quinta-feira, 31 de março de 2016

OLHA A CARA DELES!!!








Chico Buarque, Caetano e Gil são uma espécie assim da santíssima trindade da MPB. Há alguns dias anunciaram aqui que eles participariam de um show em defesa da democracia. Democracia, democracia, quantos crimes cometeram e cometem no seu nome! Bem, entre uma canção e outra eles iam gritar “não vai ter golpe!’ E a platéia solidariamente também de punho cerrado, voltado para cima, iria repetir o mantra : "Não vai ter golpe!" Esta era a única obrigação do dia. Todos seriam compensados. No palco, a Lei Rouanet apascenta as aves canoras; no chão, lá embaixo, o pão com mortadela sem mortadela paga o sacrifício. Nada seria cobrado pelo show. Nem sequer um saquinho de leite. Nada, nada, nada. Tudo, como já se disse, tudo pago antecipadamente com nossos impostos. A Lei Rouanet é uma mãe... Cadê o dinheiro da saúde que tava aqui?  O circo comeu! Panis et circense. O Império Romano manda lembranças e Lula entende isto melhor do que ninguém. Ele é o Nero brasileiro que se propõe a incendiar o País. Panis et circense. Não consta na História se o pão romano tinha ou não mortadela. Mas isto é coisa de somenos. O que se sabe mesmo é que 7 mil pessoas confirmavam sua presença pela internet. Não é muita gente. É um público menor do que um Voltaço X Resende, no Raulino de Oliveira. Mas é o que se pode arrumar com 30 reais mais um pão puro. Qualquer coisa é só chamar o  Data Folha que ele amplia o número de presentes. É só avisar-lhe que é um encontro a favor do governo que a multidinha se torna uma multidão. Isto não mexe com o ânimo do artista porque com público ou sem público o que é bom já está guardado. Gil, Caetano e Chico são campeoníssimos na Lei Rouanet. Às vezes, o artista nem precisa. Mas não é este o critério. Não é a toa que ele falam que pau é pedra. Os que acham que pau é pau estão fora do esquema - Lobão, Antonio Fagundes, Lima Duarte, Cássia Kiss são uns desses exemplos. Aí, ferrou. Ainda assim resistem. Antonio Fagundes não poupou adjetivos na entrevista que concedeu a Isto É. Ele entende que essa lei devia ajudar os artistas que ainda não estão consagrados. Comparecer a esses shows é reforçar a esse sistema. É incluir-se na lei rouanet dos pobres, uma lei que lhe concede o pão e 30 reais por um espetáculo que só existe porque você apóia. 

sábado, 26 de março de 2016

COMO SE VOTA MAL NO RIO DE JANEIRO



SE VOCÊ FOSSE SINCERA, Ô, Ô, Ô, Ô
Você pode exconjurar o que digo, mas em 86, me pediram voto para Benedita da Silva assim: "Ela é favelada, foi empregada doméstica e estuprada”. Quase que a onda pega. Uma vizinha minha, moça distintíssima queria ser vereadora porque fora bolinada no metrô. Pelo sim, pelo não Benedita chegou a deputada. E veio vindo, veio vindo até que levou um esbarrão da ex-vendedora da Avon Rosinha Garotinho. Na verdade, não sei se Rosinha vendia Avon, mas foi uma forma que o PT encontrou para desfazer da elite branca. Benedita bambeou mas não caiu. Lula deu-lhe a mão, isto é, o status de ministro como Secretária Especial de Assistencia e Promoção Social. Benedita feita ministra!  Aí, ela deitou o cabelo. Foi a um evento religioso na Argentina. Tudo, tudo, tudo... passagens, estadia, deslocamentos ... tudo, tudo, tudo... pago por mim e pelo distintíssimo leitor. O bicho pegou. Pá daqui, pá de lá ela teve que devolver o dinheiro das passagens e das diárias e foi exonerada. Ficou de quarentena. Experimentou se candidatar a senadora mas o partido preferiu Jandira Feghali do PCdoB. Em 26 de março de 2004 declarou que ia viajar para desanuviar a cabeça. Mas não. Ela ia mesmo aos EUA fundar sua ONG, International Foundation Benedita da Silva, muito bem localizada num prédio de três andares em Atlanta. Tudo de mão beijada. O prédio era da Coca-Cola, que lhe fazia essa cortesia, uma  gratidão, talvez,  pela anistia de R$ 460 milhões que Benedita da Silva lhe concedera no brevíssimo governo de 6 meses. E, é aquele caso -  uma mão lava a outra. Ou suja, né verdade? Bem, o fato é que a viagem ia lhe permitir  muitos dólares para a meninada pobre do Rio de Janeiro. Ia procurar também o Fundo Social Canadense que tem uma grana ferrada aqui no Brasil. Sua ONG com registros federal e estadual  podia receber dinheiro público e privado. Tudo dedutível. Uma beleza! Sérgio Cabral, vendo o desempenho da moça, entregou-lhe a Secretaria Estadual de Assistencia Social e Direitos Humanos de porteira fechada. E  Benedita surfou à vontade. Até que em 2015 teve seus bens bloqueados e quebrado o seu sigilo bancário e fiscal. Foi condenada a devolver R$ 32 094 569,03 dos seus tempos naquela secretaria. Ainda bem que para a meninada pobre restaram os discursos.  

quinta-feira, 24 de março de 2016

TÕ VENDO TUDO

Mõnica e Jô - foto Folha Uol
TÔ VENDO TUDO
Tanto se falou na Mônica Iozzi que eu fui ao Google saber o que era aquilo. De onde vem, pra onde vai? Não se arriscam os sites. Apenas, disseram e mostraram a foto em que seu namorado fez cara de nojo ao beijá-la e outros mexericos. E ela dizendo que não é cega. Assuntos desses tem sua platéia própria. Não é comigo. Para não deixá-la assim tão mal servida busquei-a em um portal do PT que talvez lhe tenha guardado alguma mortadela. Fui, portanto, à Agencia do PT. Missão é missão. Lá eu soube que a moça tinha participado do vídeo contra a corrupção e pela democracia. Vi o vídeo. Figuravam nele grandes celebridades, como se diz: Atrizes Letícia Sabatella, Zezé Polessa, Daniel Santos, Humberto Carrão, Irandir Santos, Johnny Massaro, e os cantores Chico César, Tulipa Ruiz, Zélia Duncan, Lininha e Flávio Renegado. É possível que você já tenha ouvido falar em dois ou tres nomes desta lista. O nome de Mônica Iozzi não aparece ali, ofuscado por tanto pelo brilho de tantos cartazes em volta. Mas foi bom para ela. Afinal, ser bem informada não conjumina com erros tão grosseiros registrados na abertura da mensagem. A mensagem diz "Em 64, a ditadura derrubou o governo eleito, falando contra a corrupção..." Dois erros. O governo fora derrubado por seu favorecimento ao comunismo e não por corrupção. Segundo, Jango não fora eleito presidente. Agora, a moça escoiceia a Globo, empresa de onde tira o pão. Disse que brasileiro é mal informado porque se informa pelo Jornal Nacional. Claro que se isso fosse falado, por exemplo, pela Tammy teria mais peso. Mas Mônica Yozzi não tem a mesma expressão. Ela, a Mônica, se esforça. Mas a Globo não se importa. A Globo deu agasalhos a muitos comunistas no período áureo da ditadura - Jô Soares, Mário Lago, Dias Gomes... Inclusive o perseguidíssimo da ditadura, Chico Buarque de Holanda trabalhou lá. Monica Iozzi então, nanica como é, pode ficar tranquila. Cá fora ela e suas estriplias - diagnostica o debate no Brasil como "raso e tedencioso" , critica a exposição da bunda de uma panicat, chama Scherazade de imbecil e desanca a obra de Vinícius de Moraes. Por mim, ela continua falando sozinha. Arranja quem sabe algum companheiro aqui. Arranja, sim.

terça-feira, 22 de março de 2016

A ARTE DE ILUDIR OU QUEM MEXEU NA MINHA MORTADELA




O PT inventa o pão com mortadela sem mortadela. Quanta criatividade, meu Deus! Se a gente ta descuidado, dança. Eles não se deixam abater pela crise. É D. Angelina, 48 anos, doméstica, quem conta a história pra todo mundo no face e ainda pretende levá-la até o Tribunal de Pequenas Causas. Sério! Ela diz que arrumaram uns vermelhinhos para apoiar D. Dilma na avenida com a promessa do pagamento de R$ 50,00 e mais um pão com mortadela. Ela, D. Angelina, estava no meio desses manifestantes. Com toda boa fé do mundo arrumou o traje oficial e compareceu à avenida. Foi no dia 15 último. Esse lanche e essa grana significavam muito para ela, conforme há de se ver. Daí, o  baita susto que ela levou quando abriu o pão e não tinha mortadela dentro. E, ainda havia o pior, na hora do dinheiro neca de pitiriba. Um coordenador lhe falou que o moço que tomava conta do dinheiro e da mortadela tinha se safado. Safado? Disse-o bem. Todo mundo sabe que o PT mete a mão em dinheiro público. E ela, essa senhora, acreditava na cordialidade do grupo vendo que até se doava sítios e triplex, por exemplo. Talvez porque, agora,  a fonte esteja secando alguma coisa tenha que mudar. Aquela fartura. Mas, como se sabe, farinha pouca, meu pirão primeiro. D. Angelina, entretanto,  não quer saber de explicações, não. Rasgou o verbo no face e promete muito mais. Não tem conversa. Criou um evento na rede social  que já conta com a participação de 1 500 pessoas. Ela pretende desistimular a participação dos seus amigos do PT nas promoções do partido. E, ainda assim, jura que vai entrar no tribunal de pequenas causas cobrando os R$ 50,00 e o pão com mortadela. 

domingo, 20 de março de 2016

MAIS DEPRESSA SE PEGA UM MENTIROSO DO QUE UM COXO

DA SÉRIE O RIO DE JANEIRO VOTA MAL





Chico Alencar,  é devoto do Lula como um beato Chico. Ele nem percebe que o ex-presidente está  elameado até aqui e o chama de craque. Lula é um craque, foi a frase que ele disse talvez pensando um dia ele mesmo virar o rei da pelota. O deputado é  professor, político de vários mandatos, respaldado pela Santa Igreja Católica, mas, diante dessa alma mais honesta que todas as demais, ele vira um menino. Uma ingenuidade infantil. Lula tem um triplex que não que não está no nome dele, tem um sítio que não está no nome dele e nem mesmo o simples celular que ele usa tem o seu nome. Mas Chico não esmorece na sua fé -  Craque  é craque. E o tem como modelo. Faz merda também. É autor do PL 725/15, projeto que submete as igrejas a um rígido controle das suas contas. Ele pretende impedir a sonegação de impostos e a lavagem de dinheiro que tem ocorrido em igrejas. Com seu projeto, todo dinheiro que entra e sai delas vai ser contado tim-tim por tim-tim. Dízimos, coleta, ofertas, batismos, casamentos, quermesses de um lado;  aluguéis, contas de água, luz, telefone e internet, material pessoas e de higiene pessoal... do outro. E tudo tendo que fechar bonitinho. Numa coisa temos que tirar o chapéu pro moço - em todo lugar tem pilantra, inclusive no PSOL e PT. O deputado é de esquerda, portanto,  não se pode esperar dele nenhuma boa vontade com a fé religiosa. Tudo a ver. Tanto que no geral ele nem é tão rigoroso assim. Exagero? Vejamos. Em 2011, sabíamos que ia ser distribuído na rede escolar um  DVD e uma cartilha para as crianças. Ficou conhecido como kit gay e custou R$ 11 milhões aos cofres públicos. O LGBT não arrancaria um dinheiro assim se não tivesse um grande pistolão ao seu dispor - Chico Alencar. E reconheceram isto até comovidamente. Chico tentou pular fora, mas estava tudo gravado. Ele podia ter destinado esta verba para universidades federais que estão caindo aos pedaços. Mas, se craque é craque, gosto é gosto. Rio de Janeiro, vamos melhorar esse  voto, aí, gente!

quinta-feira, 17 de março de 2016

O DIA DO FODA-SE



D. Pedro I não atendeu as ordens das Coortes Portuguesas. Mandou seu recado para a multidão que o ovacionava lá fora: "Se é para o bem do povo e felicidade geral de uma nação diga ao povo que fico!". Se o Data Folha estivesse lá diria que não era multidão porcaria nenhuma; eram apenas dois coxinhas. Foi no dia 9 de janeiro de 1822 e tornou-se conhecido como o Dia do Fico. Agora, quase dois séculos depois, esta ópera bufa que estamos todos vendo. Milhões de pessoas foram às ruas gritando FORA LULA. E ele vendo aquela multidão que o escorraçava, respondia na maior cara de pau: "Se é para eu me dar bem e indignação geral da nação, digam ao povo que foda-se!” Que o caro leitor me desculpe, mas tenho que ser fiel às falas. E acabou se escafedendo embaixo da saia da presidANTA. Ganhou a Casa Civil, que, como todas as outras, também não é casa dele mas paga por todos nós. Tivemos então dois dias históricos numa data só. Abdicação de Dilma Rousseff e o Dia do Foda-se. Dilma estava morta. As manifestações do último domingo, as declarações do senador Delcídio... quebraram os joelhos da madame. Ela chamou o seu inventor, Lula, e entregou-lhe a chave do castelo, o Ministério da Casa Civil. Era a sua bala de prata. Como Lula é um megalomano - "Nunca antes, neste país..." pretendeu-se disfarçar, com isso, que o cargo oferecido não era a via cúmplice para ele fugir de Curitiba. Mas era. Muita gente se movimentou para dar essa falsa impressão de normalidade. E o mais valente desses soldados era justo o deputado da cueca, José Guimarães (PT/SP). Mas não escapava a nós, simples mortais, que a ida para a Casa Civil era apenas um caminho de fuga. Estava claríssimo que aquela movimentação era para livrar Lula de Curitiba. A Casa Civil, por si só, já era um mal sinal. Tantos outros pilantras passaram por ali antes: Erenice Guerra, José Dirceu, Palocci... e até o Mercadante. Claro que o forum priveligiado não é extensivo aos seus filhos e esposa. Mas também nada a estranhar se o próprio havia declarado - Fodam-se!

segunda-feira, 14 de março de 2016




Enterraram o Amarildo, mas a alma dele anda por aí. Eu até soube que algumas pessoas ouvem-lhe a voz: “Cadê o dinheiro do Amarildo?” Um belo dia o pobre do Amarildo sumiu. Viram-no quando a PM o pegou e o levou pra nunca mais. Foi quase igual no tempo da ditadura. Só que naquele tempo desapareciam muito menos; hoje é nosso cotidiano. Só em São Paulo desaparecem 54 pessoas por dia. Mas o caso do Amarildo tinha um peso próprio. Criou-se o mantra -  "Cadê o Amarildo?", e o protesto foi em frente. Todo mundo perguntava e ninguém respondia. Ninguém. Era um trabalho para superhomem. E foram descobri-lo lá na  Assembléia Legislativa, cercado pelos seus 60 (eu disse sessenta) seguranças muito bem armados e dois carros blindados. Tudo por conta do Estado. Era o deputado Marcelo Freixo, um homem talhado para a  missão. Freixo tinha uma UPP particular. Ele tinha mais polícias do que a Delegacia de Volta Redonda (Veja o vídeo abaixo, com atenção). A família de Amarildo, viúva e seis filhos, respirou aliviada. Um grupo de artistas, intelectuais coordenado por Paula Lavine se dispôs a ajudá-los. Sobranceiro ao grupo, altaneiro como uma abelha rainha, ele – o deputado Marcelo Freixo. Criaram um movimento "Somos Todos Amarildo" e começaram a levantar grana. Segundo o próprio movimento divulgou, foram arrecadados R$ 310 mil e a família do morto pos a mão em R$ 50 mil. Pronto! Amarildo estava enterrado. Os R$ 250 mil restantes ficaram com o Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (IDDH), uma ong que se tornou notória por defender black blocs e tem entre seus diretores o deputado Marcelo Freixo. Sua mulher, Renata Stuart, é funcionária do vereador Renato Cinco (aquele mesmo que doou dinheiro para a Sininho). Te lembras dela a que incendiava onibus? Pois é. Freixo não reprova esses métodos. Assim se expressou: “Vários movimentos tem vários métodos distintos. Eu não sou juiz para ficar avaliando métodos em si”. Ivan Santiago estava morto, mas não quis saber. Certamente, eles tem explicação para arrecadarem R$ 300mil para o Amarildo e dado apenas R$ 50 mil para a família. A mim me parece uma corretagem muito alta.