quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ADELSON VIDAL, O LARANJA DO CONTINUÍSMO





“O Homem Sem Qualidades” é um livro de Musil. Conta  que um casal caminhava por uma rua quando alguém, à sua frente , é atropelado. A mulher tem engulhos e uma sensação ruim no coração. Estarrece. Não sabe se chora, não sabe se grita, não sabe se corre. O homem, que ia ao seu lado, explica que os caminhões de hoje em dia são muito pesados e tem um tempo de freagem longo demais. A mulher sente um alívio. “Então, era isto...” Enxuga o rosto com as costas da mão e vai na paz de Deus. Uma simples explicação a recolocou nos trilhos. Adelson Alves Vidal é um homem permanentemente nos trilhos. Conheci-o assim, nos corredores da Câmara Municipal. Ele jurava que o mensalão não existira e negava as atrocidades do governo Fidel Castro. Pensei, eis um homem que aprende marxismo lendo Emy Sader. Credo! Reencontrei-o uns dias depois, ali próximo à Prefeitura, onde ele trabalha. O que faz lá? Hoje, não sei; naquele tempo,  ele escrevia era a biografia do Gotardo, o Prefeito. Um livro volumoso. Maior do que Ulysses de Joyce, maior do que Guerra e Paz de Tolstoi, maior que a Bíblia, maior que o dicionário do Houaiss. Ele tinha uma inesgotável admiração pelo prefeito. Agora, com o Neto, ele escreve carta em vez de livro. E, ainda assim, exagera. Fez uma carta apoiando a reeleição do prefeito. Soube dessa sua missiva pelos blogs de Giovani Miguez e do Sérgio Boechat, que estraçalharam a carta. Mas, conhecendo o Adelson como conheço, pensei – quem sabe sobrou um pedacinho pra mim? Esse Adelson costuma ir além da conta. Sempre vai. Fui ao blog dele. Dose pra elefante. Começa assim: “No próximo domingo, 28, Volta Redonda estará indo às urnas eleger .... “.  Parei, respirei fundo. Por que não “elegerá” no lugar de “estará indo eleger”? É mais um gerundino, no pedaço! Pensei logo – “vai ver que ele é dessa falange que chama a Dilma de presidenta”. E não deu outra. Corri lá umas outras páginas suas só pra conferir e vi a “presidenta”. Quem sabe um dia ele  escreva a biografia da Dilma: “A presidenta quando era adolescenta, ficou doenta, mas hoje é a nossa gerenta”. Já estava assim meio que azedo quando minha mulher me serenou o espírito:  “calma Elson! Nem todo mundo fez um curso primário igual ao seu”. E eu tive que ceder. Realmente, um curso primário bem feito faz falta. Fui adiante. Aí, encontrei essa pérola: “Volta Redonda subiu em todos indicadores sociais”. Adelson não sabe, portanto, de uma escola sem teto há um ano, no RomaII e que dos seus alunos removidos para o Tiradentes; ele não sabe que por uma pequena reforma no Recanto Infantil os alunos ficaram socados nas limitadíssimas dependências de uma igreja por meses a fio. Nem sei se já consertaram a goteira que havia lá. Ele não sabe da péssima classificação do município nos indicadores do FUNDEB. Parei. Acho que chega, mas ainda tem muita laranja para se espremer.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


Cuido que certos jornais deviam ser vendidos dentro de envelopes pardos.  Do lado de fora, uma advertência: “Validade: Até a eleição do próximo prefeito”. Traria mais tranqüilidade para muita gente boa. Claro! Penso mesmo que se ouviria lá do AQUI VR, uns vivas assim: “Bingo!!! Como é que não pensamos nisto antes???”  E eu respondo, antecipadamente, que podem usá-la à vontade. A gente está aqui para servir. Eles estão apertados. Coitados. Imagina o Zoinho eleito e Luis Alfredo Vieira, dono do AQUI VR, tendo que ir à prefeitura correr o pires. A gente sabe como é. Todo mundo precisa de dinheiro pra viver. E a venda nas bancas não dá sequer para uma conta da Light. Sempre há algum constrangimento por mais que se esteja acostumado com a situação. O coração pulsa mais forte, a pressão sobe e pela cabeça passam mil idéias. Se ele falar isto, eu digo aquilo... se ele falar aquilo eu digo aquilo outro... Mas não há como se prevenir de verdade. sempre se corre algum risco. Com a minha nova idéia não haverá nenhum perigo. Nem um.  Se o Zoinho reclamar “Você falou assim, assim de mim...” O Luis Alfredo poderá responder “Esquece. Perdeu a validade”. É como ocorre com o Zezinho da Ética. Aliás, aliás, muito se parecem o Zezinho da Ética e o Jornal AQUI VR. Ambos detestam a CSN, ambos adoram o Neto e ambos fecharam em copas com a apreensão do jornal BOCA DO POVO. Podiam portanto assumirem esta identidade de uma vez por todas. Basta que no envelope do jornal venha escrito também "Informativo Semanal do MEP – Movimento Ética na Política”. Não sei se eles aceitariam a sugestão. Tomara que sim. Aí, eu mataria dois coelhos com uma única cajadada.



Volto ao AQUI VR.  O caro leitor já deve ter percebido que o jornal não vem bem. Confunde alhos com bugalhos. É grave! Tentemos sua anamnese. Tudo se deva, talvez, a algum pagamento antecipado. Aí, o cliente aperta o fornecedor. É chato mas é a coisa mais natural do mundo. Tem que entregar a mercadoria e estamos conversados. Então, mãos à obra! Pensavam que ainda iam ter uns quatro anos para entregá-la, mas o tempo encurtou.  Agora, têm que publicar as notas aos borbotões, às baciadas. Coitados... São os cavacos do ofício. Estão fazendo das tripas coração. Parece até castigo. Não dá, não dá.  Para encher suas páginas valem besteiras, mentiras e roubos explícitos. Mato a cobra e mostro o pau: Na edição de 4 de outubro, roubaram um quarto da página de Ricardo Zetti da Veja. Não usaram negrito, não usaram aspas e nem fizeram nenhuma referência ao autor do texto. Usaram apenas o mouse: Copiar, colar. Uma forma muito primária de pesquisa.  Na edição de 13 de outubro, acharam que já estavam crescidinhos e arriscaram um vôo autônomo. Produziram um texto próprio. Uma merda! Quiseram lembrar a Volta Redonda, área de segurança nacional. Imagina a lambança que deu. Um texto de umas dez linhas com uns 20 erros. Não! O Dr. Nelson Gonçalves não foi indicado para prefeito de Volta Redonda, não; ele foi eleito por voto popular; Não! William de Freitas não foi escolhido em uma lista tríplice, não; ele era Presidente da Câmara Municipal e assumiu a prefeitura com a vacância do cargo de prefeito.  Isto é normal! Normalíssimo! Eles estão com essa mania de aumentar as coisas. E, no caso do William, acho que eles nem ganharam nada para isto... Puro costume. 




Talvez, estejamos todos errados quando pretendemos que o amor com o amor se pague.  Do sorriso já se sabe que não é assim. Evan Carr do departamento de psicologia da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, é quem garante. Este psicólogo afirmou no encontro anual da Sociedade Americana de Neurociência em Nova Orleans, Lousiana, que a  retribuição de um sorrisos, nem sempre é outro sorriso. Só há correspondências de sorriso se o que o recebe não se sente superior a quem o emite. Os indivíduos que se sentem mais poderosos reprimem o impulso da imitação. E parece mesmo que Evan Carr tem razão. A gente vê isto facilmente neste período da eleição. Os candidatos distribuem sorrisos. Querem mostrar que são nossos semelhantes. Mas muito cuidado. Nós moradores de um desses dez  bairros atingidos pelos barulhos da Ilha São João, alugada até para festas de formaturas de outras cidades não devemos nos esquecer as nossas tantas noites de sono perdidas. Vem eleição, aí. A mudança é necessária.  Fonte g1.globo.com




Deu-se em Manaus, mas poderia ser pertinho daqui. Ou aqui mesmo. Candidato derrotado e enfurecido tem em todo lugar. Pois bem. Foi o que se deu com o William Coelho da Silva, servidor municipal, que sentiu-se traído por sua comunidade. Ficou furioso e mandou  destruir um poço artesiano onde os moradores pegavam água havia duas décadas. Ele perdeu em 2008. Deixou passar. Agora, em 2012, não resistiu. Juntou as duas raivas. Aí o estrago foi longe. Foi o fim do poço. O povo diz que o poço era antigo e de propriedade da prefeitura municipal, que ali fizera uma benfeitoria e até colocara uma placa.  Então, era um bem público. O terreno onde está o poço pertence ao  Tatá, apelido do candidato revoltado. A benfeitoria é da prefeitura. A água é do povo. Mas não ta bem assim, não. O assessor do candidato diz que o poço vai ser refeito e a Manaus Ambiental, diz que o poço é particular e não está sob a responsabilidade da concessionária. E o povo diz que não tem dono. É a casa da mãe Joana.


CURIOSIDADES




A Ordem dos Cavaleiros Templários foi a maior organização militar e religiosa de todos os tempos. Durou perto de 200 anos. Tornou-se rica, poderosa e, talvez por isso mesmo, amaldiçoada e esmagada. Jacques DeMolay, seu grão mestre, foi condenado à morte na fogueira em 18 de março de 1314. A caminho da fogueira passou pelo rei Felipe e o Papa Clemente V, responsáveis por sua condenação, e os amaldiçoou. Com sua morte se encerrou a história dos Templários. Sua origem, 1095, remonta ao tempo das Cruzadas – incursões militares para regatar a cidade de Jerusalém que fora conquistada pelos mulçumanos. Por esse caminho também se estabelecia o fornecimento de produtos orientais à Europa. Essas viagens, entretanto, expunham seriamente seus viandantes. Os sarracenos (mulçumanos) os aguardavam em tocaia. Pequenos grupos de cristãos ou cristãos desgarrados vencidos pelo cansaço eram suas presas fáceis. Então, Hugo de Payns, um cavaleiro do Norte da França, teve a idéia de criar um grupo militar  subordinado à Igreja para dar apoio aos cruzados.   O braço religioso desse exército era formado por pabres bons de espada e de briga. Ganharam  como alojamento o que se acreditava ter sido o lendário Templo de Salomão. Daí seu nome de Templários. Fonte: Leituras de História.


Banda do Hospital Curupaity feita com leprosos (FioCruz)


Lepra é uma doença infecciosa causada pelo bacilo-de-hansem, identificado em 1873, por Gerhard Hansen. Recebe também os nomes de  morféia, mal de Hansen ou mal de Lázaro. Seus danos aos nervos e  pele são severos e quando atinge estágios mais avançados levam à mutilações. Suas vítimas eram segregadas para lugares fora da comunidade. Na Idade Média eles tinham que carregar sinos com os quais avisava à sociedade da sua aproximação. Mesmo no Brasil este estigma perdurou. Em 1941, foi criado o Serviço Nacional de Lepra que possibilitou a capturação compulsória dos leprosos e o seu internamento em leprosários. Nossos principais leprosários foram os de Pirapitingui, localizado em Itu e Sorocaba, no Estado de São Paulo e Sanatório Aimorés em Bauru;  em 1962, esta lei foi revogada. E os pacientes que foram internados compulsoriamente tem direito a pensão. 
  Fonte Wikipedia, site de Drauzio Varela, e Fundação FioCruz. 

domingo, 14 de outubro de 2012

PAIVA E O SACRIFICIO DO FUNCIONALISMO




O Paiva bateu na cangalha: “nosso governo privilegiou  a cidade e sacrificou o funcionalismo”. O povo ficou assim bolado. Um senhor ao meu lado duvidou: “você ta vendo o que eu tô vendo?” Respondi: "Desde o outro carnaval!" E o Paiva sem nenhum remorso explicou-se burocraticamente: “ Pedimos desculpas ao distintíssimo público – Estamos em Obras”. E passou ao próximo item. Houve um tempo em que não se confessava um crime desses nem no pau-de-arara; agora, a gente encontra quem o faz e o confessa até com uma ponta de orgulho. Paiva, em vez de pedir perdão, pediu foi mais um mandato para o prefeito. É grave! Gravíssimo!  Foi bem no debate da UFF. Tinha muita gente lá. Havia até uns três ou quatro que aplaudiram o Paiva como quem faz jus ao seu salário. E a coisa se espalhou. No outro dia, os funcionários da prefeitura estavam na praça. “Cadê o PCSS que a Justiça mandou pagar, Neto?” E as pessoas que passavam diziam “sim, senhor, heim?!” Foi uma pena o Padre Juarez Sampaio não estar lá, naquele dia. Uma pena mesmo... logo ele o porta estandarte do Bloco Resgate da Paz faltar numa hora dessas... Também não estava lá o nosso generoso bispo, que deu Nota 7 para a Saúde Pública em Volta Redonda. E nem estava tampouco o campeoníssimo da ética, o Zezinho. Todo mundo sabe que o Neto ouve muito essa turma e que essa turma ouve muitíssimo o Neto. Seriam uma boa ponte para o entendimento. Uma excelente ponte.  A bem da verdade, eu vi foi o Franch. Acho que ele apareceu lá por descuido. Ele fora, talvez, ao jornaleiro comprar uma inofensiva revista de palavras cruzadas e, na volta, lá estava aquela gente toda, atrapalhando o seu caminho. Vi que ele abaixou os olhos, tampou os ouvidos e apertou o passo. Até tropeçou na calçada, coitado. E, no entanto, não foi só ele quem fugiu. O sindicato também fugiu. O que são os tempos modernos... Quem o botara a correr, pasmem!, fora um convite. A professora Renata tivera a lucidez de propor a união dos três sindicatos – CEP, SINPRO e Sindicato do Funcionalismo. Queria-os juntos num só movimento.  – juntos. Nada de ficar cada um puxando brasa para sua sardinha. Ataíde, Presidente do Sindicato do Funcionalismo, tomou-lhe das mãos o microfone, encerrou a reunião e deu a reunião por encerrada. Mas ela não desistiu. Procurou-o depois. Conversaram e os sindicatos se uniram depois e foram juntos de novo para a praça. O Padre Juarez Sampaio e o Zezinho da Ética continuaram sumidos. Do Franch nunca mais soube nada.




Dilma chegou esbaforida a São Paulo. Igualzinho quem vai tirar o pai da forca. Só vendo! Ela tinha que ajudar o companheiro Fernando, mas precisava voltar ligeiro para Brasília porque tinha que trabalhar de presidente do Brasil. É a vida. Fernando Haddad precisava de uma bóia perdido que estava nessa corredeira petista que ora o faz abraçar-se à Marta; ora abraçar-se ao Maluf. Dilma fez o que pôde. Foi e voltou num pé só pra que ninguém pensasse em cortar o seu ponto lá em Brasilia. Não seria compreensível um presidente da república sacrificar  dias de trabalho para atuar como cabo eleitoral. Presidente também tem obrigações. Portanto, veio e se foi. Ainda não se sabe se valeu a viagem. O moço chegou ao segundo turno, mas havia muita gente no cordão.  A Marta diz que foi ela quem arranjou os votos para o poste; o Maluf acha que aqueles votos são seus. E está disposto a ajudar ainda mais. E não terá vergonha de ir à TV pedir votos para o PT. Deixo-os.  Eles que são brancos é que se entendam. Lula, o timoneiro, pensa que a confusão ainda é pouca e quer puxar mais gente para o barco. Tem o que oferecer. E, depois, para qualquer vaidade mais excessiva, pode-se criar um, dois ou mais ministérios. A república aquenta. Então, pede ajuda a Deus e ao diabo. Não nesta ordem. Ele segue uma hierarquia. Começou pelo primeiro andar, o andar de baixo, o mais baixo - Maluf; depois puxaram a Marta Suplicy. Deram-lhe o ministério da Cultura em troca de umas voltas de carro que ela daria com o candidato pelas ruas da cidade. Maluf a gente ainda não sabe o que leva. Eu imagino que ele não vai se contentar só em trocar apertos de mão e sorrir para fotos. Quem viver verá.




James Lovelock há quarenta anos sustenta que a Terra é um ser vivo; há quarenta anos a comunidade cientifica não lhe dá ouvidos. Se fosse novo modelito de sandalha ou um novo corte de cabelo, em uma semana, já estaria nos pés, nas cabeças e nos papos das esquinas. Mas as coisas sérias custam pegar. Tem gente que, ainda hoje, não acredita no mensalão. O Franch é um desses. Já pelejei muito com ele. Desisti. Quem me dera a perseverança de James Lovelock. Quem me dera... Ele era um obscuro cientista britânico que, um dia, foi contratado pela NASA. Precisavam dos seus conhecimentos nas pesquisas sobre Marte. Queriam saber se há ou não vida em Marte. Mas discordaram dos métodos e James Lovelock discordou do método e continuou seu trabalho lá fora.  Dois anos depois, publicou seu estudo comparativo entre as atmosferas da Terra e de Marte.   Na Terra, a atmosfera continua em permanente mudança, enquanto em Marte ela está em perene equilíbrio. Para ele, a agitação da atmosfera é sinal de vida. Portanto, não haveria vida em Marte. Em 1979, lançou seu livro "A Terra é um Ser Vivo – Hipótese Gaia". Para Lovelock a Terra é uma espécie de simbiose entre todos os seres vivos que nela habitam. Gaia, o nome de uma deusa grega, que ele deu à Terra provocou uma depreciação do seu livro no meio científico. Ele passou a ser encarado como um místico, um teólogo. Seu  "A Vingança de Gaia" é um alarme. Ele diz: “Gaia é como uma avó que recolheu em sua casa um bando de adolescentes indisciplinados e turbulentos. Ela poderá, talvez com a morte na alma – trancar a porta e deixá-los lá fora”.


Ora, direis observar formigas! Por certo perdeste o senso...”  Mas a revista Plos One nos aconselha a por para correr esse preconceito e que muito podemos aprender com a vida dos insetos. Coisas mesmo fundamentais para a nossa existência. Talvez sejam mesmo melhores do que as páginas de Marx, Gramsci et caterva, o melhor seja sentar-se ao chão e observar pacientemente o ir e vir de um formigueiro. Nada nos seria mais útil. Sua proposta inicial é procurarmos resposta para a seguinte pergunta: Como é que pode uma sociedade de insetos produzir tanto.  Para Duenez-Guzman e Sadedin, pesquisadores e autores do trabalho, os insetos são eficientes porque na sua sociedade não há espaço para corrupção. Os seus corruptos são punidos imediata e fatalmente. Todos os indivíduos são cuidadosamente observados. Não colaborou, vira inimigo. Duas espécies - uma de formiga e outra de vespa - não matam os corruptos, mas os expulsam irrevogavelmente da comunidade. O que dá rigorosamente no mesmo.  Para esses professores o Dura lex seria a razão do sucesso dessas comunidades.



CURIOSIDADES




Juscelino Kubischeck de Oliveira, mais conhecido como Presidente JK passou a História com o título de o criador de Brasilia. De fato, foi durante o seu mandato como presidente que a cidade de Brasilia foi construída.  E há 52 anos, nas comemorações da sua inauguração ele é assim lembrado. Também lembrados nessa época estão os nome de Lucio Costa e Oscar nieymayer. Há, entretanto, um outro nome que merecia ser citado nessas festas – é o Toniquinho. A história começou quando JK ainda era candidato a presidência do Brasil e viajava por Jataí, Estado de Goiás. Ele foi interrompido por um morador local – Antonio Carvalho Soares, o Toniquinho. Queria o eleitor saber se Juscelino iria mesmo obedecer a constituição brasileira. E se ele iria segui-la teria que transferir a capital da República para o planalto goiano, conforme estava na Carta Magna. De pronto, JK devolveu: "Acabo de prometer que cumprirei, na íntegra, a Constituição, e não vejo razão para ignorar esse dispositivo. Durante o meu quinquênio, farei a mudança da sede do governo e construirei a nova capital". Assim, graças a Toniquinho, a construção de Brasília se tornou a principal meta de Juscelino. Fonte Revista de Historia da Biblioteca Nacional



Não se sabe ao certo a origem das perucas. Sabe-se, entretanto, que seu uso é muito antigo. Encontraram registros do seu uso no Egito antigo e na Assíria. Era costume daqueles habitantes  oferecer sua cabeleira natural aos deuses. Suas cabeças ficavam portanto desnudas. Aí, desde que tinham que sair às ruas cobriam as cabeças com tiras de pano, imitando uma cabeleira. A moda pegou entre os faraós e a peruca passou a ser usada como símbolo de autoridade. E a partir daí a moda se distribuiu e se generalizou, com todas as variações que conhecemos, hoje. Fonte “Curiosidades, Valmiro Rodrigues Vidal” 




Rola na internet uma observação que cabe muito bem nesta parte do jornal: É uma curiosidade. Alguém, que ainda não se conhece o nome, descobriu que já no século XVI, Nostradamus havia previsto o governo de Lula. E diz que essa previsão erá no livro  Visão das trevas, grandes catástrofes da humanidade, de Nostradamus (Editora Record. Rio). É o seguinte o texto;
1. “E, próximo do 3º ano do 3º milênio, uma besta barbuda (sic) descerá triunfante sobre um condado do hemisfério sul (sic), espalhando desgraça e miséria”. 2. “Será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente completos” (sic). 3. “Trará com ele uma corja (sic) que dominará e exterminará as aves bicudas (sic) e implantará a barbárie por muitas datas sobre o povo tolo e leviano”.

domingo, 30 de setembro de 2012

MINHAS ELUBRAÇÕES PRE-ELEITORAIS




Ataíde Oliveira é uma dos nossos centauros municipais. Figura dúbia, metade uma coisa, metade outra coisa. Ou talvez nem metade. Antes, o que sabíamos é que ele era Presidente do Sindicato do Funcionalismo de Volta Redonda. Não eleito porque não tinha votos, mas favorecido pela fatalidade. O presidente de verdade morrera e ele, o Ataíde, vice que era, assumiu. Aí, veio, tardiamente, sendo construída sua biografia. Foi justamente na sua gestão que o sindicato ganhou, talvez, a sua mais importante questão trabalhista - o cumprimento do PCCS. Uma ação que tivera início muito antes de ele assumir, mas a decisão veio depois. Os funcionários vibraram. Afinal, era mais dinheiro do bolso do trabalhador. E dinheiro legal! Só quem não gostou mesmo foi o próprio Ataíde. Ficou preocupado: "Ai, meu Deus do céu! E agora se o Neto não gostar mais de mim". E o Prefeito, encastelado na sua torre de marfim, nada de pagar o pessoal. Um dia, Ataíde se cansou e resolveu dar um basta naquela tristeza que o incomodava. Criou coragem e foi falar com o prefeito. Olhou-o bem dentro dos olhos e falou: "Não posso me acovardar mais. Eu vim aqui dizer que estou com o senhor e não abro". O Neto comemorou aquele gesto. Mandou botar no jornal e tudo. Haverá o atento leitor de questionar os motivos da comemoração. Se o Ataíde não tem votos nem para si mesmo como poderá ajudar o prefeito? Mas a  questão não é essa. É claro que esse homem mais solitário do que um Robson Crusoé não vai evitar o enterro da sua candidatura. Mas pode impedir que o funcionalismo lhe jogue terra em cima, antes da hora.
                                     




Jonas Marins era um desconhecido. Fora dos domínios da família -  o quarto, a sala, a cozinha e o banheiro -  fora dessas dependências, ele era um anônimo. Aí, veio o caso ASBAM, denúncia de desvios de dinheiro público. E o Jonas, então, ficou falado. Muito falado. Faladíssimo! Toda a cidade ficou sabendo do caso - Boa Sorte, Monte Cristo, Saudade, Bocaninha... até lá onde o meu amigo Eloy Marcondes mora chegou a conversa. Quando o Jonas se aproximava, as conversas davam lugar a uma advertência  "lá vem o Homem da Asbam". E ele se tornava o Homem da Asbam, como tem o Zezinho da Ética, como tem o Negão da Feira, como tem o Baixinho do Estádio. Jonas Marins veio se acostumando e até gostando do seu apelido. Às vezes, o repetia baixinho para sentir-lhe a sonoridade. Quem sabe até pensou registrá-lo para uma próxima eleição. Afinal, era um nome que estava nas ruas -  "O Homem da Asbam". Mas, neste mundo em que, o dia seguinte é pior do que o dia anterior o caso da Ascam veio perdendo força tanto, tanto e tanto que o Jonas Marins preferiu usar Jonas Marins mesmo. E está, na frente  para prefeito de  Barra Mansa. E o Zé Renato perdendo o segundo lugar para a Inês Pandeló. Ora, perder para a Inês Pandeló, não é ser derrotado; é ser escorraçado. Nem sei se ele merece isto. Fico com pena mesmo é do deputado Albertassi. Perder em Volta Redonda e perder em Barra Mansa... Tá certo que o forte do deputado é São Pedro da Aldeia, mas nunca é bom uma coisa dessas. O Jornal Aqui sentiu logo na sua terceira pele. Na horinha mesmo. Aí, foi requentar o caso da ASBAM. Afinal, amigo é pra essas coisas. A reportagem teve repecussão na sede do jornal. Talvez a pressa em servir, talvez outra coisa qualquer, atrapalharam o serviço. O Aqui já foi melhor, nessas coisas. Talvez essa concorrência do Fatos e Notícias esteja lhe fazendo mal.



Lula e Marcos Valério eram amiguinhos do peito, mas, agora, estão de mal. Tá de mal come sal. Daqui a pouco estão se beijando, diria o leitor descrente desses amores e desses ódios. Marcos dera uma entrevista a Veja enfiando Lula até o pescoço no mensalão. Veio logo gente oferecendo seus trabalhos para o ex-presidente. Podemos fazer isto, podemos fazer aquilo. Do outro lado, a oposição também se perguntava: “O que podemos fazer com isto?”  Juntaram-se Lula, Falcão e Eduardo Campos e acertaram uma carta à sociedade. Pensei que vinha um daqueles documentos formais – “esclarecemos para os devidos fins e efeitos que não somos corruptos...”. Aquelas cartas que satisfazem o Franch. Mas que nada. A melhor defesa é o ataque. E, talvez, por isso mesmo, não trazia nenhuma novidade. Pareceu-me mesmo copiada daqueles surrados discursos do Frei Leonardo Boff. Aquelas besteiras de conspiração da direita e outras ainda maiores. Leonardo Boff é uma espécie de Zezinho da Ética que já foi excomungado.  Roberto Jefferson é mais lúcido e já nos prestou um serviço melhor do que os dois juntos. Roberto diz que o PT  tem a oposição que pediu a Deus. Ele sabe o que está falando. Já enfrentou o PT.  Na Constituinte, andava com um 38 na cintura por toda a Câmara. Depois, integrou a tropa de choque do Fernando Collor. Em 2005, denunciado na Veja, sentiu-se traído pelo PT, de quem então era aliado, e denunciou a compra de votos da base aliada, o mensalão. Jogou  fora a sua carreira, mas liquidou o Rasputin do Lula, o Zé Dirceu. A nação lhe deve este grande favor. Ele nos livrou do Zé Dirceu! Se não houvesse Roberto Jefferson era ele, o Zé, quem estaria lá, hoje.  Ele dominava tudo, o PT e o Lula. Não lhe seria difícil continuar mandando. Combativo, inteligente, falando várias línguas... e, do outro lado, Lula, o ignorante, o iletrado e de caráter duvidoso. Lula contava se gabando que sua família só comia carne quando seu irmão roubava mortadela no mercado onde trabalhava.







Há, de fato, muita coisa entre o céu e a terra de que a gente nem desconfia. Eu, apenas, acrescentaria – há muita coisa mesmo! Shakespeare foi modesto. Muito modesto. Por isso, essa gente aí pensando que sabe tudo. De vez em quando vem uma descoberta e põe todo mundo de pés no chão.  Dr. Gary W. Lewandowski  é psicólogo e professor na Monmouth University e nos trouxe uma novidade dessas. Sua missão é olhar, olhar as pessoas e, depois, contar o que viu. Pois bem, Gary descobriu que o mau humor é contagiante. Aliás, minha mãe foi uma precursora desta teoria.  Quando uma visita, lá em casa, se esquecia de ir embora, ela não jogava sal no fogo, não colocava vassoura virada atrás da porta, nada disto de simpatias. Ela ia para a sala e ficava bocejando. Daí a pouco meu pai também bocejava e, aos poucos, eu e meus irmãos estávamos todos bocejando, inclusive o visitante que logo se levantava e dizia “tá tarde”  e se ia. Minha mãe sabia que o bocejo era contagiante, mas nunca fez caso desta descoberta. Nunca a patenteou. O mais que ela fazia era passar esta informação para os filhos usarem num futuro certo que viria.  Agora, vem o Dr. Gary com a autoridade que todos os seus títulos lhe dão e diz “o mau humor é contagiante”. Contagiante como uma gripe. Se alguém tosse ao nosso lado, logo nos resguardamos. Afastamo-nos um pouco e cobrimos nosso nariz com um lenço. E ninguém nos censura. Mesmo os namorados, por mais enamorados que estejam, dizem um para o outro “hoje, não tem beijo” e estamos conversados. Devemos nos acautelar dos mal humorados, adverte o Dr. Gary. O mau humor passa de um para o outro sem que o contaminado sinta nenhuma coceira, a garganta não arranha, não há coriza, não há febre... Não há absolutamente nenhum sinal. Mas já sai dali batendo a porta, chutando o cachorro, pisando no rabo do gato.  O Dr. Gary recomenda cautela com os mal humorados. Eu vou um pouco além. Acho que todo cuidado é pouco. Recomendo que além de nos acautelarmos é bom evitar o ar contaminado, é bom que se abram as portas e as janelas para a luz do céu entrar.   






No Oiapoque, os caciques nas aldeias indígenas mandam mais do que os caciques da cidade. Os brancos sbem muito bem disto. E aqueles que pretendem algum cargo político vão direto atrás deles.  Por isso, de dois em dois anos é aquela fila de dobrar quarteirão na entrada das aldeias. Os caciques os recebem e fazem suas exigências. Conforme for a conversa, fecham ou não fecham o apoio. analisa as propostas e,conforme for, recomendam ou não o nome ao seu povo. Segundo o cartório eleitoral são 2 871 os votos indígenas e 17 023 os brancos. Pode parecer que os 2871 sejam poucos.  Mas são votos fechados. Fechadíssimos!  Já os brancos se dividem muito. Um tijolo aqui, um saco de cimento, ali, um botijão de gás, acolá... é o bastante para esparramar votos pra aqui, pra ali, pra acolá. Fora o tapinha nas costas que também tem seu peso. Os caciques são firmes nas suas conversas. Orientam os candidatos: ter um índio na composição da chapa é mais conveniente. E, para os que duvidam da expressão desses votos, os caciques tem um exemplo, na ponta da língua. Em 1996, as comunidades se reuniram e decidiram que tinha que ter um índio´lá na prefeitura. E conseguiram eleger  João Neves, da etnia galibi marworo, a prefeito. Ele foi o primeiro índio a conquistar um mandato executivo no Brasil. 


CURIOSIDADES




Oiapoque é um município brasileiro localizado no extremo norte do Estado do Amapá. Tem uma área de 22 625km2 e se notabilizou com a expressão do Oiapoque ao  Chuí. Um monumento na cidade reforça ainda mais esta expressão – “município de Oiapoque, aqui começa o Brasil”. Ali, há uma placa que traz o registro de uma viagem que teria saído de Oiapoque e atingido a cidade de Chuí, no Rio Grande do Sul. Talvez tenha nascido daí este erro tão freqüente de se pensar que o Oiapoque é o extremo norte do Brasil. De fato, não o é. A cidade mais ao norte brasileiro é Uiramutã, no Estado de Roraima, onde fica o Monte Caburaí. A expressão “Do Oiapoque ao Chuí” refere-se à extenção do litoral brasileiro.  





Getúlio Vargas chegou à presidência da república no dia 3 de outubro de 1930. Esta data marca o fim da República Velha. A Revolução de 1930. Foi assim deposto o então presidente Washington Luis. Na despedida do Palácio do Catete executava a vingancinha contra o homem que lhe roubara o cargo. Pediu ao mordomo que escondesse muito bem escondida a faixa presidencial, símbolo do poder delegado pelo povo. Getúlio o novo presidente chegou a palácio e não encontrou a faixa. E a procurou, sem sucesso, por quatro anos seguidos. Ela só lhe foi entregue em 1934, quando assumiu o cargo após eleição da assembléia constituinte. Fonte : Guia dos Curiosos.


domingo, 23 de setembro de 2012

PRA QUEM É, BACALHAU BASTA






Edson Albertassi entrou para o time do Neto. Muita festa. Era como o Pelé, no auge da carreira, entrasse para o Olaria Atlético Clube. A torcida soltou fogos a valer.  No meio do campo, uma turma de pernas-de-pau o abraçava carinhosamente e se perdoavam das recíprocas botinadas insanamente trocadas. Somos todos irmãos!  O jornal Aqui, porta voz do deputado, até se emocionou.  Comparou aquele encontro a uma festa de fim de ano, véspera do Dia Mundial da Paz. Tava muito chata mesmo aquela divisão que havia. Às vezes, o jornal ficava sem saber a quem agradar. O que agradava um, quase sempre, desagradava o outro. Muito, muito embaraçoso que estava.  Agora, não! Que felicidade! Cada cajadada mata dois coelhos. Muita gente, lá. Mas, sinceramente, Deus me perdoe, é muita vela pra pouco defunto. Se o deputado pudesse juntar os seus votos de São Pedro da Aldeia com os votinhos de Volta Redonda... Mas não pode. Eu acho que o próprio Neto pensa assim. Ele não fala nada; só fica ruminando, ruminando... Tem vindo gente de longe e de perto para tirá-lo desse cisma.  O governador veio. O vice veio. Até o Joãozinho de Pinheiral veio para reanimá-lo. E trouxe o seu humilde e escasso voto voltarredondense - um cumpadre seu que mora na Água Limpa. Minha vizinha, que vai votar no Zoinho, explicou:  "Pra quem é, bacalhau basta". Giovani Miguez também acha as coisas não andam boas para o Neto e o disse de forma clara e inquestionável no seu blog.  Bem que eu andava desconfiado.   Desde o dia sete de setembro venho percebendo que alguma coisa não fecha.  No palanque, ao lado de Albertassi, o Neto estava com a cara de quem comeu e não gostou. O Albertassi parecia ter um bolo no estomago. O Neto não engolia o Albertassi, mas a necessidade é ótima conselheira. Minha mãe tampava-me o nariz e metia o remédio na minha goela. Não sei se tamparam o nariz do deputado. Não sei. O que eu imagino mesmo é o diálogo havido entre eles. O Neto para o deputado: "Faz assim, me dá a meia dúzia de votos que você tem e eu te apóio, na próxima". O Albertassi sentiu-se valorizado e topou. Depois ficou pensando "quem tá mendigando meia dúzia de votos, não tem muito o que oferecer em troca. Acho que apostei no cavalo errado". 



Marcos Pereira é bispo da Igreja Universal, é presidente do PRB, é coordenador da campanha Celso Russomano e  acha que os católicos não devem se meter em política. Isto é coisa da cabeça dele, lá. Eles é que cuidem lá da religião e já estarão fazendo muito.  Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, apesar das missas oficiais, do Cristo crucificado nas dependências públicas e de a Igreja Católica ter sido a barriga de aluguel para o  PT, acha que os evangélicos devem se restringir ao campo religioso e não se meterem em política. É assim. Eu se sou Deus não movia uma palha sequer nesta briga não. Ela promete. No ano passado, Marcos postou no seu blog que a Igreja Católica tem o “controle das ações do governo, seja federal, estadual ou municipal”. E mais. Disse também que a Igreja Católica era responsável pela distribuição do Kit gay, do Fernando Haddad no Ministério da Educação.  O kit gay é um lixo e a acusação, uma leviandade. O texto morreria no nascedouro porque ninguém ia mesmo dar confiança pra uma porcaria dessas.  Mas eleição é eleição. Aí, ressuscitaram o texto.  Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, reagiu. Soltou uma nota que é lida nas missas.  O bispo diz que  o PRB é um partido “manifestamente ligado à Igreja Universal”. Pois é. Isto é lá coisa da cabeça dele. Não é de hoje que a  Igreja Católica participa da vida política. No império o catolicismo foi a religião oficial, vivendo sob a tutela da nobreza. Na república ficou ainda mais robusta: ganhou independência e elegeu representantes pela Liga Eleitoral Católica, em 1934. E, hoje, o que faz esta dupla  Leonardo Boff e frei Beto que não seja política.  É, como se dizia antigamente, o porco rindo do toucinho. 


Gêmeos de pais diferentes



Há mais ou menos um ano, arrepiamo-nos todos com a notícia de dois irmãos gêmeos, irmãos, apenas, por parte de mãe. O pai de um não era o pai do outro. A mãe, a mãe sim era a mesma.   Foi bem o que se deu com uma polonesa que mantinha relações também com outro homem além do marido.  Grávida decidiu-se divorciar pensando que o filho era do amante. E foi-se embora com ele. Vieram, enfim, os bebês - um menino e  uma menina. O teste de DNA comprovou a suspeita só pela metade: Um dos filhos era do outro, fosse qual fosse a perspectiva de quem analisava.  O filho era do ex-marido e a filha era do então amante. Agora, vem lá da Inglaterra outra noticia surpreendente. A possibilidade de um bebê ter um e apenas um pai e duas mães.  É uma  experiência da engenharia genética está sendo desenvolvida para ajudar as  mães com falhas na mitocôndria – a usina de energia da célula. As mitocôndrias são transmitidas apenas pelo lado materno. Um casal com este  tipo de problema  poderá usar um óvulo doado por uma outra mulher. O laboratório criará um óvulo híbrido, com o DNA majoritariamente da mãe. O bebê nascituro terá o DNA das três pessoas envolvidas. O governo britânico autorizou as inscrições para o tratamento até o dia 7 de dezembro. Pretende, após o fechamento das inscrições, estender este benefício à população. Fonte: Revista Isto É.



Chris Tangey, 52 anos, é um cineasta australiando que, há mais de 20 anos, batalha no ramo. Seu maior e incomparável sucesso é recente. Um curtíssima  sem roteiro, sem planejamento e sem o investimento de sequer uma pataca. nenhuma grana . Chris viajara para o Norte em busca de um bom lugar para mais um trabalho. Foi parar em Curtin Spings Station. Mal acomodara suas tralhas, um arbusto que se incendiava chamou-lhe a atenção. Mirou ali suas lentes. Não era um arbusto que se incendiava; era um tornado de fogo. Dali a pouco, aquela coluna de fogo formada traçaria na sua trajetória um caminho de cinzas. Chris filmou tudo, tudo. Do princípio ao fim. Guardou o filme a sete chaves. Na segunda feira passada deu-o à luz, através do Daily Mail. Aí, todo mundo ficou sabendo. Seu relato impressiona. Definiu o tornado como um redemoinho de 30 m de altura e que roncava feito um avião supersônico. As explicações do fenômeno vão desde o cumprimento das Sagradas Escrituras até a um acontecimento cientificamente previsível. Para David Mattheus, do Darwin Weather Bureau, trata-se de uma corrente de ar com vorticidade (tendência de girar) que se forma sobre o fogo. Não é o primeiro caso desses no mundo. O maior deles ocorreu no Japão em 1932. Mesmo no Brasil há registros de um desses acontecimentos em Araçatuba, São Paulo.

CURIOSIDADES



Santa Cruz, Rio Grande do Norte, é um promissor polo de turismo religioso. Esta é a sua vocação. A origem do seu nome tem esta marca. Em tempos bastante remotos, um missionário para protegê-la das periódicas cheias do  rio Trairi fez uma cruz de imbaré e o colocou no seu ponto mais alto Monte de São Carmelo. Daí, o nome de Santa Cruz. Agora, tanto tempo passado o mesmo  Monte de São Carmelo tem resgatada a sua sacralidade. Ali está construída o Alto de Santa Rita de Cássia. O maior monumento católico do mundo. São 56m de altura. Maior que a Estátua da Liberdade, nos EUA; maior que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Sua construção iniciou-se em 2007 e foi inaugurada em 2010.   Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional. 




Aquele lápis, amigo permanente das crianças nas escolas, é parente muito próximo de uma pedra valiosíssima - o diamante. A grafite e o diamante são mais que irmãos: eles têm a mesma composição química. Ambos são formados apenas por carbono. O que os distingue um do outro é a estrutura diferenciada, a forma como seus átomos estão organizados.  É tão somente essa organização que os torna tão direntes, quase opostos. São usados para fins completamente diversos. Enquanto podemos desgastar o grafite esfregando-o contra a nossa própria pele, o diamante é conhecido como o material mais duro.  

domingo, 16 de setembro de 2012

O AFETO QUE SE ENCERRA



Pode ser que o Franch resista e continue votando no Neto pro resto da vida. O Franch é fogo! Mas o grosso do funcionalismo quer ver o Neto pelas costas. Daí, esse vácuo imenso quando o Franch não está na platéia. Foi assim, na Parada do Sete de Setembro. Eu vi a agonia do Prefeito. Lá do palanque oficial, ele procurava no meio do público – ralo público – um olhar, um sorriso ainda que fosse amarelo. E nada. Agora, se o Franch estivesse lá, a conversa era outra. Muito outra. O prefeito receberia o olhar, o sorriso e até mesmo o aceno que era coisa com que ele não contava de jeito nenhum. Seria demais. Mas do Franch podia esperar tudo aquilo e muito mais. Inclusive o aplauso,  o brado de "Viva o Prefeito!" e um chapéu atirado para cima. Mas nada disso houve. É bem verdade, que havia pouca gente lá  na avenida e havia muitos candidatos disputando suas atenções, também. A concorrência era grande. Lei da oferta e da procura. Pude ver, no fim, uma multidinha que se acumulava junto a Jussara Pacheco. Ela é talvez de todos os candidatos a vereador a única que é francamente oposição ao Neto. Não. Não direi a única. Pode haver outro por aí. Como pode existir um outro Franch. Claro. O que não pode mesmo haver é dois Zezinhos da Ética. Mas isto é outro caso. Sei que Jussara Pacheco levava na bandeja a notícia de que o Neto tinha levado um pito danado do juiz por ter descumprido o PCCS. Há dezesseis anos, o prefeito brinca de esconde-esconde com essa lei. Agora, o castigo veio a cavalo. Bem na véspera da eleição. Seus auxiliares estão o orientando “É o ou dá ou desce”.




O Instituto de Advocacia Racial (IARA) encarou Monteiro Lobato. Quer o seu livro  "Caçadas de Pedrinho" fora do alcance das crianças. Tudo bem policiado como se pretende para as drogas. É um perigo! Tudo começou lá em 2010, quando o Conselho Nacional de Educação teve a infeliz idéia de inscrever este livro no índex. Determinou que ele fosse retirado da rede pública. Motivo: Racismo, num tratamento de negra dispensado a D. Benta.  Se este pessoal fosse, de fato, dado à leitura censuraria um outro livro de Monteiro Lobato intitulado "Negrinha". Mas não os alertemos. O Ministério da Educação que andava  escaldado por conta do kit gay que patrocinara e um livro prenhe de incorreções gramaticais que editara, deu uma no cravo: autorizou que o execrado livro continuasse inscrito no seu programa; deu outra na ferradura, colocando uma nota no livro, reparando-lhe a conotação do termo negra. Mas aí o caso já estava criado. O IARA não aceitou a decisão do MEC. Achou que ficou no barato. Quer ir além. Entrou com uma ação no  STF. Veio a audiência durou 3 horas e nada ficou resolvido. Estavam lá presentes  o Ministério da Educação, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial de uma parte; da outra parte não havia ninguém. Nem o escritor, que, por motivos óbvios, não compareceu. Há quarenta e dois anos trato minha mulher de “minha nega”. Estou pensando em mudar o tratamento para “minha branca azeda”. É menos arriscado.
  


Ponhamos nossos olhos em Honduras e fiquemos atentos. Pode vir de lá um bom exemplo. Seu governo quer privatizar cidades inteiras no país. E já deu os primeiros passos – anunciou aos quatro ventos a sua intenção. Algumas empresas estrangeiras o ouviram lá no estrangeiro e já estão escolhendo o tipo de cidade que querem para si. Duas cidades despontam entre na preferência:  Austin, nos  EUA e a de Blangadore na Índia. A primeira fica no Texas e é considerada a cidade verde pelos americanos e abriga abriga um grande parte tecnológico; Blangadores foi eleita pela revista Forbes como um dos municípios de mais promissor  desenvolvimento. Tá tudo prontinho para começar. É só passar no cartório e tomar posse. Cada empresa que participar do projeto sua própria cidade a partir do zero. Tudo, tudo. Inclusive as suas próprias leis. A idéia é a de se criar como que um arquipélago dentro do país. Essas cidades serão como ilhas  formando as REDs (Regiões Especiais de Desenvolvimento). Se der certo, para eles lá a gente pega e Volta Redonda essa  metade que nos restou.



É o fim das intimidades. Tudo é público; nada é privado. Nem mesmo a vida do cavernoso caranguejo chamado "ermitão", escapa dos olhos bisbilhoteiros da ciência. Vasculham tudo. Desde a duquesa Kate até o caranguejo hermitão, estamos todos  expostos. E, assim, descobriram que as fêmeas dessa espécie de caranguejo estão mudando de sexo. Já levantaram a ficha do vilão dessa história. É um certo TBT. Composto usado para revestimento de cascos de barcos. Foi encontrado aqui nas águas do sudeste brasileiro alguns desses animais com características hermafroditas. Ora, nessa espécie, não existe esta coisa de área cinzenta. Com eles, o bicho é ou não é. Não tem essa, não. O biólogo  Bruno Sant'Anna da UNESP já tinha observado comportamento semelhante em uma espécie de moluscos, o Clibanatarius vittatus. Garante o seu colega o biólogo  Osmar Domaneschi, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo que em nenhuma das outras 20 mil espécies esse fenômeno foi observado. Pelo sim, pelo não, fiquemos atentos. Quando falarem que a "água imprópria para o banho"  convém não abusar. Quem avisa amigo é. 



CURIOSIDADES



Os nossos primeiros presidentes do Brasil eram maçons. A participação da maçonaria na nossa história vinha lá desde o século XVIII. Entretanto, atingiu notável relevância, no século XIX, com a sua luta pela causa republicana.  Isto a fez perseguida a tal ponto de perder várias das suas lojas. Mas ainda assim crescia o número dos seus iniciados, ajudado pela forte participação maçônica na imprensa. Em 17 de junho de 1822, juntaram três das suas lojas numa única unidade que se chamou Grande Oriente Brasileiro. D. Pedro I, apesar das divergências de ele ser monarquistas e a maçonaria republicana, tratava a maçonaria com urbanidade, tento até se tornado o seu terceiro grão mestre do Grande Oriente. Mas, depois disto, o namoro durou pouco. Logo nos primeiros dias de feita a independência, o imperador conhecera de perto a instabilidade política e tratou logo de fazer fechar o Grande Oriente. Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional



O Trypanosoma brucei, causador da doença do sono, escapa com facilidade do ataque dos anticorpos. Daí, essa dificuldade que se tem para  criar uma vacina e preveni-la. A grande arma desse parasita é a proteína  adenilato-ciclase. Quando os primeiros deles invadem um organismo e  são destruídos,  essa sua proteína envenena a célula anticorpo destruindo-a também. O caminho se torna vulnerável  para novos invasores.  A doença do sono é transmitida pela mosca Tsé-tsé e ameaça mais de 60 milhões de pessoas em 36 países, da África Subsaariana.  Esse mal também afeta a agropecuária. Eliminado esta doença há estimativas de que a produção do gado se quintuplicaria, revela o biólogo belga Didier Salmon, coordenador da pesquisa.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

AS MUITAS FACES DA COMUNICAÇÃO


Com chuva ou sol, eu vou à praça da prefeitura. Cinco minutos, apenas. Paro, me benzo e digo  “Sai daí, que esse corpo não te pertence, Seu Coisa!” E, sinceramente, parece que as  providências estão sendo tomadas. No princípio, havia  pessoas que até riam de mim. Agora, tá mudado. Depois de  muita falta de água, na cidade, falta de escolas nos bairros, barulho demais na Ilha São João... Só podia dar nisto. E tem gente que pensa que Deus não vê as coisas. O meu grupo de orações cada vez aumenta mais. Tudo afinadinho comigo. No final da minha exortação eles dizem "amém". E uma senhora que não encontra remédio nos hospitais, diz - quase piedosamente - "Vá com Deus e as pulgas".  Acho muito gratificante esse reconhecimento pelo meu trabalho. Bem se diz que a fé remove montanhas. Agora, tá todo mundo vendo. Ruim mesmo é ser dessa gente que faz, faz, faz e ninguém sabe o que ele quer, ninguém o compreende. Tenho pena desses infelizes feito o jornal Fatos e Análises, coitado. Morro de pena dele. Dizem que ele foi criado para defender o Prefeito. Na verdade, eu não entendo assim, não. Tenho minhas dúvidas. Primeiro pelo seu estilo panfletário. Este estilo, como todo mundo sabe, é próprio da oposição; só fica bom nas mãos dela.  Ser panfletário defendendo governo é o mesmo que dar beliscões com luvas de box. Sinceramente, acho que esse tal Fatos e Análises é do Zoinho. Em caso contrário, não teria publicado que as empresas do Loureiro - vice do Zoinho - não são sediadas em Volta Redonda. Ora, o Loureiro não é nenhum desconhecido do Prefeito. Com certeza já tomaram muita cerveja juntos. Ele era presidente do Voltaço.  E o prefeito não aproveitou nenhuma dessas oportunidades para trazer aquelas empresas para nossa cidade. É duro de acreditar. Quantas outras empresas não vieram por falta de empenho do prefeito? A intenção do jornal, pra mim, é claríssima! Eu não quero prejudicar ninguém, mas tenho que fazer um reparo. É uma questão de justiça.  Se o jornal Fatos e Análises, fazendo o que faz, recebe algum da prefeitura, o jornal Aqui devia receber muito mais.

FHC, a mais das vezes, é um gentleman. Às vezes - intencionalmente, ou não - dá também as suas caneladas. Faz parte. Ele é indiscutivelmente a maior estrela do PSDB. Só o partido não sabe disto. Não lhe fazem nenhuma reverência em tempo nenhum. E quando chegam as eleições a coisa fica ainda pior - querem enfiá-lo num armário.  Na outra margem, vai o Lula, amado até pelos correligionários em que pisa. O PT só existe com ele e para ele. Lula empurra nomes pela goela do partido a dentro, semeia ventos e não vê nenhuma tempestade por aquelas bandas de lá. Nem sinal. Chegam as eleições ele sai às ruas lépido e fagueiro conquistando votos para os seus. O partido inteiro o segue submetido. No domingo passado, saiu um artigo do Fernando nos Estado de São Paulo e no Globo. Querendo, de novo, o seu espaço, mas preservar o namoro, FHC aliviou a moça e desancou o Lula.  Na vida, tudo é uma questão de escolha. Assim, disse que a moça recebera uma “herança pesada” e  que a desorientação também herdada trouxera crise moral ao seu governo. Dilma matutou: Fazendo assim  ganho isto perco aquilo; fazendo assado, ganho aquilo e perco isto. É. Tudo é escolha. Levou uma semana, escrevendo e reescrevendo sua resposta. Enfim, aliviou Lula e desancou o Fernando - disse que recebera do ex-presidente Lula uma herança bendita. "Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob ameaça de apagão". O público interno lulo-petista comemorou. E harmonizou um pouco aquela gente que estava de bico torcido com ela, dentro do partido. O PSDB não tugiu nem mugiu. Foi na medida. Há poucos dias, o senador Aécio Neves, potencial candidato a presidente da república em 2014, fez críticas duríssimas ao mensalão. Dilma deu de ombros. Ela está sonhando com a reeleição e já escolheu até o adversário. Quer brigar com FHC que não tem seguidores. 

Cidade Ermo do Sul

Muito já se ouviu falar na multiplicação dos peixes e do pão. Mas há outras multiplicações espetaculares também. Este é bem o caso da multiplicação dos eleitores, no Estado de Santa Catarina. Isto parecia ter parado lá na República Velha, quando o senador Pinheiro Machado de bigodes a Salvador Dali e rebenque cabo de prata ia anunciar os eleitos. Era dureza. Pois é. Já que não podem ressuscitar o finado senador estão lançando mãos de outro expediente. Tudo se adapta.  Vem lá de Santa Catarina a notícia de que em 17 dos seus municípios o número de eleitores supera o número de moradores.  Em um desses municípios, essa diferença atinge 579 pessoas. Não é pouca coisa, não. É mais ou menos o mesmo número de votos que o Jari do PT vai ganhar aqui com apoio do Paiva e tudo. É isto. Os números tão aí. É só buscá-los. Em Santa Catarina, compararam os dados do TRE com os do último censo do IBGE e encontraram o espírito anti-republicano.  Na cidade Ermo do Sul a relação entre moradores e eleitores é de 90%. Quem sabe os eleitores estão pensando assim - "votar lá eu até posso votar. Mas morar, Deus me livre!" 



A Dutra Leilões promoverá mais um dos seus, em São Paulo. Caçadores de   objetos antigos e raros que se ponham atentos. Outro igual será difícil aparecer. Um pacote de 280 lotes de objetos da familia real portuguesa e  monarquia brasileira irão a leilão.  Eles estavam nas mãos de colecionadores particulares e, agora, serão negociados. Irão, talvez, para as mãos de outros colecionadores.  Os diretores da Dutra Leilões, entretanto, esperam, com esta promoção, atraírem empresários motivados a adquirirem essas peças com a posterior doação a museus brasileiros. Quem for lá encontrará o contrato original do casamento de D. Pedro II com a Imperatriz Dona Tereza Cristina cujo lance inicial está estabelecido em R$ 4000,00 e muitas outras peças, como, por exemplo - uma bengala de Cherles Miller (O homem que trouxe o futebol para o Brasil) e ainda brincos usados pela Princesa Isabel, um bule e uma baixada de prata. E muito mais.


CURIOSIDADES

Luís Simões Lopes, Presidente do DASP, fundador da Fundação Getúlio Vargas era daqueles. Tinha uma grande vocação para tirano. Foi um dos auxiliares do governo de Getúlio Vargas, na década de 40. Julgava-se poderoso e frequentemente testava a sua força.  Um dia, fez mais uma das suas. Mandou um ofício  para todos os ministros. Oswaldo Aranha, Ministro da Fazenda, o recebera também. Leu pra ver o que lhe pedia, pegou a caneta e despachou: “Vai à merda!” Seu chefe de gabinete ficou assustado. Perguntou-lhe se devolvia o documento aberto ou dentro de um envelope. "Aberto!", respondeu o ministro. Muita gente lera aquele despacho que chegara, enfim, às mãos de  Luis Lopes. Não teve dúvida o moço. Foi direto a Vargas. Ele ou eu, seguia pensando. Pediria demissão.  No gabinete do presidente contou tudo direitinho, inclusive o que pretendia fazer. Getúlio  o sossegou dizendo-lhe "se você não vai à merda mesmo, então fica e o Oswaldo é quem vai se sentir desmoralizado.  Luis Simões acreditou e ficou. Fonte – Folclore Político de Sebastião Nery


A flor do Pau-Brasil é uma flor bonita e rara. Desabrocha  apenas uma vez por ano e tem a vida das flores. O pau-brasil é uma árvore muito ligado à nossa História. No século XVI, constituiu-se na nossa primeira atividade econômica. Sua resina servia para obtenção de tinta para tecidos. Hoje, é quase que só peça de museu. Alguns dos seus exemplares são encontrados também  no Jardim Botânico em São Paulo. Suas flores tem as pétalas grandes e amarelas e o miolo vermelho. E têm um odor muito  próximo ao do jasmim.   O caule é formado por uma madeira avermelhada. Seu nome científico é Caesalpinia echinata, uma homenagem que o botânico Charles Plumier prestou ao também botânico Andrea Alpino. O echinata foi trazido do latim e quer dizer "com espinhos". Antes, muito antes, os indigenas já a haviam batizado de ibirapitanga - madeira vermelha, em Tupi. Fonte: Flores da LULU, blog no Estadão)



Felisberto Caldeira Brant
Marques de Barbacena

Dois anos depois da declaração da independência, a economia do Brasil  claudicava. Justo no dia 7 de setembro de 1824, decidia correr o chapéu, na Europa. Este seria o nosso primeiro empréstimo externo, 3 milhões de libras esterlinas. O império brasileiro passava por uma situação verdadeiramente instável. Desde quando D. João VI deixara o Rio de Janeiro a situação vinha se agravando. O rei limpara o Banco do Brasil e ainda nos sobravam as dívidas da guerra da independência. O empréstimo era uma saída. O governo  imperial enviou, então, a  Londres,  o marechal Felizberto Caldeira Brant  e o conselheiro de Estado Manuel Rodrigues Gameiro Pessoa para as negociações. Nossas rendas das alfândegas foram oferecidas como garantia do pagamento. Os credores, um grupo de banqueiros britânicos, mais tarde transferiram os cuidados dessa dívida para  Nathan Mayer Rotschild, membro da poderosa dinastia de banqueiros.  Fonte - Revista da História do Brasil, da Biblioteca Nacional