quinta-feira, 29 de maio de 2014

VOCES PRECISAM ACREDITAR EM MIM





Talvez o estimado leitor não tenha se dado conta de que Uóxinton Granato e América Teresa não são a mesma pessoa. Os políticos são os únicos culpados por isso, de tanto que se repetem nos gestos, nos gostos, nas palavras. Entretanto, se digo que os políticos são todos iguais, sei de uns que são iguaisinhos. Por exemplo, os dois legisladores municipais. Mas não nos prendamos nas aparências. Teresa é uma, Granato é outro e o Conrado é um outro ainda. Há, enfim, um monte dessas réplicas por aí. Quem os torna assim é uma entidade chamada Presidência da Câmara Municipal. Botou o bumbum naquela cadeira o bicho incorpora impiedosamente. O bicho é sempre o mesmo. O que muda é o cavalo. Ou o cambono como o dizem os iniciados. Quem viu a América Teresa naqueles dias sabe do que estou falando. Ela se julgava imbatível. Pensava até que era mais do que a Dodora. Logo quem!!! Dodora, Presidente do SEPE há cinco gerações. Foram muito turbulentos aqueles dias. Dodora segurava o funcionalismo de um lado e a América Teresa segurava os vereadores, do outro. Só o prefeito é que estava de mãos desatadas. As duas fizeram, portanto, um trabalho importante. O Prefeito de tão agradecido mandou que tomassem conta da vereadora. A Guarda Municipal montou acampamento de frente a casa dela e lhe batiam continência. Com a segurança da Dodora ninguém se incomodou, não. Acham que ela já está cascuda. É claro que Uóxinton Granato vendo uma coisa dessas falou com os seus botões “Eu também quero!” E a última terça feira lhe veio como encomenda. Um menino com o seu carrinho-de-mão vendia mandiocas lá na Amaral Peixoto. A Guarda Municipal apareceu e foi um rolo só. O menino, que abusado aquele menino, não tinha alvará para vender mandiocas. Leva a mandioca ou levam o menino? Juntou gente. Uns achavam isto, outros achavam aquilo. Um soldado da PM se aproximou. Uma inspetora da municipal chegou junto. Segundo disseram ela deu uns tabefes no menino. O caso foi parar na 93ª DP. Em seguida foi para o Conselho Tutelar. Levaram-no enfim para a Câmara Municipal. Aí, os vereadores que estavam sossegadinhos lá no canto deles de repente aquele estrupício. “É sempre a guarda!” um vereador falava. “É sempre a guarda!”, um repetia. E porque falavam a mesma língua resolveram trancar a pauta até que o Prefeito desse um jeito nisto. Mas o Granato que só compareceu à Câmara no dia seguinte quis ver o filme a partir do início. Destrancou a pauta, convidando os colegas para tomar um café com o prefeito. Irem conversar um bocado. De uma boa conversa ninguém escapa.







Se acaso você precisar de um poste, fale com o Lula. Ele está rifando o Alexandre Padilha.  Marta “Relaxa e Goza”, também conhecida como Marta Suplicy, já está no aquecimento. O Padilha até que vinha todo animado, mas no seu caminho tinha um doleiro, tinha um doleiro no seu caminho. Coisa chata! Aí, não tinha outro jeito. Lula meteu, de novo, a mão na cartola e saiu o nome dela – D. Marta. Parece pouco, quase nada, mas é o melhor que se tem. O público interno se sente bem servido. Emídio de Souza, presidente do diretório estadual, endossa: “Melhor do que uma Marta, só duas Martas.”  É verdade que, acima dela, tem o Lula. Mas este ta aí é pra coisas maiores.Acima dela, só tem o Lula que está aí pra coisas maiores. Apenas D. Marta deve se sentir um tanto encafifada com esta preferência e se beliscar perguntando: “Mudaria o PT ou mudei eu?” Quem sabe? Ela fora derrotada duas vezes no Estado – Pelo Zé Serra e pelo Kassab. Depois perdeu em duas eleições familiares, dentro do próprio PT – uma para o Mercadante e outra para o Fernando Haddad. Fernando Haddad? Quem é Fernando Haddad? A única coisa que se sabia dele é que escreve “cabeçário” em vez de cabeçalho. E, por ironia do destino, era Ministro da Educação na Reforma Ortográfica. E a Marta andou perdendo pra gente assim... Mas valeu a resignação. De derrota em derrota, chegou a vez dela de novo. E, se muito não me engano, ta vindo uma outra substituição por aí. Será a Dilma  cedendo a vez para o Lula. Chamaram as pesquisas pra ver se salvam a moça. Pesquisa é assim: quando não cai na galhofa, atrai votos. Carlos Augusto Montenegro, dono do IBOPE, não nenhum dos candidatos mais forte do que o outro. Em entrevista à Veja e à Tribuna, foi taxativo: O PT não ganha a eleição com Dilma e, talvez, nem mesmo com a sua substituição por Lula. Não era mais preciso, mas resolveu ir em frente: disse que o PT está em decomposição. Foi longe. Eu achei. Afinal, o IBOPE tem contratos de R$ 4,2 milhões com o Planalto. Na semana seguinte, se redimiu. Veio um milagre daqueles que, abaixo de Deus, só o Montenegro pode fazer: Dilma saltou de 30% para 38% na preferência eleitoral. Está tudo lá registrado no TSE sob o protocolo BR-00120/2014. E, outro milagre, a pesquisa foi custeada pelo próprio IBOPE. Coisa muito bonita esta de querer a verdade e ainda custeá-la. É bom ter o povo bem informado. O problema é que o instituto vem errando muito. Seja, por exemplo, a última eleição municipal para Manaus. O IBOPE apontava empate técnico entre – Arthur Virgílio e Vanezza Graziotin. As urnas, entretanto, deram 32% a mais de votos para Arthur. Os fatos desmentiram o IBOPE. Agora, o IBOPE desmente o IBOPE. Já estamos pertinho de ver onça largar da cria.


domingo, 18 de maio de 2014

ACUDIRAM TRES CAVALEIROS...




Haverá sempre um homem que, por mais que sua casa desmorone, ele tem os olhos voltados somente para o mundo.  São os nefelibatas. A frase é de Ernesto Sábato, escritor argentino. Mas posso fazê-la nossa também sem cometer exageros. Ela cabe perfeitamente dentre nós voltarredondenses. Com folga até.  Só no Governo Neto há três dessas tristes figuras. Antes, porém de citar-lhes os nomes, digo-lhes que não se aborreçam. Esse negócio de viver com a cabeça nas nuvens é uma coisa muito gostosa. Vejamos, então, esses tres nomes:  o Zezinho da Ética, o Adelson Vidal e o Jornal Aqui. A administração municipal se desmorona, falta água em toda cidade, o funcionalismo em véspera de greve, a saúde doente e o Jornal Aqui preocupado com a agenda que a prefeitura de Barra Mansa distribui aos empregados. Não é diferente com o Zezinho da Ética em cujas mãos drapeja uma única e solitária bandeira. É contra o Governo Alkmin (Bem feito! Quem mandou o Alkmin não ser do PT... estaria ungido.). Adelson Vidal também foge - troca a nossa cidade pelo Programa da Regina Casé. Com muita coragem e absoluta sinceridade proclama:  “Eu aumento, mas não invento”, feito Nelson Rubens, quem sabe, seu patrono. É possível que algum incauto leitor afirme que nenhum dos tres citados é gente do governo municipal e que, portanto, viajei na maionese. Eu responderia , entretanto, que nessa história de ser ou de não ser do governo há insondáveis mistérios. Há até daqueles que têm um pé no governo e o outro pé no desgoverno. Mas isto não os impede de caminhar e saudar seus amigos. Há gente de todo tipo. Seja, por exemplo, Dra. Suely Pinto.  Quem vê assim nem diz que puseram outra pessoa no lugar dela na Secretaria de Saúde. Dra. Marta Magalhães tá lá. Só que a Dra. Marta Magalhães é cuspida e escarrada a Dra. Suely. Tanto que ela quer nossos médicos como monitores dos colegas cubanos recém chegados à cidade. Entrem ambos no mesmo consultório, ao mesmo tempo e atendam o mesmo paciente. O médico brasileiro vai e cola o ouvido nas costas do paciente e lhe manda falar 33. O paciente fala uma, duas, tres vezes, por insistencia do examinador que,, logo empós, limpa o pigarro da garganta e diz para o outro - "Agora é sua vez." O cubano vai e escuta uma, duas, tres vezes. Tudo igualzinho. Limpa o pigarro e devolve o paciente: "Agora é sua vez". E o pior é que um tutorado ganha quase tanto quanto dois médicos e tem uma carga horária menor. E aí é que aparecem o Zezinho da Ética, o Adelson Vidal e o Jornal Aqui, que muita gente supõe inuteis. São os nossos cavaleiros de Granada que, como nas palavras de Cervantes:  “Alta madrugada saíram em louca cavalgada, brandindo lança e espada. Para quê? Para nada...” 




A conversa ainda estava na sala e o pessoal lá da coxia de orelha em pé, matutava. Eram os vereadores de São Paulo ouvindo falar que lá em Brasilia iam criar uma certa comissão nacional da verdade pra passar metade do Brasil a limpo. Iam investigar os crimes militares. E só. O outro lado da história era um rolezinho de jovens correndo atrás da utopia, conforme diz a Professora Marlene Fernandes. Uma investigação assim, tem tudo para render votos - os militares são um bom saco de pancada. Como não tinham nada a perder, esses vereadores criaram logo a sua comissão municipal da verdade. Escolheram o caso JK para investigar. O que JK tem a ver com São Paulo? Nada. Ele não nascera em São Paulo, não fizera política em São Paulo e morrera no Rio de Janeiro... Aos 76 anos de idade não era nenhuma jovem ameaça ao regime que se esgotava... E daí? Isto servia apenas para mostrar como os militares eram malvados. Concluíram, enfim, como haveria de concluir que o Presidente Juscelino Kubitschek e seu motorista Geraldo Ribeiro tiveram suas mortes por homicídio doloso, na Rodovia Presidente Dutra, Rio de Janeiro. Encaminharam seu relatório. Pedro Dalari, entretanto, ao recebê-lo não quis deixar o seu na reta. Examinou cuidadosamente todos os documentos recebidos. Como quem conta um conto acrescenta um ponto ele sentiu logo que a verdade não era bem aquela : “Não há documentos, laudos e fotografias trazidos para a presente análise, qualquer elemento material que, sequer sugira que o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e Geraldo Ribeiro tenham sido assassinados, vítimas de homicídio doloso”. O problema é o ânimo com são formadas essas comissões.  Muitos partem de um princípio de que a ditadura militar era um confronto entre bandidos e mocinhos. Também foi assim em Volta Redonda com a Comissão da Verdade de Jerônimo Teles. Já-já haverá quem proponha a Comissão da Verdadíssima. 








Não entregamos o Cesare Batisti fiando, talvez, que,  por burrice ou vingança, os italianos também ficassem com o nosso Henrique Pizzolato pra lá. Mas a Itália, primeiro mundo, está muito acima de nós, das nossas expectativas. O procurador Alberto Candi, encarregado do fato, não teve nenhuma dúvida e ligado as antigas convenções recomendou - quem pariu Mateus que o embale. Este foi o seu encaminhamento à coorte de Bolonha. Pediu a extradição do peralta do Henriquinho, que anda tão assustado que só faz rezar lá no Hemisfério Norte. Quando ele vê a cara do Genoíno nos noticiários até se benze com a mão esquerda. Genoíno tá um trapo. Pediu ajuda, uma vaquinha e lhe deram um rebanho inteiro. É generosa a esta irmandade. Entretanto, não adiantou muito. Genoíno está desacorçoado. Anda muito longe daquele homem valente de punho cerrado para cima, desafiando corajosamente os limites da ignorância. Agora, taí. Mas eu não lhe boto o dedo na boca não, que não sou tonto. Pizzolato não quis esperar um fim assim e deu no pé para a Itália. Mas não está garantido. Vão mandá-lo de volta. Pizzolato é ex-diretor do Banco do Brasil, condenado a 12 anos de cadeia pelos crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. É um baú cheiinho de informações. Até a boca. Vale quanto pesa. Sua defesa faz das tripas coração para mantê-lo na Itália. Até apela para sentimentos humanitários dizendo que as nossas penitenciárias são péssimas. Longe, muito longe dos ressorts por onde seu cliente tem andado a custa do erário. Pizzolato fica rezando sozinho pelos cantos. Genoíno não enganou os médicos; Pizzolato tenta enganar a Deus... E ambos enganam gente assim feito o Professor Doricélio Pinheiro que não cabe dentro de si com a Copa que está vindo aí. 







domingo, 27 de abril de 2014

NEM TUDO QUE RELUZ É OURO





Anda tão desacreditada esta Câmara Municipal que, de vez em quando, o Prefeito põe a turma dele para brigar com a turma dele. Aproveita o vácuo. Mas é tudo de mentirinha. Claro! É só pra inglês ver – a base parlamentar contra a base administrativa. Lincoln Botelho, Paulo César Barenco e major Luis Henrique de um lado; América Teresa, Conrado, Neném e mais quinze do outro. Querem dar a impressão de que são diferentes. É uma questão de sobrevivência. A vida é mesmo assim: Em ano de eleição vale tudo menos perder a eleição. O Prefeito sabe disto e libera o pessoal. Podem xingar à vontade, desde que não metam minha família no meio. E a família do Prefeito não é pequena, não. A América Teresa faz isto com uma precisão cirúrgica. Eu soube de fonte limpa que ela está fazendo um curso de xingar prefeito com o Baltazar, que – conforme sabemos – é um mestre nesse tipo de destampatório. É que tudo tem sua hora e a vereadora cismou que chegou a vez dela. Quer ser deputada federal. Pode parecer muito, mas ela tem grandes projetos: Uma casa na praia, um carro moderno e uma fazenda é pinto perto dos seus sonhos! E ainda tem que arranjar a família... Se bem que o Conrado vem se dando bem esse danado. E isso só como vereador. Eu conheço o Conrado desde o tempo em que ele fazia cocô na fralda. Mudou muito. Honra seja feita – trabalha bem a turma. Não precisa de ajuda. Por isso eu acho um desperdício o Baltazar ensinar o pulo do gato para Teresa. Ele tem um ódio sincero ao Neto e pode prestar um desserviço a si mesmo. No período pré-diluviano foram amigos. Muito amigos mesmo! Uma vez até bateram na porta da minha casa, pedindo votos. Na verdade, era só o Baltazar quem falava: “Neste você pode confiar. Eu assino embaixo!” E o Neto fazia cara de sério. O Neto é muito gozado, gente! Só vendo, só vendo! Mesmo agora, tanto tempo depois, eu me lembro da cara dele e fico rindo. Parecia até que ensaiavam o número sob a direção do Bernardo Maurício, nosso decano em interpretação cênica. Caprichavam. Mas o casamento durou pouco. O Baltazar se arrependeu feio. E, agora, vive pedindo a Deus forças para refazer aquela mesma caminhada desmentindo aquilo tudo que falara então. Mas é casa pra dedéu. Da minha parte, ele está dispensado desses cuidados. E, depois, tá todo mundo sabendo da verdade apesar do Jornal Aqui. Tanto que a Teresa tá assim de bico torcido. É o modelito da estação.



Há mais de 30 anos conheço o Ananás. Já o apresentei aqui algumas vezes e aviso sempre que ele é mais conhecido como Aquela Besta, por merecimento. Pois bem. Eu o conheci distribuindo santinhos numa campanha eleitoral. Pedia votos para Jandira Feghali, candidata a deputada estadual. E como que encantado explicava aos eleitores que abordava: “Ela é morena, cabelos longos, alta, bonita e jovem”. Era tudo que ele sabia da moça e, segundo suas convicções bastava. Há muito marmanjão que vota assim. Mas nem todos. Em caso contrário, não haveria a América Teresa, a Ines Pandeló e a Cida Diogo. E, se formos botar os pingos nos is nem mesmo a Jandira Feghali haveria mais. E, no entanto, ela está na área: A mesma tez morena, o mesmo cabelo longo e trinta e poucos anos a mais no lombo. De qualquer forma, continua vivendo às nossas expensas, como deputada federal. O Brasil se permite essas dicotomias: A política não é profissão, mas os políticos são profissionais. Até aposentam. Daí esse cuidado permanente para defenderem o espaço que entendem como seus próprios. Assim, a deputada como toda a esquerda, farejou na Rachel Sheherazade uma ameaça. Achou que a moça estava roubando o seu discurso de apologia da violência porque julgara compreensível populares no Rio de Janeiro terem amarrado um ladrão no poste. Foi um pânico, uma histeria na esquerda. Alguém mexeu no meu queijo. Soltaram os cachorros. Jandira Feghali e Ivan Valente, do PCdoB e do PSOL respectivamente – primos pobres do PT-, se puseram a freqüentar os corredores palacianos federais. Foram ao Procurador Geral da República e deram as cartas: “Que a moça seja demitida ou que se casse a concessão do SBT”. E, que se suspendessem os pagamentos da verba publicitária até que se resolvesse a questão. Vejo as pessoas defendendo Sheherazade, mas não vejo ninguém acusando esses dois deputados. Enquanto o crime deles me parece muito maior. Se é que Sheherazade cometeu algum crime. Eles nem processaram a moça, sequer. Foi julgamento sumário. Colocaram o Estado a seu serviço. E, cá pra nós, militante do PCdoB ficar arrepiado com incitação à violência é uma mui suspeita susceptibilidade... O PCdoB estava enfiado até o gogó na guerrilha do Araguaia. E seus membros, entre outras mortes, mataram um menino de 17 anos de idade na frente dos pais, cortando-lhe inicialmente a orelha. E o Ivan Valente também não pode rir da Jandira não que o seu partido, PSOL, foi lá na Papuda dar a mão amiga ao terrorista Cesare Batisti, condenado por quatro assassinatos na Itália. E, mais recentemente, tinha alguns dos seus meninos envolvidos no assassinato do jornalista da Bandeirantes morto em serviço, cobrindo passeata. 






Concluiu que elas não eram nenhum recurso de camuflagem e se deu por feliz. Agora, um século e meio depois, vem o Tim Claro da Universidade da Califórnia e começa a observar a zebra e os seus parentes mais próximos – o cavalo, o jumento e o asno. Viu que a região habitada pela zebra é totalmente inóspita para estes outros três animais. Se o cavalo, o asno e o jumento quisessem ser seus vizinhos não sobreviveriam. Essas regiões são infestadas de moscas sugadoras – tsé-tsé, muriçoca – que são inofensivas às zebras e fatais aos outros três. Tim Claro percebeu que aquelas moscas não pousam em  superfícies listradas. O trabalho está na revista Nature Commuications. Estou louco para mandar essa postagem para o prisioneiro José Genoíno. Assim ele se sentirá mais confortável naquele seu uniforme da Papuda.



domingo, 20 de abril de 2014

O Jerico já não é mais dono das suas próprias idéias





Quem dera se se tivesse pelas crianças o mesmo amor que se tem pelas idéias! Não haveria órfãos neste mundo de meu Deus. E - contrariando o adágio popular - mesmo os filhos feios teriam seus pais conhecidos e orgulhosos. Não sei se o estimado leitor já se deu conta de que não nenhuma idéia abandonada por aí. Não há mais idéia de jerico. Mesmo que ela nasça da cabeça de um asno vem logo um esperto adotando-a de lhe dando o nome de família em cartório. Como profetizou Caminha: "Nesta terra tudo que se planta dá". Diz-se que jaboticaba só dá no Brasil. Mas não é esta a nossa única exclusividade. No campo das idéias, também somos assim: O Brasil é o único país do mundo que leva o comunismo a sério. Não se espante, portanto, o leitor com este bando de gente e a decantada transposição do Rio Paraíba do Sul. O Alkimim quer puxar  água do Rio Paraíba e o Zezinho da Ética não quer deixar. Ora, vejam só! A briga promete muito pano pra manga e, quiçá, votos na eleição. O bicho tá pegando. Começou a juntar gente de um lado e de outro. E veio a Câmara Municipal de Iatiaia e, com ela outras câmaras vizinhas: Quatis, Porto Real e Resende. Tá crescendo pro lado de São Paulo também. O Governador Alkimim está desesperado e correu pros braços da Dilma, mesmo sabendo que não é aconselhável aceitar abraço de afogado. Mas ele não tinha escolha, coitado. O bispo de Volta Redonda até riu dele. Zombou mesmo: "Correu pros braços da mamãe." Sei não. Talvez o bispo preferisse mesmo era o ver incendiando ônibus, apedrejando vitrines ou saqueando lojas feito os meninos do Freixo. Nunca se sabe. O que se sabe mesmo é que é ano de eleição. E, como disse a Dilma Rousseff – “em época de eleição a gente faz o diabo”. Zezinho que se cuide. Logo, logo, vão aparecer por aí, batalhões de candidatos reivindicando a paternidade dessa idéia anti-cristã de não se dar água a quem tem sede. O governador quer é 2% dessas águas. Ele já retira 50% do rio Piracicaba; não quer secá-lo de vez. Evidentemente, fica o medo com o previsível crescimento das nossas indústrias e população no futuro. Devemos então disciplinar o uso do rio. Todas cidades tem que fazer o tratamento de esgoto. O Zezinho podia começar por aí e nem precisava ir muito longe. Começava por Volta Redonda mesmo, onde o Prefeito Neto construiu a sede da Defesa Civil dentro do leito do rio. 





O Conselheiro Acácio deixou as páginas do velho Eça de Queiroz e foi morar no Planalto. Está lá em Brasilia trocando figurinhas com Dilma Rousseff. Não foi ninguém que me disse nada disto. Eu é que conheço o moço e sua conhecidíssima  obra. Pelo dedo se conhece o gigante. A Copa do Mundo de futebol no Brasil é coisa dele - a criação, a organização e a justificação. Entregou tudo prontinho ao governo. E assim, foi-se enfiando dinheiro nela. Só o Estádio Mané Garrincha engoliu R$ 1,6 bilhão. Se a gente for um desatento como o Ministro Aldo Rabelo pode não só considerar isto muito bom, mas até como um excelente exemplo para tampar a boca de uns derrotistas que tem por aí - Você, por exemplo, contribuinte-eleitor,  que, no final, paga o papo e a laranja, é um deles. Segundo, o Tribunal de Contas, feitos os últimos acertos o Mané ficará por R$ 1,9 bilhão. Acreditam os acacianos que isto é investimento. Que iniciada a competição o dinheiro voltará aos borbotões. Parece até que é o Vereador Maurício Batista quem faz essas contas. Em um ano inteiro, pleno de grandes e concorridos eventos, o Estádio Mané Garrincha arrecadou R$ 2,871 milhões. As contas de água e luz somaram R$ 1,5 milhão e ficaram nas costas do Estado. Portanto, o Poder Público arrecadou R$ 1,371 milhão. Isto com 30 megaeventos. Quase um a cada semana e meia. Estiveram lá o show da Byonce, o jogo Flamengo X Santos, despedida do Neymar, o jogo da abertura da copa das copas... Imagina que reproduzam como coelhos tantos bem sucedidos governos como este, e que venham repetidos em cascatas novas Beyonces, novos Flamengos X Santos, novas copas a se perderem nos séculos futuros. Ainda assim, o estádio levaria mais de mil anos para devolver aos cofres públicos o dinheiro que com ele foi gasto. E ainda vem a olimpíada...


NOTA
Estes textos já estavam prontos para publicação no domingo passado. Pensava colocar mais dois textos mas não tive nenhuma condição de fazê-lo. A postagem abaixo que  minha mulher fez no face como os comentários seguintes explicam melhor o que houve:

Marlene Sepulveda: Uma rosa com amor para o meu cunhado Emerson Sepulveda. Partiu hoje. Está nos braços do Senhor e de Maria Santíssima. Ao seu lado, sua mãe Noemi, que se estivesse aqui, hoje, estaria completando 96 anos. No céu deve estar uma festa!  


Marilene Pereira dos Reis: Meus sentimentos
Rosangela  Rosa : Conheci muito o seu cunhado. Que Deus o receba de braços abertos.
Miriam Tavares de Castro: Mais um Sepulveda que nos deixa. Mesmo estando longe de nós aqui deixa um espaço vazio na família. Junte por nós mais uma rosa para ele. Abraços a todos aí dos Sepulveda de Castro. 

Neia Vachod : Sentimentos amiga à todos!

Lú Sepulveda um abraço no meu sogro mais querido...orando por ele!!!!

Ezequiela Sanglard Nossos sentimentos a todos os famíliares!!

Claudete Marta Barros Amorim Que Deus conforte o coração dos familiares!

Lila Vó Que Deus abençoe a todos neste momento de tristeza.

Vanilda Pimentel Muito legal!!!!

Marcelo Machado Que Deus console aos familiares e amigos.

Marlene Sepulveda Agradecemos pelo carinho!

Verginia Aparecida Que Deus abençoe vc e seus familiares. Feliz Páscoa p/ vcs.Bjs.

Marilene Pereira dos Reis: Meus sentimentos
Rosangela  Rosa : Conheci muito o seu cunhado. Que Deus o receba de braços abertos.
Miriam Tavares de Castro: Mais um Sepulveda que nos deixa. Mesmo estando longe de nós aqui deixa um espaço vazio na família. Junte por nós mais uma rosa para ele. Abraços a todos aí dos Sepulveda de Castro. 






quarta-feira, 2 de abril de 2014

VOU TE CONTAR




Fui à Câmara Municipal. Paguei meus pecados. Para eles aquilo é uma festa. Fiquei quase duas horas lá vendo um vereador chamar o outro de excelência. É coisa do Regimento Interno da Casa. Há muito exagero no seu uso. Houve um vereador nosso, o Parente, que se sentindo ofendido no plenário falou para o seu suposto ofensor: "Vossa Excelência ofendeu a minha Excelência!" O Parente era assim. Deus que o tenha em bom lugar que ele era gente boa. Mas eu estava dizendo mesmo é da Câmara Municipal da semana passada. Voltemos a ela. A Casa estava engalanada porque ia receber as mulheres destaques da sociedade. Era uma festa dos vereadores, uma invenção do Vereador Adão Henrique. Ele criou o dia da "Mulher Participativa", uma espécie de dia móvel da mulher. Pode cair no dia 8, no dia 9... ou, conforme a necessidade, cair duas ou tres vezes no mesmo ano. As homenageadas levam sempre familiares e os seus amigos.  E juntou gente! Muito mais do que a semi-final Flamengo X Cabofriense. O Ananás, que todos conhecem como Aquela Besta, fazia mirabolante raciocínio para multiplicar esses encontros. Até que lhe deu ocorreu o "estalo de Vieira": disse que ia falar com o Adão para criar também o dia do "Varão Participativo!" Vi, que nesse diapasão ele iria logo sugerir também a criação do dia do "Gay Participativo". Fechei-me em copas porque o Ananás é o maior aproveitador das péssimas idéias. E, depois, não dá certo uma sociedade dividida assim em fatias como uma pizza. Uma lei contra a violência, elimina todo esse lixo de proteção ao negro, proteção ao idoso, proteção a mulher, proteção a criança... Mas a moda tá pegando e arrasta até ministros. Leio no blog do Sérgio Boechat que o Ministro Marco Aurélio pensa assim: "Todo poder à mulher e a esperança de um Brasil mais equilibrado". Ledo engano. Exagero dele. Taí a Ângela Guadagnim, por exemplo. Chegou lá  e o muito que fez foi criar a coreografia do mensalão.


"Adorei a revolução no Brasil. Não houve morte, nem tiro". Foi como Brigitte Bardot tratou aquele 31 de março. E eu acrescento, faltou também a guilhotina, a Bastilha e a Maria Antonieta, embora tivéssemos uma Maria Teresa. A nossa revolução foi, enfim, quase um dia como os outros. Incrível! Era uma nova Batalha de Itararé, a guerra sem tiros, sem sangue e até mesmo sem palavrões. Apenas amistosas saudações. O dia da Revolução de 64 foi uma grata surpresa, apesar do tom ameaçador que havia no ar. Há muito vinham todos se preparando para o confronto. A Revolução Cubana se dera em 1959 conquistava admiradores pela América Latina. Aquelas filas enormes aguardando a vez para serem fuziladas no paredon enchia os olhos de muita gente. Brisola chegou até a fazer sua lista de condenados. Havia um culto aos cubanos. Um dos seus assassinos mais cruéis, Ché guevara, foi condecorado no Brasil. Sua figura servia para estampar camisetas e flâmulas de jovens e orientar o sonho de marmanjões. Muitos deles iam à Cuba aprender com o Fidel como estourar crânios de adversários. Voltavam ungidos, com dinheiro e armados. Alexina Lins Crespo de Paula, mulher de Francisco Julião, era uma das mulas que trazia armas de lá para os guerrilheiros da Liga Camponesa. Devia trazer da China também, mas isto não ficou claro na sua entrevista a O Globo. As reformas viriam na lei ou na marra. Era seu hino. Cá em Volta Redonda, vi peão gritar para diretor da empresa : "A sua casa vai ser minha e o seu carro também." Lima Neto, João Alves dos Santos Lima Neto, prometeu dependurar a cabeça do Engenheiro Helio Motta Haidt num poste em frente à Passagem Superior. Mas, na hora H, nada disto se deu. Ainda bem. Luis Carlos Prestes fugiu tão rápido que se esqueceu de uma pasta com os nomes, endereços, CEPs e retratos 3X4 dos companheiros. E Brisola, foi outro. Deixou os arquivos dos grupos dos onze. Os cabecinhas perderam a diligência e ficaram por aqui querendo brincar de mocinho. Mas no dia foi só isto. Um menino, vizinho meu, falou que ia lá na Avenida Amaral Peixoto vê a revolução. A mãe dele respondeu: "Vai, mas não demora que hoje tem escola".  




sábado, 22 de março de 2014

NETO E PAIVA VERSUS HOMEM BOMBA



O Vereador Maurício Batista é o nosso Homem Bomba. Dizem que até que explodiu uma vez. Parece. Mas isto faz muito tempo... Agora, ele está mudado, comedido. Não dá um passo sem contar até 200. Um homem prevenido vale por vinte. Por isso, ele inventou esse projeto de organizar o serviço de táxi na cidade, que não mexe com o serviço de táxi. É  muito difícil se entender o povo.  Uns falam que há taxis de mais, outros acham que os tem de menos.  Durma com um barulho desses!  Vereador tem que ficar esperto.  De vez em quando um  joga a toalha e se torna um vereador autônomo. Age por conta própria. Agrega seu mandato à Prefeitura e se torna prestador de serviço. Aí, basta-lhe seguir o prefeito. Dizem que em todo lugar tá assim, que os vereadores são assim, que tá tudo dominado. O vereador Tem que seguir o prefeito.  Agora, se o prefeito for assim feito o Neto, sai de baixo! É difícil segui-lo. Ele diz que vai fazer uma coisa e faz outra. Ou não faz coisa nenhuma. Sinceramente, eu não sei como o Zezinho da Ética, o Adelson Vidal conseguem acompanhá-lo. Decisivamente, isto não se aprende na escola. Maurício Batista se esforçou com esse seu projeto - não incomodar.  Conforme se diz, ele trocava seis por meia dúzia ou uma América Teresa por um Conrado. Não sei que vantagem a Maria leva, mas há desse comércio. Nosso Homem Bomba não queria que se aumentasse nem diminuissem o número de taxis, na cidade. Deu até um caráter científico a sua proposta mas faltou-lhe maiores cuidados. Não se lembrou da  Aritmética do Antonio Trajano. Lá tinha muita coisa útil - tabuada de somar, de tirar, de multiplicar e de dividir. Tinha também a prova dos noves fora, prova real... Aí, deu no que deu. Vejamos o projeto do moço.  Em Volta Redonda, há 258 táxis e 264 mil habitantes, segundo dados do IBGE. Aí, veio o nosso homem bomba com seu projeto dizendo que deve haver 1 táxi para cada 1 300 habitantes. Logo, o número de taxis devia ser 203,08 e não 258. Quase 60 a menos. E, no entanto, era só fazer uma regrinha de tres simples e direta. O produto dos meios é igual ao produto dos extremos. O Vereador Baltazar foi quem primeiro o viu. Chamou o caro colega e, assim sem cobrar nada, explicou, explicou, explicou o erro. O Maurício foi ficando com raiva, com raiva, com raiva... Eu tava vendo a hora de ele explodir. O Baltazar quis até explicar usando palitinhos mas o Maurício Batista falou assim: "Eu quero ver é você arranjar 264 mil palitos".  

 



Josef Blatter, que sabe das coisas, foi definitivo: “Vamos fazer uma cerimônia de uma maneira que não aconteçam discursos”. Ele é presidente da FIFA e não quer que ninguém apareça mais do que a bola. E se Dilma Rousseff fizer um pronunciamento a vaca vai pro brejo - receberá uma vaia inesquecível. Virá outra copa, virão outras copas, mais outros presidentes, outros torcedores, outras vaias... Mas da vaia na Dilma não se esquecerá. Ninguém se lembrará mais do Neimar, do Fred... mas ainda estarão se lembrando dessa vaia.  “Lembrai-vos da abertura do PAN!” O, então, Presidente Lula não falou "gato". O que se ouviu foi uma vaia de 10 minutos sem intervalo.  D. Dilma sabe que, se quisesse, ela tomava essa coroa fácil, fácil, fácil, mas não quer humilhar seu patrono embora pareça que está concorrendo sim.  Tanto que as faixas de junho estão dentro da validade. Podem ser usadas sem nenhum risco de estarem impróprias para o uso. São atualíssimas! Continua  a precariedade no transporte, na Educação, na Saúde, na Segurança... Para Napoleão de tudo se podia fazer com uma espada, menos se sentar em cima dela. Mas essa gente senta em cima de qualquer coisa. Não tem sentimentos.  Arrumaram um arremedo para aquelas reivindicações e vem tocando.  Havia dois anos que a D. Dilma acertara com os irmãos castros o envio de médicos para o Brasil. Baratinho. Cuba antigamente exportava banana; hoje exporta médicos porém nos mesmos preços módicos das bananas. É que lá gente vale pouco. A presidente aguardava o momento certo da importação. As manifestações de junho foram o tcham. E o Mais Médicos está aí com cada vez menos médicos. Engambelaram o Zé Povinho. Somos todos de menor.  Tem coisa que a gente não pode saber. Mas o eleitor petista é incorrigível. Ele tem sempre uma explicação pra tudo.  Quando o Presidente Lula foi vaiado no Engenhão ele disse que era armação do César Maia, agora, por certo dirá que é isto é coisa do Eduardo Cunha. 


sábado, 8 de março de 2014

E BATE O BUMBO! BATE O BUMBO! DEIXA O BUMBO REBENTAR...





Se o Bispo Waldir Calheiros fosse vivo eu não sei onde ele ia meter a cara com este papelão do Ratinho. Digo, Paiva - Carlos Alberto Paiva, o Vice Prefeito. Desculpem-me. É que enquato o Clinger se ajeitava como prefeito, o Paiva vivia rondando o gabinete. Espreitava uma vaguinha no governo que se iniciava. Ele só tinha um ou dois empregos, naquele tempo. Ficava de olho comprido para as vacas gordas do vizinho. Em se tratando de Paiva dois empregos era um tempo de vacas magrelíssimas! Aí, um dia, o Ítalo Granato apareceu ali e me perguntou se eu tinha visto o Ratinho. Eu não sabia quem era o Ratinho e ele explicou "é um que tem a cara assim". E franziu o nariz. O Ítalo é danado. Ele imita muito bem. Se ele fosse num programa de calouros: "Quem que o senhor vai imitar?" E ele: "Vou imitar o Ratinho". Não tinha pra ninguém. Tanto que eu vi logo de quem ele tava falando. Mal o Paiva pôs os pés na sala eu lhe falei:  "Ratinho, o Italo está te procurando." Ele fez um sinal positivo com o polegar direito e ficou feliz como fosse ganhar um pedaço de queijo. Quem vê não acredita. Tudo mudou muito.  Acho que nem mesmo o Ítalo o chama mais de Ratinho. Quando muito há de trata-lo como S. Excelência Ratinho. O Ítalo é um gentleman. E o Paiva cresceu muito. Até o idolatrado bispo  Waldir Cavalheiros se fez cupincha dele. Foi seu cabo eleitoral nas eleições. Dele e do Neto. Um de cada lado e ele no meio. Parecia até uma alegoria do Calvário. Agora, veio esse caso aí do Adeilson de Paula, o Neném. Foi só o bispo fechar os olhos e pronto! Deus que me perdôe, mas acho que o bispo deu foi é muita sorte. Já pensou ele ter que passar envergonhado, relando pelas paredes, de óculos escuros, gola alevantada e um chapéu enfiado até as orelhas para não ser reconhecido? Ou, quem sabe, ficar recolhido dentro de casa e a cada um que batesse à sua porta ele respondendo: “O bispo sai-eu!” feito o judeu da piada. Ou, talvez a pior de todas as provas, ele fosse de igreja em igreja dizendo que estava enganado. Sinceramente, ia ser duro para ele. Voltemos ao Adeilson. Esse moço, por razões ainda desconhecidas levou uma facada no pescoço. Correram com ele para o Hospital do Retiro de onde saiu medicado, costurado e uma indiscutível dívida com Deus:  "Podia ser pior". Pelos dias que se seguiram, ele ainda sentindo dor, mas aquele recado o confortava - "Podia ser pior..." No trigésimo quarto dia ele não aguentou mais e voltou ao mesmo hospital de antes. Feita a radiografia estava lá, por trás do corte que já cicatrizava um pedaço da faca com oito cm. Pescoço restaurado, o moço processou o hospital. O moço era assessor do Paiva. Não tinha escapatória.  O Paiva não respeitou nem mesmo a sua licença médica - Demitiu-o sumariamente. O Adeilson não teve o que sobrou ao bispo, que não precisou encarar o seu amigo, Paiva. 





Cristóvão Buarque, Leonardo Boff e Eduardo Suplicy são da geração “aborto sim; palmadas, não”. Esta é uma forma de pensar que os deixa à vontade. E, assim, não se vexam de passar receitas de comportamento para o distinto  público. Recomendam afeto, compreensão e muito carinho para esses marmanjões que em nome da nação quebram tudo o que a parte que trabalha constrói. Por isso, Leonardo Boff se comoveu com a Ministra Maria do Rosário no episódio do cinegrafista Santiago. Boff achou muito bacana aquele gesto dela de puro perdão e nada de julgamentos. Nem pré, nem pós. Aliás,  não vi o Suplicy defender os black blocs, não. Mas nem era preciso fazê-lo. Suplicy a gente já sabe como ele é. Defenderia aqueles meninos se não estivesse ocupado com os meninos mensaleiros. Cristóvão Buarque é que se fartou. Usou a tribuna do senado e ainda foi para os jornais. Cercou pelos sete porque a sua lição é difícil de se engolir:  "O Projeto 499 está errado porque desqualifica esses manifestantes aplicando-lhes o nome de terroristas. E isso é um perigo por causa dos excessos policiais e judiciais que pode proporcionar. O que há de melhor é estudar porque eles são assim, em vez de puni-los". Ele aconselha que observemos bem esses meninos talvez por mais duas ou tres décadas. E, durante esse período, que lhes seja permitido e até incentivado a estourar novos crânios. Que tragam novas pedradas, novos petardos, novos rojões. E que, também, se ampliem as suas vítimas; não fiquem só no cinegrafista, não. Que venham dentistas, advogados, idosos, crianças, fartas... Uma abundância de cabeças explodidas. E os incêndios que passem dos  ônibus para as carretas cegonhas, das carretas cegonhas para os trens do metrô... Só assim, nesta escalada, a gente terá uma visão ampla do acontecimento. Um diagnóstico, portanto, mais confiável. Leonardo Boff, nem precisa de tanto. Ele  tem certeza de que isto não é terrorismo. Pra ele terrorismo tem atos espetaculares, como um gol assinalado do meio do campo. É. Fascismo e nazismo começaram assim. Eram grupos histéricos e quebrando tudo pela frente. Também se escondiam atrás de máscaras. Talvez até pra alguns seja necessários ouvir mais e mais esse trio e tantos outros até que se entenda porque eles agem assim.  Para mim bastou.  




Valeria Lukyanova é uma ukraniana que deu de sonhar um sonho de princesa. Ela quer virar a boneca Barbie. Uma versão que a tecnologia ainda não ousou: Uma Bárbie de carne-e-osso, que fala, anda, dorme faz pipi e cocô. Tudo que ela tem feito é nessa direção. A custa de dezenas de cirurgias e outros tantos procedimentos, hoje ela pode se gabar com o que conseguiu. E se, acaso, precisar de alguns trocados, pode fazer papel da própria numa vitrine de loja. Com a vantagem de posar para fotografias e conceder autógrafos.  Ela é feia. Em compensação como pouco. Quase nada. O International Business Times assegura que ela vive de luz e ar. É adepta do Respiratorianismo. Gostou do que viu nos Estados Unidos: Justin Jedica- um jovem que fez 90 cirurgias para ficar parecido com o boneco Ken. O mundo tá assim. Há mais loucos nessa corrida.  Blondie Bennet é outra delas. Contratou até sessões hipnóticas para se tornar burra feito boneca de fato. A ukraniana acha que não precisa disto. Eu acho que nenhuma das duas precisa. 




O Príncipe Herdeiro William levou a porta na cara. Quem diria? Há pouco tempo provocara um frisson pelo mundo. Minha vizinha, Odete, até deixou o feijão queimar naquele dia, acompanhando o casamento real pela TV. Agora, a visita do Príncipe é recusada por umas tribos lá do fim do mundo. É que ele vai dar um passeio na Nova Zelândia com a família.  E queria passar uns escassos minutos na Ilha Norte, que tem lá. Aperta daqui, aperta dali, arranjou 90 minutos para a vilegiatura, na ilha. Lá, há uma comunidade de pequenas tribos que constituiram uma monarquia em  1858. É uma monarquia pro forma porque não tem nenhuma representação constitucional. Mas é muito importante para aquelas tribos maori. Tuheita é o seu rei atual, não aceitou a visita real.  Não quer recebê-lo por 90 minutos apenas. Considerou isto um pouco caso. O Príncipe William ficou meio bolado. Ele queria tanto mostrar ao seu pimpolho George aquela gente atrasada, aquela curiosidade quase selvagem...




O Papa Francisco deu uma de Henry Sobel e Ronaldo Esper, exemplos mais notórios de apossadores do alheio. Em reunião com os párocos de Roma na última quarta feira ele lembrou seu caso. Papa Francisco disse que nos anos 90, ele era Viigário Geral em Buenos Aires. Naqueles dias ocorreu o falecimento de um padre idoso chamado Aristides. Ele, Francisco, quando chegou ao velório, não havia ninguém que não fosse o morto. Francisco foi ajeitar as flores no caixão e viu preso ao rosário enrolado nas mão do padre, um crucifixo que o encantou: "De repente, aquele ladrão que todos temos dentro de nós veio à minha mente. Enquanto espalhava as flores, peguei a cruz que estava no rosário e, com um pouco de força o desprendi". O Papa fez mensão ao caso porque fazia um sermão sobre a misericórdia. Que o pessoal do PT não se assanhe com isto!