sábado, 18 de maio de 2013

O SECA-PIMENTEIRA




Não gosto de desfazer de ninguém, mas igual ao Neto não tem para gostar de uma entrevista -  no jornal, no rádio ou na TV. Um bando de gente ajuda. Um lhe põe nos bolsos uns papéis, outro lhe arruma o nó da gravata, outro lhe escova os sapos, até que, enfim, ele esteja pronto para falar do governo. Creio que não lhe falta o conselho da mãe quando ele ainda vai para o banho: "Lava atrás das orelhas!" O prefeito tem mesmo que fazer bonito porque este é o seu trabalho.  Na volta sim,  poderá se espichar no gabinete e dizer orgulhoso: 'Já fiz, por hoje!"  Êta vida, meu Deus! Mas, agora, é pura concentração. Desce pelo elevador. Não responde acenos nem bons dias. Nada de aparecer ofegante por lá. Vai sempre disposto e com uma boa nova para contar. Na última, disse que  Volta Redonda é a cidade do futuro. Disse que a nossa cidade se tornará  modelo para o Brasil. Entretanto, que nos contentemos com o que somos, por enquanto. Quem seria o culpado de ainda não termos nos encontrado com esse  nosso grandioso destino? Para o Jornal Aqui os culpados são dois – Jonas Marins, Prefeito de Barra Mansa e Rogério Loureiro, Presidente do Voltaço. Pra mim o problema é que temos um “prefeito” atravancando nosso caminho. Um prefeito com aspas é terrível! É um seca-pimenteira. Tanto que ele tirou os olhos de cima do Voltaço e o Voltaço ficou entre os quatro finalistas; tirou os olhos do volley e o volley repetiu igualzinho no campeonato brasileiro. Por isso é que quando o Neto diz que ta de olho na saúde, na educação e no recolhimento do lixo eu não duvido.




A MP dos Portos foi chamada de tudo que é nome. Dilma a chamou de “Modernização dos Portos”; o deputado Garotinho deu-lhe o nome de MP dos Porcos. E, daqui não posso, porque já se tem uma boa idéia de como se deu o debate. O que se discutia poucos sabiam. Pouquíssimos! O que ninguém ignorava era que ia rolar muito muito, muito, muito dinheiro. Ora, se é  assim que a banda toca esse pessoal que quer mais e mais dinheiro para as obras da Copa está dançando conforme a música. Lá mesmo, em Brasilia, o Estádio Mané Garrincha engole, engole, engole muito dinheiro e a sacolinha não para de correr. Sua reforma foi orçada em R$ 680 milhões, já atingiu 1 bilhão e quinhentos mil reais e o pessoal falando que não dá, que isso e aquilo – isto é, mais grana. Na Câmara Federal, ouço também os deputados falarem que isto, que aquilo... mais grana. Os discursos não avançam. Não adianta os oradores se esguelarem na tribuna. Não é isso que se quer ouvir. O papo rende mesmo é na coxia. Aí, dá até de se ver deputados voltando remoçados. Ah, quantos Manés Garrinchas rolarão ainda. Esta MP é a doação de dos portos estatais a mãos particulares. É um negócio por onde passam bilhões de reais através da importação e da exportação de mercadorias. É preciso mandar o FHC para casa. O mandato dele já acabou e faz é tempo.  



Na última terça feira, o Acre e o Brasil ficaram conhecendo um gigantissimo jabuti. Pesquisadores da UFAC (Universidade Federal do Acre) anunciaram, por fim, a descoberta do fóssil de um jabuti de oito milhões de anos naquele Estado. Desde 1995, quando o fóssil foi encontrado esses profissionais vem estudando o bicho. Deu muito trabalho porque as partes encontradas estavam muito fragmentadas. Não se avançou muito, mas também não deram os estudos por encerrados. Já se sabe que é bem provável que esse animal estivava distribuído por toda a America e que possivelmente tenha parentesco com os jabotis das Ilhas de Galapagos que tanto encantaram o naturalista Charles Darwin. É impressionante sua gigantesca figura. A sala onde ele está exposto recebe inúmeros curiosos diariamente. E, ali, ainda se pode ver outras curiosidades encontradas naquela área - antepassados de jacarés e até preguiças gigantes.





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