domingo, 20 de abril de 2014

O Jerico já não é mais dono das suas próprias idéias





Quem dera se se tivesse pelas crianças o mesmo amor que se tem pelas idéias! Não haveria órfãos neste mundo de meu Deus. E - contrariando o adágio popular - mesmo os filhos feios teriam seus pais conhecidos e orgulhosos. Não sei se o estimado leitor já se deu conta de que não nenhuma idéia abandonada por aí. Não há mais idéia de jerico. Mesmo que ela nasça da cabeça de um asno vem logo um esperto adotando-a de lhe dando o nome de família em cartório. Como profetizou Caminha: "Nesta terra tudo que se planta dá". Diz-se que jaboticaba só dá no Brasil. Mas não é esta a nossa única exclusividade. No campo das idéias, também somos assim: O Brasil é o único país do mundo que leva o comunismo a sério. Não se espante, portanto, o leitor com este bando de gente e a decantada transposição do Rio Paraíba do Sul. O Alkimim quer puxar  água do Rio Paraíba e o Zezinho da Ética não quer deixar. Ora, vejam só! A briga promete muito pano pra manga e, quiçá, votos na eleição. O bicho tá pegando. Começou a juntar gente de um lado e de outro. E veio a Câmara Municipal de Iatiaia e, com ela outras câmaras vizinhas: Quatis, Porto Real e Resende. Tá crescendo pro lado de São Paulo também. O Governador Alkimim está desesperado e correu pros braços da Dilma, mesmo sabendo que não é aconselhável aceitar abraço de afogado. Mas ele não tinha escolha, coitado. O bispo de Volta Redonda até riu dele. Zombou mesmo: "Correu pros braços da mamãe." Sei não. Talvez o bispo preferisse mesmo era o ver incendiando ônibus, apedrejando vitrines ou saqueando lojas feito os meninos do Freixo. Nunca se sabe. O que se sabe mesmo é que é ano de eleição. E, como disse a Dilma Rousseff – “em época de eleição a gente faz o diabo”. Zezinho que se cuide. Logo, logo, vão aparecer por aí, batalhões de candidatos reivindicando a paternidade dessa idéia anti-cristã de não se dar água a quem tem sede. O governador quer é 2% dessas águas. Ele já retira 50% do rio Piracicaba; não quer secá-lo de vez. Evidentemente, fica o medo com o previsível crescimento das nossas indústrias e população no futuro. Devemos então disciplinar o uso do rio. Todas cidades tem que fazer o tratamento de esgoto. O Zezinho podia começar por aí e nem precisava ir muito longe. Começava por Volta Redonda mesmo, onde o Prefeito Neto construiu a sede da Defesa Civil dentro do leito do rio. 





O Conselheiro Acácio deixou as páginas do velho Eça de Queiroz e foi morar no Planalto. Está lá em Brasilia trocando figurinhas com Dilma Rousseff. Não foi ninguém que me disse nada disto. Eu é que conheço o moço e sua conhecidíssima  obra. Pelo dedo se conhece o gigante. A Copa do Mundo de futebol no Brasil é coisa dele - a criação, a organização e a justificação. Entregou tudo prontinho ao governo. E assim, foi-se enfiando dinheiro nela. Só o Estádio Mané Garrincha engoliu R$ 1,6 bilhão. Se a gente for um desatento como o Ministro Aldo Rabelo pode não só considerar isto muito bom, mas até como um excelente exemplo para tampar a boca de uns derrotistas que tem por aí - Você, por exemplo, contribuinte-eleitor,  que, no final, paga o papo e a laranja, é um deles. Segundo, o Tribunal de Contas, feitos os últimos acertos o Mané ficará por R$ 1,9 bilhão. Acreditam os acacianos que isto é investimento. Que iniciada a competição o dinheiro voltará aos borbotões. Parece até que é o Vereador Maurício Batista quem faz essas contas. Em um ano inteiro, pleno de grandes e concorridos eventos, o Estádio Mané Garrincha arrecadou R$ 2,871 milhões. As contas de água e luz somaram R$ 1,5 milhão e ficaram nas costas do Estado. Portanto, o Poder Público arrecadou R$ 1,371 milhão. Isto com 30 megaeventos. Quase um a cada semana e meia. Estiveram lá o show da Byonce, o jogo Flamengo X Santos, despedida do Neymar, o jogo da abertura da copa das copas... Imagina que reproduzam como coelhos tantos bem sucedidos governos como este, e que venham repetidos em cascatas novas Beyonces, novos Flamengos X Santos, novas copas a se perderem nos séculos futuros. Ainda assim, o estádio levaria mais de mil anos para devolver aos cofres públicos o dinheiro que com ele foi gasto. E ainda vem a olimpíada...


NOTA
Estes textos já estavam prontos para publicação no domingo passado. Pensava colocar mais dois textos mas não tive nenhuma condição de fazê-lo. A postagem abaixo que  minha mulher fez no face como os comentários seguintes explicam melhor o que houve:

Marlene Sepulveda: Uma rosa com amor para o meu cunhado Emerson Sepulveda. Partiu hoje. Está nos braços do Senhor e de Maria Santíssima. Ao seu lado, sua mãe Noemi, que se estivesse aqui, hoje, estaria completando 96 anos. No céu deve estar uma festa!  


Marilene Pereira dos Reis: Meus sentimentos
Rosangela  Rosa : Conheci muito o seu cunhado. Que Deus o receba de braços abertos.
Miriam Tavares de Castro: Mais um Sepulveda que nos deixa. Mesmo estando longe de nós aqui deixa um espaço vazio na família. Junte por nós mais uma rosa para ele. Abraços a todos aí dos Sepulveda de Castro. 

Neia Vachod : Sentimentos amiga à todos!

Lú Sepulveda um abraço no meu sogro mais querido...orando por ele!!!!

Ezequiela Sanglard Nossos sentimentos a todos os famíliares!!

Claudete Marta Barros Amorim Que Deus conforte o coração dos familiares!

Lila Vó Que Deus abençoe a todos neste momento de tristeza.

Vanilda Pimentel Muito legal!!!!

Marcelo Machado Que Deus console aos familiares e amigos.

Marlene Sepulveda Agradecemos pelo carinho!

Verginia Aparecida Que Deus abençoe vc e seus familiares. Feliz Páscoa p/ vcs.Bjs.

Marilene Pereira dos Reis: Meus sentimentos
Rosangela  Rosa : Conheci muito o seu cunhado. Que Deus o receba de braços abertos.
Miriam Tavares de Castro: Mais um Sepulveda que nos deixa. Mesmo estando longe de nós aqui deixa um espaço vazio na família. Junte por nós mais uma rosa para ele. Abraços a todos aí dos Sepulveda de Castro. 






quarta-feira, 2 de abril de 2014

VOU TE CONTAR




Fui à Câmara Municipal. Paguei meus pecados. Para eles aquilo é uma festa. Fiquei quase duas horas lá vendo um vereador chamar o outro de excelência. É coisa do Regimento Interno da Casa. Há muito exagero no seu uso. Houve um vereador nosso, o Parente, que se sentindo ofendido no plenário falou para o seu suposto ofensor: "Vossa Excelência ofendeu a minha Excelência!" O Parente era assim. Deus que o tenha em bom lugar que ele era gente boa. Mas eu estava dizendo mesmo é da Câmara Municipal da semana passada. Voltemos a ela. A Casa estava engalanada porque ia receber as mulheres destaques da sociedade. Era uma festa dos vereadores, uma invenção do Vereador Adão Henrique. Ele criou o dia da "Mulher Participativa", uma espécie de dia móvel da mulher. Pode cair no dia 8, no dia 9... ou, conforme a necessidade, cair duas ou tres vezes no mesmo ano. As homenageadas levam sempre familiares e os seus amigos.  E juntou gente! Muito mais do que a semi-final Flamengo X Cabofriense. O Ananás, que todos conhecem como Aquela Besta, fazia mirabolante raciocínio para multiplicar esses encontros. Até que lhe deu ocorreu o "estalo de Vieira": disse que ia falar com o Adão para criar também o dia do "Varão Participativo!" Vi, que nesse diapasão ele iria logo sugerir também a criação do dia do "Gay Participativo". Fechei-me em copas porque o Ananás é o maior aproveitador das péssimas idéias. E, depois, não dá certo uma sociedade dividida assim em fatias como uma pizza. Uma lei contra a violência, elimina todo esse lixo de proteção ao negro, proteção ao idoso, proteção a mulher, proteção a criança... Mas a moda tá pegando e arrasta até ministros. Leio no blog do Sérgio Boechat que o Ministro Marco Aurélio pensa assim: "Todo poder à mulher e a esperança de um Brasil mais equilibrado". Ledo engano. Exagero dele. Taí a Ângela Guadagnim, por exemplo. Chegou lá  e o muito que fez foi criar a coreografia do mensalão.


"Adorei a revolução no Brasil. Não houve morte, nem tiro". Foi como Brigitte Bardot tratou aquele 31 de março. E eu acrescento, faltou também a guilhotina, a Bastilha e a Maria Antonieta, embora tivéssemos uma Maria Teresa. A nossa revolução foi, enfim, quase um dia como os outros. Incrível! Era uma nova Batalha de Itararé, a guerra sem tiros, sem sangue e até mesmo sem palavrões. Apenas amistosas saudações. O dia da Revolução de 64 foi uma grata surpresa, apesar do tom ameaçador que havia no ar. Há muito vinham todos se preparando para o confronto. A Revolução Cubana se dera em 1959 conquistava admiradores pela América Latina. Aquelas filas enormes aguardando a vez para serem fuziladas no paredon enchia os olhos de muita gente. Brisola chegou até a fazer sua lista de condenados. Havia um culto aos cubanos. Um dos seus assassinos mais cruéis, Ché guevara, foi condecorado no Brasil. Sua figura servia para estampar camisetas e flâmulas de jovens e orientar o sonho de marmanjões. Muitos deles iam à Cuba aprender com o Fidel como estourar crânios de adversários. Voltavam ungidos, com dinheiro e armados. Alexina Lins Crespo de Paula, mulher de Francisco Julião, era uma das mulas que trazia armas de lá para os guerrilheiros da Liga Camponesa. Devia trazer da China também, mas isto não ficou claro na sua entrevista a O Globo. As reformas viriam na lei ou na marra. Era seu hino. Cá em Volta Redonda, vi peão gritar para diretor da empresa : "A sua casa vai ser minha e o seu carro também." Lima Neto, João Alves dos Santos Lima Neto, prometeu dependurar a cabeça do Engenheiro Helio Motta Haidt num poste em frente à Passagem Superior. Mas, na hora H, nada disto se deu. Ainda bem. Luis Carlos Prestes fugiu tão rápido que se esqueceu de uma pasta com os nomes, endereços, CEPs e retratos 3X4 dos companheiros. E Brisola, foi outro. Deixou os arquivos dos grupos dos onze. Os cabecinhas perderam a diligência e ficaram por aqui querendo brincar de mocinho. Mas no dia foi só isto. Um menino, vizinho meu, falou que ia lá na Avenida Amaral Peixoto vê a revolução. A mãe dele respondeu: "Vai, mas não demora que hoje tem escola".  




sábado, 22 de março de 2014

NETO E PAIVA VERSUS HOMEM BOMBA



O Vereador Maurício Batista é o nosso Homem Bomba. Dizem que até que explodiu uma vez. Parece. Mas isto faz muito tempo... Agora, ele está mudado, comedido. Não dá um passo sem contar até 200. Um homem prevenido vale por vinte. Por isso, ele inventou esse projeto de organizar o serviço de táxi na cidade, que não mexe com o serviço de táxi. É  muito difícil se entender o povo.  Uns falam que há taxis de mais, outros acham que os tem de menos.  Durma com um barulho desses!  Vereador tem que ficar esperto.  De vez em quando um  joga a toalha e se torna um vereador autônomo. Age por conta própria. Agrega seu mandato à Prefeitura e se torna prestador de serviço. Aí, basta-lhe seguir o prefeito. Dizem que em todo lugar tá assim, que os vereadores são assim, que tá tudo dominado. O vereador Tem que seguir o prefeito.  Agora, se o prefeito for assim feito o Neto, sai de baixo! É difícil segui-lo. Ele diz que vai fazer uma coisa e faz outra. Ou não faz coisa nenhuma. Sinceramente, eu não sei como o Zezinho da Ética, o Adelson Vidal conseguem acompanhá-lo. Decisivamente, isto não se aprende na escola. Maurício Batista se esforçou com esse seu projeto - não incomodar.  Conforme se diz, ele trocava seis por meia dúzia ou uma América Teresa por um Conrado. Não sei que vantagem a Maria leva, mas há desse comércio. Nosso Homem Bomba não queria que se aumentasse nem diminuissem o número de taxis, na cidade. Deu até um caráter científico a sua proposta mas faltou-lhe maiores cuidados. Não se lembrou da  Aritmética do Antonio Trajano. Lá tinha muita coisa útil - tabuada de somar, de tirar, de multiplicar e de dividir. Tinha também a prova dos noves fora, prova real... Aí, deu no que deu. Vejamos o projeto do moço.  Em Volta Redonda, há 258 táxis e 264 mil habitantes, segundo dados do IBGE. Aí, veio o nosso homem bomba com seu projeto dizendo que deve haver 1 táxi para cada 1 300 habitantes. Logo, o número de taxis devia ser 203,08 e não 258. Quase 60 a menos. E, no entanto, era só fazer uma regrinha de tres simples e direta. O produto dos meios é igual ao produto dos extremos. O Vereador Baltazar foi quem primeiro o viu. Chamou o caro colega e, assim sem cobrar nada, explicou, explicou, explicou o erro. O Maurício foi ficando com raiva, com raiva, com raiva... Eu tava vendo a hora de ele explodir. O Baltazar quis até explicar usando palitinhos mas o Maurício Batista falou assim: "Eu quero ver é você arranjar 264 mil palitos".  

 



Josef Blatter, que sabe das coisas, foi definitivo: “Vamos fazer uma cerimônia de uma maneira que não aconteçam discursos”. Ele é presidente da FIFA e não quer que ninguém apareça mais do que a bola. E se Dilma Rousseff fizer um pronunciamento a vaca vai pro brejo - receberá uma vaia inesquecível. Virá outra copa, virão outras copas, mais outros presidentes, outros torcedores, outras vaias... Mas da vaia na Dilma não se esquecerá. Ninguém se lembrará mais do Neimar, do Fred... mas ainda estarão se lembrando dessa vaia.  “Lembrai-vos da abertura do PAN!” O, então, Presidente Lula não falou "gato". O que se ouviu foi uma vaia de 10 minutos sem intervalo.  D. Dilma sabe que, se quisesse, ela tomava essa coroa fácil, fácil, fácil, mas não quer humilhar seu patrono embora pareça que está concorrendo sim.  Tanto que as faixas de junho estão dentro da validade. Podem ser usadas sem nenhum risco de estarem impróprias para o uso. São atualíssimas! Continua  a precariedade no transporte, na Educação, na Saúde, na Segurança... Para Napoleão de tudo se podia fazer com uma espada, menos se sentar em cima dela. Mas essa gente senta em cima de qualquer coisa. Não tem sentimentos.  Arrumaram um arremedo para aquelas reivindicações e vem tocando.  Havia dois anos que a D. Dilma acertara com os irmãos castros o envio de médicos para o Brasil. Baratinho. Cuba antigamente exportava banana; hoje exporta médicos porém nos mesmos preços módicos das bananas. É que lá gente vale pouco. A presidente aguardava o momento certo da importação. As manifestações de junho foram o tcham. E o Mais Médicos está aí com cada vez menos médicos. Engambelaram o Zé Povinho. Somos todos de menor.  Tem coisa que a gente não pode saber. Mas o eleitor petista é incorrigível. Ele tem sempre uma explicação pra tudo.  Quando o Presidente Lula foi vaiado no Engenhão ele disse que era armação do César Maia, agora, por certo dirá que é isto é coisa do Eduardo Cunha. 


sábado, 8 de março de 2014

E BATE O BUMBO! BATE O BUMBO! DEIXA O BUMBO REBENTAR...





Se o Bispo Waldir Calheiros fosse vivo eu não sei onde ele ia meter a cara com este papelão do Ratinho. Digo, Paiva - Carlos Alberto Paiva, o Vice Prefeito. Desculpem-me. É que enquato o Clinger se ajeitava como prefeito, o Paiva vivia rondando o gabinete. Espreitava uma vaguinha no governo que se iniciava. Ele só tinha um ou dois empregos, naquele tempo. Ficava de olho comprido para as vacas gordas do vizinho. Em se tratando de Paiva dois empregos era um tempo de vacas magrelíssimas! Aí, um dia, o Ítalo Granato apareceu ali e me perguntou se eu tinha visto o Ratinho. Eu não sabia quem era o Ratinho e ele explicou "é um que tem a cara assim". E franziu o nariz. O Ítalo é danado. Ele imita muito bem. Se ele fosse num programa de calouros: "Quem que o senhor vai imitar?" E ele: "Vou imitar o Ratinho". Não tinha pra ninguém. Tanto que eu vi logo de quem ele tava falando. Mal o Paiva pôs os pés na sala eu lhe falei:  "Ratinho, o Italo está te procurando." Ele fez um sinal positivo com o polegar direito e ficou feliz como fosse ganhar um pedaço de queijo. Quem vê não acredita. Tudo mudou muito.  Acho que nem mesmo o Ítalo o chama mais de Ratinho. Quando muito há de trata-lo como S. Excelência Ratinho. O Ítalo é um gentleman. E o Paiva cresceu muito. Até o idolatrado bispo  Waldir Cavalheiros se fez cupincha dele. Foi seu cabo eleitoral nas eleições. Dele e do Neto. Um de cada lado e ele no meio. Parecia até uma alegoria do Calvário. Agora, veio esse caso aí do Adeilson de Paula, o Neném. Foi só o bispo fechar os olhos e pronto! Deus que me perdôe, mas acho que o bispo deu foi é muita sorte. Já pensou ele ter que passar envergonhado, relando pelas paredes, de óculos escuros, gola alevantada e um chapéu enfiado até as orelhas para não ser reconhecido? Ou, quem sabe, ficar recolhido dentro de casa e a cada um que batesse à sua porta ele respondendo: “O bispo sai-eu!” feito o judeu da piada. Ou, talvez a pior de todas as provas, ele fosse de igreja em igreja dizendo que estava enganado. Sinceramente, ia ser duro para ele. Voltemos ao Adeilson. Esse moço, por razões ainda desconhecidas levou uma facada no pescoço. Correram com ele para o Hospital do Retiro de onde saiu medicado, costurado e uma indiscutível dívida com Deus:  "Podia ser pior". Pelos dias que se seguiram, ele ainda sentindo dor, mas aquele recado o confortava - "Podia ser pior..." No trigésimo quarto dia ele não aguentou mais e voltou ao mesmo hospital de antes. Feita a radiografia estava lá, por trás do corte que já cicatrizava um pedaço da faca com oito cm. Pescoço restaurado, o moço processou o hospital. O moço era assessor do Paiva. Não tinha escapatória.  O Paiva não respeitou nem mesmo a sua licença médica - Demitiu-o sumariamente. O Adeilson não teve o que sobrou ao bispo, que não precisou encarar o seu amigo, Paiva. 





Cristóvão Buarque, Leonardo Boff e Eduardo Suplicy são da geração “aborto sim; palmadas, não”. Esta é uma forma de pensar que os deixa à vontade. E, assim, não se vexam de passar receitas de comportamento para o distinto  público. Recomendam afeto, compreensão e muito carinho para esses marmanjões que em nome da nação quebram tudo o que a parte que trabalha constrói. Por isso, Leonardo Boff se comoveu com a Ministra Maria do Rosário no episódio do cinegrafista Santiago. Boff achou muito bacana aquele gesto dela de puro perdão e nada de julgamentos. Nem pré, nem pós. Aliás,  não vi o Suplicy defender os black blocs, não. Mas nem era preciso fazê-lo. Suplicy a gente já sabe como ele é. Defenderia aqueles meninos se não estivesse ocupado com os meninos mensaleiros. Cristóvão Buarque é que se fartou. Usou a tribuna do senado e ainda foi para os jornais. Cercou pelos sete porque a sua lição é difícil de se engolir:  "O Projeto 499 está errado porque desqualifica esses manifestantes aplicando-lhes o nome de terroristas. E isso é um perigo por causa dos excessos policiais e judiciais que pode proporcionar. O que há de melhor é estudar porque eles são assim, em vez de puni-los". Ele aconselha que observemos bem esses meninos talvez por mais duas ou tres décadas. E, durante esse período, que lhes seja permitido e até incentivado a estourar novos crânios. Que tragam novas pedradas, novos petardos, novos rojões. E que, também, se ampliem as suas vítimas; não fiquem só no cinegrafista, não. Que venham dentistas, advogados, idosos, crianças, fartas... Uma abundância de cabeças explodidas. E os incêndios que passem dos  ônibus para as carretas cegonhas, das carretas cegonhas para os trens do metrô... Só assim, nesta escalada, a gente terá uma visão ampla do acontecimento. Um diagnóstico, portanto, mais confiável. Leonardo Boff, nem precisa de tanto. Ele  tem certeza de que isto não é terrorismo. Pra ele terrorismo tem atos espetaculares, como um gol assinalado do meio do campo. É. Fascismo e nazismo começaram assim. Eram grupos histéricos e quebrando tudo pela frente. Também se escondiam atrás de máscaras. Talvez até pra alguns seja necessários ouvir mais e mais esse trio e tantos outros até que se entenda porque eles agem assim.  Para mim bastou.  




Valeria Lukyanova é uma ukraniana que deu de sonhar um sonho de princesa. Ela quer virar a boneca Barbie. Uma versão que a tecnologia ainda não ousou: Uma Bárbie de carne-e-osso, que fala, anda, dorme faz pipi e cocô. Tudo que ela tem feito é nessa direção. A custa de dezenas de cirurgias e outros tantos procedimentos, hoje ela pode se gabar com o que conseguiu. E se, acaso, precisar de alguns trocados, pode fazer papel da própria numa vitrine de loja. Com a vantagem de posar para fotografias e conceder autógrafos.  Ela é feia. Em compensação como pouco. Quase nada. O International Business Times assegura que ela vive de luz e ar. É adepta do Respiratorianismo. Gostou do que viu nos Estados Unidos: Justin Jedica- um jovem que fez 90 cirurgias para ficar parecido com o boneco Ken. O mundo tá assim. Há mais loucos nessa corrida.  Blondie Bennet é outra delas. Contratou até sessões hipnóticas para se tornar burra feito boneca de fato. A ukraniana acha que não precisa disto. Eu acho que nenhuma das duas precisa. 




O Príncipe Herdeiro William levou a porta na cara. Quem diria? Há pouco tempo provocara um frisson pelo mundo. Minha vizinha, Odete, até deixou o feijão queimar naquele dia, acompanhando o casamento real pela TV. Agora, a visita do Príncipe é recusada por umas tribos lá do fim do mundo. É que ele vai dar um passeio na Nova Zelândia com a família.  E queria passar uns escassos minutos na Ilha Norte, que tem lá. Aperta daqui, aperta dali, arranjou 90 minutos para a vilegiatura, na ilha. Lá, há uma comunidade de pequenas tribos que constituiram uma monarquia em  1858. É uma monarquia pro forma porque não tem nenhuma representação constitucional. Mas é muito importante para aquelas tribos maori. Tuheita é o seu rei atual, não aceitou a visita real.  Não quer recebê-lo por 90 minutos apenas. Considerou isto um pouco caso. O Príncipe William ficou meio bolado. Ele queria tanto mostrar ao seu pimpolho George aquela gente atrasada, aquela curiosidade quase selvagem...




O Papa Francisco deu uma de Henry Sobel e Ronaldo Esper, exemplos mais notórios de apossadores do alheio. Em reunião com os párocos de Roma na última quarta feira ele lembrou seu caso. Papa Francisco disse que nos anos 90, ele era Viigário Geral em Buenos Aires. Naqueles dias ocorreu o falecimento de um padre idoso chamado Aristides. Ele, Francisco, quando chegou ao velório, não havia ninguém que não fosse o morto. Francisco foi ajeitar as flores no caixão e viu preso ao rosário enrolado nas mão do padre, um crucifixo que o encantou: "De repente, aquele ladrão que todos temos dentro de nós veio à minha mente. Enquanto espalhava as flores, peguei a cruz que estava no rosário e, com um pouco de força o desprendi". O Papa fez mensão ao caso porque fazia um sermão sobre a misericórdia. Que o pessoal do PT não se assanhe com isto! 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

ENFIM, MAIS UMA POSTAGEM


Veja o depoimento de Vera Magalhães clicando na linha abaixo



https://www.youtube.com/watch?v=_SPTZdvKzZs
 

O Ananás é uma besta quadrada, mas isto não lhe tira direito nenhum. Ele pode, por exemplo, votar como qualquer um de nós.  Sob este aspecto, ele e o Vereador Conrado são a mesma coisa. Muita gente há de pensar que são muito diferentes. O próprio Ananás pensa assim. Ele sempre diz, cheio de empáfia, que é muito cabeça, que não se contamina pela grande mídia. Diz, enfim, que busca suas informações no Programa Dário de Paula e no jornal Aqui-VR. É nesses órgãos que recolhe as denúncias para reforçar durante a semana. As gravíssimas, portanto. Foi assim que ele se encheu de gás contra o Prefeito Jonastonian (Jonastonian, por enquanto. Não há o que não se resolva. Em breve, ele voltará a ser Jonas de novo, assim como o Neto já foi Prefeito Antonio. Agora, é Neto pra cá, Neto pra lá. Muito carinho mesmo. Nunca mais o chamou de Antonio. Diz-se que em time que está ganhando não se mexe. Talvez seja assim mesmo). Voltemos ao Ananás e a sua justa causa: Resgatar nossa dignidade ofendida com essa história de chamarem nossa cidade de “cornolândia”. Ofensa feia. O nosso homem-bomba, Vereador Maurício Batista, deu um prazo de três ou quatro meses para o Prefeito de Barra Mansa nos pedir desculpas. Em caso contrário, ele explode. Talvez haja prorrogação. O pavio do nosso homem-bomba não é tão curto como se vê. Prazo para desculpas... Homem-bomba do Paraguai. Tive pena do Ananás com o seu bom combate. Avisei-o que meter-se numa campanha dessas era o mesmo que morder o próprio rabo. O próprio jornal Aqui-VR, há algumas edições, se dera ao trabalho de contar o número de cornos em Volta Redonda. Chegou a dezenas de milhares. Um contingente maior do que muitos dos nossos bairros. E, em agosto, dizia que Volta Redonda estava se tornando mais conhecida porque a Miss Gay era daqui. E, agora, tá com esses cuidados de catecúmeno... Ananás teve um lampejo de lucidez e desistiu dessa luta. Mas caiu logo em seguida. Embarcou na briga contra o Centro Cívico da cidade. E pede ajuda aos comunistas. E, se pudesse, iria mais longe. Fazia o espírito do bispo descer num centro. Diz que uma criação dessas é falta de respeito com o bispo Waldir Calheiros. Ora, Waldir Calheiros teve muitas posições equivocadas. E se ele pensava igual quer o jornal era muito mais do que cometer equívocos. Mas deixmos assim para ficar no barato. Os comunistas não nos dão bons exemplos assim, não. E a primeira coisa que eles fazem quando chegam ao poder é calar a imprensa, seus tolinhos. Não precisa ir muito longe, é só ver cuba entregando aos médicos exportados somente 10% dos seus salários. E saber que Cuba é menor do que a metade do Piauí e o sistema já matou mais do que 110 mil. E essa turminha da canhota queria coisa igual pra gente.




Se o distintíssimo cavalheiro vai ao cinema, teatro, à casa da namorada, ou simplestemente botar o nariz na janela é bom que se acautele, que se vista a caráter. A feitio do Oriente Médio há uma guerra nas ruas. Qualquer fumaça pode ser muito mais do que sinal de fogo; pode ser um rojão como o que matou Kevin, o torcedor colombiano ou o que tombou definitivamente o cinegrafista Santiago Ilídio de Andrade. Tudo imprudência das vítimas. Este é o evangelho segundo os black blocs, os meninos do Caetano “Gosto muito de te ver, leãozinho” Veloso. O cantor se fantasiou como um deles e lhes deu as bênçãos de santo baiano. Aí, a vaca foi para o brejo com sininho e tudo. Eu disse sininho? Disse-o bem. Este é o apelido de Eliza de Quadros Pinto Sanzi que substituiu Caetano na ribalta. Ela tem 28 anos de idade, duas carteiras de identidade e dois endereços residenciais. Tem documentação farta. Com esta personalidade múltipla ela corre o pires para os meninos. Cada menino um voto. Arranja dinheiro, advogados e, quiçá, pedras,  rojões e porretes. O PSOL chega junto nesse mutirão cívico. Marcelo Freixo, deputado estadual, está pertinho de receber o título de sócio remido do clube. Há simpatias mútuas entre eles: “Vários movimentos tem métodos distintos. E eu não sou juiz para ficar avaliando os métodos em si”. Estranhíssimo para um legislador essa incapacidade de distinguir o certo do errado. Dodora, nossa La Pasionaria, fez campanha para o Freixo. Acho bom apertá-la que ela deve saber de alguma coisa. Cherchez la femme, como o dizia Alexandre Dumas. A mulher tem sempre algo a revelar. A gente já sabe de seguro que um dos assessores do deputado é presidente de uma ONG que alimenta a insânia de Sininho. Com atividades assim só podia tornar-se conhecida da cidade. Na semana passada, ao deixar a 17ª Delegacia de Polícia em São Cristóvão foi impedida de tomar ônibus por populares. Fez sinal e o motorista não parou, atendendo aos passageiros que gritavam: “Aqui você não entra!” O caminho do brejo é outro.  





 
A tentativa de desmoralizar a decisão do Supremo Tribunal Federal, que condenou os responsáveis pelo mensalão, começou com uma falsa indignação e está se tornando molecagem. Não pode ser qualificada de outro modo a atitude do vice-presidente da Câmara, que na sessão solene de abertura do ano legislativo fazia ostensivamente gestos de provocação contra o presidente da suprema corte de Justiça do país.
Sentado ao lado do ministro Joaquim Barbosa, repetia o gesto de José Dirceu e Genoino, quando, ao serem presos, fizeram-se de vítimas de uma discriminação política. Se tais gestos, naquele momento, eram apenas uma descarada farsa, repetidos agora não passam de um desrespeito ao Supremo e ao próprio Congresso Nacional.
Esse desespero dos petistas é compreensível, ainda que inaceitável. É compreensível porque o mensalão pôs a nu o que efetivamente é agora o PT, partido criado para supostamente restaurar a ética na política brasileira. A verdade é que esse partido nunca foi isso. Fingiu ser, e desse modo ganhou a adesão de algumas personalidades destacadas da vida intelectual brasileira.
Essas personalidades deram respaldo à jovem agremiação, cujo principal líder era um operário. Ninguém imaginaria que esse mesmo líder viria, mais tarde, chegado ao poder, aliar-se ao que há de pior na política nacional. Em consequência disso, aquelas personalidades, decepcionadas, deixaram o partido, sendo que algumas delas chegaram a denunciar o logro de que foram vítimas. Mas Lula e sua turma seguiram em frente, porque seu objetivo, após chegar ao poder, é nunca mais sair dele. E daí, entre falcatruas, o mensalão.
MENSALÃO
Como já disse aqui, o mensalão foi o modo encontrado por Lula de conseguir o apoio dos pequenos partidos sem lhes dar ministérios e empresas estatais, que reservou, na quase totalidade, para o próprio PT, onde empregou seus partidários aos milhares e usou das verbas como quis. Nesse projeto, estava implícito o uso do dinheiro público em função dos interesses do governo.
Logo ficou evidente que partido era aquele e quais seus reais objetivos. Já a vitória de Lula à Presidência da República deveu-se à mudança drástica em sua pregação de candidato. No governo, abriu os cofres do BNDES a grandes empresas privadas, ao mesmo tempo que se apropriava dos programas sociais, criados por Fernando Henrique.
Conforme afirmou recentemente um economista, o dinheiro dado aos empresários foi muitas vezes superior ao destinado ao Bolsa Família, isso sem contar que os empréstimos eram feitos a juros abaixo do mercado, o que permitiu aos empresários aplicar o capital que não investiram em suas empresas e assim ampliá-lo, graças aos altos juros do mercado financeiro.
Tudo isso mostra que do PT surgido em 1980 não restou quase nada. O mensalão não foi inventado por ninguém e, sim, atestado e comprovado por documentos, depoimentos e investigações, levados a cabo pelos órgãos policiais e judiciais. O julgamento desse processo foi feito publicamente, transmitido pela televisão. Cada ministro manifestou sua opinião, suas concordâncias e discordâncias, do que resultou a condenação da maioria dos acusados.
PEGAM MAL…
Entende-se que, para um partido, que está no poder há 11 anos e nele pretende se perpetuar, tais condenações pegam muito mal, já que os condenados são gente de sua cúpula. Como explicar, num ano de eleições, que altas figuras do partido tenham sido condenadas pelo Supremo Tribunal Federal?
Como explicar que Henrique Pizzolato, nomeado por Lula diretor do Banco do Brasil, tenha falsificado o passaporte do irmão morto para fugir do país? Ele era membro destacado do PT, tendo sido até candidato do partido ao governo do Paraná.
Impossível explicar aos eleitores tanto vexame e tantas falcatruas. E, sobretudo, impossível negá-las se foram comprovadas e punidas pela mais alta corte de Justiça do país.
Não há outra saída para os petistas senão afirmar que se trata de uma farsa, montada pelos ministros do Supremo. Mas como admitir isso se, dos 11 ministros, oito foram nomeados por Lula e Dilma? O PT só engana mesmo quem quer ser enganado.
E o valerioduto mineiro? É esperar para ver.

Ferreira Gullar  - Folha de São Paulo

 


domingo, 16 de fevereiro de 2014


Ilustração jornal o Estado de São Paulo


Ananás morria de pena do Neto. Quem o visse nas suas orações lembraria logo do legendário patriarca. Só que o nosso Ananás não pretendia salvar uma cidade, mas o seu prefeito. Era o Abrahão Papagoiaba. Lá, no seu canto celestial, o Senhor cofiava as barbas brancas, pensando - "Tenho feito tanto por aquele gajo e ele não se emenda".  Mas o Ananás perseverava. Um dia, talvez para ficar livre daquela latumia, Deus pediu-lhe que trouxesse 50 pessoas justas e puras endoçando seu pedido e o Neto não teria seu mandato interrompido. Convenhamos que era  dose para elefante, mas para o Ananás valia a pena. E saiu fincado na busca daquele meio cento de gentes salvadoras. Mas voltou no mesmo pé que foi. Era muito 50 pessoas. Deus aceitou e reduziu o lote:  40, 30, 20 e, por fim 10 pessoas. Aí, foi que o Ananás me pediu ajuda. E, por sugestão minha, colamos uma cartolina num poste escrito assim: "Se você apoia o Neto continue sério". Ficamos de longe só espiando. Não havia quem passasse ali e não risse. Mesmo aquela gente sisuda que a gente conhece no bairro se desarmava ao passar por ali. Veio até gente das outras ruas e de todo o bairro só para desopilar. A América Teresa é que não veio. Ela ficou com medo de rir também e ela não podia fazer uma coisa dessa. Pegava mal. Já a minha vizinha gorda, que votou no Neto passou um monte de vezes ao lado daquele poste. Ela ria de segurar a barriga. Parecia que estava se vingando. Dizia: "Eu tenho filho em idade escolar! Eu tenho filho em idade escolar!..." De fato, é duro de ver  o seu pequeninho se aprontando todo, pegar o giz de cera, caderno, tudo e chegar à escola e dar com a cara na porta. Mas este governo não se deixa pegar. Dá desculpas como nós distribuímos bons dias na cidade. Prometeu para o início deste ano uma escola no Vale Verde e a escola ainda está na fundação. A Secretaria de Educação repetiu Penélope com o seu tapete. Disse que a escola não foi concluída porque o que a prefeitura fazia de dia, os vândalos derrubavam de noite. Mas há pior. Eles são especialistas em sempre piorar um pouquinho.
 




Uma andorinha só não faz verão. Era oo Ministro Arthur Chioro falando da Dra. Ramona. Ela, médica cubana, trocara o Mais Médicos pelo Menos Bobos. Fizera as malas e pé no caminho. Parte da fuga fora mesmo feita a pé. Para o ministro aquilo era pouco. Era apenas um dentre os 7 mil contratados. Evidentemente, se demorasse mais um pouco, já seriam cinco. E, agora, já se perde a conta. Mas ainda assim teria sempre uma desculpa à mão.  Aquilo tudo seria arrumação dessa direita inconformada com o bem estar do nosso sofrido povo. O demônio é o outro. Sempre o outro. Para o PT  tudo está sempre certo. Evidentemente não se vai dizer que o PT é inventor do trabalho escravo. Claro que não! Mas podemos conceder que ele  o vem aperfeiçoando.  Hoje o trabalho escravo está muito mais abrangente. Já atinge profissionais de anéis e diplomas. Há gente de roupa branca como aqueles trabalhadores das minas de carvão.  Feito esses trabalhadores escravos há médicos fugindo também. Ninguém quer ser escravo. Os médicos cubanos descobriram essa sua condição quando souberam que levavam só 10% do que o governo brasileiro pagava por seus serviços. Foi de doer. Aliás, esta história de médicos cubanos fugirem vem de longe. Fugiram aos mangotes da Venezuela e da Bolívia e hoje, fogem do Brasil. Muitos estão nos EUA. No Brasil, o último que fugiu foi Ortélio Jaime Guerra que também já está lá. Mandou lembranças pelo face, Disse que qualquer dia volta para agradecer a hospedagem. A ilha ganha 58 milhões mensais com essa exportação. Vender gente é muito melhor do que vender cana-de-açúcar.


Bem que o instrutor avisava a todo instante: "Todo cuidado é pouco". Era o grupo terrorista Isis, na província Anbar, Iraque, treinando o seu mister de matar gente. A coisa lá está apertando. No início deste mês seus militantes haviam assumido o controle de vias de acesso e os escritórios nas cidades de Fallujah e Ramadi. Mas o Iraque está reagindo junto a tribos sunitas para resgatar essa região. Por isso o comandante tinha todo zelo ao transmitir suas lições ao grupo. Era preciso formá-lo logo, porque havia outros grupos aguardando novas vagas no curso. Aí, era tanto o perfeccionismo que terminou puxando o cordãozinho da bomba pra valer, quando era só para fingir. Pum! Foi-se para o ar a turma de formandos Dezesseis deles morreram. E tem uns oito que sumiram. Não se sabe se inteiros, ou despedaçados.   







Coitadinha da Inês. Por uma má interpretação do Evangelho uma gente malvada quer levá-la para a caldeirinha. É da Inês Pandeló que eu to falando. Ela não entendeu muito bem aquela lição do "A César o que é de César..." Ela o entendia assim "A nós o que é vosso". É o tal do rachid, processo pelo qual o político toma parte do pagamento dos seus assessores para si. Ela fazia isto sem nenhuma maldade. Estava, apenas, dançando conforme a música.  Tanto que ela comungava nas missas dominicais sem nenhum receio. É bem verdade que as beatas se cutucavam quando viam aquilo e se perguntavam: "Pode isto?" No fundo, ela até achava que tava cobrando pouco. Mas não crescia o olho. Ela sempre refletia - o pouco com Deus é muito. Enfim, veio vivendo até que um dia um dos seus fiéis não quis mais lhe pagar o dízimo e abriu o bico. Desde então a Inês não cansa de explicar que é apenas uma doação que pede, tanto que o funcionário ainda fica com a metade do salário.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

E, NO ENTANTO, É PRECISO CANTAR


Jerônimo Telles foi Secretário de Obras por quase 30 anos. O seu endereço era na Rua do Curral. Vivia com a janela de cortinas encerradas. Morria de pena ao ver aqueles cãezinhos recolhidos nas ruas que mais dia, menos dia virariam sabão. Mas isso não prejudica nunca sua amizade com aqueles seus colegas da carrocinha. Nunca os dificultou na sua faina de pegarem os bichinhos com seus arcos de arame. Agia com tranquilidade, como se não estivesse vendo nada. Cada um faz sua parte. Parece até que um dia o vi chegar de carona na carrocinha. Quando passava pela SMO ele falou como um aviso: "Eu para aqui".  SMO, Rua do Curral. Nomes de logradouros públicos os temos vários e este não é o mais extravagante deles. Tão aí a  Rodovia Anhanguera (anhanguera = diabo velho) e Barragem do Inferno que não me deixam mentir... São nomes até pesados. Que fiquem para lá! Macaco velho não põe a mão em cumbuca.  Não é, entretanto, o que pensa justamente o nosso Vereador Jerônimo Telles. Ele quer gastar todo o seu tempo e de todos seus assessores trocando os nomes de ruas, praças escolas... E nós os pagamos tão bem. Sinceramente. Ele encasquetou de renomear logradouros de Volta Redonda que tenham nomes que lembram a Redentora. E, aí, já avisou, a Ponte Presidente Médice e o Elevado Castelo Branco vão ser rebatizadas. Não sei o que faria com uma Rua José Sarney, por exemplo. Já está definido no seu surpreendente projeto é que serão homenageados nomes da nossa gente. A começar por William, Barroso e Walmir. Walmir já deu nome a uma escola municipal no Santa Cruz. Mas Jerônimo acha pouco, diante dessa gentinha. Agora, é claro, se considera os presidentes militares não-legítimos, ter-se-á que também considerar ilegítimos os seus atos. Então vai se ter que derrubar a Ponte Rio-Niterói, destruir a segunda via da Rodovia Dutra, acabar com o FGTS e a profissão de jornalista (reconhecida por eles), Tem que se destruir a Embratel e a Telebrás, Angra I e Angra II... Tudo criação de governos ilegítimos. E, também, na área municipal, de derrubar pontes, elevado, SAAE-VR, Complexo da Ilha São João, FEVRE, Bairro Santa Cruz... enfim, todas as obras de prefeitos ilegítimos. Aí, é só levantar o currículo dos rapazes. E, para ficar definitivamente claro, dizer em que  Walmir, William e Barroso foram mais importantes do que o velho Bailarin que estava de férias, foi atender uma emergência no serviço e morreu com a explosão do cilindro? Em que William, Barroso e Walmir são superiores ao Oswaldo que morreu dentro da CSN atropelado por uma empilhadeira? Enfim, muita gente morreu, lá. Enfim, por que morrer numa greve é mais importante do que morrer trabalhando? Eu não sei não, mas acho que o Jerônimo devia voltar para o curral. 







Na volta da Suiça Dilma desceu com a sua turma em Portugal. Muita gente ficou assustada: “Como está bonita Havana!” Não era Havana. Aí, vieram as explicações muitas e desencontradas. Todas furadas. A presidente até que tinha duas boas explicações ao seu dispor mas preferiu as amarelinhas. para se safar do interrogatório. Mas ela preferiu as amarelinhas. Podia fazer como Cabral que botou o seu desvio na conta das “calmarias.” Ou, se preferisse, podia dizer que tava com desejo de comer bacalhau e pronto. Ninguém contestaria nem uma explicação nem outra. A primeira porque viria avalizada por um almirante; a outra é porque desde pequenininhos já sabemos que mulher quando tá com desejo não se discute. Bem... De Portugal viajaram para o Caribe. Iam visitar o Fidel e aproveitar o ensejo para inaugurar o Porto Mariel. O Porto Mariel tá quase pronto. Falta apenas o BNDES injetar mais US$ 290 milhões para um puxadinho que se vai fazer ali - Uma espécie de zona franca. Para nós irmãos do Sul aquilo não era coisa do outro hemisfério; era coisa do outro mundo. Onde é que já se viu o Brasil ter interesse num mercado tão insignificante quanto aquele. Sua única grande exportação foi nos idos de 1980, quando, em duas semanas, 125 mil cubanos fugiram de balsas para os EUA, enfrentando tubarões para escapar a Fidel. O  episódio ficou conhecido como Êxodo de Mariel, numa alusão à fuga dos escravos do Egito. Agora, lá, tá tudo reforçado. Só que esqueceram a porta dos fundos aberta. Tem fugido gente pacas! Hoje, vivem em Miami cerca de mil médicos cubanos foragidos da Venezuela e Bolívia. E, agora, o Brasil também é rota de fuga. Pobre Fidel. A Dra. Ramona Matos Rodrigues, médica cubana, fugiu batendo a porta, reclamando que dos R$ 10 mil pagos pelo Brasil era só recebia R$ 1 mil. Mas ela não quer saber desse dízimo, pra fazer milagre, não. Aceitou o emprego que a AMB (Associação Médica Brasileira) lhe ofereceu e entrará com ação trabalhista no Pará, querendo receber certinho pelos quatro meses trabalhados. Inclusive os direitos trabalhistas.



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Nancy Wistcher Langhorne, Viscondessa Astor foi a primeira mulher a se sentar na Câmara dos Comuns. Americana de vida agitada mudou-se para a Inglaterra aos vinte e um anos quando já estava divorciada do primeiro marido. Na Inglaterra tornou-se conhecida e admirada por sua espirituosidade e inteligência. Foi contemporânea do Primeiro Ministro Winston Churchill com quem ela muito se incomodava por causa dos seus charutos e do seu permanente consumo de álcool. De certa feita ela o admoestou por esses vícios: "Se você fosse meu marido eu colocaria veneno no seu chá!" Ao que Churchill respondeu prontamente: "Madame, se você fosse minha mulher, eu beberia esse veneno". (Fonte The Independence)