segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

CAVALOS NÃO TÊM BONS ADVOGADOS


Prisão de Guantanamo


Política brasileira é feita com o que dá na telha. Uma questão de palpite. Não tem programa, não tem critério, não tem direção definida. É o que se chama uma bala perdida. Já houve governos que se orientavam pelas entranhas de animais sacrificados, por oráculos, pelo formato das nuvens e por sonhos que lhe apareciam. O nosso atira para onde o nariz aponta. Cesare Batisti, assassino de 4 pessoas na Itália, condenado à prisão perpétua, foge para o Brasil que o acolhe. Dois boxeadores cubanos fogem e querem ficar no Brasil. Mas são caçados como ratazanas e devolvidos, imediatamente à Cuba. E veio o caso de Sakineh. Lula, de cima de um palanque eleitoral, oferece aos brados um abrigo para a mulher. Depois do 11 de setembro de 2001, centenas de suspeitos foram jogados no Guantanamo. Constatou-se depois que muitos daqueles que lá estavam eram inocentes. Não havia como devolvê-los aos paíse de origem, pelo perigo que libertados podiam correr. Obama tomou posse em 2009 e prometeu esvaziar aquela prisão em um ano. Eram 241 presos descontados alguns  já libertados pelo próprio Bush.  E, daí, iniciou-se uma peregrinação. Ora ele, ora seus diplomatas, batiam de porta em porta em busca de países adotivos. E pediam e ouviam pedidos. O Kwait não quis receber ninguém. E autorizou a que dessem um fim nos kwaitianos presos. O rei Abdullah da Arábia Saudita não aceitou nenhum preso. Mas sugeriu implantar chip nos presos feito se faz com cavalos. Para que eles não se perdessem. John Brennan, diplomata americano, lhe respondeu "Cavalos não têm bons advogados". E, nesse passo, vieram ao Brasil e o Brasil também não aceitou nenhum refugiado.  Aqui, certos presos também não encontram bons advogados.

EU, O ORÁCULO DA BARREIRA CRAVO


A Prefeitura Municipal de Volta Redonda lançou a pedra fundamental de uma obra planejada para 2 anos. Não é asfalto, não é ponte, não é viaduto, não é nada disto. É uma cartilha municipal. Fala dos bairros. E olha que juntou foi gente. E tdo mundo bateu palmas como se fosse a entrega de um aeroporto. Estavam presentes lá o presidente do IPPU,  Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPU), Juvenil Neves Teixeira, o Secretário Municipal de Planejamento. Lincoln Botelho da Cunha e a coordenadora do projeto Juliene de Paula. Deve de ser uma cartilha muito importante. Fiquei logo para ver as suas fotografias. Os bairros devem estar lindos ali. Eu vi isto pelos olhos do prefeito quando folheou um exemplar. Ele até pareceu dizer assim - "Cidade dos Sonhos". Depois, o prefeito se ausentou em espírito. Uma mosca que teimava em lhe pousar no nariz, tentava, em vão, trazê-lo de volta ao auditório. Mas ele estava pensando num processo que está lá em Brasília pedindo sua cassação. O Paiva perdeu, o Deley perdeu agora a praga desse processo. O Lincoln também ausentou-se em espírito pensando assim: "no que será que o Prefeito está pensando". Prefeito  assim mesmo com P maiúsculo. E tem razão de se preocupar. Sinceramente, em Volta Redonda há 52 bairros e eles ainda estão no primeiro bairro. Tanta coisa por fazer... E tem, de fato, muita coisa para se mostrar. Eles estão até pedindo para os moradores colaborarem. Se for o caso, eu até posso ajudar também.Tem a Casa da Cultura caindo aos pedaços, várias obras inconclusas, matos nas praças, Educação Municipal com baixo índice no IDEB...


O HOMEM DE DOIS NEURÔNIOS

Kim Jong-il, presidente da Coreia do Sul

Kim Jong-il tem um filho chamado Kim Jong-on e quer fazê-lo seu sucessor na presidência da Coréia do Norte. Porém, vira e mexe, ele leva seu país mais para a beira do abismo. Por isso, o mundo inteiro vive a perguntar: O que será que Kim Jong-il tem na cabeça? E eu respondo sem medo de errar - ele tem dois neurônios. E esses neurônios não conversam entre si. Não se dão. Estão de mal. A prova está aí: No dia 23 passado, sem quê nem por quê ele jogou 50 obuses sobre a Coréia do Sul, na ilha de Yeongpyeong. Várias casas se incediaram e muitos e muitos dos seus 1300 moradores se apinharam em barcos de pesca e fugiram pelo Mar Amarelo. Lee Myung-bak, presidente da Coréia do Sul deve ter pensado não estou entendendo esse cara, não fazia ainda um mes havia mandado navios carregados de arroz para que aquela gente não morresse de fome e, agora, aquele desaforo. Vamos ver quem é mais forte! E mandou para a fronteira o seu exército. Mas por via das dúvidas, omiziou-se num bunker. Mas é como dizia meu pai - quem tem padrinho não morre pagão. E os EUA e o Japão compraram sua briga. Foram todos para a fronteira. E a China não apoiou a Coréia do Norte. Bem feito.  

ÁRVORES LUMINOSAS




Uns meninos da  Universidade de Cambridge no Reino Unido tiveram uma idéia de que se pode dizer luminosa. Eles querem encher as ruas de árvores e tornar as cidades mais iluminadas. O leitor há de notar aí um aparente contra-senso, porque as árvores dão sombra, isto é, reduz a iluminação. Aí, é que o caro amigo está muitíssimo enganado. Na cabeça dos meninos, as árvores iluminarão as ruas. Prefeitões e prefeitinhos, atentem bem! Parece história da carochinha mas já está a meio caminho. Esses acadêmicos já possuem todas as ferramentas gernéticas para transferir a bioluminescência de um para outro organismo. Está tudo lá no site do New Scientist. Eles partem da própria natureza. Há organismo que possuem esta propriedade. Nos meus tempos infantis eu juntava vagalumes numa lâmpadas para fazê-la de lâmpadas. Nunca mais vi vagalumes. Vi o Leonardo Boff e o Frei Beto que me pareciam dois vagalumes que acendiam e apagavam, mas agora eles já se apagaram definitivamente. Enfim, os meninos ingleses, tiraram foi mesmo desse pequeno inseto os genes utilizados para que brilhem no escuro. Com experiências com bactérias Escherichia Coli eles conseguiram o brilho em diversas cores. São esses genes que eles pretendem transferir para árvores. As companhias elétricas devem estar com uma pulga atrás da orelha.


AS CHARRETES DE SÃO PAULO


Lucas, fabricante de
carroças e charretes


Nos meus tempos de acadêmico, eu estudava em Itajubá. E gabava muito o lugar. Sempre que me perguntavam o que tinha de bom lá eu respondia com toda convicção - tem charrete pra gente passear. Não me levem a mal. Faculdade tinha em todos os lugares.  A experiência que tinha com cavalos fora com cabos de vassoura e mais tarde nos parques de diversão, com os cavalinhos em carrocel, a 1 ou 2 cruzeiros a ficha. Imagina, agora o meu deslumbramento com as verdadeiras charretes. Mais tarde vi outras charretes em outras cidades: Ouro Preto, Tiradentes, São Lourenço e parece que em Lorena também. E muitas mais deve haver por aí. Sei disso. Mas o que eu nunca imaginei é que um dia fosse ver charrete na cidade de São Paulo. Já não digo a própria, mas a palavra pronunciada. Alguém falar charrete me parecia tão distante quanto uma missa em Latim. Charrete, eu pensava, era um substantivo definitivamente varrido do vocabulário paulistano. E o jornal OEstado de São Paulo, na edição de sexta feira, trouxe a charrete para uma das suas páginas. É a fábrica do Lucas, o Barba em plena capital - Vila Formosa. Dali saem charretes, troles e surkes feitos por encomenda. Ele  está  satisfeito com os negócios. Já teve oficina mecânica para carros, foi dono de restaurante e lanchonete.  Há 12 anos transformou sua oficina numa fabrica de charretes. Encomendas não lhe faltam. Vai, agora mudar-se para Santos, onde já construiu um grande galpão. Maior do que isso o mar. 

DEU NO JORNAL DA TARDE



Depois do Aerolula, agora é a vez do AeroDilma. Dentre as novidades, o AeroDilma vem equipado com um SPA, salas de relaxamento, massagem, drenagem linfática, limpeza de pele, manicure, pedicure, peeling e, claro, cirurgia plástica e botox para toda a comitiva. Um luxo!… E daí que é 5 vezes mais caro? O AeroDilma é tão chiquetérrimo. Como tudo caminha para o retorno do Lula daqui a quatro anos está claro que ele não vai deixar por menos. Seu avião deverá ser vinte vezes mais caro do que o da Dilma. A vingança do macho será malígna.

Ilustração: o Estado de Sãò Paulo

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ZEZINHO, CONRADO E SORÓ TRES PERSONAGENS EM BUSCA DE UM AUTOR




Volta Redonda. Paulo Conrado mantinha o bico calado, mas resolveu falar. Os outros vereadores também. É pura imitação. Na Câmara Municipal, nada se cria; tudo se copia. Chegou a hora da buzina, um programa que acaba quando termina. Sentado na sua cadeira de costas largas, bem largas, Conrado, às vezes, deitava-se para trás, levantava o rosto para os céus numa prece - "O Senhor tem muitos filhos... Eu sou um deles!" E ria agradecido essa a fortuna de ser vereador. Fosse careca, barrigudo e se preocupasse cotidianamente com os indicadores econômicos podiam tomá-lo por um banqueiro. Mas ele é cabeludo, esguio e tranquilo como uma cambaxirra. Preocupação mesmo é só de quatro anos com os votos. Por isso mesmo, todo mundo estranhou quando ele, no meio do mandato, fez um discurso. Deu até o jornal. E, ainda mais surpreendente, o vereador se disse preocupado. Pre-o-cu-pa-do! O que, meu Deus, estaria ameaçando aquela calma quase santa. Seria a emissão do CO2? Seria o aerodilma (que vem aí!)? Seria a queda do dólar? Seria o Complexo do Alemão? Não, não, não! Estão todos muito frios, se pensam assim; ele estava preocupado com o Complexo do Soró, Presidente da Câmara Municipal. Aliás, isto não é só coisa dele não; os outros onze comungavam o mesmo sentimento. Fizeram o cerco. Doze vereadores de muitas palavra  e pouco senso montaram a barreira. Mas o Soró parece que sabe de um túnel, uma saída de emergência. Não se entrega. E deve de ter mesmo. Há dois anos preside a casa. Agora, a vinte poucos dias do final do seu mandato, querem denunciar irregularidades na sua gestão.  Essa gente é paga para fiscalizar a Prefeitura Municipal e levou 24 meses para perceber irregularidades que se passavam  diante do seu nariz. Enfim, Paulo Conrado diz que está preocupado porque será o futuro presidente da câmara. Como? nem houve eleição ainda e ele já está eleito?  A escolha não é através de voto secreto? Como se sabe o resultado se nem sequer houve a eleição? Certamente compraram os votos. Há indícios.  Sei não, eu acho que vou chamar o Zezinho da Ética, mais conhecido como Caveirão do Legislativo. 

SE VOCÊ NÃO ME QUERIA... NÃO DEVIA ME PROCURAR... LÁ-RÁ-RÁ, LÁ-RÁ-RÁ,LÁ-RÁ-RÁ



Estão armando uma cama-de-gato para o Michel Temer e, de resto, pro PMDB. Cochilou o cachimbo cai.  Pois bem. Na campanha, não são só os eleitores que são enganados; o companheiro ao lado também.  Ciro Gomes chamou o PMDB de uma quadrilha e Michel Temer o chefe de todos os ladrões. Dilma Rousseff, de frente com William Bonner, disse que Ciro Gomes era um grande companheiro e nenhuma palava para o seu vice, que certamente pensava assim: O que é seu está guardado. Veio a transição e o PMDB sentiu uma forte cotovelada atirando-o para longe da mesa. Assim como um abano espantando as moscas. Aí, ele fez o que podia ser feito. Fecharam num blocão e proclamaram  - Por aqui ninguém passada. Mas Dilma veio  com uma canequinha de água e  apagou o incêndio. Chamou o Michel e fez-lhe um afago e umas duas ou tres promessas de cargos. Há lugar pra todo mundo. Michel, então, mandou seus meninos irem brincarem no quintal, por enquanto. Aí, tudo se acalmou. Mas a mansidão é perigosa. No dia 3 de novembro, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou uma emenda constitucional retirando do vice-presidente a condição de sucessor em caso de vacância da presidência. Mais ou menos o que fizeram com o Pedro Aleixo, na definitiva doença do Costa e Silva. O vice ocuparia o posto interinamente, até a definição do novo presidente. Cassaram o Michel! Taí, o governo fala tão mal da imprensa, mas ela escondeu isto. Nem a Folha de São Paulo, nem O Globo...  O Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo... nenhum grande jornal, nem nenhum canal de TV deu esta notícia. Eu a pincei na coluna do Sebastião Nery, na Tribuna da Imprensa, jornal virtual.


'''LIVRAI-NOS DEUS DE TODO O MAL



O Wikileaks abalou os EUA  sem ter sequer  uma espingardinha de rolha, dessas que se atira em massos de cigarros nos parques de diversão. Ele apenas recebe documentos comprometedores e, sem aquela preocupação dos padres no confessionários os passa adiante. Caíram-lhe nas mãos 250 mil telegramas dos  EUA e outras países. Pôs tudo no ar. No meio dessa avalanche de documentos tinha um bom fardo de correspondências árabes.  Mortos de medo com a ameaça do programa nuclear iraniano, os árabes apelavam pelo socorro do Tio Sam. Os pedidos eram os mesmos. Queriam que as botas americanas pisassem a cabeça da daquela serpente. E a serpente era o amicíssimo de Lula,  o trans-lunático Ahmadinejad. O  rei saudita Abdullah fez mais do pedir. Apelou dramática e persuasivamente -  acabe com ele antes que Israel o faça. Não queria nehuma porta aberta para gratidão com o carrasco. E esses telegramas se espalharam. Os árabes quando viram suas correspondências ultraconfidenciais transformadas em ti-ti-ti nas Tvs e nos jornais, trancaram-se em copas. Israel a festejou como a redenção para o seu ódio ao Irã. Agora, todos viam que o Irã não passa na garganta de ninguém. Só do Lula. O presidente iraniano, entretanto,  tratou tudo com muito desdém. E acusou os EUA de estar fazendo fofoca porque  "O Irã e os países da região são amigos". Não aludiu, entretanto, aos  19 misseis no Teerã, enviados pela Coreia do Norte. Os EUA sentiram-se machucados com este arranhão na sua confiabilidade.  Deputados e senadores republicanos quiseram classificar o site como terrorista (aí, já viu, né? Outro Bin Laden).  A proposta, por enquanto, foi rechaçada. Mas, por via das dúvidas, livrai-nos Deus de todo mal.


HÁ UMA PROFUNDA SIMPATIA ENTRE O DIÓXIDO DE CARBONO E A ESPIGA DE MILHO



Luiz Carlos Baldicero Molion é desses cabras que matam a cobra e mostram o pau.  Molion, cientista brasileiro, com currículo de dar volta e meia no quarteirão denuncia como farsa toda essa epidêmica campanha contra a emissão de CO2. Lê-lo e  escutá-lo é  um exercício de cidadania. Dr. Molion entende que o controle da emissão é uma re-edição da campanha contra o CFC (clorofluorcarbono), anos 90. Por ele teríamos que jogar fora as nossas geladeiras, acabar com os anúncios luminosos e  transformar nossos aparelhos de ar condicionado em chocadeiras. E, no entanto... Agora, vem a campanha de controle da emissão de CO2 também com os mesmos objetivos colonialistas. Para ele "o gás carbônico não controla o clima global". A maior seca do nordeste foi em 1877 até 1879 e nós não emitíamos sequer 5% do que emitimos, hoje. Além do que o CO2 é fundamental para a vida das plantas, nossas vidas. Há uma profunda amizade entre o CO2 e a espiga de milho. Todo ano são mandadas 200 bilhões de toneladas de carbono para o ar. E o homem só manda 6. O impacto dessa redução, portanto, seria irrisório. Não torça o nariz; há um vasto material na internet. Vídeos no youtube.  Países como os do G7 já não dispõem de recursos naturais, recursos energéticos. Por outro lado, eles não querem perder a hegemonia.



ERA UMA VEZ O AEROLULA




Era uma vez o aerolula. O Aerodilma, vem aí! O Planalto vai comprar a versão feminina do aerolula - o Airbus-A340. Imagina-se que Lula se adiantou na compra para evitar desgaste para Dilma. Afinal, para quem vem recomendando austeridade e mandando apertar o sinto, reivindicando a volta do CPMF não ficaria bem iniciar o mandato com um avião novinho em folha. Não sei se o incauto leitor se lembra que deram para a compra do aerolula era a de aposentar o sucatão. E só com a economia de combustível se pagaria o novo. Pois bem, o sucatão segue praticamente em todas as viagens, carregando o segundo quadro dos puxa-sacos! Vai que alguém contunde e não pode ir bater palmas. Este novo modelo custará entre R$ 395 milhões e R$ 465 milhões dependendo da versão. A negociação corre discretamente. Isso indica que poderá ser feita compra direta, o que depende de projeto de lei. Procuradas, as assessorias do Planalto e de Dilma ninguém falou nada. E talvez não saibam nada mesmo. Quem sabe será um presente surpresa para a Dilma e, porque não dizer, para o contribuinte também. Presente de grego.
foto: noticiasterra.com
NOMES DA 7º ARTE
Por Morrison



Max Ophüls
                 Max Ophüls, também escrito Opuls, nasceu em 6 de maio de 1902 em Saarbrücken, Alemanha.   Foi ator,diretor de cena e produtor teatral na Alemanha e na Áustria de 1921 a 1930. Estreou no cinema com 'O Jogo do Amor'(1932), baseado numa peça de Arthur Schnitzler. Judeu, com ascenção de Hitler foi obrigado a fugir da Alemanha em 1933. Na Itália dirigiu a 'A Mulher de Todos'(1934); na França, 'A Suave Inimiga'(1936).
                 Naturalizado francês em 1938 realizou 'Sarajevo'(1940) e uma versão francesa 'Liebelei'(1940).Forçado a abandonar a França na Segunda Guerra Mundial, em 1947 foi para os Estados Unidos, onde fez quatro filmes, dos quais se destacaram 'O Exilado'(1947), capa-e-espada com Douglas Fairbanks Jr., e 'Carta de uma desconhecida'(1948). Ophüls voltou à França em 1950 e dirigiu 'A Ronda'(1950).
                 De seu último filme - a obra-prima 'Lola Montes'(1955) que conta a história de uma célebre atriz - foram exibidas duas versões: a original, montada pelo cineastra e raramente vista, e outra, montada por produtores que não respeitaram a estética do autor. Max Ophüls morreu em Hamburgo, Alemanha em 26 de março de 1957.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

AO VENCEDOR AS BATATAS



Ao vencedor as batatas. Eis o que recomenda o bruxo do Cosme Velho. Não sei se Dilma Rousseff leu o velho Machado de Assis, nem sei se ela já se deu conta que há, na sua fazenda, um imenso batatal. Mas o pessoal do PMDB está sabendo dele desde o carnaval que passou. E está pronto para colher a parte que lhe cabe deste latifúndio. E, convenhamos, estão certos. Certíssimos! Colaboraram na campanha eleitoral e até indicaram o vice.  Mas o PT é insaciável. Bem que Garotinho avisara - "O PT só quer saber é de boquinha". O PMDB sabe dessa fúria deles. Por isso, ao sentir a primeira cotovelada, convocou o blocão. E Eduardo Cunha, o deputado, chamou a pajelança pelo Estadão: "Eles não vão governar sozinhos!” Dilma chamou, então, o vice e lhe pediu que apascentasse seus meninos. E, já vestida da mãe de todos que  anunciara na campanha, avisou que cada um ia ganhar seu presentinho. Mas desconfiado morreu de velho.  Moreira Franco quer a presidência da Caixa Econômica, e Dilma prefere Maria Fernanda. Banco do Brasil também é alvo de disputas. D. Ideli Salvati pretende, e está quase acertado, ir para a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Ela diz que é uma questão de reintegração de posse. Só se for. Porque, sinceramente, o que fez a Dona Ideli a não ser cantar (e mal) parabéns pra você no aniversário do Lula? Sinceramente, Michel Temer fez mais. Ave, Maria!

FIDEL, ESTEBAN, RAUL






A gente não sabe se Esteban Morales pagou para ver, se foi desafio ou pura ingenuidade. Talvez tudo isto. Esteban, até há poucos dias, era o bam-bam-bam no PC de Cuba. Professor na Universidade de Cuba, titular nos estudos sobre Estados Unidos, um mestre. Um homem cultuado, enfim. Vai que, um dia, ele teve a belíssima idéia de dizer o que pensava. É, como diria o Márcio Ávila: "Não pode, gente! Esse negócio de se dizer o que pensa é furada!" Aí, o Esteban foi expulso do partido. Saiu com uma mão na frente e outra atrás. Não sei nem se lhe deram tempo para pegar a escova e a pasta de dente, no escritório. Parece que não. E, no entanto, ele queria apenas ajudar. Colocar, como mestre, a sua experiência e saber acadêmico a favor do governo. Viu que uma coisa errada e, como os pais, avisou.   Foi para o site dos escritores cubanos colocou lá uma ou outra crítica às mudanças propostas pelo governo e  aos casos de corrupção que, aqui e ali,  despontavam. Se deu mal.  E tudo estava confirmado.  Raúl Castro havia destituido, sem maiores explicações, o diretor do Instituto de Aeronáutica Civil e o ministro dos Transportes, numa mesma tacada. E a Central de Trabalhadores de Cuba já havia anunciado a demissão de 500mil trabalhadores do setor estatal.  O Estado é o maior empregador em Cuba.  Como se vê, fizeram tempestadade com um copo dágua. Mas os regimes totalitários são assim mesmo.  Frei Beto e Leonardo Boff adoram isto. Eles pensam assim: Já que Deus é único, vamos para o partido único. É nisso que dá. A direção partidária asfixia as bases. E, muitas vezes, uma liderança assume por toda a cúpula. Aí, esse dirigente totalitário tem que dar a impressão de infalibilidade. E só funciona assim. Quando se aponta erro deles, dança. E o Esteban não sabia disto.

DIREITOS HUMANOS SEGUNDO O PT



Roxana Saberi é uma peregrina dos Direitos Humanos. Já tem pagos os seus pecados e quer pagar pecados alheios. É dura a vida de quem procura e promove a paz. Esteve presa no Irã por cem dias.  Uns em cela solitária, outros em coletiva. Até que em maio de 2009 foi libertada depois de intensa , campanha internacional. Posta em liberdade pôs-se a correr mundo com o livro que escrevera na cela - "Minha vida de Prisioneira no Irã" - que divulga na sua volta pelo mundo. É uma denúncia e, ao mesmo tempo, um pedido de socorro para ex-companheiros seus ainda não libertados. Foi nesse passo que chegou ao Brasil. Quis falar com o Presidente Lula. Enviou-lhe uma carta em que dizia: "Se o senhor fosse liderança sindical no Irã, estaria preso." Mas isto não o comoveu. Seu assessor Marco Aurélio Garcia foi quem a recebeu. Marco é arremedo de Marta Suplicy também chegado às obscenidades. O top-top-top da TAM, em São Paulo. Não sei o que ele fez, mas parece que não era para fazer nada mesmo. Mas devia. É obrigação constitucional amparar a luta pelos direitos humanos. Está lá no seu artigo 4. Roxana, no entanto, não desistiu. Marcou um encontro na Câmara  Federal. Apenas o deputado Chico Alencar (PSOL) compareceu. Aliás, o PT tem maioria na casa e o Direitos Humanos é uma das suas bandeiras. Imagina se não fosse.

ESSA  ESTRANHA MANADA
Tudo o que é grande já foi pequeno um dia, até o PT e o bigode do Senador Mercante. Gente, eu conheci o PT vendendo broches nas calçadas e usando caixotes como palanques nas portas das fábricas. Agora, está desse jeito que se vê. Também foi assim com os elefantes, que eram muito menores do que os vemos hoje, nos circos, nos zôos e na Discovery. Um elefante perto do dinossauro era como um desses cãezinhos que as madames põe pra tomar leite na mesa do café. Uma gracinha. E, nós humanos, uns diminutos ratos de laboratório. Mas tudo passa o tempo todo no mundo, conforme na música de Lulu Santos e Nelson Mota. A paleontóloga Felisa Smith, chefe na pesquisa, nos garante que foi só os dinossauros morrerem e os mamíferos cresceram, aumentaram de tamanho. E cresceram para valer. Ganharam mais espaço e alimentação. Esses pesquisadores saíram da Universidade Novo México e se espalharam pelos continentes. Recolheram, reconstituíram e compararam os fósseis encontrados. Chegaram ao  Indricotherium de 17 toneladas, seguido de perto por uma criatura semelhante ao elefante, o Deinotherium africano. Os maiores mamíferos, hoje, conhecidos. Isto indica que os mamíferos cresceram e diminuíram embora ainda estejam maiores do que o eram no tempo dos dinossauros. A história do PT também é meio assim. Pensei em fazer a  tese: Os dinossauros foram morrendo e o PT crescendo. Mas não fui muito longe. A transformação do PT é muito mais complexa. Na verdade, os dinossauros políticos não morreram;  foram assimilados pelo PT. Ou alguém acha que o Senador Sarney, por exemplo, faz nessa história toda o simples papel de subir num banquinho no centro do picadeiro?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

NÃO RESPIRE PELA BOCA



ZEZINHO E SEUS SEGUIDORES

Sou capaz de jurar que esses nossos vereadores estão lendo o "Manual de Sobrevivência Política" do Zezinho da Ética. Nada de bater no Prefeito; só nos vereadores. Aliás, royalties para o Giovani Miguez. Foi ele quem levantou a lebre. E eu reconheci as orelhinhas dela - iguaisinhas a do Zezinho. De verdade, em verdade vos digo, Zezinho é como Deus, só tem um. E quando ele morrer vai ficar uma enorme lacuna. Ele é o profeta do "é dando que se recebe." E os vereadores que jamais iriam desperdiçar  um talento desses, estão tirando um bom proveito da leitura.  Debruçam-se sobre o manual com a atenção de quem vai fazer vestibular na manhã seguinte. Agora, inventaram um trabalho para fixação da aprendizagem. Vão investigar  o presidente da Câmara Municipal, Luís Cláudio da Silva, o Soró.  É um projeto exercício, um projeto-balão. De mentirinha. Só pra treinar. Mas nem parece. Mas estão empenhados como se fosse pra valer. Tanto que se sentaram num dia e, naquele mesmo dia, levantaram todas as denúncias que tinham contra o Soró.  Levantaram e as encaminharam. A presidente da comissão, América Teresa, disse que concluíram que a administração do Soró é ineficiente. Concluíram, não; encontraram indícios. há indícios. E a administração municipal com as calçadas arrebentadas? É eficiente? E a Educação colocada no décimo lugar no rank fluminense? É eficiente? E essa comissão de vereadores, é eficiente? Claro que não. Aliás, quem o diz é a própria América Tereza, quando diz que é possível que a comissão não faça nada.

MEU MARIDO MEU TESOURO



Dilma Rousseff não é supersticiosa. Pretende indicar uma mulher para a chefia da  Casa Civil do seu governo. E faz bem. E, assim, fechará a Trindade Feminina naquele cargo.  Ela própria, Erenice e, agora, Maria das .Graças. Não sejamos machistas! Se Dilma nem Erenice foram bem, o último homem que passou por lá levou até umas bengaladas como castigo e a Erenice, até agora, só levou um pito.  Maria, a terceira pessoa, está na ponta da agulha para a vaga. Parece até que já mandou fazer o vestido. Maria das Graças Foster é o nome dela e tem lastros no serviço público.  Como Erenice, é uma antiga conhecida de Dilma e também cheia de cuidados com a família. Entrou para a Petrobrás em 2007. Faz pouco tempo, mas já mostrou que leva jeito.  Colin Vaughan Foster, seu marido, até começou a respirar melhor. Sua empresa,  a C.  Foster, nesses poucos 3 anos,  assinou 42 contratos com a Petrobrás. E, desses, 20 foram sem licitação. E, depois, tem gente que não acredita na sorte. Taí o exemplo.  De 2005 a 2007, ele passou um perrengue danado, lá dentro. Em tres anos, conseguira, apenas um contratinho. Valeu a perseverança. Maria das Graças chegou e, aí, choveu na horta dele. Foi aquela fartura, na razão de 14 contratos por mes! Tem um ditado que diz que se um jaboti estiver montado num galho de árvore foi enchente ou mão de gente. Sei não. O fato é que agora a moça está muito bem cotada para presidência da Petrobrás, para chefia da Casa Civil ou para Secretaria Geral da República.

Ilustração: biscuitdanet.blogspot.com


O EXEMPLO DE MANDELA


A Lei da Anistia despertou a fúria em alguns anistiados. Estranho mundo esse. Estranha gente essa que procura obstinadamente o perdão para si mas não quer vê-lo estendido aos demais. Isto me lembra a Dodora. Para ela é inaceitável uma ditadura de direita. Já a ditadura de esquerda é amissível e até desejada. Se você discordar dela e lhe manda ler Gramsci, como quem recomendasse um chá de flor de laranjeira. Um tranquilizante para a consciência. Você pega o Gramsci e ainda no prefácio já sai rachando crânios, lancetando corações e bebendo sangue de adversários como suco de grosélia. Os boxeadores cubanos tem um modo diferente de ver as ditaduras de esquerda. Dodora devia conversar com eles. Vou falar com ela. Com ela e com o Franklin que trabalha na Prefeitura de Volta Redonda. Eles vão me agradecer muito. Se bem que há espíritos renitentes. Renitentíssimos! Feito alguns beneficiados pela anistia. Pá daqui, pá de lá, a lei foi aprovada pelo congresso e promulgada pelo Presidente da República e o STF referendou. E tamos aí! Por ela, até os mais radicais inimigos do regime foram alcançados pelo terno braço do perdão. Mas ainda assim tem gente com gosto de sabão na boca.  Não querem que os torturadores sejam perdoados. A OAB até pretendeu ajudá-los, mas o STF derrubou a petição por 7 a 2.  Anistia é isto mesmo.  Nelson Mandela entendeu isto muito bem. Travava a sua luta política e armada no Congresso Nacional Africano. Passou vinte e sete anos preso. E, 18 os desses, na solitária. Eleito presidente  (1994-1998),  instituiu a “Comissão da Verdade e da Reconciliação.”  Milhares de depoimentos foram ouvidos. Várias confissões de ilegalidade e violência vieram à tona. O público as conheceu. E Mandela que precisava do perdão para os seus erros, não quis negá-lo aos demais. Nenhum desses crimes publicamente confessados foi punido.

NÃO RESPIRE PELA BOCA


Muito já se ouviu falar em engolir as próprias palavras, engolir o fôlego, engolir sapos. Porém Mauricio Macri foi além da encomenda e excedeu o vernáculo. Maurício é prefeito de Buenos Aires e quis fazer uma exibição no seu próprio casamento. Quem sabe era um presente para a noiva, quem sabe era simples realização pessoal. Casamento de prefeito imagina-se como é... duzentos convidados e três mil penetras. Claro! Ninguém é tonto de barrar um eleitor que veio não pelo bolo e nem pelo chopp. Quer, apenas, tirar uma foto ao lado do homem. Do Homem. E, porque tanto já havia gastado com a festa era bem vinda essa  craque espontânea.   A noiva Juliana Awada estilista de profissão, certamente, ajudou com seus cuidados profissionais e esponsais para que tudo saísse melhor do que a encomenda. O prefeito queria fazer uma apresentação musical. Ia cantar a música “Love of my life”, sucesso de Freddie Mercury, vocalista da banda inglesa Queen, seu ídolo na adolescência. E se caracterizou como podia. Ou não devia. Pegou uma capa, colocou um bigode postiço e abriu o bico. A noiva sorria, convidados aplaudiam e mesmo os garçons se encostaram nas paredes com suas bandejas para bem ouvi-lo.  Vai que no meio da apresentação, Maurício, para melhor  respirar, puxou o ar pela boca e,com isso, engoliu o bigode. Foi um corre-corre. Maurício foi atendido pelo secretário de saúde, que vendo a impossibilidade do noivo expelir o bigode, aconselhou-o a engoli-lo de vez. Deu-lhe bastante água para facilitar a descida. Parece até que deu chopp também. Afinal, era uma festa.

FONTE: Opera Mundi, revista argentina

O CELULAR NO BANCO DOS RÉUS


Para alguns o aparelho celular, hoje, faz parte do corpo, como a mão, a orelha e o dedão do pé. Outros o entendem como um modo de arrancar nosso dinheirinho, simplesmente. A  Folha de São Paulo que não entende assim, nem assado convocou um debate sobre a questão. Compareceram o oncologista Paulo Hoff, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o engenheiro Alvaro Salles, da UFRS, o biomédico Renato Sabbatini, professor da Unicamp, e o psiquiatra Elko Perissinotti, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Sabbatini, apoiou-se na OMS disse que não há nenhuma prova de risco pelo uso do aparelho.  Salles, apoiado na mesma OMS, concluiu o contrário: "Usuários por mais de dez anos apresentaram o dobro do risco de tumores cerebrais." O oncologista Paulo Hoff se espelhou numa amostragem de 5 bilhões de usuários sem nenhuma manifestação de doença. Todos, entretanto, mostraram-se bastante receiosos quando falaram de crianças. Renato Sabbatini lembrou da preocupação britânica com o impacto dos celulares sobre a saúde dos adolescentes. Só depois de vinte anos terão resultados definidos. Para Salles há necessidade de mudanças no uso do aparelho.  Como, por exemplo, fones para os ouvidos em vez de encostar o telefone na orelha. "Os fabricantes publicam alertas nos manuais para que os usuários não encostem o celular a distâncias menores que 2,5 cm da cabeça. É quase uma confissão de culpa." O oncologista Paulo Hoff acredita que precaução nunca é demais, mas espera que a própria tecnologia gere solução para o problema. Talvez a solução, agora, uma cirurgia de amputação do telefone. 

E A GUERRA CONTINUA...

Pak Tok-hun, vice embaixador da
Coréia do Norte
Obama deu um pulo da cama às 3h55min da madrugada. Era  Ton Donilon, secretário de segurança nacional, com a notícia do bombardeio coreano. Para o vice-Embaixador da Coreia do Norte na ONU - Pak Tok-hun – esse foguetório não era coisa pra tirar o sono de ninguém. Era uma briga de vizinhos. E para provar sua posição anti-beligerante apontava a Coreia do Sul dizendo “Foi ela quem começou tudo”. E a Coreia do Sul retrucava ”Mentira! Foi ela!” Uma releitura do ovo e a galinha. Quem nasceu primeiro? As duas coréias vivem se mostrando os dentes há muitos anos. Já viveram até juntinhas, como um só país, e sob o comando do Japão. Com o final da Segunda Guerra, foi libertado e dividido em dois pedaços - Um para os EUA e outro para URSS. A partir daí o permanente conflito. E, agora, deu nesse bombardeio da terça feira,  na ilha de Yeopyeong. O mais grave ataque da Coreia do Norte a civis sul-coreanos desde aquele em que plantou uma bomba num avião de passageiros em 1987, matando 115 sul coreanos. Apesar de sul-coreana, essa ilha está muito mais próxima da Coreia do Norte, 12 km de distância. Ambas as coréias reivindicam sua posse. O confronto de terça feira passada ainda mais se agravou quando foi revelada a existência de uma moderna planta de enriquecimento de urânio na Coreia do Norte com 2.000 centrífugas. Como se dizia antigamente: Guerra é guerra.

NOMES DA 7ª ARTE
Por Morrison

Miklós Rózsa



Miklós Rozsa nasceu em Budapeste, em 18 de abril de 1907. Ainda jovem, compôs obras neoclássicas, além de balés e sinfonias em Paris e Londres, antes de ser contratado pelo seu compatriota Alexander Korda, para o arranjo musical de seu primeiro filme, "Knight Without Armour", em 1937. Três anos depois, foi com Korda para Hollywood, onde desenvolveu um estilo que destacava impacto psicológico, fossem em suspenses ou policiais noir, muito em moda nos anos de 1940.
São "Pacto de Sangue"(1944), "Quando fala o Coração"(1945) e "Os Assassinos"(1946), suas primeiras obras musicais para o cinema americano. Ganhou seu primeiro Oscar como compositor, em 1946, pela composição de "Spellbound" (ou "Quando fala o Coração", título brasileiro).

Em 1949, Miklos foi contratado pela Metro-Goldwyn-Mayer para ser um dos compositores daquele estúdio. Foram momentos altamente produtivos para o compositor húngaro. No ano seguinte, sua primeira trilha para MGM, "Quo Vadis, marcou o início de uma nova fase para o músico e maestro, que saiu do estilo psicológico e noir dos filmes policiais dos anos de 1940, para o estilo épico e religioso, inspirado num estilo grego-romano clássico.

Rozsa ainda realizou outras trilhas sonoras para Metro, como "Todos os Irmãos eram Valentes"(1953), "O Veleiro Da Aventura"(1951), "Ivanhoé"(1953), "Os Cavaleiros da Távola Redonda"(1954), e "Tributo a um Homem Mau"(1958). Recebeu 17 indicações para o Oscar, tendo recebido em sua carreira apenas três: "Quando fala o Coração"/Spellbound(1945), A Double Life(1947), e "Ben-Hur"(1959).

Ben-Hur foi um marco memorável em sua carreira, no final da década de 1950. Na década seguinte,com o Oscar conquistado por "Ben-Hur", e o contrato com a Metro(nesta época, Louis B. Mayer não era mais o chefão, pois havia falecido)já em fase de expiração, ainda compôs as trilhas de mais dois épicos espetaculares: "Rei dos Reis"/ King of Kings (1961), ainda para a Metro, e El Cid (filme), para a Allied Artist, firmando o compositor húngaro como um mestre definitivo do gênero épico. Possivelmente, Miklos Rozsa é mais lembrado pelas composições em filmes épicos e religiosos do que pelas composições iniciais de sua carreira. Com o passar dos anos, seu talento não diminuiu, recebendo inclusive o título de "Doutor"
.
Encerrando seu contrato com o estúdio da "Marca do Leão", Miklos se tornou independente e disponível para outros estúdios que quisessem contratá-lo. Em 1967, compôs para a Warner Brothers a trilha de "Os Boinas Verdes"/The Green Barett, película de Guerra estrelada por John Wayne e David Janssen. Nos anos de 1970, quando os filmes épicos e bíblicos saíram da moda em Hollywood, Rozsa produziu trilhas para outros gêneros, como "Providence"(1977), "Fedora"(1978), e "Um Século em 43 minutos"(1979).

Em 1982, Rozsa compôs sua última trilha sonora para um filme de Hollywood: "Cliente Morto Não Paga", estrelado por Steve Martin. O Filme era uma paródia sobre os clássicos filmes noir da década de 1940. O compositor, aos 75 anos de idade, foi chamado para executar e resgatar os arranjos daqueles filmes(que ele mesmo compôs) e produzir a trilha do filme. Magnífico.

Miklos Rozsa é o ponto de referência para muitos compositores de trilhas para filmes que surgiram posteriormente, como Maurice Jarre e John Williams.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

DOS MALES DO VERÃO

GRUPO J.M.Z.V


Este quarteto alegrou a Feira da Roça lá na Sede Campestre dos Aposentados. Muito bem escolhido o grupo. Um repertório que vai de uma ponta a outra da MPB, um passeio por tantos e tantos sucessos. Wilma, a crooner, quando quer faz da voz a voz de Tetê Spíndola, Núbia Labafayete, Roberta Miranda... Enfim, faz o que quer com a voz. Jair, no violão, às vezes, em dupla com Vilma, às vezes sozinho também sabe das coisas e canta também. Enfim. Manoel na percussão e Zezinho do teclado também estão juntos. E se estão juntos é porque foram escolhidos. Ninguém entra atoa atoa num grupo assim, não. O telefone deles está meio inelegível na foto, mas para vocês não perderem a oportunidade de ouvi-los, lá vai: Tel 3350 4897 - 3350 4930 ou Cel 9963 1778 ou 9951 2009

A VERSÃO MASCULINA DA DILMA

O governo brasileiro continua entendendo que é avacalhação se intrometer no apedrejamento dos outros. Cada qual no seu pedaço! E, por isso, não assinou a nota produzida pela Onu contra o Irã. Seus companheiros no Mercosul - Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile - a apoiaram. Mas Lula tem as suas superstições políticas. Dilma Rousseff não mugiu nem tugiu. Em boca fechada não entra mosquito. Ela anda meio que cansada de dar suas opiniões e ter que desdizê-las depois.  Mas gente da sua ante-sala disse que ela continua, como antes, contrária ao apedrejamento da Sakineh. Só que não pode falar nada para não azedar uma futura relação. Eu entendo. Isto me lembra muito um certo Márcio Ávila,  que sempre dizia com muita coragem: “Eu tenho a minha opinião, mas é prudente que eu não a tenha”. Pobre Márcio, sempre quando ele passava as pessoas diziam - "Lá vai um homem sem opinião". E ele sorria por dentro, satisfeito e mudo. Mas estou vendo que a comparação é imperfeita; Dilma dá as suas derrapadas. No período eleitoral ela disse:    "Mesmo considerando os usos e costumes de outros países, (o apedre jamento) continua sendo bárbaro." Isto, quem sabe, pode ter lhe rendido alguns votos. Moeda sem valor no câmbio atual.  

CUECA PORTA BOMBAS



Umar Farouk Abdulmutallab bem que se esforçou no disfarce. Mas sempre se deixa a pontinha do rabo à mostra. Ainda mais agora nos EUA pós 11 de setembro. Umar é nigeriano convertido ao radicalismo islâmico. Veio para a América, com a idéia de morrer e de levar alguns americanos com ele. Pôs uma bomba na cueca e cá veio ele confiante de que ali onde estava ninguém iria tocá-la. Ele estava certo. Passou lépido e fagueiro pelos seguranças. E foi dando tudo certo até o momento em que ele resolveu detonar a bomba. Aí, por não sei que misteriosas providências ela não explodiu. Apenas lhe produziu umas que tais queimaduras nas partes baixas. Foi para o hospital e em seguida para o xilindró. Lá, aguarda o julgamento pelo qual poderá ser condenado à prisão perpétua. Mas hoje os americanos aumentaram e muito este serviço nos aeroportos. Os seguranças perderam o nojo. Americanos se rebelaram. Dizem que há um limite até aonde o governo pode meter a mão." Protesto que se propagou às vésperas da grande migração atual do Dia da Graça.  Na verdade, a cada um é dada as opções - Passar por uma revista completa ou submeter-se ao scaner de corpo e aparecer de corpo nu para a vigilância. Com a garantia de que não seja revelada a identidade. Hoje, já são 350 máquinas dessas e se pretende chegar a 1000.
Fonte e foto: Revista Veja

DOS MALES DO VERÃO



Há daqueles são capazes até de brigar por férias no verão. Aliás, devia eu dizer que quem sabe existam aqueles que preferem trabalhar no verão - são os vendedores de limonada, picolés e ceverjas nas praias. Mas muito mais os que gostam de curtir o verão. Nada de trabalho. E quaanto mais intenso melhor. Por isso, manter uma casa praiana vazia e alugá-la só no verão é, não diria um  negócio da China... Mas há também um bichinho muito animado com o verão. É o Aedes Egipty. Agora, que o verão já vem chegando fortíssimo no Norte e muito forte no Sudeste e lembre ao Leonardo Boff que governar não é apenas distribuir bolsa família. No mais se apegue com seu santo protetor. Porque junto com esta ameaça vem também o dengue DENV4  que é um reforço que o vírus buscou nesta luta para acabar com o Brasil. É a segunda vez que ele bate por aqui. Já conhece os nossos pontos fracos. Desde a década de 80, não ouvíamos mais falar dele. Agora, veio matar as saudades. Por enquanto, ele tá lá no Norte. Já atingiu uma dezenas de pessoas e há nove outros casos suspeitos. O infectologista Artur Timerman está muito apreensivo: "Todas as versões do vírus da dengue, incluindo o tipo 4, devem fazer um milhão de casos em 2010". Vai ultrapassar em 500 mil pessoas as vítimas do ano passado. 

CADÊ PARQUE QUE ESTAVA AQUI
PARQUE PLAY TOY



É....o parque se foi. Talvez seu dono nem tenha consciência da tamanha falta que  seu parque ja está fazendo.Em uma cidade com 1 milhão de habitantes, que só tem um grande shoping. Não tem uma praça arborizada, não tem um grande teatro,não tem um estádio de futebol, não tem se quer uma rodoviária. Um simples parque torna-se uma festa para a garotada.E porque não para os adultos? Claro que sim. O parque trouxe os brinquedos mais variados. Ficou, agora, mais uma área disponível para um futuro parque esse terreno baldio da empresa, IAMAGATA, atrás das margens da av.maricá no bairro do Colubandê, em São Gonçalo-rj. E que venham.As crianças e os adultos também, agradecem,venham alegrar as tardes e as noites,dos baixinhos e dos altinhos,por que estamos todos tristes com a partida do parque,PLAY-TOY.
SÃO GONÇALO-RJ,12 DE NOVEMBRO DE 2010


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

LEONARDO BOFF CHEIRA BOLSA FAMILIA


SORÓ, UM REMAKE DE LEÔNIDAS

Leônidas nas Termópilas
Juntaram-se todos os vereadores de um lado e o Presidente da Câmara do outro. Doze a Um é escore de jogo de várzea. Mas aqui é clássico. Jogo duro, mas sem caneladas. Conviveram tão bem com o moço e agora querem vê-lo pelas costas.  Tudo, segundo dizem, porque foi criado Centro de Processamento de Dados (CPD) na CMVR. Ora, qualquer mercadinho da periferia tem  seu serviço de informática. Até quitanda. Minha mãe, baiana de quatro costados, setenciaria logo: "debaixo desse angu tem carne". Pois bem, vão investigar o Soró. A idéia foi do Vereador Nenem que logo que a sentiu passear pelo cérebro correu a comunicá-la aos demais coleguinhas. Idéia boa a gente manifesta logo antes que um aventureiro lance mão. E os vereadores que estavam cansados daquela brincadeira de mudar nomes de ruas, de criar dia da recepcionista, do expedicionário, do amolador de faca acharam ótima essa outra brincadeira de investigar o presidente. Neném foi abraçado e teve seu dia de Einstein: Fazer uma comissão para investigar o Presidente. E podem até tirá-lo do cargo antes do final do mandato. Soró, o investigado, sorri. Muito mais besteiras os outros 12 fizeram. E deve ter razão. Porque, convenhamos, são 12 contra 1. Aí, seria até covardia a competição. E, depois, seu mandato termina no dia 31 de dezembro. Tirá-lo, agora, não faz muita diferença. No dia 1 de janeiro, Paulo Conrado estará no seu lugar, quando será eleito novo presidente. Sim, claro que haverá eleição. Mas os votos já estão assumidos. A gente já sabe o resultado. Em política tudo é combinado antes, até a raiva que se sente. Daí, é possível que o resultado desta investigação também já esteja combinado. Eu acho. Isto está parecendo um remake pós-moderno da Guerra das Termópilas.  De um lado, Leônidas, praticamente sozinho; do outro Xerxes com  seu numeroso exército. Xerxes, então, mandou um recado: "Minhas flechas são tão numerosas que cobrirão a luz do Sol". E Leônidas, muito tranquilo : "Melhor, combateremos à sombra!" Aqui, é sombra e limonada.  

LEONARDO BOFF CHEIRA BOLSA FAMILIA


Bolsa Família é o crack de Leonardo Boff. Não há problema com a Educação, com a Saúde, com as Estradas, Corrupção é coisa comum, o Papa é um hipócrita quando a bolsa familia se alevanta. E Dilma Rousseff sabe disto. E sabe que é grande essa tribo de que o frei é pastor - a cracolândia apostólica. Tanto que a presidente nem havia tirado o uniforme de campanha já acenara para um reajuste no benefício - o bolsa voto. Desculpem, o bolsa família. E ela sabe também que deve  aumentaro rebanho. Pra frente é quese anda. E, depois, fazer cortesias com o chapéu dos outros, não custa nada. Não é verdade? Então, ara que seu pessoal deixe de lado qualquer cerimônia com o cofre já deu seu sinal. Quer o reajuste acima dessa inflação acumulada pelo INPC. Portanto, acima de 9%.  Em maio de 2009, no último reajuste o benefício ficou entre R$ 22 a R$ 200. Essa enorme diferença entre o mínimo e o máximo se dá pelo número de filhos de cada beneficiado. E, pelo que se vê, fazer filhos é um bom investimento e não é tão difícil assim.  Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, responsável pelo Bolsa-Família, grande parte dos extremamente pobres já integra o Bolsa-Família. Eles correspondem a 85% da clientela do programa. Mas ele entende que o benefício pago não é suficiente para fazer com que todas essas famílias superem a condição de pobreza mais aguda. É claro que não! Quanto menos educação e emprego mas verba para o bolsa família. 

REDUZINDO A CACHORRADA



É melhor o chinês abrir o olho enquanto é tempo. Arrumar logo um lugar para deixar seus cachorros excedentes. Pelo menos os moradores de Xangai, por enquanto. Está pertinho de Pequim. É que os cães já passaram da conta. São 100 mil os atendimentos hospitalares anuais. Tudo por conta de ataque de cachorros. Fora a sujeira nas ruas e o perturbador latido às noites.  São muitos os cães. Não se sabe quantos, mas pelo tamanho dos estragos, estima-se em uns 800 mil animais. Vão ter que controlar também esta população. Há mais ou menos 30 anos fizeram isto com as crianças. Um controle de natalidade compulsório. Estabeleceram um filho por família.  Agora, a lei que fizeram para os meninos pode servir também para os cachorros. Um em cada casa que o desejar.  Tarefa difícil porque os chineses de um modo geral gostam muito de cachorros. Mas dura lex sed lex. A lei deverá estar prontinha no ano que vem. Vão até abaixar o custo de registro para os animais. Não querem cachorros com existência clandestina. Atualmente o registro de um cão, mais licença e vacina custa 2000 yuan. Cerca de R$ 520,00. Atualmente apenas 25% dos cachorros são registrados. Se é no Brasil, uma medida dessas ia enriquecer muitos advogados. Questionariam se o casal que não tiver nenhuma criança pode ter dois cachorros. Ou se o casal que não tiver nenhum cachorro, poderão ter dois filhos. Essa comparação de meninos com cachorros ia despertar a ira da turma dos Direitos Humanos... Não pararia mais.

HOSPITAL EM BRASILIA


O maior hospital de Brasília não quer saber de pacientes bebês. Mandou bloqueá-los na porta de entrada. Se vier para uma visitinha, para pesar ou medir. Ou se a mãe quer curar-lhe uma coceira, vai lá! Tudo bem. Mas se o caso for desses que não pode ser resolvido em qualquer botica, ali também não se resolve. É melhor ficar em casa. É que tem ocorrido ali várias contaminações fatais. Talvez até fosse o caso de botar aviso no jornal, no rádio e na TV. Em casos graves o Hospital Regional Asa Sul recomenda ficar em casa, já que os outros hospitais estão superlotados. O ministério público já no dia seguinte da denúncia iniciaria procedimentos para verificar as verdadeiras causas da contaminação. Mas o  , diretor do Hospital Regional da Asa Sul, já descobrira qualquer véu que pudesse estar cobrindo a verdade : Seu diretor Dr. Alberto Henrique Barbosa veio a público explicar que a raiz do problema está na absoluta falta de recursos do hospital. De fato, como ele diz, se faltam médicos, faltam enfermeiros, zeladores falta também o hospital. A única coisa que ele tem de sobra são os leitos vazios e os clientes que voltam da porta. E vão aguardar solução do governo, que não se fez de rogado. Foi a TV e disse que todas as providências seriam tomadas. Empenharia dinheiro para o hospital adquirir os insumos que lhe faltam e convocaria concursos públicos para preencher os lugares vazios. Enquanto isto, fica com a providência que podem tomar. A de colocar na porta de entrada o aviso de perigo, que todos se afastem.
Foto: UOL.com

A AUDIÇÃO DOS MORCEGOS


O Centro Médico da Universidade de Georgetown tem uma equipe pretende descobrir coisas novas no sentido da audição. Para melhor compreendê-lo pos-se a observar os morcegos que são os animais que melhor trabalham o som. Seus neurônios trabalham num entrosamento como se fossem jogadores de uma seleção campeã de basquete. A cada emissão ou recepção de som os neurônios vão conferindo o seu significado - Se é uma manifestação de raiva, se é uma manifestação de medo. Cada som, para os morcegos, tem o seu significado específico. Uma teia de códigos muito mais complexa do que os significados dos apitos de trânsito que muito nos esforçamos para decorar. Ms Queenam, uma das neurologistas empenhada no trabalho, junto com seus colegas implantaram eletrodos nos cérebros dos morcegos e gravaram as atividades neurais, depois de uma série de estímulos. Segundo esperam, estudos como este poderão  ajudar pesquisadores a compreender melhor o funcionamento do sistema auditivo humano. Em humamos, o ambiente barulheto, como tráfico ou muita gente falando,  pode ser ouvido  e ignorado enquanto os barulhos importantes como choro de uma criança provocam reações imediatas. O homem tem enfim, essa imensa capacidade de se desligar. E isto não quer dizer que é de tudo um bem. 

Fonte : New York Times


NOMES DA 7ª ARTE
Por Morrison

Luchino Visconti


           

   Luchino Visconti nasceu em Milão em 2 de novembro de 1906. Desde criança habituou-se ao trato com as artes e a cultura. Teve uma sólida educação clássica, estudou violoncelo por dez anos e foi encenador teatral de peças dramáticas e óperas antes de dedicar-se ao cinema como assistente do cineasta frncês Jean Renoir, que desenvouveu sua sensibilidade para questões sociais e políticas. Um dos fundadores do neo-realismo, Visconti conquistou sua reputação como diretor logo no primeiro filme, Obseção, de 1942, obra prima em que filmou em ambientes naturais e combinou atores profissionais com residentes locais. Em La terra trema (1948), não exibido comercialmente no Brasil, ganhou o grande premio do Festival de Veneza.
                 Na década de 1950, alternou a criação cinematográfica com a montagem de peças teatrais e óperas. Novo rumo na trajetória do cineasta se iniciou com Sedução da carne,de 1954, análise crítica feito com refinamento visual e expressividade pictórica. Com Rocco e Seus Irmãos,de 1960, sua obra social era levada ao máximo da estética, narrativa e mensagem, contanto a história da família que vai morar em Milão e deve, com o tempo, se adaptar à nova vida que levam. O Leopardo, de 1963, trouxe a Palma de Ouro em Cannes às mãos de Visconti, através da história de Dom Fabrizio Salina, um nobre príncipe que vive a decadência da nobreza e a ascensão da burguesia durante a Itália do ano de 1860. Aqui o luxo, grandiosidade e a fama já faziam parte de seus trabalhos, pois tudo ficou maior, mais rico. O mundo não era mais restrito; as grandes histórias deviam ser contadas. Com Morte em Veneza, de 1971, a polêmica característica de sua filmografia toma ares maiores
                 Visconti sofrera um enfarte, que encadeou uma série de problemas de saúde que resultaram em sua morte, no dia 17 de Março de 1976. Seus dois últimos filmes foram Violência e Paixão, quase uma auto-biografia não assumida, e O Inocente, que foi dirigido em cadeira de rodas e teve de ser finalizado por Ruggero Mastroianni, por causa do falecimento do diretor. Deixou este mundo sem realizar um de seus grandes sonhos, Em Busca do Tempo Perdido, que chegou a ter roteiro escrito, mas nunca fora realizado de fato.

Foto: scuolasentieriseelvagi.it