quarta-feira, 28 de novembro de 2012

OLHA EU AQUI TRAVEIZ!




Nunca mais li o "Jornal Aqui V R". Imagino o que andam escrevendo! Um enfarte levou-me para o hospital por oito  dias. E, lá, não dá esse jornal nem para as funções menos lisonjeiras  que o papel assume.  A última das suas edições que eu vi era uma comemorativa. Edição inesquecível: Duas manchetes e duas vírgulas erradas. Bem na capa.  Eu fico pensando bem assim: se esse pessoal gosta mesmo de escrever, não custa nada aprender. Conheço um homem que aprendeu a ler aos sessenta anos de idade. E, agora, tá feliz da vida. Pode tomar ônibus sem ajuda de ninguém. Ele próprio lê direitinho – “CON-FOR-TO”. Cheio de orgulho toma o ônibus e sabe direitinho pra onde está indo. As vezes, ele se diverte e passa de cabeça erguida lá em frente ao "Jornal Aqui". Ele pensa que tem essa missão. Conto isto porque pode servir de estímulo. Só por isso. Este nem é o meu assunto. Eu quero mesmo falar é daquela desastrosa entrevista do  ex-bispo Waldir Calheiros, na véspera do segundo turno. Não é que esse religioso teve a coragem de dizer que nunca vira o Zoinho numa luta sindical!? Como é que pode? Estaria o clérigo ruim da cachola? Pois é. E uma vez o Zoinho até o ajudou a subir no caminhão de som. Entretanto, o ex-bispo diz impávido como um santo - "Nunca vi este homem!" Era o ex-bispo imitando o apóstolo  São Pedro, na passagem mais vergonhosa da sua historia. Justamente aquela em que o apóstolo se  escondeu atrás da capa. 


Na hora do café, entre biscoitos e canapés, Dilma Rousseff abriu seu caçuá e vendeu seu peixe. Estava na reunião do BRICS, mas usava o intervalo para uma pauta própria - ela tratava da decantada carência de médicos no Brasil. Quase um milhar deles formados na da Bolívia, Peru, Argentina, Colômbia, Equador e Cuba vem bater às nossas portas a cada ano. Só que há um impasse para se aproveitar essa mão de obra. O impasse é que essas faculdades não tem credibilidade nenhuma.  As nossas associações médicas e respectivo conselho lhes impõem uma severa resistência. Só admitem a entrada desses profissionais através de um exame de validação.  E tem sido assim. Essa peneira, entretanto, tem se tornado uma barreira quase intransponível. Em 2011,  eram 628 os inscritos e sómente dois foram aprovados. Dilma quer remover este entrave.  Há quem diga que ele pretende, no fundo, no fundo, no fundo, é fazer a  homologação automática desses diplomas. Isto  é, abrir a porteira de vez especialmente para  Escola Latino Americana de Medicina em Cuba. Amigo é pra essas coisas. Por enquanto, o que está acertado é uma reformulação nos exames já solicitadas à Casa Civil e ao Ministério da Saúde. As  associações médicas brasileiras entendem que essa mudança pretende mais melhorar as estatísticas do que a saúde. Quem sobreviver, verá.



É sempre assim. Depois das eleições, os problemas amontoam-se nas ruas, com mais força. "Na casa do seu Thomaz quem grita é quem manda mais". Todo mundo sabe disto. É preciso forçar os governos antes mesmo que sejam governos. Em   São Paulo está assim. A Frente de Luta por Moradia (FLM) entendeu assim e pôs 2 mil pessoas na rua para reivindicar moradia própria. Evidentemente, o movimento tende a crescer. Tudo nasce pequeno e este já nasceu com um bom tamanho. São  712 mil pessoas sem teto, na cidade. E todos animados com o anúncio dos 400 domicílios abandonados. É simples, entende? Em Minas Gerais, há um outro tipo de sem teto, mas que não dá nenhuma bola para esse desconforto de não ter um teto oficial. Até dispensa esse favor. É a vida. Mas tem, também, uma instituição brigando por eles. O Fundo  Penitenciário Nacional (Funpen) tá correndo atrás.  Isto mesmo! O Estado precisa prender muitos meliantes, mas não tem onde colocá-los. É preciso acomodá-los e acomodá-los bem. Trabalhador pode ter sua familia toda socada num cubículo. É normal. Com o preso tem-se que ter mais carinho. Carinho de verdade. Padre Juarez Sampaio que o diga. 




Foi-se o tempo em que um escorrupião no bolso afugentava o gatuno. Não há nada como o tempo para passar. O governo foi o primeiro a tirar nosso dinheiro sem se expor ao escorrupião. Foi um sucesso! Torna a si mesmo cada vez mais ricos e os contribuintes mais pobres. Com os impostos, toma nosso dinheiro, muito antes de ele entrar no nosso bolso. Os punguistas ficaram só de olho, nessa artimanha. Inventaram o conto do vigário, o conto do paco... e chegamos, enfim, à fraude nos cartões de crédito, nas solicitações de empréstimos bancários e inúmeros pagamentos no comércio em geral. E o terreno é fértil. Estão roubando de montão. O Serasa Experian de Tentativas de Fraudes alerta, tentando ajudar os incautos. O Ipen elabora um cartilha com este mesmo sentido. A cada 15 segundos uma vítima. São 240 por hora. Só no primeiro semestre desse ano foram 1 565 028 casos.


CURIOSIDADES




Alegre-Veado: Guaçuí é um município do Espírito Santo. Desde a chegada dos primeiros desbravadores a localidade teve várias denominações, até chegar ao atual Guaçuí. Em 1826, quando elevado à condição de distrito tomou o nome de São Miguel do Veado, referência ao santo do dia da chegada dos desbravadores e aos simpáticos cervídeos que vagavam pela região. Em 1928, talvez pelos encantos da república laica, tiraram o nome santo, ficando apenas como Veado. A população não andava nada satisfeita com a troca. E em 1931,  a cidade passou a se chamada Siqueira Campos . As cartas para lá endereçadas vinham assim subscritas - Siqueira Campos, ex-Veado. A homenagem não era, de fato, adequada ao tenentista. Mudaram-lhe o nome, de novo. Passou a se chamar Guaçuí ("Rio Veado", em tupi). Por fim, A companhia de energia elétrica da cidade passou a atender também a cidade de Alegre. O nome da empresa tornou-se Companhia de Eletricidade Alegre-Veado. Fonte Revista de História da Biblioteca Nacional.




Varandas e Janelas: É comum, em algumas cidades do interior, as bonecas namoradeiras, nas janelas das residências. Essas peças de artesanato são uma referência histórica nossa. A janela foi um importante espaço para a socialização da mulher no Brasil. Assim como a terra, os escravos e os animais a mulher também era propriedade do homem. Submissa, incialmente, ao pai; no casamento, mudava de dono - passava pertencer ao marido.  E, muito curioso, quando a mulher não tinha marido nem pai ela era administrada por tutor do sexo masculino -  irmão mais velho, filho ou qualquer outro encarregado oficialmente para isto. Há registros de mulheres provedoras dos seus lares também naquele período. Mas eram casos raríssimos. As saídas femininas estavam condicionadas as idas à igreja.  Fonte Helena Câmara Lace Brandão – “Varanda e modo de vida da Zona Sul”).


NOTA: Por motivos de saúde do redator, este jornal esteve suspenso por alguns dias. Agora, ele volta com a pilha recarregada. (Elson)

domingo, 4 de novembro de 2012

LEMBRAI-VOS DO DIA DO JUIZO

Capela Sistina

"Suscitem-se os gentios, e subam ao vale de Josafá; pois ali me assentarei para julgar todos os gentios em redor".Joel 3:1. Será o Dia do Juízo. E, quando soarem as trombetas, aparecerá um anjo com um pergaminho enorme e fará a chamada de todos. Um a um.  Será um momento imperdível. E eu verei o Zezinho da Ética, a Aparecida Paraíso, o Franch, o Adelson, o Padre Juarez Sampaio... todos com a cara de cachorro que quebrou o pote. O Ananás, aquela besta, há de perguntar-lhes cheio de piedade: "Trouxeram advogados?" E o anjo chama um nome, chama outro nome, mais outro e chega, enfim, a Waldir Calheiros Gouveia. O Ananás tentará corrigir o anjo: "É o Dom Waldir!". E o anjo o repreenderá: "Aqui ninguém é dom... isto é coisa de D. João VI, Dom Pedro I, etc. Faz tempo que acabou. Aqui ninguém é dom e ninguém é dona!" Aí, vou me aproximar e ficar à direita do Senhor. Ou mesmo à esquerda, como se fora uma testemunha arrolada pelo diabo. Ele não perde mesmo essa alma. Poderá lhe ser útil. E, quando eu me aproximar com o JORNAL AQUI na mão, Deus verá que a condenação é inapelável, mas não deixará de lhe passar um pito:  "Waldir, Waldir, Waldir... Eu bem tentei te salvar. Mandei-te para Roma, no período da eleição... queria-o longe daquilo. Mas você é muito cabeça dura, Waldir!" É mesmo, direi eu.  E aparecerá no telão a palavra do bispo:  “Pelo jeito, se ele (Zoinho) ganhar as eleições, poderemos colocar porteiras nas divisas de Volta Redonda e o curral estará feito”. E se ouvirá um imenso ohhh... tal qual quando se perde um pênalty numa decisão. Também eu quando vi aquilo até pensei que era coisa Mãe Diná... Ela é chegada a previsões catastróficas. Teria o bispo trocado a Bíblia pelas cartas, búzio e tarô?  Não; é que o Zoinho dissera que aceitava doações da CSN para sua campanha, como Lula e Albertassi as aceitaram antes. E, emendo eu, o Mercadante pegava emprestado o jatinho do Steimbruch. Mas emendo por emendar. Falo por falar. O bispo sabe de tudo isto. Não é ignorância o que alimenta sua ira. Ele vê o Zoinho como se vê a si mesmo. O Bispo já pegou muita doação com a prefeitura. Construiu igrejas, invadiu áreas enormes. Pegou muito mais do que o Zoinho para a campanha. Não tem como pagar. E transfere o seu pecado e a sua agonia para as costas do outro. Queima ele, Jesus! Queima ele! 


Tarso Genro (foto de Javier Mamani)
FHC, o amaldiçoado das gentes, não estava ainda no vigésimo dia do seu segundo mandato, e Tarso Genro deflagrava uma campanha para pô-lo fora do governo. Nos dias seguintes, um punhado de macaqueadores copiavam-lhe o gesto, pintando nos muros das cidades a sua digital: “FORA FHC”. Lula, cumpria o seu script, anunciando a criação de um governo paralelo. Governo paralelo, que abuso! Era uma tentativa explícita de golpe. FHC acabava de ganhar o seu segundo mandato e todos os dois no primeiro turno. As vitórias eram incontestáveis.  Paulo Henrique Amorim, naquele tempo, já era grandinho, mas não via ali o seu decantado golpismo. A História passou, Lula ganhou uma eleição e apareceu o "mensalão". Ninguém, pediu o impeachment de Lula. E o próprio PSDB foi quem lançou sua tábua de salvação: Disse que era melhor deixá-lo sangrar. Paulo  Henrique Amorim achou que era chegada a sua hora e criou a expressão PIG (Partido da Imprensa Golpista). Qualquer notícia de roubo que aparecesse era tentativa de golpe.  E inclusive o Tarso Genro aquele Golpista do Décimo Nono Dia deu segmento a esse tratamento de mídia golpista a toda aquela que publicava o que estava ocorrendo.  Sinto engulhos quando ouço falar em imprensa golpista. Chamam a Revista Veja e o Jornal o Globo como de direita. Estupidez! Não há nenhuma imprensa de direita no Brasil. E seria muito bom para a democracia se houvesse. O melhor remédio para a liberdade da imprensa é mais liberdade ainda. Sou a favor de que o Neto tenha seu jornal da mesma forma que o  Edir Macedo tem o dele. Qual a diferença? O que me aborrece é ser chamado para pagar a conta. 


É baixa a frequência na Câmara Federal e no Senado. Baixíssima! Quando a gente fica sabendo de um desavisado que vai às reuniões leva um susto danado. Foi assim com o Tiririca homenageado por sua altíssima frequência no parlamento. Houve gente que pensava que era mais uma palhaçada do moço. Não era; parece que ele é o único que está levando a sério. É preciso dar um jeito nisso. E tem um exemplo bem ali  pertinho. Na cidade de Samambaia, a 40km de Brasilia, pais e professores arranjaram um jeito pra dar nos alunos gazeteiros, esses vagabundos. Agora é assim. O aluno entrou porta a dentro ou saiu porta afora da escola o pai fica sabendo na mesma hora. Na horinha mesmo. Uma mensagem chega ao seu celular, avisando. Fixou-se um chip no uniforme do aluno e é esse chip que na hora H, dispara o sinal.  A  direção da escola e o pai do aluno recebem o mesmo sinal. E lá é como cá. Querem logo ver se tem dedo da Dilma Rousseff.  Aqui, em Volta Redonda, todo mundo se assustou quando ouviu a voz da Dilma Rousseff pedindo votos para o Neto. Houve até quem dissesse que não era Dilma coisíssima nenhuma; que se tratava de um gay lá do Pinto da Serra que tem a voz igualzinha a dela.  A América Tereza diz que não quer nem saber. Na próxima eleição para associação de moradores vai pedir a voz adjutória da Dilma. Tudo agora é com ela. Por essa e por outras é que  correram logo lá em Brasilia para saber se a Dilma estava sabendo desse tal chip... ela disse que não. Talvez tenha telefonado para a diretora da escola. Não sei.


Foto Correio Braziliense


O Ministério de Educação quer melhorar a vida dos presos. Eu disse dos presos. É muito dura esta vida do crime; é preciso amaciá-la um pouco, como o diria o padre Juarez Sampaio. Ainda bem que tem gente de bom coração, neste mundo. Aí, fizeram assim. O ministério chamou o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para ver o que podiam fazer de bom pra essa gente. Conversa vai, conversa vem, concluíram que o negócio é encurtar a sentença, diminuir o tempo de prisão deles. Tinham que dar um jeito naquilo. Inventaram a leitura de livros. Talvez tenham criado lá uma tabela - cada assassinato tem que ler um livro. Pode ser de auto-ajuda.  Mas não deu certo.  Depois que um presidente da nossa república declarou seu horror à leitura... parece que os presos ficaram com medo e preferiam ficar presos mais tempo. Claro!  Se o Lula que enfrentara o exército disse que tinha medo de livros... Não era bom abusar. Então o Ministério da Educação buscou outra saída. Apelou para o futebol. Agora, a cada pontapé que o preso dá na bola vale, talvez, uma batida de carteira. Um título de campeão um estupro seguido de morte. Só para contrariar o Maluf. A orientação é esta. A participação está aberta para todos. Agora, aqueles que se mostrarem imprestáveis para o esporte, terão que ler para se equiparar o benefício. É. Do lado de fora do muro está pior. Nós é que estamos num imenso cadeião. 

CURIOSIDADES


Revolução Farroupilha (1835-1845), ou Guerra dos Farrapos foi um conflito armado que levou à proclamação da breve Republica Rio-Grandense, em 1836. Os farroupilhas atraíram negros para o combate com a encantadora promessa de liberdade no final do embate. Assim, a metade das suas tropas era constituída por escravos em busca da liberdade. Com o passar dos dias, este número foi se tornando mais e mais expressivo.   Até que em 1837, João, africano de Angola, foi preso e revelou que quase toda a “infantaria dos brancos” já havia desertado e que restavam quase que somente negros com poucas armas de fogo e várias lanças. Ainda assim, o combate prosseguiu por mais 8 anos, chegando a um controverso no final desse tempo. Dez anos depois de encerrado o conflito, Domingos José de Almeida (1797-1859) revelaria a comprometedora “Carta de Porongo”. Um documento com o qual o Barão de Caxias propunha a Francisco Pedro de Abreu, comandante do exército rebelado, um tratado de paz . Caxias queria em troca apenas as cabeças dos negros. E, assim foi. Quando as tropas imperiais chegaram encontraram os negros providencialmente desarmados pelos seus próprios chefes. Morreram muitos negros. Há historiadores que contestam a autenticidade dessa carta. O fato é que em nenhum momento a República Rio-Grandense libertou nenhum escravo. Houve uma tentativa de abolição por meio de projeto apresentado por José Mariano de Matos na assembléia constituinte de 1842, mas foi recusado. Fonte Revista de História da Biblioteca Nacional



Coruja camuflada (euviali.com)

Alguns animais usam ora do mimetismo e ora da camuflagem para escapar dos seus predadores. Na camuflagem, o animal se confunde com o ambiente; no mimetismo, o animal se confunde com outro animal. Um exemplo de mimetismo é a salamandra-de-dorso-vermelho comum, plethodon cireneus. Esta salamandra apresenta pigmentação escura nas laterais do corpo. Assemelha-se aos tritões-vermelhos, que são extremamente tóxicos e pode dar algum grau de proteção a essas salamandras que são palatáveis. Camuflagem é a propriedade de se estar em um lugar de modo que seja percebido.  Recursos usados também pelos humanos com seus uniformes ditos camuflados. No mundo animal, é essencial para que alguns animais pequenos escapem dos seus predadores. Não é nada raro encontrar-se insetos que se assemelham a folhas, flores e gravetos... Também tem sido encontrados exemplos de corujas perfeitamente confundidos com o ambiente. Fonte: euviali.com/curiosidades e brasilescola.com.br


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ADELSON VIDAL, O LARANJA DO CONTINUÍSMO





“O Homem Sem Qualidades” é um livro de Musil. Conta  que um casal caminhava por uma rua quando alguém, à sua frente , é atropelado. A mulher tem engulhos e uma sensação ruim no coração. Estarrece. Não sabe se chora, não sabe se grita, não sabe se corre. O homem, que ia ao seu lado, explica que os caminhões de hoje em dia são muito pesados e tem um tempo de freagem longo demais. A mulher sente um alívio. “Então, era isto...” Enxuga o rosto com as costas da mão e vai na paz de Deus. Uma simples explicação a recolocou nos trilhos. Adelson Alves Vidal é um homem permanentemente nos trilhos. Conheci-o assim, nos corredores da Câmara Municipal. Ele jurava que o mensalão não existira e negava as atrocidades do governo Fidel Castro. Pensei, eis um homem que aprende marxismo lendo Emy Sader. Credo! Reencontrei-o uns dias depois, ali próximo à Prefeitura, onde ele trabalha. O que faz lá? Hoje, não sei; naquele tempo,  ele escrevia era a biografia do Gotardo, o Prefeito. Um livro volumoso. Maior do que Ulysses de Joyce, maior do que Guerra e Paz de Tolstoi, maior que a Bíblia, maior que o dicionário do Houaiss. Ele tinha uma inesgotável admiração pelo prefeito. Agora, com o Neto, ele escreve carta em vez de livro. E, ainda assim, exagera. Fez uma carta apoiando a reeleição do prefeito. Soube dessa sua missiva pelos blogs de Giovani Miguez e do Sérgio Boechat, que estraçalharam a carta. Mas, conhecendo o Adelson como conheço, pensei – quem sabe sobrou um pedacinho pra mim? Esse Adelson costuma ir além da conta. Sempre vai. Fui ao blog dele. Dose pra elefante. Começa assim: “No próximo domingo, 28, Volta Redonda estará indo às urnas eleger .... “.  Parei, respirei fundo. Por que não “elegerá” no lugar de “estará indo eleger”? É mais um gerundino, no pedaço! Pensei logo – “vai ver que ele é dessa falange que chama a Dilma de presidenta”. E não deu outra. Corri lá umas outras páginas suas só pra conferir e vi a “presidenta”. Quem sabe um dia ele  escreva a biografia da Dilma: “A presidenta quando era adolescenta, ficou doenta, mas hoje é a nossa gerenta”. Já estava assim meio que azedo quando minha mulher me serenou o espírito:  “calma Elson! Nem todo mundo fez um curso primário igual ao seu”. E eu tive que ceder. Realmente, um curso primário bem feito faz falta. Fui adiante. Aí, encontrei essa pérola: “Volta Redonda subiu em todos indicadores sociais”. Adelson não sabe, portanto, de uma escola sem teto há um ano, no RomaII e que dos seus alunos removidos para o Tiradentes; ele não sabe que por uma pequena reforma no Recanto Infantil os alunos ficaram socados nas limitadíssimas dependências de uma igreja por meses a fio. Nem sei se já consertaram a goteira que havia lá. Ele não sabe da péssima classificação do município nos indicadores do FUNDEB. Parei. Acho que chega, mas ainda tem muita laranja para se espremer.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


Cuido que certos jornais deviam ser vendidos dentro de envelopes pardos.  Do lado de fora, uma advertência: “Validade: Até a eleição do próximo prefeito”. Traria mais tranqüilidade para muita gente boa. Claro! Penso mesmo que se ouviria lá do AQUI VR, uns vivas assim: “Bingo!!! Como é que não pensamos nisto antes???”  E eu respondo, antecipadamente, que podem usá-la à vontade. A gente está aqui para servir. Eles estão apertados. Coitados. Imagina o Zoinho eleito e Luis Alfredo Vieira, dono do AQUI VR, tendo que ir à prefeitura correr o pires. A gente sabe como é. Todo mundo precisa de dinheiro pra viver. E a venda nas bancas não dá sequer para uma conta da Light. Sempre há algum constrangimento por mais que se esteja acostumado com a situação. O coração pulsa mais forte, a pressão sobe e pela cabeça passam mil idéias. Se ele falar isto, eu digo aquilo... se ele falar aquilo eu digo aquilo outro... Mas não há como se prevenir de verdade. sempre se corre algum risco. Com a minha nova idéia não haverá nenhum perigo. Nem um.  Se o Zoinho reclamar “Você falou assim, assim de mim...” O Luis Alfredo poderá responder “Esquece. Perdeu a validade”. É como ocorre com o Zezinho da Ética. Aliás, aliás, muito se parecem o Zezinho da Ética e o Jornal AQUI VR. Ambos detestam a CSN, ambos adoram o Neto e ambos fecharam em copas com a apreensão do jornal BOCA DO POVO. Podiam portanto assumirem esta identidade de uma vez por todas. Basta que no envelope do jornal venha escrito também "Informativo Semanal do MEP – Movimento Ética na Política”. Não sei se eles aceitariam a sugestão. Tomara que sim. Aí, eu mataria dois coelhos com uma única cajadada.



Volto ao AQUI VR.  O caro leitor já deve ter percebido que o jornal não vem bem. Confunde alhos com bugalhos. É grave! Tentemos sua anamnese. Tudo se deva, talvez, a algum pagamento antecipado. Aí, o cliente aperta o fornecedor. É chato mas é a coisa mais natural do mundo. Tem que entregar a mercadoria e estamos conversados. Então, mãos à obra! Pensavam que ainda iam ter uns quatro anos para entregá-la, mas o tempo encurtou.  Agora, têm que publicar as notas aos borbotões, às baciadas. Coitados... São os cavacos do ofício. Estão fazendo das tripas coração. Parece até castigo. Não dá, não dá.  Para encher suas páginas valem besteiras, mentiras e roubos explícitos. Mato a cobra e mostro o pau: Na edição de 4 de outubro, roubaram um quarto da página de Ricardo Zetti da Veja. Não usaram negrito, não usaram aspas e nem fizeram nenhuma referência ao autor do texto. Usaram apenas o mouse: Copiar, colar. Uma forma muito primária de pesquisa.  Na edição de 13 de outubro, acharam que já estavam crescidinhos e arriscaram um vôo autônomo. Produziram um texto próprio. Uma merda! Quiseram lembrar a Volta Redonda, área de segurança nacional. Imagina a lambança que deu. Um texto de umas dez linhas com uns 20 erros. Não! O Dr. Nelson Gonçalves não foi indicado para prefeito de Volta Redonda, não; ele foi eleito por voto popular; Não! William de Freitas não foi escolhido em uma lista tríplice, não; ele era Presidente da Câmara Municipal e assumiu a prefeitura com a vacância do cargo de prefeito.  Isto é normal! Normalíssimo! Eles estão com essa mania de aumentar as coisas. E, no caso do William, acho que eles nem ganharam nada para isto... Puro costume. 




Talvez, estejamos todos errados quando pretendemos que o amor com o amor se pague.  Do sorriso já se sabe que não é assim. Evan Carr do departamento de psicologia da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, é quem garante. Este psicólogo afirmou no encontro anual da Sociedade Americana de Neurociência em Nova Orleans, Lousiana, que a  retribuição de um sorrisos, nem sempre é outro sorriso. Só há correspondências de sorriso se o que o recebe não se sente superior a quem o emite. Os indivíduos que se sentem mais poderosos reprimem o impulso da imitação. E parece mesmo que Evan Carr tem razão. A gente vê isto facilmente neste período da eleição. Os candidatos distribuem sorrisos. Querem mostrar que são nossos semelhantes. Mas muito cuidado. Nós moradores de um desses dez  bairros atingidos pelos barulhos da Ilha São João, alugada até para festas de formaturas de outras cidades não devemos nos esquecer as nossas tantas noites de sono perdidas. Vem eleição, aí. A mudança é necessária.  Fonte g1.globo.com




Deu-se em Manaus, mas poderia ser pertinho daqui. Ou aqui mesmo. Candidato derrotado e enfurecido tem em todo lugar. Pois bem. Foi o que se deu com o William Coelho da Silva, servidor municipal, que sentiu-se traído por sua comunidade. Ficou furioso e mandou  destruir um poço artesiano onde os moradores pegavam água havia duas décadas. Ele perdeu em 2008. Deixou passar. Agora, em 2012, não resistiu. Juntou as duas raivas. Aí o estrago foi longe. Foi o fim do poço. O povo diz que o poço era antigo e de propriedade da prefeitura municipal, que ali fizera uma benfeitoria e até colocara uma placa.  Então, era um bem público. O terreno onde está o poço pertence ao  Tatá, apelido do candidato revoltado. A benfeitoria é da prefeitura. A água é do povo. Mas não ta bem assim, não. O assessor do candidato diz que o poço vai ser refeito e a Manaus Ambiental, diz que o poço é particular e não está sob a responsabilidade da concessionária. E o povo diz que não tem dono. É a casa da mãe Joana.


CURIOSIDADES




A Ordem dos Cavaleiros Templários foi a maior organização militar e religiosa de todos os tempos. Durou perto de 200 anos. Tornou-se rica, poderosa e, talvez por isso mesmo, amaldiçoada e esmagada. Jacques DeMolay, seu grão mestre, foi condenado à morte na fogueira em 18 de março de 1314. A caminho da fogueira passou pelo rei Felipe e o Papa Clemente V, responsáveis por sua condenação, e os amaldiçoou. Com sua morte se encerrou a história dos Templários. Sua origem, 1095, remonta ao tempo das Cruzadas – incursões militares para regatar a cidade de Jerusalém que fora conquistada pelos mulçumanos. Por esse caminho também se estabelecia o fornecimento de produtos orientais à Europa. Essas viagens, entretanto, expunham seriamente seus viandantes. Os sarracenos (mulçumanos) os aguardavam em tocaia. Pequenos grupos de cristãos ou cristãos desgarrados vencidos pelo cansaço eram suas presas fáceis. Então, Hugo de Payns, um cavaleiro do Norte da França, teve a idéia de criar um grupo militar  subordinado à Igreja para dar apoio aos cruzados.   O braço religioso desse exército era formado por pabres bons de espada e de briga. Ganharam  como alojamento o que se acreditava ter sido o lendário Templo de Salomão. Daí seu nome de Templários. Fonte: Leituras de História.


Banda do Hospital Curupaity feita com leprosos (FioCruz)


Lepra é uma doença infecciosa causada pelo bacilo-de-hansem, identificado em 1873, por Gerhard Hansen. Recebe também os nomes de  morféia, mal de Hansen ou mal de Lázaro. Seus danos aos nervos e  pele são severos e quando atinge estágios mais avançados levam à mutilações. Suas vítimas eram segregadas para lugares fora da comunidade. Na Idade Média eles tinham que carregar sinos com os quais avisava à sociedade da sua aproximação. Mesmo no Brasil este estigma perdurou. Em 1941, foi criado o Serviço Nacional de Lepra que possibilitou a capturação compulsória dos leprosos e o seu internamento em leprosários. Nossos principais leprosários foram os de Pirapitingui, localizado em Itu e Sorocaba, no Estado de São Paulo e Sanatório Aimorés em Bauru;  em 1962, esta lei foi revogada. E os pacientes que foram internados compulsoriamente tem direito a pensão. 
  Fonte Wikipedia, site de Drauzio Varela, e Fundação FioCruz. 

domingo, 14 de outubro de 2012

PAIVA E O SACRIFICIO DO FUNCIONALISMO




O Paiva bateu na cangalha: “nosso governo privilegiou  a cidade e sacrificou o funcionalismo”. O povo ficou assim bolado. Um senhor ao meu lado duvidou: “você ta vendo o que eu tô vendo?” Respondi: "Desde o outro carnaval!" E o Paiva sem nenhum remorso explicou-se burocraticamente: “ Pedimos desculpas ao distintíssimo público – Estamos em Obras”. E passou ao próximo item. Houve um tempo em que não se confessava um crime desses nem no pau-de-arara; agora, a gente encontra quem o faz e o confessa até com uma ponta de orgulho. Paiva, em vez de pedir perdão, pediu foi mais um mandato para o prefeito. É grave! Gravíssimo!  Foi bem no debate da UFF. Tinha muita gente lá. Havia até uns três ou quatro que aplaudiram o Paiva como quem faz jus ao seu salário. E a coisa se espalhou. No outro dia, os funcionários da prefeitura estavam na praça. “Cadê o PCSS que a Justiça mandou pagar, Neto?” E as pessoas que passavam diziam “sim, senhor, heim?!” Foi uma pena o Padre Juarez Sampaio não estar lá, naquele dia. Uma pena mesmo... logo ele o porta estandarte do Bloco Resgate da Paz faltar numa hora dessas... Também não estava lá o nosso generoso bispo, que deu Nota 7 para a Saúde Pública em Volta Redonda. E nem estava tampouco o campeoníssimo da ética, o Zezinho. Todo mundo sabe que o Neto ouve muito essa turma e que essa turma ouve muitíssimo o Neto. Seriam uma boa ponte para o entendimento. Uma excelente ponte.  A bem da verdade, eu vi foi o Franch. Acho que ele apareceu lá por descuido. Ele fora, talvez, ao jornaleiro comprar uma inofensiva revista de palavras cruzadas e, na volta, lá estava aquela gente toda, atrapalhando o seu caminho. Vi que ele abaixou os olhos, tampou os ouvidos e apertou o passo. Até tropeçou na calçada, coitado. E, no entanto, não foi só ele quem fugiu. O sindicato também fugiu. O que são os tempos modernos... Quem o botara a correr, pasmem!, fora um convite. A professora Renata tivera a lucidez de propor a união dos três sindicatos – CEP, SINPRO e Sindicato do Funcionalismo. Queria-os juntos num só movimento.  – juntos. Nada de ficar cada um puxando brasa para sua sardinha. Ataíde, Presidente do Sindicato do Funcionalismo, tomou-lhe das mãos o microfone, encerrou a reunião e deu a reunião por encerrada. Mas ela não desistiu. Procurou-o depois. Conversaram e os sindicatos se uniram depois e foram juntos de novo para a praça. O Padre Juarez Sampaio e o Zezinho da Ética continuaram sumidos. Do Franch nunca mais soube nada.




Dilma chegou esbaforida a São Paulo. Igualzinho quem vai tirar o pai da forca. Só vendo! Ela tinha que ajudar o companheiro Fernando, mas precisava voltar ligeiro para Brasília porque tinha que trabalhar de presidente do Brasil. É a vida. Fernando Haddad precisava de uma bóia perdido que estava nessa corredeira petista que ora o faz abraçar-se à Marta; ora abraçar-se ao Maluf. Dilma fez o que pôde. Foi e voltou num pé só pra que ninguém pensasse em cortar o seu ponto lá em Brasilia. Não seria compreensível um presidente da república sacrificar  dias de trabalho para atuar como cabo eleitoral. Presidente também tem obrigações. Portanto, veio e se foi. Ainda não se sabe se valeu a viagem. O moço chegou ao segundo turno, mas havia muita gente no cordão.  A Marta diz que foi ela quem arranjou os votos para o poste; o Maluf acha que aqueles votos são seus. E está disposto a ajudar ainda mais. E não terá vergonha de ir à TV pedir votos para o PT. Deixo-os.  Eles que são brancos é que se entendam. Lula, o timoneiro, pensa que a confusão ainda é pouca e quer puxar mais gente para o barco. Tem o que oferecer. E, depois, para qualquer vaidade mais excessiva, pode-se criar um, dois ou mais ministérios. A república aquenta. Então, pede ajuda a Deus e ao diabo. Não nesta ordem. Ele segue uma hierarquia. Começou pelo primeiro andar, o andar de baixo, o mais baixo - Maluf; depois puxaram a Marta Suplicy. Deram-lhe o ministério da Cultura em troca de umas voltas de carro que ela daria com o candidato pelas ruas da cidade. Maluf a gente ainda não sabe o que leva. Eu imagino que ele não vai se contentar só em trocar apertos de mão e sorrir para fotos. Quem viver verá.




James Lovelock há quarenta anos sustenta que a Terra é um ser vivo; há quarenta anos a comunidade cientifica não lhe dá ouvidos. Se fosse novo modelito de sandalha ou um novo corte de cabelo, em uma semana, já estaria nos pés, nas cabeças e nos papos das esquinas. Mas as coisas sérias custam pegar. Tem gente que, ainda hoje, não acredita no mensalão. O Franch é um desses. Já pelejei muito com ele. Desisti. Quem me dera a perseverança de James Lovelock. Quem me dera... Ele era um obscuro cientista britânico que, um dia, foi contratado pela NASA. Precisavam dos seus conhecimentos nas pesquisas sobre Marte. Queriam saber se há ou não vida em Marte. Mas discordaram dos métodos e James Lovelock discordou do método e continuou seu trabalho lá fora.  Dois anos depois, publicou seu estudo comparativo entre as atmosferas da Terra e de Marte.   Na Terra, a atmosfera continua em permanente mudança, enquanto em Marte ela está em perene equilíbrio. Para ele, a agitação da atmosfera é sinal de vida. Portanto, não haveria vida em Marte. Em 1979, lançou seu livro "A Terra é um Ser Vivo – Hipótese Gaia". Para Lovelock a Terra é uma espécie de simbiose entre todos os seres vivos que nela habitam. Gaia, o nome de uma deusa grega, que ele deu à Terra provocou uma depreciação do seu livro no meio científico. Ele passou a ser encarado como um místico, um teólogo. Seu  "A Vingança de Gaia" é um alarme. Ele diz: “Gaia é como uma avó que recolheu em sua casa um bando de adolescentes indisciplinados e turbulentos. Ela poderá, talvez com a morte na alma – trancar a porta e deixá-los lá fora”.


Ora, direis observar formigas! Por certo perdeste o senso...”  Mas a revista Plos One nos aconselha a por para correr esse preconceito e que muito podemos aprender com a vida dos insetos. Coisas mesmo fundamentais para a nossa existência. Talvez sejam mesmo melhores do que as páginas de Marx, Gramsci et caterva, o melhor seja sentar-se ao chão e observar pacientemente o ir e vir de um formigueiro. Nada nos seria mais útil. Sua proposta inicial é procurarmos resposta para a seguinte pergunta: Como é que pode uma sociedade de insetos produzir tanto.  Para Duenez-Guzman e Sadedin, pesquisadores e autores do trabalho, os insetos são eficientes porque na sua sociedade não há espaço para corrupção. Os seus corruptos são punidos imediata e fatalmente. Todos os indivíduos são cuidadosamente observados. Não colaborou, vira inimigo. Duas espécies - uma de formiga e outra de vespa - não matam os corruptos, mas os expulsam irrevogavelmente da comunidade. O que dá rigorosamente no mesmo.  Para esses professores o Dura lex seria a razão do sucesso dessas comunidades.



CURIOSIDADES




Juscelino Kubischeck de Oliveira, mais conhecido como Presidente JK passou a História com o título de o criador de Brasilia. De fato, foi durante o seu mandato como presidente que a cidade de Brasilia foi construída.  E há 52 anos, nas comemorações da sua inauguração ele é assim lembrado. Também lembrados nessa época estão os nome de Lucio Costa e Oscar nieymayer. Há, entretanto, um outro nome que merecia ser citado nessas festas – é o Toniquinho. A história começou quando JK ainda era candidato a presidência do Brasil e viajava por Jataí, Estado de Goiás. Ele foi interrompido por um morador local – Antonio Carvalho Soares, o Toniquinho. Queria o eleitor saber se Juscelino iria mesmo obedecer a constituição brasileira. E se ele iria segui-la teria que transferir a capital da República para o planalto goiano, conforme estava na Carta Magna. De pronto, JK devolveu: "Acabo de prometer que cumprirei, na íntegra, a Constituição, e não vejo razão para ignorar esse dispositivo. Durante o meu quinquênio, farei a mudança da sede do governo e construirei a nova capital". Assim, graças a Toniquinho, a construção de Brasília se tornou a principal meta de Juscelino. Fonte Revista de Historia da Biblioteca Nacional



Não se sabe ao certo a origem das perucas. Sabe-se, entretanto, que seu uso é muito antigo. Encontraram registros do seu uso no Egito antigo e na Assíria. Era costume daqueles habitantes  oferecer sua cabeleira natural aos deuses. Suas cabeças ficavam portanto desnudas. Aí, desde que tinham que sair às ruas cobriam as cabeças com tiras de pano, imitando uma cabeleira. A moda pegou entre os faraós e a peruca passou a ser usada como símbolo de autoridade. E a partir daí a moda se distribuiu e se generalizou, com todas as variações que conhecemos, hoje. Fonte “Curiosidades, Valmiro Rodrigues Vidal” 




Rola na internet uma observação que cabe muito bem nesta parte do jornal: É uma curiosidade. Alguém, que ainda não se conhece o nome, descobriu que já no século XVI, Nostradamus havia previsto o governo de Lula. E diz que essa previsão erá no livro  Visão das trevas, grandes catástrofes da humanidade, de Nostradamus (Editora Record. Rio). É o seguinte o texto;
1. “E, próximo do 3º ano do 3º milênio, uma besta barbuda (sic) descerá triunfante sobre um condado do hemisfério sul (sic), espalhando desgraça e miséria”. 2. “Será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente completos” (sic). 3. “Trará com ele uma corja (sic) que dominará e exterminará as aves bicudas (sic) e implantará a barbárie por muitas datas sobre o povo tolo e leviano”.

domingo, 30 de setembro de 2012

MINHAS ELUBRAÇÕES PRE-ELEITORAIS




Ataíde Oliveira é uma dos nossos centauros municipais. Figura dúbia, metade uma coisa, metade outra coisa. Ou talvez nem metade. Antes, o que sabíamos é que ele era Presidente do Sindicato do Funcionalismo de Volta Redonda. Não eleito porque não tinha votos, mas favorecido pela fatalidade. O presidente de verdade morrera e ele, o Ataíde, vice que era, assumiu. Aí, veio, tardiamente, sendo construída sua biografia. Foi justamente na sua gestão que o sindicato ganhou, talvez, a sua mais importante questão trabalhista - o cumprimento do PCCS. Uma ação que tivera início muito antes de ele assumir, mas a decisão veio depois. Os funcionários vibraram. Afinal, era mais dinheiro do bolso do trabalhador. E dinheiro legal! Só quem não gostou mesmo foi o próprio Ataíde. Ficou preocupado: "Ai, meu Deus do céu! E agora se o Neto não gostar mais de mim". E o Prefeito, encastelado na sua torre de marfim, nada de pagar o pessoal. Um dia, Ataíde se cansou e resolveu dar um basta naquela tristeza que o incomodava. Criou coragem e foi falar com o prefeito. Olhou-o bem dentro dos olhos e falou: "Não posso me acovardar mais. Eu vim aqui dizer que estou com o senhor e não abro". O Neto comemorou aquele gesto. Mandou botar no jornal e tudo. Haverá o atento leitor de questionar os motivos da comemoração. Se o Ataíde não tem votos nem para si mesmo como poderá ajudar o prefeito? Mas a  questão não é essa. É claro que esse homem mais solitário do que um Robson Crusoé não vai evitar o enterro da sua candidatura. Mas pode impedir que o funcionalismo lhe jogue terra em cima, antes da hora.
                                     




Jonas Marins era um desconhecido. Fora dos domínios da família -  o quarto, a sala, a cozinha e o banheiro -  fora dessas dependências, ele era um anônimo. Aí, veio o caso ASBAM, denúncia de desvios de dinheiro público. E o Jonas, então, ficou falado. Muito falado. Faladíssimo! Toda a cidade ficou sabendo do caso - Boa Sorte, Monte Cristo, Saudade, Bocaninha... até lá onde o meu amigo Eloy Marcondes mora chegou a conversa. Quando o Jonas se aproximava, as conversas davam lugar a uma advertência  "lá vem o Homem da Asbam". E ele se tornava o Homem da Asbam, como tem o Zezinho da Ética, como tem o Negão da Feira, como tem o Baixinho do Estádio. Jonas Marins veio se acostumando e até gostando do seu apelido. Às vezes, o repetia baixinho para sentir-lhe a sonoridade. Quem sabe até pensou registrá-lo para uma próxima eleição. Afinal, era um nome que estava nas ruas -  "O Homem da Asbam". Mas, neste mundo em que, o dia seguinte é pior do que o dia anterior o caso da Ascam veio perdendo força tanto, tanto e tanto que o Jonas Marins preferiu usar Jonas Marins mesmo. E está, na frente  para prefeito de  Barra Mansa. E o Zé Renato perdendo o segundo lugar para a Inês Pandeló. Ora, perder para a Inês Pandeló, não é ser derrotado; é ser escorraçado. Nem sei se ele merece isto. Fico com pena mesmo é do deputado Albertassi. Perder em Volta Redonda e perder em Barra Mansa... Tá certo que o forte do deputado é São Pedro da Aldeia, mas nunca é bom uma coisa dessas. O Jornal Aqui sentiu logo na sua terceira pele. Na horinha mesmo. Aí, foi requentar o caso da ASBAM. Afinal, amigo é pra essas coisas. A reportagem teve repecussão na sede do jornal. Talvez a pressa em servir, talvez outra coisa qualquer, atrapalharam o serviço. O Aqui já foi melhor, nessas coisas. Talvez essa concorrência do Fatos e Notícias esteja lhe fazendo mal.



Lula e Marcos Valério eram amiguinhos do peito, mas, agora, estão de mal. Tá de mal come sal. Daqui a pouco estão se beijando, diria o leitor descrente desses amores e desses ódios. Marcos dera uma entrevista a Veja enfiando Lula até o pescoço no mensalão. Veio logo gente oferecendo seus trabalhos para o ex-presidente. Podemos fazer isto, podemos fazer aquilo. Do outro lado, a oposição também se perguntava: “O que podemos fazer com isto?”  Juntaram-se Lula, Falcão e Eduardo Campos e acertaram uma carta à sociedade. Pensei que vinha um daqueles documentos formais – “esclarecemos para os devidos fins e efeitos que não somos corruptos...”. Aquelas cartas que satisfazem o Franch. Mas que nada. A melhor defesa é o ataque. E, talvez, por isso mesmo, não trazia nenhuma novidade. Pareceu-me mesmo copiada daqueles surrados discursos do Frei Leonardo Boff. Aquelas besteiras de conspiração da direita e outras ainda maiores. Leonardo Boff é uma espécie de Zezinho da Ética que já foi excomungado.  Roberto Jefferson é mais lúcido e já nos prestou um serviço melhor do que os dois juntos. Roberto diz que o PT  tem a oposição que pediu a Deus. Ele sabe o que está falando. Já enfrentou o PT.  Na Constituinte, andava com um 38 na cintura por toda a Câmara. Depois, integrou a tropa de choque do Fernando Collor. Em 2005, denunciado na Veja, sentiu-se traído pelo PT, de quem então era aliado, e denunciou a compra de votos da base aliada, o mensalão. Jogou  fora a sua carreira, mas liquidou o Rasputin do Lula, o Zé Dirceu. A nação lhe deve este grande favor. Ele nos livrou do Zé Dirceu! Se não houvesse Roberto Jefferson era ele, o Zé, quem estaria lá, hoje.  Ele dominava tudo, o PT e o Lula. Não lhe seria difícil continuar mandando. Combativo, inteligente, falando várias línguas... e, do outro lado, Lula, o ignorante, o iletrado e de caráter duvidoso. Lula contava se gabando que sua família só comia carne quando seu irmão roubava mortadela no mercado onde trabalhava.







Há, de fato, muita coisa entre o céu e a terra de que a gente nem desconfia. Eu, apenas, acrescentaria – há muita coisa mesmo! Shakespeare foi modesto. Muito modesto. Por isso, essa gente aí pensando que sabe tudo. De vez em quando vem uma descoberta e põe todo mundo de pés no chão.  Dr. Gary W. Lewandowski  é psicólogo e professor na Monmouth University e nos trouxe uma novidade dessas. Sua missão é olhar, olhar as pessoas e, depois, contar o que viu. Pois bem, Gary descobriu que o mau humor é contagiante. Aliás, minha mãe foi uma precursora desta teoria.  Quando uma visita, lá em casa, se esquecia de ir embora, ela não jogava sal no fogo, não colocava vassoura virada atrás da porta, nada disto de simpatias. Ela ia para a sala e ficava bocejando. Daí a pouco meu pai também bocejava e, aos poucos, eu e meus irmãos estávamos todos bocejando, inclusive o visitante que logo se levantava e dizia “tá tarde”  e se ia. Minha mãe sabia que o bocejo era contagiante, mas nunca fez caso desta descoberta. Nunca a patenteou. O mais que ela fazia era passar esta informação para os filhos usarem num futuro certo que viria.  Agora, vem o Dr. Gary com a autoridade que todos os seus títulos lhe dão e diz “o mau humor é contagiante”. Contagiante como uma gripe. Se alguém tosse ao nosso lado, logo nos resguardamos. Afastamo-nos um pouco e cobrimos nosso nariz com um lenço. E ninguém nos censura. Mesmo os namorados, por mais enamorados que estejam, dizem um para o outro “hoje, não tem beijo” e estamos conversados. Devemos nos acautelar dos mal humorados, adverte o Dr. Gary. O mau humor passa de um para o outro sem que o contaminado sinta nenhuma coceira, a garganta não arranha, não há coriza, não há febre... Não há absolutamente nenhum sinal. Mas já sai dali batendo a porta, chutando o cachorro, pisando no rabo do gato.  O Dr. Gary recomenda cautela com os mal humorados. Eu vou um pouco além. Acho que todo cuidado é pouco. Recomendo que além de nos acautelarmos é bom evitar o ar contaminado, é bom que se abram as portas e as janelas para a luz do céu entrar.   






No Oiapoque, os caciques nas aldeias indígenas mandam mais do que os caciques da cidade. Os brancos sbem muito bem disto. E aqueles que pretendem algum cargo político vão direto atrás deles.  Por isso, de dois em dois anos é aquela fila de dobrar quarteirão na entrada das aldeias. Os caciques os recebem e fazem suas exigências. Conforme for a conversa, fecham ou não fecham o apoio. analisa as propostas e,conforme for, recomendam ou não o nome ao seu povo. Segundo o cartório eleitoral são 2 871 os votos indígenas e 17 023 os brancos. Pode parecer que os 2871 sejam poucos.  Mas são votos fechados. Fechadíssimos!  Já os brancos se dividem muito. Um tijolo aqui, um saco de cimento, ali, um botijão de gás, acolá... é o bastante para esparramar votos pra aqui, pra ali, pra acolá. Fora o tapinha nas costas que também tem seu peso. Os caciques são firmes nas suas conversas. Orientam os candidatos: ter um índio na composição da chapa é mais conveniente. E, para os que duvidam da expressão desses votos, os caciques tem um exemplo, na ponta da língua. Em 1996, as comunidades se reuniram e decidiram que tinha que ter um índio´lá na prefeitura. E conseguiram eleger  João Neves, da etnia galibi marworo, a prefeito. Ele foi o primeiro índio a conquistar um mandato executivo no Brasil. 


CURIOSIDADES




Oiapoque é um município brasileiro localizado no extremo norte do Estado do Amapá. Tem uma área de 22 625km2 e se notabilizou com a expressão do Oiapoque ao  Chuí. Um monumento na cidade reforça ainda mais esta expressão – “município de Oiapoque, aqui começa o Brasil”. Ali, há uma placa que traz o registro de uma viagem que teria saído de Oiapoque e atingido a cidade de Chuí, no Rio Grande do Sul. Talvez tenha nascido daí este erro tão freqüente de se pensar que o Oiapoque é o extremo norte do Brasil. De fato, não o é. A cidade mais ao norte brasileiro é Uiramutã, no Estado de Roraima, onde fica o Monte Caburaí. A expressão “Do Oiapoque ao Chuí” refere-se à extenção do litoral brasileiro.  





Getúlio Vargas chegou à presidência da república no dia 3 de outubro de 1930. Esta data marca o fim da República Velha. A Revolução de 1930. Foi assim deposto o então presidente Washington Luis. Na despedida do Palácio do Catete executava a vingancinha contra o homem que lhe roubara o cargo. Pediu ao mordomo que escondesse muito bem escondida a faixa presidencial, símbolo do poder delegado pelo povo. Getúlio o novo presidente chegou a palácio e não encontrou a faixa. E a procurou, sem sucesso, por quatro anos seguidos. Ela só lhe foi entregue em 1934, quando assumiu o cargo após eleição da assembléia constituinte. Fonte : Guia dos Curiosos.


domingo, 23 de setembro de 2012

PRA QUEM É, BACALHAU BASTA






Edson Albertassi entrou para o time do Neto. Muita festa. Era como o Pelé, no auge da carreira, entrasse para o Olaria Atlético Clube. A torcida soltou fogos a valer.  No meio do campo, uma turma de pernas-de-pau o abraçava carinhosamente e se perdoavam das recíprocas botinadas insanamente trocadas. Somos todos irmãos!  O jornal Aqui, porta voz do deputado, até se emocionou.  Comparou aquele encontro a uma festa de fim de ano, véspera do Dia Mundial da Paz. Tava muito chata mesmo aquela divisão que havia. Às vezes, o jornal ficava sem saber a quem agradar. O que agradava um, quase sempre, desagradava o outro. Muito, muito embaraçoso que estava.  Agora, não! Que felicidade! Cada cajadada mata dois coelhos. Muita gente, lá. Mas, sinceramente, Deus me perdoe, é muita vela pra pouco defunto. Se o deputado pudesse juntar os seus votos de São Pedro da Aldeia com os votinhos de Volta Redonda... Mas não pode. Eu acho que o próprio Neto pensa assim. Ele não fala nada; só fica ruminando, ruminando... Tem vindo gente de longe e de perto para tirá-lo desse cisma.  O governador veio. O vice veio. Até o Joãozinho de Pinheiral veio para reanimá-lo. E trouxe o seu humilde e escasso voto voltarredondense - um cumpadre seu que mora na Água Limpa. Minha vizinha, que vai votar no Zoinho, explicou:  "Pra quem é, bacalhau basta". Giovani Miguez também acha as coisas não andam boas para o Neto e o disse de forma clara e inquestionável no seu blog.  Bem que eu andava desconfiado.   Desde o dia sete de setembro venho percebendo que alguma coisa não fecha.  No palanque, ao lado de Albertassi, o Neto estava com a cara de quem comeu e não gostou. O Albertassi parecia ter um bolo no estomago. O Neto não engolia o Albertassi, mas a necessidade é ótima conselheira. Minha mãe tampava-me o nariz e metia o remédio na minha goela. Não sei se tamparam o nariz do deputado. Não sei. O que eu imagino mesmo é o diálogo havido entre eles. O Neto para o deputado: "Faz assim, me dá a meia dúzia de votos que você tem e eu te apóio, na próxima". O Albertassi sentiu-se valorizado e topou. Depois ficou pensando "quem tá mendigando meia dúzia de votos, não tem muito o que oferecer em troca. Acho que apostei no cavalo errado". 



Marcos Pereira é bispo da Igreja Universal, é presidente do PRB, é coordenador da campanha Celso Russomano e  acha que os católicos não devem se meter em política. Isto é coisa da cabeça dele, lá. Eles é que cuidem lá da religião e já estarão fazendo muito.  Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, apesar das missas oficiais, do Cristo crucificado nas dependências públicas e de a Igreja Católica ter sido a barriga de aluguel para o  PT, acha que os evangélicos devem se restringir ao campo religioso e não se meterem em política. É assim. Eu se sou Deus não movia uma palha sequer nesta briga não. Ela promete. No ano passado, Marcos postou no seu blog que a Igreja Católica tem o “controle das ações do governo, seja federal, estadual ou municipal”. E mais. Disse também que a Igreja Católica era responsável pela distribuição do Kit gay, do Fernando Haddad no Ministério da Educação.  O kit gay é um lixo e a acusação, uma leviandade. O texto morreria no nascedouro porque ninguém ia mesmo dar confiança pra uma porcaria dessas.  Mas eleição é eleição. Aí, ressuscitaram o texto.  Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, reagiu. Soltou uma nota que é lida nas missas.  O bispo diz que  o PRB é um partido “manifestamente ligado à Igreja Universal”. Pois é. Isto é lá coisa da cabeça dele. Não é de hoje que a  Igreja Católica participa da vida política. No império o catolicismo foi a religião oficial, vivendo sob a tutela da nobreza. Na república ficou ainda mais robusta: ganhou independência e elegeu representantes pela Liga Eleitoral Católica, em 1934. E, hoje, o que faz esta dupla  Leonardo Boff e frei Beto que não seja política.  É, como se dizia antigamente, o porco rindo do toucinho. 


Gêmeos de pais diferentes



Há mais ou menos um ano, arrepiamo-nos todos com a notícia de dois irmãos gêmeos, irmãos, apenas, por parte de mãe. O pai de um não era o pai do outro. A mãe, a mãe sim era a mesma.   Foi bem o que se deu com uma polonesa que mantinha relações também com outro homem além do marido.  Grávida decidiu-se divorciar pensando que o filho era do amante. E foi-se embora com ele. Vieram, enfim, os bebês - um menino e  uma menina. O teste de DNA comprovou a suspeita só pela metade: Um dos filhos era do outro, fosse qual fosse a perspectiva de quem analisava.  O filho era do ex-marido e a filha era do então amante. Agora, vem lá da Inglaterra outra noticia surpreendente. A possibilidade de um bebê ter um e apenas um pai e duas mães.  É uma  experiência da engenharia genética está sendo desenvolvida para ajudar as  mães com falhas na mitocôndria – a usina de energia da célula. As mitocôndrias são transmitidas apenas pelo lado materno. Um casal com este  tipo de problema  poderá usar um óvulo doado por uma outra mulher. O laboratório criará um óvulo híbrido, com o DNA majoritariamente da mãe. O bebê nascituro terá o DNA das três pessoas envolvidas. O governo britânico autorizou as inscrições para o tratamento até o dia 7 de dezembro. Pretende, após o fechamento das inscrições, estender este benefício à população. Fonte: Revista Isto É.



Chris Tangey, 52 anos, é um cineasta australiando que, há mais de 20 anos, batalha no ramo. Seu maior e incomparável sucesso é recente. Um curtíssima  sem roteiro, sem planejamento e sem o investimento de sequer uma pataca. nenhuma grana . Chris viajara para o Norte em busca de um bom lugar para mais um trabalho. Foi parar em Curtin Spings Station. Mal acomodara suas tralhas, um arbusto que se incendiava chamou-lhe a atenção. Mirou ali suas lentes. Não era um arbusto que se incendiava; era um tornado de fogo. Dali a pouco, aquela coluna de fogo formada traçaria na sua trajetória um caminho de cinzas. Chris filmou tudo, tudo. Do princípio ao fim. Guardou o filme a sete chaves. Na segunda feira passada deu-o à luz, através do Daily Mail. Aí, todo mundo ficou sabendo. Seu relato impressiona. Definiu o tornado como um redemoinho de 30 m de altura e que roncava feito um avião supersônico. As explicações do fenômeno vão desde o cumprimento das Sagradas Escrituras até a um acontecimento cientificamente previsível. Para David Mattheus, do Darwin Weather Bureau, trata-se de uma corrente de ar com vorticidade (tendência de girar) que se forma sobre o fogo. Não é o primeiro caso desses no mundo. O maior deles ocorreu no Japão em 1932. Mesmo no Brasil há registros de um desses acontecimentos em Araçatuba, São Paulo.

CURIOSIDADES



Santa Cruz, Rio Grande do Norte, é um promissor polo de turismo religioso. Esta é a sua vocação. A origem do seu nome tem esta marca. Em tempos bastante remotos, um missionário para protegê-la das periódicas cheias do  rio Trairi fez uma cruz de imbaré e o colocou no seu ponto mais alto Monte de São Carmelo. Daí, o nome de Santa Cruz. Agora, tanto tempo passado o mesmo  Monte de São Carmelo tem resgatada a sua sacralidade. Ali está construída o Alto de Santa Rita de Cássia. O maior monumento católico do mundo. São 56m de altura. Maior que a Estátua da Liberdade, nos EUA; maior que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Sua construção iniciou-se em 2007 e foi inaugurada em 2010.   Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional. 




Aquele lápis, amigo permanente das crianças nas escolas, é parente muito próximo de uma pedra valiosíssima - o diamante. A grafite e o diamante são mais que irmãos: eles têm a mesma composição química. Ambos são formados apenas por carbono. O que os distingue um do outro é a estrutura diferenciada, a forma como seus átomos estão organizados.  É tão somente essa organização que os torna tão direntes, quase opostos. São usados para fins completamente diversos. Enquanto podemos desgastar o grafite esfregando-o contra a nossa própria pele, o diamante é conhecido como o material mais duro.