quinta-feira, 28 de novembro de 2013

MENINOS, EU VI!
Um velho Timbira, coberto de glória,
Guardou a memória
Do moço guerreiro, do velho Tupi!
E à noite, nas tabas, se alguém duvidava
Do que ele contava,
Dizia prudente: - "Meninos, eu vi!
Gonçalves Dias



A Câmara Municipal de Volta Redonda publica pomposos convites para suas sessões deliberativas. Páginas inteiras. É muita coragem! Não sei porque fazem isso, com a gente. O povo vai lá e o espetáculo não compensa. Talvez a Câmara só pretenda agradar aos jornais. E é possível que agradem. Vou perguntar ao Luis Alfredo do jornal Aqui, como é que é esse negócio. Debaixo desse angu tem carne. E ele sabe das coisas. Quem não manja nada disso é o Jonas Martins, Prefeito de Barra Mansa. Custa-lhe entender certas coisas. Acho que seria bom ele ouvir o mulato Dorival Caymmi “com qualquer dez mil réis se faz um vatapá”. É isto mesmo. Fica barato.


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Fiz um teste. Na semana passada, fui à câmara municipal. Confesso que aquela casa já foi melhor. Tá tão ruim que eu tive que dar razão ao Vereador Baixinho do Estádio. Ele reclamou muito de um fedor local. Ficou brabo. Disse que ia fazer seguro de vida, o escambáu. A Mesa contornou o caso mais ou menos botando a culpa no carpete. Disse que era de lá que vinha catinga. Eu acho que não. Não parou por aí. O Vereador Fernando Martins interrompeu a discussão sobre aluguel de frota pela Prefeitura, e pediu pra mudar de carteira. Queria era se sentar ao lado do coleguinha Pedro Magalhães. O presidente concordou: “Pode sim, mas leve seus cadernos e lápis de uma vez.”


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E no entanto, aquilo ali já foi palco de discussões sérias. Um dia mesmo eu vi um vereador socar a cara do outro com um murraço. E o agredido, com o punho cerrado para o alto, “V. Excia tem que respeitar a minha excelência!” Agora, mudou tudo. O Prefeito precisava de um menino para candear aquela manada, que de uma hora para outra podia estourar. Aí, surgiu o Zezinho da Ética que ainda tinha a vantagem de trazer a igreja a tiracolo. Nas mensagens polêmicas, aumentava a venda de narizes de palhaços e línguas de sogra no mercado. Era o efeito do pelotão da Ética que se paramentava para o confronto. Negócio sério. E quando não conseguia se impor, Zezinho recorria ao Ministério Público. Assim, ele veio se impondo e se tornou respeitável. Respeitabilíssimo! Terminou conhecido como o caveirão do legislativo. Trabalhou muito. Agora, com a América Teresa, na presidência, ele se dá ao luxo de tomar água de coco numa beira de praia.
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Até domingo

domingo, 17 de novembro de 2013




No último dia 8, a Prefeitura de Volta Redonda juntou as forças para dar combate a um crime que ela mesma comete e de forma imbatível. Medalha de ouro! Como um cachorro correndo atrás do próprio rabo pretende acabar com essas festas que trazem transtornos para a cidade. Não faltou ao encontro nenhum dos convidados e, talvez, cada um tenha levado o seu bornal carregadinho das tantas reclamações que recebem no seu dia a dia. Pior ainda se não as recebessem. Há muito do que reclamar. Mas, se for mesmo o caso, é só ler as cartas nos jornais, procurar o Ministério Público. As reclamações estão por aí. Contra a Ilha São João há um monte. Eu mesmo assinei uma delas acompanhado de mais quatrocentas assinaturas solidárias. As pessoas que participam dessas festas, enchem o pote. Retornam embriagados, fazendo algazarras, urinando, defecando e transando pelas ruas e praças quando encontram vagas. É muita gente. Os carros entopem nossas vias dificultando a chegada ou saída de moradores dos bairros. Mas se não acreditarem nessas informações é só perguntar a Guarda Municipal. Tudo isto acontece no nariz dela. É em frente ao seu quartel. Pode ser até que não vejam essas cenas, mas é impossível que não escutem os gemidos. Essas festas começaram com a Feira da Primavera... aí tomaram gosto pela coisa e agora é o que é. Tem a agenda fechada pro ano todo. Abriga até festas de formaturas de outras cidades. Entretanto, um dono de bar que ponha um aparelho de três em um sobre o balcão sofre de pronto a ação dessas forças. Claro que a gente aplaude quem faz valer a lei do silêncio. Mas as festas no PET, as festas na Ilha São João e no Comercial azedam qualquer elogio que se pretenda a essas instituições. 




Antonio Donato é um mensalinho. Seu sonho talvez fosse o de se tornar um Zé Dirceu sem hora para o banho de sol. E, convenhamos, tinha o perfil completo para se tornar um grande mensaleiro. Homem de confiança do partido, ex-tesoureiro de Lula e Dilma e considerado imexível por Fernando Haddad. Quer mais? Faltou-lhe somente a oportunidade. Quando seu nome se viu envolvido na teia da corrupção dos fiscais, quiseram botar na conta do prefeito anterior - Kassab. Pra que!? O trato não era esse. Kassab só faltou chama-lo de santo. Seria  desperdício de tempo. Ninguém acreditaria nele. Disse, isto sim, que o problema era da gestão atual e que esse negócio de herança maldita quem pegara mesmo foram  ele e o Serra, como sucessores da D. Marta Suplicye da insopitável sanha petista por escorchantes impostos. Ela ficou até com apelido de Martaxa.  Haddad estava lá como sub-secretário de Finanças. Quis responder mas era um risco. Mais um pouco, Kassab chegaria ao atual IPTU de São Paulo. Enfim, Dilma e Lula mandaram ele botar o galho dentro. Podiam perder votos. Por isso, ou por aquilo o escândalo cresceu. A última vez que eu somei estava em R$ 500 milhões desviados. E, logo se via que Donato não era nenhum primário. Ninguém começa assim. Muitos começam roubando galinhas. Não resistiu. Entregou uma carta ao prefeito: “Se é para o bem de todos, digam ao povo que fui!”. Haddad, acenou-lhe com um lenço branco. O PT também... E a gente sem poder dizer que a história agora é outra. Né, não. Mais hoje, mais amanhã a gente vai ficar sabendo de outros roubos, quiçá maiores. Muito maiores. 




terça-feira, 12 de novembro de 2013

CIDA SOZINHA DERRUBA PAIVA E NETO



O Prefeito é o mentor intelectual de uma ala no PT-VR. Fica assim meio de longe com ar de quem não quer nada, mas dá mole só pra você ver uma coisa! Ele tem ali um congá. É santo naquele terreiro e o Paiva é seu cambono. A   imposição das suas mãos consagra qualquer mortal. Foi assim que o modestíssimo Vagner se tornou candidato a presidente do diretório municipal do PT, a figura mais importante do partido. Uma outra corrente é a da Cida Diogo que, só para mostrar que tem bala na agulha, lançou o, também modesto, Dejair Martins. Só que o Dejair já tem história para contar. Uma vez ele foi até escolhido para vice na chapa com o Neto. O Neto riu de segurar a barriga. Pensou que era piada. Eu também. Neto, todo mundo sabia, além da amizade com o Paiva, precisava de votos e o Paiva lhe garantia o voto do Padre Juarez Sampaio e do Ítalo Granato. Agora, o Dejair trazia o único e escasso voto, o voto da própria Cida. Restou a este grupo a quarentena dos contaminados. A Cida ficou isolada, em quarto bem fechada, sem porta nem janela. Sem a mínima aproximação com a administração municipal. E, consequentemente, sem chances de boquinhas para o seu pessoal. Pode, quando muito, dependurar uns dez ou vinte lá na Assembléia Legislativa. Mas isto é pouco perto de uma prefeitura como a nossa. Há, ainda,  uma outra corrente, a Democracia Socialista, que apóia Geslia Marques e mais um outro candidato de quem me esqueci do nome. Não passam de desconhecidos. A coisa está entre o Paiva (Leia-se: pode me chamar de “ratinho” que é a mesma coisa) e Cida Diogo (Leia-se: não me chamem de feia que eu viro bicho). A proposta de Paiva é a mais atraente. Ele quer a Prefeitura para o partido. Êta coisa boa! Já pensou que maravilha o PT mandando? Assim, poderá fazer crescer a militância  à vontade. Na prefeitura há lugar pra todo mundo. E ainda fará um imenso favor ao deputado Edson Albertassi, com  candidato majoritário, no PT. Albertassi um dia agradecerá essa traição. Ele ia pagar um vexame danado saindo candidato a prefeito em Volta Redonda.
NOTA: Esta crônica foi escrita na última quinta feira, três dias antes da convenção partidária. Deu Dejair para presidente. Diferente do que aqui fora previsto. Talvez isto seja o aviso de que o Neto está mesmo no sal e de que, em breve, será despejado da prefeitura. Deus escreve certo por linhas tortas. Vou correndo avisar o Luís Alfredo do Aqui. Ainda está em tempo.



Aécio acusa D. Dilma de fazer leilão na Petrobrás. Fernando Henrique Cardoso diz que não é pra ralhar com ela, não, que ela tá simplesmente imitando o PSDB. Aécio é muito distraído. Também, D. Dilma tinha dado um pito no Obama por conta de umas bisbilhotices que ele faz nas nossas intimidades. Coisa feia. Ela até falou que não iria mais a casa dele enquanto ele não pedisse  desculpas. A gente foi dormir com orgulhoso daquela valentia feminina. Mas, no outro dia, acordamos desacorçoados com uma notícia na Folha de São Paulo. A notícia era a de que também nós espiávamos a vida dos outros pelo buraco da fechadura -  diplomatas da Rússia, do Irã e do Iraque estavam entre os nossos vigiados. Aí, foi que o ministro da justiça José Eduardo Cardoso mostrou que é um homem bem treinado. Do jeito que a bola foi, voltou. Ele falou que nós não tínhamos espionado, mas contraespionado. E que, portanto, era um ato não só legal, mas altamente recomendável. Todos os países deviam praticá-lo. Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa. Contraespionagem, explicou, é quando você suspeita que o estão espionando aí você espiona o suspeito para ver se ele realmente está espionando você. É. Mas apesar dessa “inquestionável” legalidade o governo promete arrancar o couro do autor desse vazamento, da mesma forma que Obama pretende ferrar o Edward Snowden. Tutti buonna, gente! Aliás, a operação foi batizada de Miúcha, o mesmo nome de uma das irmãs de Chico Buarque, o censor. Tá tudo fechando.



E Bill de Blasio é o novo prefeito de Nova York. O eleitorado confirmou o que até as pesquisas já falavam.  Blasio propôs o céu e o amor para aquela cidade e o povo disse que quer. Diz que vai acabar com as desigualdades entre os habitantes. Os ricos pagarão tributos mais pesados e os pobres receberão mais benefícios. Os inquilinos serão resguardados da sanha dos proprietários e os trabalhadores, sob suas asas, estarão mais protegidos do que pelos sindicatos. Tudo novo, no novo reino. Os professores terão a sua solidariedade e os imigrantes ganharão o status de cidadão americano. No mais, no velho estilo populista, concederá o mais amplo e irrestrito atendimento ao que se chama pauta progressiva - saúde, alimentação, moradia serviços essenciais... para todos. Parece até que fez um estágio no Brasil. Só não falou : “vinde a mim os oprimidos...” porque teve humildade, mas como um São Francisco redivivo, prometeu para o seu primeiro dia de governo, a extinção dos serviços de charretes no Central Park. Os cavalos irão curtir sua aposentadoria  no santuário eqüestre e os 150 cocheiros, então desempregados, serão aproveitados na condução de pequenos veículos elétricos. E assim pretende  fazer a “República Popular de Nova York”, conforme o dizem os republicanos que governaram a cidade por mais de vinte anos e conseguiram abaixar o índice de criminalidade com o Tolerância Zero. É o avesso, do avesso, do avesso...  


domingo, 3 de novembro de 2013

TEMPOS BICUDOS





Foi uma baita de uma euforia  quando o caminhão da SMO chegou aqui na Barreira Cravo. Veio cheiinho de operários. Dava gosto de ver. Eu bem que quis contá-los mas não deu jeito. Muita gente veio pra rua ver aquele mutirão. Organizou-se, logo, um pelotão para ir à padaria comprar bolo e leite para a moçada. Um homem jurava que aquilo era por um pedido seu - ele quer ser candidato a vereador; outro puxava brasa para América Teresa  - Teresa é vereadora.  Eu, no meu canto, cismando: “Aí, tem dente de coelho.” Se fosse varredura de uma rua, uma capina ou uma troca de lâmpadas... tudo bem. Dava pra aceitar. Até podia ser coisa da Vereadora. Por que, não? Mas aquele mundaréu de gente e ferramentas só podia ser coisa de gente grande. Gente grande mesmo. Maior, muito maior, do que esse prefeito, que esqueceram aí, no cargo. Digo isto assim não é por nada, não. É que o prefeito anda tão desacorçoado que ele está só aguardando a ordem para ir embora.  Já não move uma palha, sequer. Por vinte anos pelejou com a Rodovia do Contorno, sempre adiando sua inauguração. Vai ser em março, passou pra abril; depois, de abril pra maio. E veio assim de mes em mes, de ano em ano, de década em década. Cansou. Não quer mais nada.  E, de fato, esse movimento na Barreira Cravo não tinha nada a ver com ele.  O caminhão entrou na rua 5 e parou em frente ao nº 66. E pronto, desfez-se o mistério.  O pessoal desceu da carroceria e começou  a trabalhar. Tudo, então, tornou-se compreensível e até comovente. A obra não tinha nada a ver com o bairro, mas com uma moradora, a filha do Secretário de Obras, Uóxinton Granato. Era um mimo que um papai fazia pra filhinha do coração. Um eleitor-contribuinte falou, muito emocionado, que faria o mesmo por sua filha, também.  A dona tá reformando a casa e o papai veio ajudar. Tá ficando linda, que só vendo! Qualquer um que passar por ali vai ver que não estou mentindo. Esta administração municipal tem muito gosto! Não sei se vão colocar placa lá - Honestidade e Competencia. 




Aécio Neves é, rigorosamente, um homem do seu tempo. Se ele aparecer com um piercing no nariz, um alargador na orelha ou próteses subcutâneas todos compreenderão - é um jovem. E ele próprio bateria no peito e diria - "Eu sou um jovem eterno". Todo mundo sofre com a passagem dos anos, até o PT enrugou. Mas o Aécio...  Eu o vi, pela primeira vez, na TV, dando entrevistas e sendo fotografado quase grudado no caixão do seu tio Tancredo Neves. Ali, havia mais flashes e mais spots. Era um menino encantado com tantas luzes. E, de lá para cá, esse encanto jamais se desfez.  Foi feito deputado, presidente da Câmara Federal, Governador de Minas Gerais. E, agora, quer ser presidente da república. Mas sempre, sempre, sempre a mesma pessoa. Como diria a Professora Marlene Fernandes, um jovem correndo atrás da utopia. Tem gente que é assim obstinadamente jovem. Eu fico bobo... E, no caso do Aécio, ouso dizer, que ele está cada vez mais jovem. Anda mesmo metendo a mão em cumbuca.  Foi coisa de menino imaturo esse seu breve entrevero com a não menos destrambelhada Dilma Rousseff. Ela fez aquele incrível leilão de um  pobre e solitário lance. Aécio não perdeu tempo. Juntou a turma da imprensa e disparou seu  protesto juvenil:  “Temos de reestatizar a Petrobrás e entrega-la novamente aos brasileiros.” Foi na mosca. Tem muita gente que gosta disto. Ainda lambia as pontas dos dedos quando o telefone tocou. Era o Fernando Henrique Cardoso irritadíssimo. Nem ouviu saudação nenhuma; sentiu foi um coice no pé do ouvido: “Fui eu que criei esses leilões, que o PT condenou e, agora, aplica como se estivessem inventando alguma coisa”. E bateu-lhe o telefone. Aécio ficou com um pedaço de desculpas dependurado nos beiços. Como o Aécio não muda, não sabe que as coisas mudam. Ele não sabe, por exemplo, que o PT virou uma espécie de PSDB do Paraguai. 




O atacante Diego Costa meteu bola nas costas de Luís Felipe Scolari. Ou não, como o diria Caetano. Felipão não gostou nada, nada, da audácia do menino. Onde já se viu uma coisa dessas de recusar um convite para vestir a amarelinha? Diego, entretanto, não achou nada demais. Recusou o convite pronta e, porém, educadamente. Diego é brasileiro mas nunca jogou no Brasil. Vive na Espanha onde é amado e saudado nas ruas como um dos seus principais atletas; no Brasil, seria mais um disputando a mesma camisa.  Diego pensou, pensou, pensou e resolveu ficar onde estava. Pra que! Felipão não teve os mesmos bons modos do atleta;  virou bicho. Fez lembrar Fidel Castro querendo de volta os seus boxeadores Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux. Eles estavam no Rio de Janeiro, representando Cuba no PAN e resolveram fugir da concentração. Autoridades brasileiras os caçaram como a ratazanas e logo os devolveram em avião flertado na boca da madrugada. Presta atenção gente que tem maus exemplos fazendo seguidores no Brasil.  





Em 1982, Miro Teixeira, deputado federal, começava a ser assediado por “Luas pretas”,   um grupo em cujas afirmações não se punham dúvidas. Se ele falasse que a lura era preta todo  mundo acreditava.  Foi motivado por essas convicções que Miro enfrentou  Sandra Cavalcanti, no programa Aqui e Agora. Eram candidatos a Governador do Estado do Rio de Janeiro e faziam o primeiro debate.  Miro, com todas as letras e nenhuma ressalva, acusou a professora de ter jogado, no Rio da Guarda, mendigos e moradores de rua que viviam no Rio de Janeiro. Sandra trouxe de volta para o segundo debate aquela mesma denúncia fielmente redigida.  Colocou-a diante de Miro e falou:”Trago as suas denúncias por escrito. Quero ver você assinar!” Miro, sem pestanejar, falou – “Assino sem ler!” E assinou. Veio o processo e ele foi condenado. Desesperado pediu a um amigo que fosse à Sandra demovê-la daquela ação. Sandra, desprendida e generosa, aceitou a retratação e retirou o processo. Ela é mesmo desprendida. Continua pobre, morando numa casa modesta na rua Peri onde vive da aposentadoria. Vale a pena lembrar uma história dessas, uma pessoa dessas, nesses tempos tão bicudos. 

domingo, 27 de outubro de 2013

FORMIGA ESPERTA NÃO CORTA PERTO DA COVINHA





Entra bispo, sai bispo; entra prefeito, sai prefeito tudo muda. A Dodora mais o Zezinho da Ética são duas exceções só para confirmar a regra. não têm outra utilidade. Zezinho tu és pedra e sobre ti edificarei a ética para esse povo. Ele ouviu uma voz assim há uns trinta anos e acreditou na missão. Por isso, Zezinho andava tão seguro de si que, ultimamente, se dera ao luxo de um sumiço. E tinha sobejas razões para isto. A Câmara Municipal, já tinha aprendido a dançar de acordo com a música do prefeito, e já subia no banquinho e equilibrava bola no nariz, sem necessidade do chicote, e nem da cara feia do amestrador. Era o quanto bastava. Zezinho foi descansar. E, se não fosse o eminente afastamento do Prefeito Neto, o Zezinho bem que podia, a esta hora, estar tomando uma água de coco, na beira da praia. Mas o prefeito de Nilópolis já dançou, num caso igualzinho a esse nosso. Foi um aviso. A vida é o que é. Mesmo um escolhido feito Zezinho tem o seu dia de correr atrás. Tem que se mostrar útil. Está para mudar de chefe... Bater na Câmara Municipal não faz mais sentido, como se sabe. Ele precisa de um novo  saco de pancada. O Jornal Aqui também precisava. Escolheu o prefeito de Barra Mansa. Foi esperto. E bate sem nenhum risco.  O Zezinho pensou, pensou, pensou e viu uma chance enorme nessa transposição do Rio Paraíba do Sul, lá em São Paulo. Quanto mais longe, melhor! Se fosse para brigar pelo rio podia brigar aqui mesmo.  Há casas criminosamente construídas nas margens do rio, aterrando o rio para água não lhes entrar na cozinha.  E isto com apoio da igreja. E tudo de frente à Defesa Civil, que não pode fazer nada porque ela própria foi construída dentro dágua. 




Uma Marina chateia muita gente... Marina e Eduardo chateiam, chateiam muito mais. Essas meninas, Dilma e Marina, estão na hora do recreio. Brincam de roda alegres e fagueiras como na primeira escola. Dilma cortou a rede da Marina e ela deu a queda foi ao chão. Mas logo, logo, acudiram sete cavalheiros todos os sete de chapéu na mão. Uma graça! E, para cumprir o script infantil, o último foi aquele a quem Marina deu a mão. Como se vê - tudo rigorosamente dentro do figurino. O próprio governo escolheu Marina Silva para adversária. E a Marina feliz da vida mostra a cada entrevista que não podia haver uma escolha mais feliz do que o nome dela. E, de fato, ela é do ramo. Tem pedigree. Fundadora do PT, ex-ministra do Lula e, por mal dos pecados, tem o sobrenome de Silva. Daí, esse discurso meia-boca. Marina bate. Mas bate leve. Tem muito cuidado com as críticas. Desaprova a política econômica da Dilma, mas livra as caras do FHC e do Lula. Tem que estar bem com os dois. Nunca se sabe. Dilma responde pelo twitter mas sem revelar nomes. Ainda assim, para evitar enganos Marina diz que não é situação, nem oposição. Quase diz que é oposicinha. Dilma afirmou, em Porto Alegre que atrás de uma criança vem sempre o cachorro. Parece que a coisa não faz sentido. Dilma não tem facilidade para juntar o sujeito com a ação. Mas quem sabe se a Marina não é a criança e o cachorro é você meu estimado leitor, que as segue alegremente com uma coleira no pescoço.



Laurentino Gomes, autor de "1889", deboxou de Caetano, Roberto, Gil, Chico e Caetano. Este time titular da MPB, mais um banco de reserva, se ajuntara para para sair nas fotos e cabalar votos, dando tapinhas nas costas de Renan. Renan Calheiros, o próprio. Era o preço do lobby. Eles querem porque querem que as biografias passem por um censor – o biografado. Na verdade, não foram eles que inventaram essa briga; ela vem de mais longe. Em 2001, a ANEL (Associação Nacional de Editores de Livros)  arguiu o STF da inconstitucionalidade dos artigos 20 e 21 do Código Civil, que é a porta aberta dessa censura. Desde então o processo se arrasta sem definição. Foram esses artigos que permitiram a Roberto Carlos retirar de circulação o livro "Roberto Carlos em Detalhes"  de Paulo César Araújo. Como o STF não ata nem desata, o deputado Newton Lima (PT-SP) fez um projeto reformando o código via  congresso. Quando a turminha soube disto, suspendeu os shows e partiu célere para a Capital. Foi um  tiro no pé. Isto não é coisa da democracia – nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França e Espanha não se admite censuras à biografia. Isto é coisa de países de tradição comunista como a Russia, China, Cuba... Os principais biógrafos brasileiros dizem que param suas obras se permanecer essa censura. Mário Magalhães, biógrafo de Marighela diz que para com a biografia de Filinto Miller, notório torturador. Este livro despertará interesses, sim senhor. Desses artistas, no entanto, sobra muito pouco do que já foi contado  pelas Revistas Ti-Ti-Ti, Nelson Rubens, Leão Lobo e outros fofoqueiros. Mas eles gostam adoram um holofote.

MEUS ANALECTOS
Marina Silva é o plano B do PT.
Na política, as segundas intenções tem prioridade

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O BILHETE ZERO DO NETO



Deus que me perdôe do pecado da maledicência, se for o caso, mas ando  encucado que o prefeito Neto é o progenitor desse cartão eletrônico sem crédito. Até parece coisa das Escrituras. Quem vê o pai, vê o filho. Na sua posse já se via isto. Um paciente oficial de justiça esperava encerrar a cerimônia para entregar-lhe uma notificação. A primeira, deste mandato. E, agora, esse cartão sem crédito... quem puxa aos seus não degenera. Por mais 20, 30, 40 anos ele poderá desfrutar dessa fama. vai ser lembrado como o prefeito do cartão sem crédito. Em qualquer repartição que ele for é só apresentar “Eu sou aquele do cartão eletrônico sem crédito.” E, depois, os 4000 beneficiados do cartão hão de divulgar gratuita e furiosamente esse feito. Eles ficaram com a maior cara de taxo, quando passaram o cartão e a catraca do ônibus não rodou. Deus me livre de uma vergonha dessas! O trocador já não agüentava mais. Apontava, com o polegar voltado para trás, o aviso colado na janela. Era um bilhetinho do Sindipass, que dizia mais ou menos assim: “O prefeito é que é o culpado.  Os favorecidos faziam e refaziam contas para decidir se cortavam o lanche da tarde ou se reduziam um bife no almoço. Precisavam de dinheiro para as passagens. É duro! Um passageiro até falou que se tivesse uma casa sobrando em Miami a venderia para ajudar esse pessoal. Uns falavam que o prefeito tinha mandado bloquear apenas 35%  dos cartões. O Sindipass dizia que o papo não era bem este. Um prato cheio para o Adelson Vidal. Pena que ele abandonou a defesa do prefeito, deixando-a por conta do Jornal Aqui. O jornal coitado  não podendo botar a culpa no Zoinho ficou sem saber o que fazer. Mas, ainda assim, arranjou um jeito de explicar que o prefeito tava era economizando para nós munícipes.  Sei não, mas, palavra de honra, eu se fosse dono desse jornal corria de uma vez para o colo do Prefeito de Barra Mansa, Jonas Martins. Faz muito esforço para sobreviver aqui, em Volta Redonda. Eu morro de pena dele.




MEUS ANALECTOS

Proporção é algo mais ou menos assim: “Obama está para Dilma assim como Palloci está para Francenildo”

CORRESPONDENCIAS


Elson, pelo contrário, não me sinto ofendido por ti não! Me ofendo com sua defesa visceral do modelo que mais mata no mundo (EUA). Intervenções, assassinatos, apoios a Israel, matanças no Iraque, Coréia, Vietnã, Afeganistão, Líbia, presos (não julgados)em Guantánamo e agora querem a Síria. VOCÊ ESTÁ SE FAZENDO DE SOFISTA meu Caro Amigo, "indicando" panaceia literária pros outros. Que pena, pois tudo que você está escrevendo e que pensa ser coisa inteligente está DESMORONANDO toda sua biografia INTELECTUAL e POLÍTICA. Pra encerrar já tive a oportunidade de ler coisas melhores que as indicadas por você, mas com certeza, o meu Caro aí já deve ter lido os livros "costeando o alambrado"!!! Agora, você vem SOFISTA Dialético??? Acho que nem as bananeiras que você cita vão te ajudar a se salvar do afogamento político! Sem ressentimentos, Abraço. (Anonimo)



Nunca defendi os EUA. Mas se tivesse que escolher um outro lugar para viver, seria lá mesmo que eu ia viver. Ou na Alemanha, Inglaterra, França. Não haveria de pensar na China, Cuba, Vietname, ou Coréia do Norte. Você acerta, entretanto, quando me chama de veemente. A veemência é companheira da minha fala, dos meus textos. Jamais me assinaria como Anônimo. Jamais escolheria a sombra para agir. Gosto de luz! A moderação só interessa ao cabisbaixo, ao submisso, ao enrustido - essa gente que tem vergonha das idéias que elas próprias defendem. Não me escondo para deplorar as guerras. Toda guerra é estúpida! Não importa quem a faça. A Guerra do Paraguai, glória de brasileiros, é um exemplo bem didático. Vencidas as tropas de Bernadino Cavallero, Conde d’Eu ordenou o incêndio do campo de batalha. Havia lá um grande número de feridos, a maioria crianças. Ganhamos. D. Pedro II quis comemorar essa vitória.  Fez um templo provisório no Campo da Aclamação, hoje Campo de Santana. Cercou tudo. Mandou convites especiais e colocou outros ingressos à venda. Dos 8 000 convites oferecidos 7 800 foram devolvidos. O público pagante foi de 25 pessoas. O imperador, então, abriu as portas ao público e só apareceram vendedores de amendoim e de pipoca. Taí, não havia guerra nossa, guerra deles. É isto. O problema é que você faz tudo no escuro, inclusive ler. Não dá certo. Repito: Quando falo dos cem milhões de vítimas do socialismo, eu me refiro a pessoas assassinadas pelos governantes em tempos de paz. Simplesmente porque as vítimas são da outra turma. E assim se fez uma montanha de cadáveres por fuzilamentos, espancamentos, torturas e inanição compulsória. Estão aí professores arrancados das salas de aula, adversários políticos e respectivas famílias, manifestantes em praça pública... Na ilustração acima uma jovem se veste com Guevara estampado na camisa. Guevara foi um assassino dos mais cínicos e cruéis que tinha apelido de "porco" e  foi fuzilado na Bolivia. Os soldados disputaram no par ou ímpar o direito de fuzilá-lo. Tamanho era o nojo. E, ainda hoje,  jovens vestem esta esfígie na sua luta pelos direitos humanos. Há mais gente estúpida neste mundo do que sonha sua vã filosofia.  (Elson)



Prezado blogueiro Elson. O que vc tem a dizer sobre esta manobra toda da Marina para ser candidata contra a Dilma. Percebi que o pseudo-historiador do Neto, o Adelson, anda fazendo mais que campanha pra eleger a tucana verde. Dá pra explicar que bagunça toda é essa? (Um Leitor)


O Adelson é divertido. Como não dá mais para ele defender o Neto passou para a campanha da Marina. A Marina é mais leve. Magrinha mesmo. No final, pode ser que a ela se junte também o PSDB que não consegue se juntar em torno de ninguém. Cada um dos seus membros forma uma corrente. Com o PT também tava assim. Mercadante, Palloci, Suplicy todo mundo querendo pra si a cadeira presidencial. Buscaram, lá no PDT, um nome e pronto. Newton Cardoso, mineiro cheio de dizeres, falava que campanha eleitoral é igual a botar porco na carroceria de caminhão. Eles não se ajeitam. Fica um de frente para o outro, se mordendo. Mas é só o caminhão começar a andar e os porcos ficam em fila direitinho. Eu tô de olho na porcada. (Elson)




A cidade do Aço esta precisando muito de um jornalista que conhece sua historia e seus personagens, e vc preenche esses requisitos, afinal vc ajudou a escrever muitas paginas de Volta Redonda. Agora sim um jornalismo maduro, consciente e com um estilo único, capaz de prender nossa atenção. Estarei sempre aqui, prestigiando quem é bom e gosta do que faz. Um abraço LUIS FERNANDO CASTRO SANTOS.

Meu caro Luis Fernando, que gratificante ter você como leitor. Às vezes este blog atrasa, como agora, mas é uma questão involuntária. E nem é por falta de matéria. Assunto é que não falta. Tanto que penso em publicar aqui minhas memórias mas ainda não arranjei tempo para isto. Relembrar histórias assim como a eleição do Sarkis a presidente da CMVR. Naquele tempo, não era o prefeito quem escolhia o presidente, não; era quem tinha revólver. Um abraço (Elson) 

sábado, 5 de outubro de 2013

UÓXINTON GRANATO, O RETORNO


Quem vê Uóxinton Granato passando assim tão cheio de orgulho logo pensa: Lá vai um homem com rei na barriga. Ledo engano. Ele leva muito mais que o rei. Recebeu o diploma de amigo do Neto.  Sinceramente, eu não punha nenhuma fé numa conversão dessas. Mas, agora, vejo que ela é possível e até me lembra a história de São Paulo que, também, precisou cair do cavalo para mudar. Granato caiu foi na eleição de 2008 – sua Estrada de Damasco. Ele e o Neto andavam às turras e disputavam a mesma eleição para Prefeito. Daí, a queda. Comeu muita poeira, mas aprendeu. Viu que aquele não era o canal. Tanto que, eleito vereador, sua primeira providência foi a de beijar a mão do prefeito. A fila estava enorme. Alguém distribuía a senha – “primeiro os vereadores!” Não demorou muito Neto o recebeu e o mandou fazer estágio na Secretaria Municipal de Obras. Aí, Granato  prestaria contas diárias ao Prefeito e o Prefeito lhe daria as notas. Agora, um ano depois, é considerado pronto. Tudo dentro do figurino. Seu terno de formatura foi desenhado pelo  Neto. Agora, sim, ele está prontinho para assumir Presidência da Câmara Municipal, no lugar da América Teresa. Estão todos muito felizes. Ele se empenhou muito na Secretaria de Obras. Aqui, na Barreira Cravo mesmo ele pintou o meio-fio que contorna a praça. Pintou o meio-fio Todinho. Agora, só falta pintar a grade e consertar os balanços, gangorra e escorregador. Mas isto são  outros quinhentos. A sua parte está feita. Ele só não colocou uma placa aqui porque teve humildade. Ele podia ser confundido com o Neto. Estão parecidíssimos!




José Carlos Cataldi sabe das coisas. Foi Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos e, como tal, participou da Conferência de Juristas Latinos Americanos em Havana, aberta e presidida por Fidel.. Zanzou pelas ruas da capital e adjacências. Voltou desencantado. Mesmo a sua medicina tão badalada é precária. Chavez que o diga. Seus médicos não têm boa formação acadêmica e nada evoluem no trabalho. Os hospitais de lá são desprovidos até de equipamentos primários. Aparelho de raio X é uma sofisticação para eles. Os médicos ganham mal pra burro e se viram em biscates. É feia a coisa! No Brasil, terão uma vida melhor. Em Macaúbas, interiorzão da Bahia, vai ser pra lá de bom. As duas médicas cubanas recebidas pela cidade - Dunia Broche e Dorys Cristina Del Rosário - estão encantadas com tanta fartura. Dividirão uma casa com piscina, pomar, jardim, churrasqueira, salão de jogos, ampla garagem e quatro dormitórios, um deles com banheira de hidromassagem. O prefeito garante o aluguel. Ele é muito exibido. Os postos de saúde não dão essa visibilidade. Estão sem equipamentos e seus sanitários interditados. Dorys acha isto natural. Diz que viu a mesma coisa na Venezuela. Noé Barbosa, 65, também se sente agraciado. Precisa de uma receita nova para continuar pegando remédios. E vê que sua hora chegou. As duas médicas querem é se divertir. Fazem mil planos. E as funcionárias dos postinhos vibram com essa possibilidade da troca de cultura. Elas ensinam as médicas a dançar forró e as cubanas lhes ensinam a salsa e o merengue. Já até combinaram  uma festa do pijama e churrasco com cerveja, no final da semana. Pra frente, Brasil!

EU,  CIENTISTA POLÍTICO

Havana é a 25 de março da saúde brasileira.


Já tínhamos o whisky do Paraguai e, agora, compramos médicos cubanos. Pra frente, Brasil.


CORRESPONDENCIAS

Elson, o que me espantou não foi a citada matéria, mas sim sua veemência em combater o “reino do mal”. Meu caro Brizolista, como falar em socialismo matar 100 milhões, quando o capitalismo dizimou e continua dizimando “trocentos milhões” vezes mais? Vamos pela solução e, que seria : ______ Meu caro, você é muito politizado para caminhar no mínimo!!! Saudações. (Anônimo)

Sempre fui veemente. Não conheço nenhum caso de nenhum americano montar em bananeiras e fugir para Cuba. E isto eu acho que basta. Mas se você quiser continuar a polêmica lhe recomendo a leitura de dois livros para usar melhor seus argumentos. “O Mínimo que Você deve Saber para não ser um Idiota” ou “Como Vencer um Debate sem ter Razão”. Não precisará ler os dois. Cada um o levará para um rumo diferente. Você escolhe. Não se ofenda, por favor. No Brasil, as pessoas se sentem ofendidas quando a gente as manda estudar um bocado. (Elson Sepulveda)