domingo, 19 de fevereiro de 2017

USE A INTELIGÊNCIA SEM MODERAÇÃO

TODOS LÁ NO DIA 26 DE MARÇO



Jânio de Freitas ta que nem siri na lata. A esquerda perde espaço, ele perde a paz. Não vos vanglorieis, entretanto! Eles são numerosos e dissimulados. Disfarçam até o nome que têm: Vladimir Ilyich Ulyanov atendia por Lenin;  Lev Davidovich Bronstein, atendia por Trotsky; Ioseb Besarionis Dze Djughashvili, atendia por Stalin; Itajiba de Moura Brizola virou Leonel Brizola. Também escondem o que são: Vanessa Graziotin, senadora pelo PCdoB, ficou indignada porque lhe chamaram de comunista. Onde já se viu chamar comunista de comunista? Jânio de Freitas faz parte dessa turba raivosa que, só por vingança, nos chama do que não somos - golpista, direitista e coxinha. E faz cara feia para nos assustar.  Mas é a valentia meia-boca. De um cão de guarda que pouco guarda – que vê pouco, ouve pouco. Agora, se a coisa não cabe debaixo do felpudo tapete da sala ele a carrega em ombros alheios. Nas costas do PT,  é  que não fica nada. O gozado é que ta todo mundo vendo esses numerosos, custosos e repetidíssimos assaltos aos cofres públicos. E muitos desses roubos tem impressão digital claríssimas! São pessoais e intransferíveis. Dilma presidiu o conselho da Petrobrás de 2003 a 2010, e da sua gestão ficou o rombo de US$ 800 milhões. Mas isso não lhe afetou a pose. Ao contrário, aumentou-lhe a audácia. Logo, logo estaria prometendo o que não podia cumprir. Garantiu que não ia aumentar os impostos, que não mexeria nos direitos do trabalhador. Uma frase sua viralizou: “Tem coisas que eu não concordo, como mexer nos direitos do trabalhador e não abro mão nem que a vaca tussa!”. Pura farofa. Antes que a vaca tussisse já estava tudo por terra. Apesar dessa ficha chinfrim,  pro Jânio Freitas fora uma baita de uma injustiça tirarem o governo das mãos dessa dona com o fito de entregá-lo  a esse bando que nos dirige agora - Renan, Moreira Franco, Eduardo Cunha e Geddel Viana. Ledo engano. Eles já estavam lá desde o outro carnaval. O Renan estava porque esta é a sua natureza, rodear o poder. Esteve com o Collor, esteve com Itamar, esteve com FHC e foi da base parlamentar do PT enquanto o PT durou. Graças a isto foi presidente do senado duas vezes. Jucá foi ministro da previdência do governo petista. Nenhum deles é estreiante no mettier. Mas o olho torto de Janio Freitas lhe dá outra visão das coisas. Ele quer nos convencer que as passeatas, os bonecos infláveis, os panelaços se recolheram não por cansaço mas por tarefa cumprida. Não é. Basta ver que esse bando não é adventício. É do mesmo time que saiu. O resto fica fácil. Jânio de Freitas, velho jornalista, escreve na Folha de São Paulo. Pobre Jânio de Freitas. Ficou velho antes de se tornar sábio. Royalties para Shakeaspeare. 




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017


CASA DA MÃE JOANA




Tem um vizinho cá no face que assiste ao Jornal Nacional em posição de sentido. Há muito tempo ele presta essa reverência à Vênus Platinada. Se a TV mandá-lo odiar a PM, ele odeia... Faz o que seu mestre mandar. Deus o guarde. Ele não sabe que os comunistas querem acabar com a Polícia Militar e que a imprensa é assim com eles. Unha e carne. E a TV é cruel. Ela cria seus fantasmas e os enfia na cabeça do seu distintíssimo público. Veja quanta gente acredita que o Temer é presidente da república. Até o Temer acredita nisto. Se ela pudesse, dava um tanque de roupa para essas mulheres que obstruem as portas dos quartéis. Elas não querem que seus maridos morram como coelhos nessa caçada nas ruas. Bobagem. Há muitos anos eles trabalham em viaturas apodrecidas, portam armas de brinquedo e enfrentam bandidos verdadeiros e amados. E quanto mais verdadeiros, mais amados. Há três anos não ganham aumentos de salários e há meses não recebem pelos dias trabalhados. Dia a dia eles tem notícia que um colega tombou nessa refrega em que morrem defendendo-se a si mesmos e a nós também. Mas a lei é clara - Soldado tem que agüentar! A Constituição o diz e estamos conversados. Do outro lado da rua o papo é bem diferente. Sérgio Cabral tem na sua residência um banheiro muito jóia. Até o assento do vaso tem temperatura regulável. Material importado. Ele nem se envergonha de suas extravagâncias. Em Paris, amarrou um guardanapo na cabeça... Mas a TV sempre mostra as autoridades em traje a rigor. O “presidente” Temer também está sempre nos trinks. Muito elegante ele fez uma solenidade para anunciar uma idéia brilhante. Mudou o nome do Ministério da Justiça para Ministério da Justiça e Segurança Pública. Aplausos, aplausos, aplausos... muitos aplausos! Só faltou mesmo é quem gritasse gooollll. As 95 mortes no Espírito Santo não pertubavam a alegria da festa. Dias depois, Alexandre Moraes cabulava votos para sua candidatura ao STF – posso contar com seu voto para ministro? Enquanto isto Paulo Hartung desesperado pedia a volta da PM às ruas. Mas era tudo conversa. Logo depois, o governador mostrava que estava de mal com a polícia. Prometia misérias. A confusão é geral. Um juiz de primeira instância embarreirava uma nomeação feita pelo “presidente” da república: o presidente do senado não cumpria determinação do STF. Presos de Rondonia negociavam com a justiça os colegas que queriam transferidos daquele presídio. Uma mobilização coletiva impunha que o Estado indenizasse as famílias de bandidos mortos por outros bandidos. Ao lado disto, PMs sem salários são espezinhados pelas autoridades, que não percebem que o número dos que vêem TV é cada vez menor.
Existe, Espelho Meu, Programa Pior do que o BBB? SIM!

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Deus que me perdoe se exagero, mas penso que o BBB não é o que há de pior na TV. Os informativos são os piores,sim. Ganham de lambuja. Ora pois, não se assiste ao BBB esperando adquirir conhecimentos para uma suposta prova do ENEM. Ninguém é besta assim. Já os que buscam os noticiários querem informações e saem desinformados. Portanto... A desinformação é, talvez, a mais importante arma de guerra. A calúnia e o alarmismo são, quase sempre fatais. Não precisam mais do que um brevíssimo tempo para transformar numerosas populações em uma massa inerme. Ou, se for o caso, conduzi-las a sangrentos e ferozes confrontos. Elas as levam para onde querem. E você está sempre na sua alça de mira. Por isso, não faça como o Chapéuzinho Vermelho; não se esqueça do conselho da vovó: Todo cuidado é pouco! Portanto, cuidado! Cuidado especialmente se é o Cortela que se aproxima. No Jornal da TV Cultura ele não teve a menor cerimônia. Quis derrubar o muro que o Trump ainda nem começou a levantar. Comparou-o com o muro de Berlim. Cáspite! Então, o mestre não vê diferença? Construiu-se o muro da Alemanha Oriental para que ninguém de lá fugisse; o muro americano é para que ninguém o invada. Simples assim. Não obstante, o moço foi valentemente adiante. Alegou que com esse muro os EUA pretendiam negar ao México a terras que lhe foram tomadas na guerra 1846/48. E citou o Texas e a Califórnia como partes desse butim. Não, Sr. Cortela! Em 1846, o Texas já era uma república livre. Portanto não se podia ser subtrair do México o que não era dele. Isto é tão simples. Depois, o México era uma república conflagrada, profundamente instável. Havia rebeliões e insurreições em quase todo seu pretenso território. A própria Califórnia já tivera sua liberdade temporária e, agora, junto com o Novo México, repudiavam o centralismo mexicano imposto pelas Sete Seis (1836). Last but not least, também nós, cordialíssimos brasileiros que somos, tomamos de Portugal esse imenso território onde se plantando tudo dá. Mas os portugueses também não eram fáceis não. Já tinham tomado essa mesma terra dos índios... e muito antes, os sambaquis que habitavam o Espírito Santos tinham perdido o seu lar doce lar para os guaranis. O México, valha-nos Deus, tomou suas terras dos espanhóis, que as haviam tomado dos astecas... Gente, os alunos do Cortela tem que ouvir isto tudo, ficar calados e guardar na cabeça para a prova... Coitados.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017


UM POUCO DE POESIA - FERNANDO PESSOA



Poema em Linha Reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. 
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.