sexta-feira, 4 de março de 2011

CHOCADEIRA MUNICIPAL DA DENGUE

Chocadeira de Aedis, na Ilha São João


Volta Redonda. O Prefeito Neto, nas suas noites de insônia, não conta carneirinhos, nem o que prometeu e não cumpriu; ele pega o jornal Foco Regional que melhor tranquilizante não há. E o lê até lhe pesarem as pálpebras, agradecido. Eh, vida! É como dizia o ex-Presidente Arthur da Costa e Silva : "Eu não sei nada, nada de liberdade de imprensa. O que eu gosto mesmo é de elogio".  E, convenhamos, tem gente que sabe fazê-lo muito bem. Elogiar é uma arte, como o é o ofício do batedor carteiras. Há, entretanto, uns amadores soltos por aí. Parece que era bem este o caso daquela inacreditável pesquisa depois das eleições. Dizem deu 108% de aprovação popular para o Prefeito. Aí, o Neto sorriu e agradeu dizendo que aquilo não podia, que tinha que ir no máximo a 100%, mas ele ainda achava exagero. O Neto é modesto.  Aí o dono do instituto respondera que dava sim é que muita gente tinha votado várias vezes. Que um dos entrevistados tinha votado 1200 vezes.  Aí, o Prefeito sorriu de novo e falou mesmo assim: "Deve ser o Zezinho da Ética. Ou, então, o Franklin, nosso funcionário aqui". Um assessor ao lado falou - "Pode ser o Foco Regional, também!" Aí, o prefeito riu de balançar-se na cadeira. E respondeu "Como vou saber agora? É tanta gente que gosta de mim. Não dá nem para contar nos dedos". Mas eu queria mesmo é falar do Foco Regional. O caso da dengue, por exemplo, o jornal põe toda a culpa nas residências. Ele não vê os tantos empoçamentos nos lugares públicos. Não vê os milhares de copos descartáveis amontoados pelos cantos lá na Ilha São João e nem suas poças cimentadas. E se ele não o vê, a Secretaria do Meio Ambiente também não vê. É por isso que eles falam - "mesmo uma tampinha de cerveja já é perigoso". E publica fotos do pessoal do meio ambiente ouvindo a conversa.





José de Paula Neto, Netinho, atende por pagodeiro, umas vezes e, por outras como vereador. Pelo que diz a CGU, ele pode ser também chamado de peculador. Mas este nome ele não aceita, nem atende. Quando alguém liga pra ele e pergunta se o peculador está, ele fica brabo. Só não xinga a mãe porque pensa que pode ser a CGU ou a Polícia Federal. Há mais de sete anos estão cobrando onde é que ele enfiou o dinheiro recebido para obras sociais. É que o Netinho tinha se comprometido com a construção de núcleos esportivos para 1 300 crianças e adolescentes de Carapicuiba, seu curral eleitoral. Recebeu a grana e não construiu nada. Aí, o governo quer o dinheiro de volta. Vai continuar querendo. Diz que é R$ 1 milhão. Coitado do Netinho. Agora, até a Corregedoria da Câmara Municipal quer saber o que que ele fez com os R$ 184 725 anuais que ele recebe para gastos sociais. Dizem que ele apresentou um monte de notas fiscais todas fajutas. Para os seus eleitores ele diz "Não sou bandido e serei prefeito dessa cidade, quer queiram, quer não". É. Ele sonha virar prefeito. Ou no mínimo, no mínimo, no mínimo... Vice prefeito. Diz que compõe chapa com qualquer um para chegar lá. Tanto faz que seja Deus ou o Diabo. Ou mesmo o Chalita, esse que às vezes é Deus e às vezes é o diabo e às vezes não é absolutamente nada. Eu, cá da minha parte, não faço pouco caso do moço. Sei como são essas coisas. No ano passado, ele e Marta Suplicy saíram para senadores pela mesma coligação. Ele tinha coberto a esposa de porradas e ela, a Marta, uma intransigente defensora da Mulher. No entanto, os dois andaram até de braços dados na campanha e acredito que tenham trocado muitas palavras de carinho.



Círculo encontrado em Upuaçu
foto: Revista Isto é


Upuaçu é uma cidade de Santa Catarina, com 6000 habitantes. Tem mais turistas que visitantes. Agora, o que mais acontece é de um morador topar com um desconhecido na cidade. Tem até hotel. E o seu povo nem comenta mais as novidades na esquina. Novidade das grandes eles viveram em 2008. Desde os anos 70s já se contava que lá para as bandas da Europa estavam aparecendo uns círculos traçados no chão. Eram os tais crop circle (circulos desenhados em área de colheita). E muito se dizia e diz que aquilo era coisa de extraterrestre. Mas havia e há daqueles que querem enfiar o dedo nas chagas pra ver se é verdade mesmo. Sem dar importância a um nem a outro, os círculos continuaram aparecendo aqui e ali e, não raro, repetindo o local. Vai que um dia chegou a vez do Brasil, justamente lá em Upuaçu, onde TV a cores ainda era novidade. E, da mesma forma que no resto do mundo, lá os círculos apareceram da noite para o dia. De tardezinha não tinha nada; de manhã lá estava o crop circle. Esse enigma torna o acontecimento mais  envolvente. Não se fala que o povo na cidade está com medo, fala-se apenas que tem muita gente ganhando mais dinheiro.

Dilma Rousseff
Foto: O Estado de São Paulo


Para garantir o reajuste do Bolsa Família Dilma Rousseff cortou recursos de ações sociais para jovens e mulheres. Cerca de R$ 340 milhões foram remanejados. Embora Dilma tenha apontado prioridades para políticas voltadas para jovens e mulheres, na campanha. Ainda assim, a medida aumentou em R$ 2,1 bilhões os gastos previstos no Orçamento deste ano, um dia depois de a equipe econômica ter feito um corte de  R$ 53,5 bilhões nas suas despesas. O  Programa de Erradicação do Trabalho Infantil perdeu R$ 27,6 milhões. Na ação destinada a "assegurar proteção imediata e atendimento psicossocial a crianças e adolescentes vítimas de violência, abuso ou exploração sexual", a redução foi de R$ 6,2 milhões. O Programa de Promoção da Inclusão Produtiva, principal "porta de saída" para os beneficiários do Bolsa Família, também foi parcialmente sacrificado e perdeu 10%.


VERSOS
         Os versos abaixo foram escritos em homenagem ao meu amigo Eloy Alves Marcondes, funcionário da CEDAE, em Piraí. Ele também possui o seu blog : democracia-nossa.blogspot.com e podia estar comigo nesta mastodôntica campanha de derrubar prefeito. Tem tantos prefeitos por aí... Eu da minha parte quero derrubar o Neto. Com essa minha espingardinha de rolha todo o dia vou ao meu parque de diversão e fico tentando. O Neto é aquele patinho que passa correndo lá no fundo da barraca. Eu acerto o tiro, ele balança e não cai. Tem gente que grita "Puxa vida! Quase, sô! Capricha mais!" O dono da barraca gosta muito quando eu vou lá, porque junta gente pra daná pra ver o Neto cair. O Eloy conseguiria fazê-lo... a espingarda dele não é de rolha não, como se há de ver pelos versos abaixo:


Da esquerda para a direita: Juvenil, Michele e
Eloy Alves Marcondes

Fanfarronices de um Falcoense
Vim das bandas de Falcão
Vivo, agora, em Piraí.
De inimigo nunca fugi
Não adio confusão.
Sem nenhuma pretensão,
Ninguém piso onde eu piso;
nem cobra sacode guizo.
Nas pelejas vou com tudo
Pra brigar roupa não mudo
Pra matar não mando aviso.

Problema não minimizo
Nas pelejas vou com tudo
Pra brigar roupa não mudo
Pra matar não mando aviso

Pra ladrão, tenho cadeia,
pra mulher tenho carinho,
pra sonhar eu tenho vinho,
pra deitar eu tenho areia,
pra valente cara feia.
Nunca fico indeciso.
Mesmo quando eu perco o siso
Nas pelejas vou com tudo.
Pra brigar, roupa não mudo.
Pra matar não mando aviso.

Problema não minimizo
Nas pelejas vou com tudo
Pra brigar roupa não mudo
Pra matar não mando aviso

Quando falo, falo grosso!
Não fico de nhem-nhem-nhem!
Nunca perdôo ninguém.
Se insiste quebro o pescoço.
como a carne, rôo o osso.
Um jantar eu improviso.
Não carrego prejuízo.
Nas pelejas vou com tudo.
Pra brigar roupa não mudo.
Pra matar não mando aviso.

Problema não minimizo
Nas pelejas vou com tudo
Pra brigar roupa não mudo
Pra matar não mando aviso

Tenho rifle, tenho faca
Mas disso não faço abuso.
Com os cabras que eu cruzo,
Rosolvo loco a inhaca.
Quando estou com a macaca,
Não me responsabilizo.
Dou tapa, chuto e piso.
Nas pelejas vou com tudo.
Pra brigar roupa não mudo
Pra matar não mando aviso

Problema não minimizo
Nas pelejas vou com tudo
Pra brigar roupa não mudo
Pra matar não mando aviso

Deus me fez, assim, valente
Para endireitar este mundo.
Na reforma vou bem fundo
Não escapa bicho nem gente.
Nem saudável, nem doente
Nem sábio nem sem juízo
Inimigo não diviso
Nas pelejas vou com tudo
Pra brigar roupa não mudo
Pra matar não mando aviso.

Problema não minimizo
Nas pelejas vou com tudo
Pra brigar roupa não mudo
Pra matar não mando aviso

Cada um tem quem o dome.
O atacante seu zagueiro
Cada touro o seu toureiro
Cada mulher o seu homem.
Só a mim, nada consome.
Eu não me escravizo
Pra escapar sou muito liso.
Nas pelejas  vou com tudo
Pra brigar roupa não mudo
Pra matar não mando aviso.

Problema não minimizo
Nas pelejas vou com tudo
Pra brigar roupa não mudo
Pra matar não mando aviso

Sou caboclo esquentado.
Numa briga no Varjão,
Fiz correr um capitão.
E nem falo dos soldados
Talvez uns cem arriados.
Mas não os contabilizo
Coisa pouca não preciso
Nas pelejas  vou com tudo
Pra brigar roupa não mudo
Pra matar não mando aviso.

Problema não minimizo
Nas pelejas vou com tudo
Pra brigar roupa não mudo
Pra matar não mando aviso


Auto de continuação de perguntas feitas ao Alferes Joaquim José da Silva Xavier. 
  (Segundo depoimento)




            Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e oitenta e nove, aos vinte e sete do mês de maio, nesta cidade do Rio de Janeiro nesta Fortaleza da Ilha das Cobras, aonde foi vindo o Desembargador José Pedro machado Coelho Torres comigo Marcelino Pereira Cleto, Ouvidor, e Corregedor desta Comarca, e Escrivão nomeado para esta devassa para o efeito de continuar estas perguntas, e sendo aí mandou vir à sua presença o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, ao qual sendo presente continuou as perguntas na forma seguinte: E eu Marcelino Pereira Cleto, Ouvidor, e Corregedor da Comarca, Escrivão nomeado para esta devassa o escrevi. E, sendo-lhe lidas as perguntas, que se lhe haviam feito, e perguntando-se-lhe se eram às mesmas, e de novo as ratificava. Respondeu, que eram as mesmas, e de novo as ratificava.
E sendo-lhe perguntado, se era verdade ter tido a conversação com o ajudante João José Nunes Carneiro, conforme ele declara no seu juramento.
Respondeu, que, fazendo reflexão sobre a conversação, que tinha tido com ele lhe lembrava ser verdade ter conversado com o dito ajudante sobre as matérias, que ele diz no seu juramento; porém que não fora com o ânimo, nem com o veneno que a dita testemunha se persuade, e se quer imputar a ele respondente; pois o modo porque falou nisso foi, dizendo, que o povo de Minas estava em desesperação, por lhe quererem lançar a derrama, e que era muito má política, o vexar os povos porque poderiam fazer, como fizeram os ingleses, muito principalmente se se chegassem a unir as Capitanias do Rio de Janeiro, e S. Paulo, e que se houvessem pessoas animosas poderiam até atacar o Ilustríssimo e Excelentíssimo Vice-Rei no seu palácio; mas que nada disto ele respondente disse, convidando a ninguém para que o fizesse, nem dizendo, que o queria fazer; mas tão-somente em matéria de conversação, referindo e considerando o perigo, e as conseqüências, que podiam seguir-se se não houvesse cuidado em contentar o povo, e que se ele acrescentou - se fossem animosas, como ele respondente, - foi por encarecer o seu ânimo, e por basófia, mas não porque intentasse tal coisa.
E sendo-lhe mais perguntado, se ele sabia quais eram as pessoas, que estavam dispostas para se levantarem no caso, que se lançasse, a derrama, ou ao menos quais eram as principais.
Respondeu, que geralmente todas as pessoas da maior até a mais pequena diziam, que se se pudesse a derrama, a não pagavam, e que saiam da Capitania; porém que ele respondente não sabia, que se houvessem de levantar com violência, nem que tivessem cabeças, ou capatazes para isso, a quem se acostassem.
E sendo-lhe instado, que dissesse a verdade, porquanto se sabia, que haviam cabeças no projeto do levante, e que tanto intentavam fazê-lo por força, que destinavam tirar a cabeça ao Ilustríssimo e Excelentíssimo Visconde, Governador, e Capitão General, e mais a outros, que não seguissem o partido.
Respondeu, que ele não sabia de cabeças algumas neste partido, nem de que se intentassem fazer os delitos das mortes que se diz, e só ouviu dizer ao Coronel Joaquim Silvério dos Reis, quando aqui chegou, falando ambos a respeito de Minas, e como estavam lá os negócios a respeito da derrama, referiu o dito coronel, que o povo estava impaciente, e que principalmente os que deviam à Fazenda Real, e disse que os que estavam mais levantados eram o Desembargador Thomás Antonio Gonzaga, o Coronel Ignacio José de Alvarega, o vigário de S. José, o Padre Carlos, e outros mais de que se não lembra.
E sendo instado, que dissesse a verdade, que bem mostrava faltar a ela; porque nas perguntas, que antecedentemente se lhe tinham feito, não declarou nada disto, antes absolutamente negou, e só disse a respeito de ter dito ao dito coronel - que vinha trabalhar para ele -, que fora expressão, que proferira à toa.
Respondeu, que então não dissera o que agora diz, porque não estava lembrado, e o que agora lhe sucede de se lembrar melhor é em razão de estar examinando com mais miudeza as conversações, que teve a este respeito.
E sendo mais perguntado, que visto ele ter examinado melhor as conversações, que tinha tido a respeito desta matéria, lhe havia de lembrar muito bem, o que disse a respeito de um soldado, que pretendia baixa, e se lastimava de a não ter conseguido, a que ele respondente saiu, dizendo, que era bem feito, visto que os cariocas eram uns vis, patifes, e fracos, que estavam sofrendo o jugo da Europa, podendo viver dela independentes, cujo dito ouviram Valentim Lopes da Cunha, e Jeronymo de Castro e Souza.
Respondeu que tal não dissera, e que somente usara da expressão, de que tivesse paciência, porque também eles em Minas sofriam o mesmo.
E sendo instado, que dissesse a verdade, e persistindo no mesmo, mandou o dito desembargador vir as testemunhas do número terceiro a folhas dezessete, Jeronymo de Castro e Souza, e a testemunha referida a folhas dezoito, Valentim Lopes da Cunha, e sendo perguntados na presença dele respondente para que referissem as palavras, que tinham ouvido, eles as referiram constantemente do mesmo modo, que tinham jurado, e sendo então perguntado ao respondente, que dizia àquilo, não se atreveu a negar, mas disse que lhe não lembrava de tal ter dito, que eles testemunhas poderiam estar mais certos disso; porém que ainda caso o dissesse, não era com o mau ânimo que se presume: e por este modo houve ele dito desembargador por agora estas perguntas por findas, e acabadas, dando o juramento ao respondente de haver falado verdade nelas pelo que respeitava a direito de terceiro, e assinou com o respondente, e testemunhas depois deste lhe ser lido, e o acharem na verdade, e assinou também o Tabelião José dos Santos Rodrigues e Araújo, que a tudo esteve presente, de que dou fé. E eu Marcelino Pereira Cleto, Ouvidor, e Corregedor desta Comarca, e Escrivão nomeado para esta devassa o escrevi, e assinei.

Torres
Marcelino Pereira Cleto
Joaquim José da Silva Xavier
Jeronymo de Castro e Souza
Valentin Lopes da Cunha

domingo, 27 de fevereiro de 2011

DA INUTILIDADE PRODUTIVA


Vereadora Neusa Jordão
foto Foco Regional

Volta Redonda.Todo mundo fala na aposentadoria do Ronaldo Fenômeno e ninguém fala nos trabalhos da Câmara Municipal. Houve, é bem verdade, um momento em que a Vereadora América Tereza atingiu 12 pontos no IBOPE. Foi quando ela disse que teve um ano muito improdutivo. Um homem até falou assim: "Eu queria ver essa mulher na Prefeitura. Ela ia superar o Neto". E, sou testemunha, ela não falou um ano improdutivíssimo por medo. Mas foi bom. Eu e ela vimos a  Vereadora Neusa Jordão, morrendo de inveja, pensando - "Me aguarde". Acho até que ela balbuciou isso. O Paiva até perguntou se era com ela e a Neusa respondeu "É com os meus botões". De fato,  na primeira sessão do ano ela criou a inutilissima Comissão Permanente da Criança e do Adolescente. Já temos o Juizado de Menores, já temos o Conselho Tutelar, alguma ONG, certamente... Realmente ela pegou pesado. Me veio logo a cabeça a Casa dos Mortos de Dostoievski. Para lá levavam presos que eram condenados a trabalhos inúteis. Por exemplo, na parte da manhã eram obrigados a carregar as pedras amontoados num canto do pátio para o outro lado; de tarde tinham que trazê-las de volta para o lugar inicial. No inicio da noite, os presos iam para o refeitório. Estavam arriados.  Não pelo cansaço; mas esmagados pela humilhação. Eram uns inúteis. À noite, quando rezavam antes de dormir, não pediam a liberdade; queriam morrer. Como voltar para casa e encarar os filhos com aquela inutilidade absoluta por tanto tempo. E, no entanto, Neusa Jordão foi tão elogiada por seus pares. Até na hora do cafezinho ela ainda saboreava cumprimentos como se fossem as bolachas complementares.

Kadafi, Morales e Lula


A Telesur, rede oficial da TV venezuelana, é o tambor que Hugo Chávez usa para mandar mensagens mais longe. Ou quando precisa repeti-las incansavelmente. E o povo é mesmo assim. Só entende aquilo que se repete indefinidamente. . Agora há pouco me perguntaram que dia é o carnaval e eu falei "dia 6". Aí, a pessoa falou "dia 6?" e eu repeti "Dia 6". Então ele falou "puxa, dia 6". E eu "É dia 6". O Chávez sabe disto. Então, está aí a sua TV repetindo aos quatro ventos que a Líbia está pacificada, com o seu povo em casa, tranquilo e amando acima de todas as coisas o seu lider Kadafi. Mas o fato é que não ficou ninguém em casa. Mesmo os bebês amarrados em suas fraldas, dependuradas nas tetas das mães foram para o protesto. Mas Hugo Chavez é um aliado, companheiro antigo já até agraciado com o prêmio Kadafi de Direitos Humanos em 2004. Se bem que muitos aliados o deixaram de lado. Lula chamou Kadafi de "meu amigo, meu irmão", mas o Itamaraty não tem mais aquela mesma posição carinhosa com o tirano. Condena o seu regime e pede ao Conselho de Segurança da ONU que investigue seus crimes. A Austrália pediu claramente que Gaddafi abandone a Líbia. A Inglaterra exortou às autoridades mundiais que abandonem Kadafi e ameaçou as que não o fizerem deverão também ser julgadas por crimes contra a humanidade... Enfim, embaixadores seus o abandonam, habitantes abandonam às pressas o país, Barack Obama vai além da cara feia... Enquanto isto, Saif Al Islam, filho Kadafi, propõe perdão para os rebeldes. Diz que aqueles que se entregarem serão perdoados. Sei lá, tem gente que só assiste a TV Venezuelana.


Lá se vai o tempo da ama-de-leite. A mulher fazia, às vezes, quase uma viagem para alimentar com seu leite o filho alheio. Hoje, até o nome sumiu do vocabulário. Inventaram os bancos de leite e criaram as doadoras. É o mesmo sistema, mais cômodo, porém. Muitas vezes, tem até condução para levar à coleta e para trazer de volta para casa. Mas como diz aquela música "Tudo muda o tempo todo no mundo...", está dado o primeiro tiro nesta solidariedade. Um restaurante em Londres inventou o sorvete feito à base passo do leite materno humano. É o que vem publicado na revista Science, neste mes. O leite é pasteurizado, antes de ser batido com a casca de limão. E é com  o nome de Baby Gaga que ele chega ao mercado. A população se divide. Mas, apesar do preço, o negócio vai bem obrigado. É vendido a R$ 40 reais a bola. E não se consegue suprir a demanda, atender as firmas na frente do estabelecimento. Seus proprietários estão animados com a descoberta e já colocaram anúncio para recrutar  mães dispostas a vender seu leite para produção dos sorvetes. O fundador fabricante  Icecremists, Matt O'Connor não compreende a repugnância natural que o sorvete causa em algumas pessoas. Se é bom para crianças é bom pra todo mundo. É o que ele diz.

CURTAS

 Lugar de lixo não deverá ser mais o lixo. Mas ainda há muitas instituições aí - inclusive públicas - pregando essa idéia do passado. O lixo, hoje, é visto como uma fonte de riqueza. O Brasil produz perto de 670 mil toneladas de resíduos eletrônicos por ano. E não aproveita sequer 15% desse material. Somados a outros materiais, que também podem ser reciclados, o país perde R$ 8 bilhões por ano. Esses dados foram divulgados no Seminário Internacional de Resíduos e Equipamentos Eletrônicos promovidos pelo Porto Digital, um parque de desenvolvimento de software, no Brasil.


 A Universidade do Texas, EUA, traz a novidade: Coração aos pedaços tem cura. Um grupo de pesquisadores retirou de ratos recém nascidos, 15% do músculo dos seus corações. E dois meses depois, os viu recuperados e funcionando plenamente. É a primeira vez que se observa esse fenômeno entre mamíferos. Este estudo foi publicado pela revista Science. Entretanto, ratos com mais de uma semana de idade, quando submetidos a essa experiência não tiveram os seus corações regenerados expontaneamente. Espera-se com essa experiência evoluir para tratar eficazmente o coração humano.

CURIOSIDADES
TERCEIRA PARTE DO PRIMEIRO DEPOIMENTO DE JOAQUIM JOSE DA SILVA XAVIER
22 DE MAIO DE 1792



          E Sendo-lhe mais instado, que dissesse a verdade, porque se sabia, que ele respondente tinha dito, que os Cariocas eram uns patifes, vis, que era bem feito, que levassem com um bacalhau, visto que queriam suportar o Jugo, que tinham do Governo da Europa, do qual se podiam bem se livrar, como o fizeram os Americanos Ingleses, e que se todos tivessem o Seu ânimo já estaria isso executado, pois ele se achava com valor de ir atacar o próprio Vice Rei no Seu Palácio, e que nas Minas certamente se levantarão com o Governo, e que seria bom, que o Rio de Janeiro, e São Paulo dessem as mãos para a mesma empresa."
          Respondeu, que era inteiramente faltar à verdade, o dizeem, que ele respondente tinha dito semelhantes proposições: Pois só se ele tivesse bêbado, ou doido poderia tal proferir, e que demais as pessoas indicadas não eram capazes paa se lhe Comunicarem tais intentos, quando os houvesse, quais não houve.
          E Sendo-lhe instado, que não faltasse à verdade; porque se sabia muito bem, que ele tinha trabalhado Sobre este ponto, de forma que em Minas já era sabido pela maior parte de gentes, ainda mesmo sem serem pessoas de escolha, por ter grassado o projeto em razão de persuações, e falatórios dele respondente, e por isso é indubitavelmente certo, que ele respondente sabe perfeitamente deste caso, e das pessoas, que nele fazem a principal igura, pelas quais é perguntado neste ato para que haja de as nomear e descobrir".
          Respondeu que tal não há,  que tudo é uma quimera, que ele não é pessoa, que  figura, nem valimento, nem riqueza para podere persuadir um povo tão grande asneira.
          E Sendo instado, que dissesse a verdade, porque sem que ele tivesse qualidades, que julga necessárias para este  intento podia entrar nele.Seguindo partido de alguns Cabeças que o tivessem intentado.
          Respondeu, que nem tinha entrado em Semelhante projeto, nem dele tivesse noticia alguma.
           E insistindo nisto por mais instâncias,  que se lhe fizeram mandou ele Desembargador vir a testemunha do número Segundo o Ajudante João José Nunes Carneiro, e lendo ao respondente o depoimento desta testemunha, não tive, que lhe responder mais que uma Simples e fria negação, e só confeçou que lhe tinha dito, que se lançasse a derrama os Povos não quereriam pagar; porém conhecidamente se vê a falta de verdade, com que ele respondente nega os fatos que tanto a dita testemunha o Ajudante João José Nunes Carneiro, como o Coronel Joaquim Silvério dos Reis, os quais animadamente na sua presença asseveraram, o que tinham dito nos seus depoimentos, ao que ele respondente só respondeu que eram coisas que andavam armando; e quanto ao passo de ter dito ao Coronel Joaquim Silvério dos Reis quando se encontrou com ele no Caminho de Minas, que fosse, que ele vinha trabalhar para ele, respondeu, que se não lembrava desse dito, e que se o disse foi sem consequência, sem fim algum; o que mais convence a sua falta de verdade; porque as coisas se não dizem sem Consequencia e sem fim algum; E por esse modo houve o dito Desembargador estas perguntas por findas e acabadas, dando o juramento ao respondente, e testemunhas depois deste lhe ser lido, e acharem na Verdade, e assinou tambem o Tabelião José dos Santos Roiz de Araújo, que a tudo estava presente: E eu Marcelino Pereira Cleto Ouvidor e Corregedor desta Comarca e Escrivão nomeao para esta Devassa o escrevi: Diz a emenda no princípio dessas perguntas, ou entrelinha = filho de Domingos da Silva dos Santos = e eu sobredito o escrevi e assinei.
Torres
Marcelino  Pereira Cleto, Joaquim José da Silva Xavier, João José Nunes Carneiro, Joaquim Silvério dos Reis, José dos Santos Roiz
Obs.:  Fim do primeiro depoimento de Tiradentes. Na próxima postagem publicaremos o seu segundo depoimento, acontecido cinco dias depois deste.
FALA O LEITOR
Hoje 25 de fevereiro foi inaugurada a Praça Sansoni, no bairro Barreira Cravo. A Associação de Moradores se mobilizou para que tivesse uma boa representação dos moradores no evento. Estiveram presentes o Prefeito Antonio Francisco Neto, o vice Nelson Gonçalves Neto e a vereadora, também nossa presidente da associação de moradores, América Tereza, Marcos Neto. Houve apresentação musical da Banda da Prefeitura e distribuição de pipocas e algodão doce. A praça tem também um completo equipamento de ginástica.
 Rosane Sepulveda




Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o, quando este tentava pular o muro com os patos, disse-lhe:
– Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas, sim, pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei, com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, diz:
– Dotô, resumino, eu levo ou deixo os pato?

Recebi este e-mail e acho que é interessante para o seu blog. Um abraço, pai
Leonardo Sepulveda

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

DA CONVERSA AO PÉ DO OUVIDO



Volta Redonda. Sinceramente, eu não entro na Câmara Municipal sem fazer o meu Pai Nosso e pedir  proteção dos seiscentos orixás. Eu tenho muito respeito. Conheci muita gente que entrou ali, até falando grosso...  Tão aí, agora. Não tem manso, não tem brabo. Todos ficam iguais. No outro dia eu até saudei o Conrado pensando que ele era o Soró. Ele me falou assim – “Eu sou o Conrado”. Aí, eu disse assim – “Deixa de ser bobo, Soró”. O leitor que só  conhece essa gente por fotografia há de pensar que é exagero meu. Mas vá vê-los trabalhando. Vai vê-los pensando... É todo mundo afinado pelo mesmo diapasão. Não sei se é o Prefeito que fala alguma coisa no ouvido deles... Com Alexandre Magno foi assim. Havia um cavalo chamado Bucéfalo danado de brabo. Não deixava ninguém montar-lhe as costas. Aí, deram o cavalo de presente para o imperador. Alexandre, que sabia das coisas, foi lá e cochichou no ouvido do cavalo que ficou manso na hora. Aliás, foi mesmo assim que aconteceu com o senador Paulo Paim, aquele maior defensor do trabalhador. Ele vinha dizendo que não votava os R$ 545 de jeito nenhum, que aquilo era uma ignomínia, pousou junto aos trabalhadores, empunhou suas bandeiras. Mas aí, a Dilma chamou ele lá, cochichou-lhe alguma coisa. Dizem até que ela botou a mão assim em concha pra que mais ninguém ouvisse. Aí, o Paim  cedeu. Dizem até que ele falou “Voto sim senhora”.


Ricardo Teixeira, Lula e Min.: Orlando Silva


O PC do B quer limpar a vitrine do partido. E quer limpá-la com substantivos, adjetivos verbos e outras categorias gramaticais. Quer limpá-la com palavras, enquanto deviam usar soda cáustica. Mas são políticos pós-PT.  O tempora! O mores!  Se deu certo lá, vai dar certo de novo. Nada de perder a pose.  Aí, fizeram uma cartinha negando tudo que se falava do  Ministro de Esporte Orlando Silva. É que o moço andava tão quietinho que assustava. Tá certo que fora pilhado comprando tapioca com cartão corporativo da República e precisava, portanto, de um certo resguardo. Mas já se passara muito tempo para uma quarentena. Então, vendo que o ministro andava tão calado o Estado de São Paulo pensou logo – aí, tem. E tiro e queda. É como criança. Ficou quietinha, está furando saco de açúcar ou mexendo na maquiagem da mamãe. O Estado de São Paulo não pensou duas vezes. Mandou sua reportagem pelo Brasil para ver como estava esse tal de Segundo Tempo. Um programa daquele ministério que levava as crianças praticarem esporte depois da aula. E foi um tal de vazar dinheiro para ONGs malandras e entidades fantasmas.  ralos de convênios ou contratos com ONGs malandras e entidades fantasmas. Só em 2010 R$ 30 milhões que escorreram por esses ralos. O projeto só existia no papel. Entrentanto, mal o PC do B soltou sua cartinha, olha o seu candidato a senador por São Paulo entrando em outra. Netinho de Paula, aquele que cobriu a esposa de porradas,  é alvo de apuração de notas de serviços prestadas por empresas que não funcionam nos endereços indicados. O comunista nega e atribui as denúncias à motivação eleitoral. É bom o PC do B contratar mais redatoras de cartinhas.


CURTAS
É bom o distinto cavalheiro observar nas suas faturas da Light o que ele paga pelo consumo e a gordurinha a mais embutida na propria conta, É a CCC  (Conta de Consumo de Combustíveis). É o encargo para subsidiar a geração de energia térmica, na Região Norte. Com ele as indústrias compram combustíveis para suas máquinas.  Agora a Anel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou um acréscimo nesta CCC. É mais 1 bilhão em 2011. Não se aborreça. Seja solidário.

 
Enquanto se discute se devem ou não ser proibidos os remédios para emagrecer,  a Universidade de Maringá dá um passo nesse tipo de tratamento. Criou um programa de combate à obesidade para adolescentes, de idade de 12 a 18 anos. Mas não tem nada de ficar comendo só folhinha de alface e bebendo água. A moçada recebe dicas de nutrição, acompanhamento médico e psicológico e pega firme nos exercícios físicos. Tudo gratuito. A professora Luzia Jaeger que faz parte desse programa bota a maior fé no programa e  acredita que hábitos alimentares adquiridos nessa fase da vida ficam pro resto da vida. 

CURIOSIDADES



Segunda Parte do Primeiro Depoimento de Tiradentes em 22 de maio de 1789

E Sendo instado, que por isso mesmo, que ele respondente diz, que vendera o mulato no dia, que se refugiara com a condição de o conservar por quatro dias, bem manifestava atenção que ele tinha de fugir nesse tempo; porque de outra forma, ou não o venderia, ou a tê-lo vendido o entregaria logo, ou aliás pondo-lhe a cláusula de o entregar daí a tantos dias aumentaria mais tempo  para se utilizar  de Seu Serviço no tempo, que pretendia estar nesta cidade”.
            Respondeu que a razão porque pedira os quatro dias para conservar o mulato em sua Casa fora para observar, se havia algum procedimento no tempo, que ele estava escondido; porque  se neste tempo o não houvesse, fazia ele respondente tençao de tornar a aparecer, mas como com efeito o houve, o que ele respondente Soube por via do dono da casa aonde ele estava escondido, ao qual mandou aviguar o que se passava”.
            E sendo mais instado, que tanto fazia conta de fugir que logo que saiu da Casa tirou dela em uma mala os trastes de seu uso como ele repondente não negaria”.
            Respondeu que era verdade ter tirado a mala com os trastes de seu uso na  mesma noite em que se tinha retirado de Casa, que foi a seis o presente mes, e que a dita mala a pusera nas Casas do Mestre de Campo Ignácio de Andrade, entregue ao Capitão Manoel Joaquim Fortes”.
            E sendo mais perguntado, a que veio a esta Cidade, quais são as pessoas mais da sua amizade nela”.
            Respondeu que viera a esta Cidde para a informação de tres requeimentos, um a respeito de huãs agoas, outro de um trapiche, e outro Sobre embarque, e desembarque de gados, e que não tinha nesta Cidade pessoas de particular amizade, porque se as tivesse não estaria em Casas alugadas; porém que conhecia muita gente em razão da prenda de por e tirar dentes”.
            E sendo perguntado se conhecia o Ajudante do Bacamarte de Artilharia João José, e Alferes do Regimento de Cavalaria Auxiliar Jeronomo de Castro, e Sousa Se os tinha procurado em suas Casas, quantas vezes, e se tinha tido com eles conversações Sobre matérias de ponderação; e quais”.
            Respondeu que conhecia tanto a um como ao outro, e que ao Ajudante João José o visitara uma única vez por ocasião de estar molestado, e que outra vez o procurara, mas que outra vez o procurara, mas então lhe não falou, e que dessa vez, que esteve com ele convervaram  a respeito de Minas porém  que lhe não lembrava o que; e a respeito do Alferes Jeronomo de Castro e Souza, ia várias vezes a sua casa para que ele lhe cobrasse do Sargento mor José Correa o dinheiro de alguma madeira, que lhe tinha vendido, e quanto a conversações com ele Só lhe lembra de ter falado a respeito do pouco, que os povos de Minas estavam Satisfeitos com a derrama, que se dizia se lançava, e que era impossível eles pagá-la, de sorte que ou haviam de fugir, ou ficarem sem nada, entregando tudo o que tivessem”.
 E Sendo instado, que dissesse a verdade, porquanto era afetação o dizer, que se não se lembrava da conversação, que tinha tido com o Ajudante João José ao mesmo tempo, que ela foi de tal qualidade, que por si se fazia muito recomendável a mmemória, assim como igualmente, a que na presença do Alferes Jeronomo de Castro e Sousa, em casa de Valentim Lopes da Cunha e sua irmã Monica Antonia.
Respondeu com o mesmo, que já tinha dito a este respeito, que se não lembrava de naa a respeito da conversação com o oAjudante João José, nem a respeito da conversação com o Ajudante João José, nem a respeito dos mais, e nisto insisto.
     
  Obs.: Na próxima postagem a última parte desse primeiro depoimento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ZOINHO É UM, DELEY É OUTRO



Zoinho é PR, PR é Zoinho. O resto são penduricalhos. Meros adereços. Quando ele chegou para o partido foi como se o Ronaldo Fenômeno, no auge dos galácticos, chegasse no  Flamenguinho do Retiro. Tá certo que o Flamenguinho tem chuteira, short, meião e jogo de camisa. Mas... O PR-VR também é assim: Tem presidente, tem secretário e tem tesoureiro e uns poucos filiados que são uma espécie de torcida, às vezes, até organizada. Há dois meses não passavam disto e estavam satisfeitos com isto.  Passadas as eleições, o papo mudou. Já tinham um deputado federal para colocar no balcão dos negócios. Quanto vale um deputado? Há um bolo enorme a ser negociado. Primeiro, segundo e terceiro escalão. Quiçá mais! Porém, precisam passar pelo teste de fidelidade. E, se ficarem bem comportados, podem ser gratificados. Há sempre um farelinho caindo da mesa. Vigiai, portanto! E, nesse ato de contrita devoção, vem o Zoinho e vota por um salário mínimo maior do que o proposto pela Presidência da República. Pra quê que ele foi fazer uma coisa dessas, meu Deus!? Antonio Cardoso, presidente do PR-VR, de dedo em riste, falou: "Aonde é que esse menino pensa que vai? Ou a gente é governo ou é oposição!"   E Zoinho simplesmente diz que procede de acordo coo sua história. Sempre defendera melhor salário para o povo. Conforme se sabe, Zoinho é um, Deley é outro. Mas podia ir mais fundo se o quisesse. Podia dizer que tres poderes constituem o governo - Executivo, Legislativo e Judiciário. Portanto, estar contra medidas do Executivo não é estar contra o governo. Pôxa, parece que esse pessoal não teve OSPB na quinta série.
ilustração: jeffcastro.blogspot.com


Umberto Eco, escritor e filósofo

Não creio que De Gaule tenha falado que o Brasil não é um país sério. Mas seja quem for o seu criador receba a nossa gratidão. Aceitamos esta ofensa quase como uma palavra de carinho. E temos até ciúmes quando algum outro País ameaça a concorrer com a gente. Eu, por exemplo, estou por aqui com a  Itália.  São muito atrevidos esses italianos. E não o digo por mim, mas apoiado nas palavras de ilustres patrícios seus. O escritor e filósofo Umberto Eco, O Nome da Rosa, está empenhadíssimo na defesa da honra italiana: "Pode parecer, mas a Itália não é um país de proxenetas, nem todos os italianos, se tivessem muito dinheiro, fariam o mesmo que Berlusconi", disse, reconhecendo que a época de Calígula, Nero, Tibério... vai longe. A satiromania de Berlusconi talvez seja admirada por Bill Clinton, Antonio Palocci e  Fernando Lugo, aquele bispo lá do paraguai. Mas não seria suficiente para fazer um  ministro. Umberto Eco, entretanto, é muito sutil. E até vê semelhanças da Itália com o Brasil. Na Itália, Berlusconi se defende de todas as acusações fazendo desacreditar na Justiça, dizendo-se perseguido. Aqui, nossas autoridades repetem a ladainha. E ainda ganham cargos no governo, depois de postos para fora - Antonio Palocci, José Genoíno, João Paulo Cunha são uns poucos exemplos desses fartos beneficiados. Porca miseria!


CURTAS

Você pode não acreditar, seu abestado, mas Tiririca, deputado federal, bateu a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste carnaval. Nos camelôs e lojas do Rio de Janeiro a máscara de Tiririca é a mais vendida. Em seguida, vem a de Dilma Rousseff e a do jogador Ronaldinho Gaúcho.  A produção das máscaras, inclui personagens internacionais como o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, e o presidente venezuelano, Hugo Chávez...  Amáscara de Ronaldinho Gaúcho não poderá ser comercializada por direitos de imagem. Mas o próprio Ronaldinho comprou 250 máscaras. E o Flamengo 4 mil.



Em breve, aposentaremos a expressão - "aeroporto de mosquito". É, pelo menos, o que diz um grupo de cientistas lá da Universidade da Califórnia, EUA. Eles acreditam que estão perto da cura da calvície. Tudo começou quando eles pesquisavam os efeitos do estresse sobre as funções intestinais. Modificaram uns ratos geneticamente até obterem uma excessiva produção de corticotropina nos seus organismos. Corticotropina é o hormônio do estresse. Ao envelhecer esses roedores começaram a perder pelos. Em seguida, esses cientistas criaram uma substância a que batizaram de "astressim-B", que bloqueia o hormônio estressante e a injetaram nos ratos que perdiam os pelos. Tres meses depois os cientistas não conseguiram mais distinguir os ratos geneticamente modificados porque tinham recuperado seus pelos.
Ilustração: Jornal O Estado de São Paulo



Um elefante africano de dez anos de idade, Calle, terá que deixar o lar por incompatibilidade com a própria mãe, Savannah. Eles vivem num zoológico na Pensilvânia (EUA). Até há um ano eles se entendiam perfeitamente, mas foi só o Calle entrar na adolescência começaram os olhares atravessados. Seus tratadores tentaram de tudo mas não conseguiram a reaproximação dessa família. Agora, como não tem mesmo jeito, eles vão transferir o elefante filho para um outro zoo e juntá-los a um grupo de elefantes machos. Acredita Willie Theisson, administrador do zoo da Pensilvânia, que Calle só voltará a ter um convívio amistoso com as fêmeas quando atingir a idade da reprodução.



AUTOS DE PERGUNTAS A QUE RESPONDEU TIRADENTES (JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER) NO PROCESSO QUE O LEVOU À FORCA



          No dia 18 de abril, em conferência, que durou até duas horas da noite, foram setenciados em Relação os Réus da Conjuração de Minas Gerais, sustentavam os juízes os seus votos até a decisão dos segundos embargos: e semdo então apresentada na Mesa a Carta Régia de 15 de Outubro de 1790, julgaram somente o Réu Joaquim José da Silva Xavier em execução da pena última que mandei executar .
          Como o chanceler remete o Traslado de todo o processo sumário por evitar a extensão não repito a mudança e última decisão, que, pela dita Carta Régia houve nos degredos; para os quais em seu cumprimento se vão expedindo os réus à medida que se oferece ocasião de Embarcações; e já fiz partir para Angola os quatro Réus, Ignácio José de Alvarenga, Francisco Antonio de Oliveira Lopes, Je. Alz. Maciel e Luiz Vaz de Toledo Pisa; e para Moçambique e Rio de Sena pelo Navio da Índia Nossa Senhora da Conceição Princesa de Portugal os sete Réus Thomaz Antonio Gonzaga, José Ayres Gomes, Vicente Viera da Motta, João da Costa Rodrigues, Antonio de Oliveira Lopes, Vitoriano Glz. Velozo e Salvador de Carvalho do Amaral Gorgel - Da Gde. a V. Excia. Rio de Janeiro, 29 de maio de 1792 - Conde de Rezende Sen. Martinho de Mello Castro.

PRIMEIRA PARTE DO DEPOIMENTO DE TIRADENTES EM 22/05/1789

Ano do nascimento de Nosso Senhor Jessus Cristo de mil setecentos e oitenta e nove aos vinte e dois dias do mes de Maio nesta Fortaleza da Ilha das Cobras Cidade do Rio de Janeiro, aonde foi vindo o Desembargador José Pedro Machado Coelho Torres Comigo Marcelino Pereira Cleto Ouvidor e Corregedor desta Comarca e Escrivão nomeado para esta Devassa, e o Tabelião José dos Santos Rodrigues de Araujo para efeito de assistir a estas perguntas e que tudo para constar fiz auto: Eu Marcelino Pereira Cleto Ouvidor e Corregedor desta Comarca e escrivão nomeado o escrevi.
          E sendo perguntado, como se chamava, de quem era filho, donde era natural, se tinha alguãs ordens, se era Casado ou Solteiro, e que ocupação tinha - "Respondeu que se chamava Joaquim José da Silva Xavier, filho de Domingos da Silva dos Santos e de Sua mulher Antonia da Encarnação Xavier, natural do Pombal termo da Vila de S. João de El Rei Capitania de Minas Gerais, que tinha quarenta e um anos de idade, que era Solteiro, que não tinha ordens de alguãs, e com efeito vendo-lhe eu no alto da Cabeça vi que não tinha tonsura alguã, e que era Alferes do Regimento da Cavalaria paga de Minas Gerais".
         E sendo-lhe se perguntado se Sabia a causa da sua prisão, ou a Suscitava: "Respondeu que não".
          E Sendo instado, que dissesse a verdade, porquanto se ele respondente se tinha refugiado, e posto em circunstâncias de fugir, era Sinal evidente, de que tinha crime, pelo que receava ser preso, e chegando a Sê-lo devia desconfiar, que era por esse crime".
         Respondeu que não tinha crime algum, de que se receasse, nem pelo qual fugisse, como com efeito não fugiu, e Só o que fez foi esconder-se e, casa de Domingos Fernandes Torneiro assistente na rua dos Latoeiros, o que fez no dia seis de maio do presente ano, e a razão que para isto teve foi por lhe fazerem repetidos avisos, de que o Illmo. e Exmo Vice Rei o mandava prender, e ter visto, que atrás dele andavam continuamente dois Inferiores, observando-lhe os passos".
         E Sendo instado, que dissesse  a verdade; porque não era razão bastante o andarem, como ele presumiu, espias atrás de Si, nem os avisos, que diz se lhe fizeram de que S.Excia  o queria prender, ao mesmo tempo que não declara as pessoas que lhos fizeram; pois se ele não tivesse culpa, nem devia esperar prisão, nem devia temê-la, de sorte que se preparou com um Bacamarte que lhe foi achado no ato da prisão, estando carregado e ademais com cartas, que lhe foram achadas de favor para ser auxiliado na sua pretendida fugida; com cujos fatos vinha a fazer-se criminoso, o que não era natural, se não para se livrar de algum procedimento que merecesse por outro crime maior.
           Respondeu que, como tem dito, não tinha crime algum, e que se escondera para ver o que se passava em razão das antecedências e que era verdade que fora achado com o Bacamarte, e também as cartas, de favor para ser auxiliado na sua fugida, as quais lhe deram uma o Capitão Manuel Joaquim Fortes, que é do Regimento de Voluntários de S. Paulo, que se achava nesta Cidade, para Inácio de Andrade e outra de Manuel José, que também assistia nas mesmas Casas, e a quem o Capitão Fortes pediu escrevesse ao Mestre de Campo Inácio de Andrade, recomendando desse passagens a ele respondente, porque se via aqui perseguido por dizer as verdades, e com efeito ele respondente recebeu as ditas duas Cartas, que sendo-lhe mostradas neste ato reconheceu serem as próprias, que se acham a folhas trinta e sete e folhas trinta e nove da Devassa, uma de Manoel José, que está assinada por ele, e outra do Capitão Manoel Joaquim, que está por assinar, do que dou fé, porém que tanto o Bacamarte como as Cartas diligenciadas por ele respondente, depois que viu que, tendo-se ele ocultado, Se tinha ido Sua Casa, e se tinha prendido um mulato, que nela deixou, ainda que já estava vendido ao Sargento Mor Manuel Caetano, mas sempre o conservava em Casa; porque tinha justo não o entregar senão quatro dias depois da venda, e que só depois que viu o procedimento da prisão do mulato é que resolveu a fugida para a sua Praça e para isso se preparou com o Bacamarte para não ir pelos matos sem arma"

NA PRÓXIMA POSTAGEM A SEGUNDA PARTE DESSE PRIMEIRO DEPOIMENTO DE TIRADENTES

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A IMOLAÇÃO DO CORDEIRO



Volta Redonda. Havia muito tempo que eu vinha pensando "tenho que derrubar o Neto com urgência." Já não aguentava mais tanta cobrança. Era só eu botar a cara na rua e vinha aquela montoeira de gente me perguntando: "Que dia que você vai derrubar o Prefeito?" E eu, sempre respondendo: "O dia que o Foco Regional sair da frente dele." Mas ele não desgrudava, de jeito nenhum. E, sei lá, mas me parecia que eu já estava pondo em risco esse crédito acumulado.  Aí, foi que, ontem à noite, antes de dormir, eu resolvi  fazer uma reza mais forte. E um anjo torto, desses que vivem pelas trevas, feito o anjo do Carlos Drummond, veio falar comigo: "Oh, injusto padecente! Não vês, incrédulo, que o seu pedido já foi atendido?  Não vês, que esse governo por cujo fim pedes, já acabou?" Quis contra-argumentar, dizer que aquilo não era possível, que na sexta feira mesmo eu  vira o Neto oferecendo o Dr. Nelson Gonçalves como  o cordeiro a ser imolado.  Ouvira o próprio Nelsinho dizer - "eu parto para o sacrifício." E todo mundo bateu palmas. Talvez tenham até bebido um vinho, ou repartido uma pizza, depois. Mas o anjo nem me dava ouvidos. Estendeu-me a mão e me disse, severamente: - "Vinde, homem de pouca fé!"  E fui e fizemos um vôo pela cidade. E, lá de cima ele me mostrava: Vês esse amontoado de lixo pelas ruas? Vês esse cemitério municipal cheio de mato? Vês aquele diretor do SAAE brincando de festinha da páscoa  enquanto falta água na cidade? Vês a Defesa Civil com carros novos mas morando numa casa de sapo? Vês esses viveiros de mosquitos nos próprios municipais? Vês esse bairro do Laranjal, outrora o postal da cidade, agora cheio de lixo e mato?... E o anjo falava e mostrava e eu querendo guardar tudo aquilo para colocar no meu  blog. E ele me mostrava valas negras despejadas no rio, onde o SAAE retira água para a cidade beber... E eu vi o Paiva rezando: "Oh, Deus, dê vida longa ao Nelsinho!"   Eu vi o cine nove de abril sem cortinado, sem ar condicionado. Aí foi que senti que temos sido cegos criticando o Neto, um governo que já acabou.  

Primeiras
Dilma Roussef precisava de uma logomarca, uma dessas frases que marcam definitivamente o produto. Ficou lembrando uma a uma as tantas frases que lhe ficaram na memória - "Isto faz um bem", da Cocacola; "Uma boa idéia", da cachaça 51; "Mil e uma utilidades", do Bombril; "A dor sumiu", da Doril; "É melhor e não faz mal", do Melhoral; "O preferido por nove entre cada dez...", do sabonete Lux. Dilma não é um sabonete, um refrigerante mas queria uma frase assim duradoura, se possível, imortal. Encomendou-a aos seus marqueteiros João Santana e Marcelo Kersetz. Eles receberam a encomenda e se retiraram cada um para o seu lado. Acertaram assim - "Você cria o sujeito e eu crio o predicado. Combinado?" Combinaram. Não se sabe quanto tempo ficaram confinados, pensando. Mas de uma coisa se tem absoluta certeza - só deram as caras de novo quando a frase estava pronta. Prontinha, porque, como se sabe, Dilma é durona. Vive passando carão no seu pessoal. Bem que ela disse que ia ser a mãezona. Enfim, levaram a frase - "País rico é país sem pobreza". Dilma adorou. Mandou, logo, fazer um punhado de cópias. Podiam ter criado um monte de outras frases de igual valor - País grande é país que não é pequeno, País quente é país que não é frio, País limpo é país que não é sujo... Tá certo que, D. Helena Chagas, Secretária de Comunicação, disse que eles não cobraram nada pela criação; foi um presente. Também, pudera! Aliás, Dilma não precisava nem tê-la pedido a ninguém. Era só ligar para o Lula e deixá-lo falar uns cinco minutos e conseguiria uma centena delas. Ele é muito criativo. 
Nem todo mundo tem dinheiro, mas raiva qualquer um tem, nem que seja um pouquinho. Os antigos falavam que raiva não se deve guardar, que faz mal. Ouvi muita gente grande falar "na hora da raiva, eu explodo, logo. Não sou de nhem-nhem-nhem. E eu pequeno ficava só por ali ouvindo a conversa dos mais velhos. Ouvindo e aprendendo. E, agora, que eu me julgava prontinho para enfrentar o mundo, estou vendo muita gente juntando raiva, guardando raiva com quem monta um tesouro. Minha vizinha, então, é mais cuidadosa. Ela me disse que guarda toda sua raiva no freezer. O marido dela, coitado, continua lhe trazendo bombons nos dias dos namorados. Veja como são múltiplos os jeitos de lidar com este sentimento. A Folha de São Paulo foi até ouvir especialistas no assunto. O psiquiatra Daniel Martins de Barros, do Instituto de Psiquiatria  do Hospital das Clínicas de São Paulo tirou logo o mistério - essa emoção é tanto básica quanto inevitável. Está presente em todos animais. Mas o animal racional - por exemplo, eu, você e até mesmo a Dodora que vota no PT - desenvolveu uma capacidade que o permite controlar os instintos e adequá-los ao convívio social. O psicanilista Márcio Giovanneti diz a forma de manifestar a raiva veio mudando. E ambos entendem que a raiva só se constitui em objeto da psiquiatria quando a pessoa perde o controle e começa a prejudicar o seu dia a dia. O negócio é não perder o controle. Explodir na hora ou engolir a raiva pode ser prejudicial, trazer probelmas cardiovasculares, estomacais, dermatológicos e mentais. Da minha parte, vou agir como aprendi com meus avós retirantes nordestinos. Se me fazem raiva,  eu  examino bem. Valendo a pena dou logo dois coices. Se for raiva pequena dou um coice só. Nada de exageros.
CURTAS
Mulher que ingere muito álcool na gravidez reduz a possibilidade de ser avó. É o que afirmam pesquisadores dinamarqueses em conferência da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia. Submeteram 350 homens a uma avaliação do nível de espermatozóides e constataram que este  nível ficava reduzido à terça parte naqueles cujas mães tinham bebido mais do que quatro dozes por semana, durante a gestação. Esses homens podem ter mais dificuldade para ser pai. O ideal é se abster do álcool nessa fase. Ou, no último caso, não beber mais do que uma ou duas doses de álcool por semana. Uma dose foi classificada como uma cerveja, um copo pequeno de vinho ou uma dose de destilado.




Várias mulheres se juntaram para fazer uma manifestação na conferência climática de Compenhague. A cada um dos que chegavam elas davam um sandwiche natural e dirigiam um apelo contra o consumo da carne animal.  Elas representavam Chiang Hai e seu protesto tinha cunho religioso – budista. Ao lado deste, havia um outro movimento respaldado apenas em teses científicas. Ele alega que  o “pum” da vaca e de outros rebanhos concorre gravemente para o aumento do efeito estufa. É preciso, portanto, que se reduzam os rebanhos para melhor qualidade do clima.  Paul McCartney está entre eles e  propõe uma redução paulatina no consumo da carne para se conter o avanço dos rebanhos.  Rod Slater, presidente executivo da Beef and Lamb New Zeland, diz que o povo da Nova Zelândia resolve suas necessidades nutricionais é com as carnes bovina e  caprina.  Para Bernard Vallat, diretor da Organização Mundial para Saúde Animal, é espinhosa esta questão de envolver a agropecuária nos esforços para reduzir a emissão de gases e manter, ao mesmo tempo, a segurança alimentar.

CURIOSIDADES

Miguel Ângelo.


Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, Caprese, 6/3/1475. Foram 70 de arte entre Florença e Roma. Teve a família Medice e vários papas como mecenas. Várias de suas criações estão entre as mais célebres da arte do ocidente - Baco, a Pietà, o David, Moisés e as duas tumbas Medice, o teto da Capela Sistina e o Juizo Final. Projetou edifícios e escreveu várias poesias. Aos quinze anos passou a viver no palácio dos medici e, a partir daí encontrou vários mecenas que o amparassem. Conta-se que ao encerrar a escultura de Moisés, considerou-a tão bela, tão perfeita que só faltava falar. E gritou: “fala! Fala!” e como a escultura não respondia tacou-lhe sobre o joelho o seu cinzel. Miguel Ângelo morreu em 1564.






 Tiradentes, Autos de Crime. "Francisco Luiz Alvarez da Rocha, desembargador dos agravos da relação desta cidade e escrivão da comissão expedida contra os réus da conjuração formada em Minas Gerais, certifico que o réu Joaquim José da Silva Xavier, foi levado ao lugar da forca levantada no campo de S. Domingos, e nela padeceu morte natural e lhe foi cortada a cabeça, e o corpo dividido em quatro partes e de como assim passou na verdade, lavrei a presente certidão e dou minha fé. Rio de Janeiro, 21 de abril de 1792 - Francisco Alvares da Rocha". Fonte (Valmiro Rodrigues Vidal, Curiosidades V, Arquivo Distrito Federal)

Ricardo Coração de Leão.  Ricardo I. Foi rei da Inglaterra por dez anos (1189-1199). Foi um guerreiro duro e valente, daí o apelido que recebeu, coração de leão. Teve educação essencialmente francesa e não aprendeu sequer a falar ingles. Casou-se com a Princesa Berengária de Navarra, que se tornou a única rainha consorte inglesa que nunca pisou na Inglaterra. Em seguida ao casamento Ricardo I, partiu para a Terceira Cruzada. Em 1199 foi ferido no ombro por uma flexa atirada por Peter Basil, um jovem arqueiro. O ferimento se agravou e Ricardo só teve tempo de dividir suas terras. Teve ainda o gesto de chamar o arqueiro que o ferira e perdoar-lhe aquele feito. Fonte Valmiro Rodrigues Vidal, Curiosidades, Volume V

Nota: Na próxima postagem publicaremos a primeira parte do depoimento de Tirandentes.


I CVPSE - 25, 26 e 27 de Março
I CONGRESSO VIRTUAL DE PSICOLOGIA, SAÚDE E EDUCAÇÃO
PARTICIPE