tinha; tinha salgados? tinha. E teve uma dupla sertaneja, e teve dança e teve quadrilha. Uma pá de coisas boas. E, principalmente, muita alegria.  Aí, vão uns dois lances da festa só pra encher de água a boca de vocês que não foram lá.




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quinta-feira, 8 de julho de 2010


Tenho um amigo que tem um bambual, mas é o mesmo que não tivesse; age como um prefeito. Não mexe nas touceiras, de jeito nenhum. Diz que é área de preservação do verde e coisa e loisa. O Prefeito não é dono da beira rio, mas age como se o fosse. Vou mandar meu amigo conversar com ele. A Lei 390/2006 estabelece que o prefeito tem que incentivar a utilização do bambu na recomposição das matas ciliares. Mas o nosso prefeito não age como um prefeito. Ali, na Ilha São João tinha uma touceira enorme de bambu. Aí, cresceu o olho pra cima da área. Pensou, lá com seus botões - já que a Defesa Civil lida tanto com áreas sinistras quem sabe não gostaria de ficar ali, no cai-não-cai dentro do rio. A Defesa Civil adorou a idéia. Serveria de treinamento para ela. Aí, foi mamão com açucar. Colocaram o barraco, ali. Quer dizer, barraco, não.  Tem portas de vidro e até churrasqueira. E pra encurtar a conversa ainda estão arrancando bambu. Quem não acreditar ainda pode passar lá e ver.  A sede deles ainda não foi  levada pela enchente. A fotografia é do dia 6 de julho.






Sabe daqueles carros alegóricos lá da Ilha São João? Pois é. Eles devagarzinho, devagarzinho, devagarzinho vêm se aproximando da beira do rio. Eu cheguei flagrar um bem na beirinha mesmo. Prontinho pra cair lá dentro. Mas se ficar demorando muito, aí vai chegar uma ordem assim chega mais um bocadinho, mais um bocadinho até que ele caia. Não pára não! E eu fotografei um lá dentro d'água. Mas achei muito pesado para o coração de vocês mostrá-lo. Vamos por doses homeopáticas. Agora, se o bispo convoca esse pessoal para uma reunião em defesa do rio eles aparecem assim - "Em que posso ajudar, Reverendíssimo?" Por essa luz que me alumia!  Aí, eles correm, plantam uns tres pés de goaiba nas margens do rio. Estão recompondo a mata ciliar. Fazem folhetos, placas que, no final da história, vai tudo parar dentro do rio mesmo.  Como a gente vai levar uma coisa dessas a sério,  gente? Eu acho que o bispo devia falar com eles assim, gente isto aqui é um trabalho sério. Eu não estou de brincadeira, não!






Sonhei que fui aos  esteites, capa do Time e visita de honra na Casa Branca. Obama me cumprimentou e eu pensei bem assim - essa mão já apertou a mão do Lula! Aí o Obama veio com aquela conversa de cerca Lourenço. Me pediu para entregar um protocolo de não proliferação de armas à Dilma Roussef. Queria que ela parasse de importar dossiês para fazer bomba.  Aí, eu bem respondi assim - "Tô fora! Depois daquela que você fez com o Lula? Pensa que me esqueci do Irã-Gate?" Aí, o Obama desconversou, perguntou se o Lula tá puto com ele, essas coisas. Depois, me pegou pelo braço, me levou pra janela, olhou dentro dos meus olhos e perguntou : What is bosteiro?" Aí, foi que eu entendi a intenção dele. Ele quer fazer uma obra maior do que todas as obras - um bosteirão. Aí, eu expliquei pra ele como foi feito o nosso aqui. Falei que não precisa gastar dinheiro nem bolar projetos. É só juntar bosta. E bosta é uma matéria prima sem custo. No final eu fui pra TV e dei uma entrevista em rede falando sobre o bosteiro. Muitos pediram meu e-mail pessoal para outras futuras informações. Aí, foi que me ocorreu deixar meu e-mail para todos meus leitores. Vai aí: elsonsepulveda@uol.com.br ou nestorboaventura@gmail.com . Então é o seguinte: Se alguém quiser escrever para mim sem passar pelos comentários, pode escrever. Ficarei muito grato principalmente se tiver uma boa do Buda da Cedae, da América Teresa, do Paiva, do Neto, do Presidente da Suser, do Moa, do deputado Albertassi, da deputada Ines Pandeló, do Zé Renato, do Toninho &   Joãozinho, do Pezão, do Sérgio Cabral, Lula, da Dilma Rousseff, do Sarney, do Renan, do Baracka Obama, do Dunga, do Michel Temer, da Lady Gaga, do Chiquinho do Sintsama, do Alzemiro, do Vereador Jair Nogueira... Agora, sinceramente, não vale notinha de aniversário. Tem gente que é muito puxa saco.




Toninho &   Joãozinho são Prefeito e vice Prefeito de Pinheiral. Ninguém o diz. À primeira vista se pensa que trata-se é nome de uma  dupla sertaneja. E não é. Garanto. Por essa luz que me alumia! Eu conheço eles. Eu vi até um Vereador chamando eles de excelência. Juro por Deus do Céu. Daí,é desaconselhável os dois andarem juntos em todo lugar. Porque seja aonde for, se eles forem anunciados assim - "Com vocês, Toninho &  Joãozinho!" vão chover palmas e gritinhos histéricos - "Lindo!!!". Essas coisas de Raul Gil, Sílvio Santos. Aliás, isto não é de todo um mal. O problema é que choverão pedidos - "canta Fio de Cabelo!", "canta Majestade Sabiá", canta isso, canta aquilo. Aí, não param mais os pedidos. E se não cantarem, Deus nos livre e guarde de tal hora. Tem uma coisa cá me dizendo que isso não vai haver, não. Eles já estão ensaiando e até ganhando alguma coisinha por Arrozal, Vargem Alegre, Cacaria, Serra do Matoso, Morro do Cruzeiro. E, quem sabe, ganhando um dinheirinho até bom. Tem gente que paga. É só ver o Joãozinho. Ele era o Joãzinho do Banerj. Aí, veio o Itaú e comprou o Banerj. Agora, o Joãozinho botou um Itaú lá dentro da Prefeitura. E ele com a chave na gaveta. Abre a hora que ele quer, fecha a hora que ele quer. Eu, não sei, não. Mas acho que o Joãozinho com esses bicos que ele faz já comprou um pedaço do Itaú.  Pelo menos uma caixa eletrônica.




No dia 5 foi assim, em Campos: Rosinha Garotinho se levantou e  Nelson Nahim de Oliveira se sentou. A cadeira da prefeita mudou de dono. Os dois atenderam as ordens do Tribunal Regional Eleitoral. Nelson é irmão de Garotinho e o primeirão na linha. A prefeita Rosinha e o seu vice Fernando de Oliveira estavam fora no mesmo pacote. Foram dois cartões vermelhos para uma solitária canelada. E o que canelada foi esta que deu a moça para merecer dois cartões vermelhos? É que ela deu uma entrevista no rádio. No dia 28 saiu a sentença. Ela recorreu e no dia 1º , perdia novamente. Não sei não mas o Lula, só neste ano, cometeu este pecado seis vezes. Eu, sinceramente, se fosse ela recorria à Delegacia da Mulher. Se é que vocês me entendem.




Dilma Rousseff registrou seu programa de governo. Depois, colocou-o na internet. Tinha lá, taxação das grandes fortunas, o fim do monólio da mídia, e, no caso das invasões de terra, novos regulamentos para a reintegração de posse. Houve chiadeira.  A princípio,  André Vargas, Secretário de Comunicação do partido, resistiu. Disse que o registro tinha se dado com  autorização da coordenação da campanha. Mas foi freiando, freiando até que de noitinha lá estava o menino de volta para trocar o documento entregue de manhã. Levou um outro novo, mais enxuto. Enxutíssimo! Por ironia do destino o programa se chama "A grande transformação".  Antes, portanto, de o galo cantar tres vezes a Dilma correu cotia.  Primeiro ela falou que nem sabia daquele programa.  Aí, mostraram que a assinatura dela tava lá, folha por folha. Aí, ela não negou a autoria da assinatura porque ia se parecer mais ainda com o Maluf. Desculpa, Maluf.     

foto: olhojandirense.files.wordpress
Por Morrisom



Hollywood focalizou os heróis e vilões da saga da conquista do oeste em filmes de ação como No tempo das diligências (1939), e muitos outros de John Ford. Outras vertentes fluíram, como musical de Busby Berkeley e a série dançante de Fred Astaire e Ginger Rogers; as comédias malucas e sofisticadas que consagraram Ernst Lubitsch, Leo McCarey, Howard Hawks e George Cukor, além dos irmãos Marx, que dispensavam diretores; e os dramas de horror como Frankenstein (1931), de James Whale, Dracula (1931), de Tod Browning e O médico e o monstro (1932), de Rouben Mamoulian.

Finalmente floresceu o melodrama, com torrentes de sentimentalismo, dilemas morais e supremacia feminina. Willian Wyler destacou-se como diretor romântico em O morro dos ventos uivantes (1939). Dentre outros realizadores que revigoraram o gênero figura o austríaco Josef Von Sternberg, responsável pela transformação da atriz alemã Marlene Dietrch em mito e símbolo sexual. Mas o melodrama teve em Greta Garbo sua maior estrela e nos diretores John M. Stahl, Clarence Brown, e Robert Z. Leonard seus principais cultores.




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PRO-VI-SOL : Projeto de Vida Solidária - Saúde da Mente. Terças feiras das 14h às 15h e 30min. Nova turma em formação do Primeiro Nível. Sede da Associação de Moradores da Barreira Cravo

ENCONTRO DE LEITURA: Ligado ao Pro-Vi-Sol, segundas feiras, das 19h e 30min às 21h. Sede Associação de Moradores da Barreira Cravo